Director: Lázaro Manhiça

O PRESIDENTE do Conselho Municipal de Nampula, Paulo Vahanle, diz que o executivo municipal enfrenta dificuldades de articulação com as instituições e empresas públicas para a viabilização de iniciativas de desenvolvimento da urbe.

“Estamos a ter dificuldades de articulação com as instituições que não são da nossa gestão directa. Refiro-me, por exemplo, à empresa Electricidade de Moçambique (EDM) e aos serviços distritais de Educação e Saúde, Mulher e Acção Social”, afirmou o autarca.

De acordo com Vahanle, já os gestores do Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) se mostram receptivos aos projectos da edilidade, tanto é que, recentemente, houve um memorando de entendimento entre as duas partes para a introdução da taxa de saneamento, cujos valores são cobrados pela empresa pública e repassados depois ao município.

“O mesmo tipo de relacionamento devia acontecer com a Electricidade de Moçambique, mas os responsáveis desta empresa não são honestos. Não canalizam com a regularidade desejada, por exemplo, as taxas de lixo cobradas aos munícipes”, justificou, indicando que não havia necessidade de haver barulho à volta da gestão de semáforos.

Vahanle disse que há problemas de interpretação das acções do município quando pretende construir infra-estruturas que prestam serviços básicos aos cidadãos.

Por exemplo, fez saber que a edilidade submeteu um pedido de autorização para a construção de Centro de Saúde em Muthita, mas até este momento não teve qualquer resposta sobre o assunto.

Para o sector da Educação, a autarquia diz que mobilizou diverso material escolar para oferecer às crianças que estudam em diferentes estabelecimentos de ensino na cidade de Nampula, mas há dificuldades de articulação.

“Pensávamos que temos uma boa articulação com as instituições do Estado representadas na cidade de Nampula. Foi para lá que enviámos a nossa carta de manifestação de interesse e eles disseram que a autorização devia ser ao nível do Governo provincial”, lamentou.

Vahanle entende que a cidade de Nampula é uma região autónoma, pois as instituições que representam o Estado estão a funcionar localmente e os pedidos feitos são daquele nível.

“Não podemos atrasar o desenvolvimento do município pelo simples facto deeste estar a ser gerido pela Renamo (seu partido). As crianças necessitam do nosso apoio e nós estamos disponíveis para ajudar. Neste momento, como autarca, não defendo interesses da Renamo. As nossas iniciativas são para o bem de todos os munícipes”, afirmou.

Entretanto, o director dos Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social de Nampula, Nilton Napoleão, desvalorizou as acusações do autarca, argumentando que o sector tem colaborado de forma mais efectiva com o município.

Indicou, por exemplo, que a formação de técnicos do município em prevenção do novo coronavírus foi realizada pela Saúde ao nível do distrito, sustentando não ser possível a sua instituição inviabilizar um projecto que vai beneficiar a maioria dos cidadãos.

“Trabalhamos sempre de forma coordenada. Por exemplo, na luta contra a malária,  partilhamos a estratégia”, frisou Napoleão.

Por outro lado, encorajou o município, caso tenha fundos, a avançar com uma proposta técnica para a construção do mencionado Centro de Saúde em Muthita.

O delegado da EDM em Nampula, Eduardo Pinto, por seu turno, disse que a sua instituição não recebeu nenhuma solicitação do Conselho Municipal a manifestar o interesse de executar iniciativas de expansão de energia.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction