RESIDENTES da zona de Saua-Saua, no bairro de Namicopo, o mais populoso da cidade de Nampula, vivem momentos difíceis derivados da falta de água potável.

Face à esta situação, os residentes são obrigados a percorrer longas distâncias à procura do precioso líquido, um processo que começa logo às primeiras horas da manhã. 

Outra grande preocupação reside no facto de o consumo de água imprópria tirada dos poços tradicionais ou caseiros estar a expo-los a riscos de contaminação de doenças, como diarreias e cólera.

“A água que consumimos é turva. Tirámo-la de um rio em que as pessoas se aproveitam dele para o banho, lavagem de roupa e outras utilidades. É muito triste o que passamos na zona. O pior de tudo é que não temos purificadores e não há quem olhe por nós”, lamentou Consolada Domingos.

A munícipe lançou um apelo no sentido de que face ao dilema que se vive naquele povoado o Conselho Municipal de Nampula e o governo do distrital encontrarem, o mais rapidamente possível, alternativas para solucionar o problema. A construção de fontanários seria a medida mais acertada” .

Para José Sabonete, o problema da falta de água torna-se crítico no verão, pelo facto de os poucos poços caseiros  secarem.

Referiu que a crise de água naquela área tem a ver também com a demanda de consumidores, que apenas dependem dos poucos poços tradicionais que existem.

Os residentes de Saua-saua queixam-se também da degradação acentuada das vias de acesso, pois constitui motivo que os operadores dos transportes semi-colectivos alegam para não chegarem lá, temendo provocar danos nas suas viaturas.

Presentemente, para chegar à zona de Saua-Saua, só é possível através de moto-táxis, onde o uso deste tipo de meio envolve custos financeiros que  variam de 30 a 40 meticais,  contra os 10 meticais cobrados pelos “chapeiros”, da cidade de Nampula.

“As pessoas que não têm dinheiro são obrigadas a andar a pé até à zona de Namiepe, no mesmo bairro, onde nalgumas vezes tem havido “chapas”, mas caso não haja são obrigadas a caminharaté a cidade” lamentou Janete Carlos.

Contudo, os mesmos pedem ao Conselho Autárquicopara intervir na reabilitação da estrada que dá acesso a Saua-Saua, no sentido de incentivar os transportadores a explorarema rota.

Na opinião de Costa António, a estrada é de grande importância e não merece estar naquelas condições, sabendo-se que a mesma dá igualmente acesso à escola primária local, que,com os os problemas que apresenta, os funcionários têm dificuldades em chegar a tempo e horas. 

Entretanto, o chefe do gabinete de comunicação e imagem do Conselho Autárquico de Nampula, Nelson Carvalho, disse recentemente, falando ao “Notícias”, que a autarquia está a fazer um levantamento dos vários problemas que todos os bairros residenciais da cidade estão a enfrentar, no sentido de resolvê-los.

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