Director: Lázaro Manhiça

O Instituto Nacional de Fomento do Caju (INCAJU), a nível da província  de Nampula, lançou uma campanha de distribuição de dois milhões de mudas de cajueiro, uma operação que visa renovar o maior parque cajuícola de Moçambique.

A distribuição de mudas de cajueiro decorre desde Dezembro último com foco nos distritos que se destacam na produção da castanha de caju na província de Nampula, como Mogovolas, Moma, Angoche e ainda Lalaua, Ribáuè e Malema, onde esta cultura de rendimento tem menos expressão.

O delegado do INCAJU em Nampula, Júlio Langa, disse que a distribuição de mudas, com primazia para o sector familiar e depois o comercial, decorre da necessidade de renovação das árvores, uma vez que das 15 milhões existentes, actualmente cerca de três milhões é que beneficiam de tratamento e estão a produzir de forma efectiva e regular.

“Temos que distribuir dois milhões de mudas para plantio em toda a província de Nampula, particularmente nos distritos de Lalaua, Ribáuè e Malema, que eram considerados marginais, mas que estão também neste processo”, disse, citado pela AIM, explicando ainda que a exiguidade de pesticidas impede que todo o potencial de cajueiros produtivos seja explorado de forma cabal.

“De acordo com o inquérito especial, Nampula tem cerca de 15 milhões de cajueiros produtivos mas, neste momento, por causa da escassez de pesticidas estamos a pulverizar três milhões, mas isso não impede que quem possa adquirir os produtos junto aos provedores o faça para o controlo de pragas e doenças de cajueiros”, informou.

Relativamente à projecção de comercialização para a época 2020/2021, Júlio Langa disse que se espera um crescimento na ordem dos seis por cento.

“Estamos a projectar um crescimento entre seis e sete por cento, o que significa aumentar para 76 a 78 mil toneladas para comercializar. Na campanha transacta, o plano era alcançar as 73 mil toneladas, mas por razões diversas ficamo-nos nas 66 mil”, explicou.

Segundo a fonte, entre essas razões apontam-se a chuva que caiu, os roubos nos cajuais e procedimentos incorrectos no manuseio do produto pós-colheita.

“Para além do maneio integrado do cajueiro, fazer a renovação do parque é importante porque parte desses cajueiros também já esgotaram o seu tempo de vida útil, que é de 35 anos, e já não são muito produtivos”, acrescentou.

Langa confirmou que o distrito de Mogovolas, cuja sede é Nametil, mantém o estatuto de maior produtor provincial, seguido de Meconta, Moma e Angoche, onde a renovação já começou a dar resultados.

“Então, consideramos que a tendência para o aumento da produção encontra resposta na disponibilidade de mudas e, inclusivamente, o sector comercial já está também a produzi-las, e toda a operação é seguida por extensionistas”, disse.

Relativamente ao processamento, o delegado do INCAJU referiu que 35 mil toneladas já foram entregues aos industriais e 20 mil aos exportadores.

“Os industriais em Nampula já têm 50 por cento da matéria-prima necessária para trabalharem, enquanto cerca de 20 mil toneladas estão nas mãos dos exportadores e ainda uma parte com os intervenientes, apesar de já terem sido comercializadas”, disse.

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