Director: Lázaro Manhiça

O SECTOR da Educação no distrito de Nampula necessita 17 mil carteiras para que pouco mais de 32 mil alunos do ensino primário deixem de estudar sentados no chão, número que aumentou com a imposição do distanciamento físico, no âmbito da prevenção do novo coronavírus.

O secretário permanente dodistrito, Olindo Soca, que revelou a informação, avançou que,para minimizar a situação,o Governo local tem vindo a envidar esforços para adquirir mais carteiras.

A título de exemplo, Soca fez saber que a Escola Primária de Mutauanha recebeuno mês passado 118 carteiras oferecidas por um empresário.

Segundo o responsável, o gesto do empresário aliviou o sofrimento de mais 354 crianças que estudavamsentadas no chão e em condições deploráveis.

“Há esforços que devem ser empreendidos para resolvermos a situação dessas mais de 32 mil crianças que estudam no chão por falta de carteiras. Por isso,vamos continuar a mobilizarapoios”,disse Soca.

O distrito de Nampula matriculou no presente ano lectivo pouco mais de 353 mil alunos.

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DOIS anos e cinco meses após a ocorrência do ciclone Idai, a 14 Março de 2019, considerado o maior desastre climático da sua história, a cidade da Beira completa hoje 114 anos desde que ascendeu a esse estatuto.

Cabe aqui recordar também que, pouco depois dessa calamidade, a urbe viveu outros dois momentos, felizmente menos dramáticos, com a passagem das tempestades “Chalane”, a 30 de Dezembro de 2020,e “Eloise”, no dia 23 de Janeiro do corrente ano.

Dizemos menos dramáticos porque, enquanto o “Idai”registou ventos e rajadas até mais de 210 quilómetros por hora e precipitação até 600 milímetros, o “Chalane”terá chegado a 104 quilómetros e 30 milímetros e o “Eloise”a 160 e 250 milímetros de precipitação. E com o “Idai”, segundo peritos, o pior só não sucedeu porque encontrou marés baixas.

O “Idai”terá sido mais demolidor ainda porque colheu todo o mundo de surpresa. Ou seja, as outras calamidades encontraram as pessoas, as instituições públicas e privadas mais precavidas, algumas das quais tomaram várias precauções como a colocação de sacos e outros objectos para tentar evitar a remoção das coberturas.  

Os ventos fortes derrubaram árvores e postes de iluminação, arrancaram telhados e coberturas de diferentes casas e infra-estruturas,muitas das quais ainda hoje, dois anos e cinco meses depois, mantêm as marcas de destruição ou pela sua severidade ou porque aguardam recursos para a sua reposição.

No rescaldo do drama humano, tirou a vida a mais de 600 pessoas, feriu mais de 1600 e desalojou mais de 600 mil, muitas das quais viram as suas moradias parcial ou totalmente arrasadas.

Como dissemos, esta é, com pouca margem de dúvidas, a mais “negra” parte da história da cidade nestes 114 anos que hoje celebra.

Todavia, nem tudo foram desastres nestes últimos anos,pois a cidade viu nascer um parque de infra-estruturas verdes de dimensão internacional inaugurado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, em Dezembro de 2020, no culminar de um processo de reabilitação do Canal do Chiveve que atravessa a urbe depois de vários anos de bloqueio.

A reabertura do canal, aliás, já produz resultados uma vez que teve o mérito de reduzir as recorrentes inundações que se verificavam a cada época chuvosa.

A cidade da Beira paga assim o preço de ter sido erguida abaixo do nível do mar.

Entretanto, para assinalar a passagem desta efeméride, a Reportagem da nossa delegação na capital provincial de Sofala saiu à rua onde ouviu alguns munícipes,os quais deixaram os seus testemunhos transcritos nas linhas que se seguem: Leia mais

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A CIDADE de Nampula, a terceira maior do país, celebra no domingoa passagem do seu 65° aniversário de elevação à esta categoria. Este aniversário chega num momento em que algumas vias de acesso, incluindo pontes e pontecas,que sempre foram dos grandes problemas para a mobilidade na urbe, particularmente na zona periférica, acabam de ser reabilitadas.

Estas realizações do Conselho Municipal de Nampula trouxeram melhorias substanciais sobretudo na componente da mobilidade de pessoas e bens. Hoje em dia já se pode chegar a alguns bairros da urbe de forma mais fácil e cómoda, o que antes era impossível devido à degradação acentuada das estradas. Éoexemplo da unidade Marien Ngouabi, no bairro de Namutequeliua, em que foi construída uma ponte e aberta uma estrada num local onde antes era impossível passar devido a uma cratera aberta pelas água das chuvas.

Outra intervenção foi feita na construção da ponte sobre o rio Nicutha e reabilitada a respectiva via para permitir a ligação rodoviária entre as zonas de Muthimacanha e Ratane, no bairro de Murrapaniua.

Enquanto isso, a via Mucuache-Muahivire beneficiou há dias de obras de terreplanagem,mercê da aquisição,pelo município,de uma máquina buldózer para melhorar o tráfego rodoviário naquela zona que tem grandes potencialidades na produção agrícola, com destaque para as hortícolas.

Outro bairro que tinha sérios problemas de circulação de pessoas e bens é o de Namutequeliua, onde a situação se devia à falta de uma ponteca num rio que sempre transbordana época chuvosa. E no âmbito da melhoria das vias acesso, a questão já foi ultrapassada, com a construção de uma ponteca.

Para os residentes da cidade de Nampula, a melhoria das vias de acesso é um motivo de festa, principalmente nos bairros periféricos, onde algumas das principais viasque estavam paralisadas foram recuperadas pelo Conselho Municipal.

Momade Brito, residente no bairro de Namicopo, disse que é com satisfação que a cidade onde vive celebra os 65 anos de elevação à esta categoria, com um trabalho visível de recuperação das vias de acesso, incluindo a edificação de pontes e pontecas naquelas zonas em que havia grandes dificuldades de circulação de pessoas e bens.

Brito aproveitou a ocasião para partilhar um episódio triste que aconteceu com ele há três anos, quando perdeu um amigo que vivia naquele bairro depois de ter sido arrastado pela fúria da água da chuva,quando tentava atravessar o rio.“Era um grande risco passar neste rio, sobretudo no período nocturno. O município trouxe um grande benefício para a população ao construir a ponte no nosso bairro,porque dantes tínhamos que descer e passar do rio com todos os riscos, mas agora esse sofrimento passou para a história”, observou Brito.

Um outro munícipe, Jaime Abacar, residente em Namutequeliua, que também não escondeu a sua satisfação por melhorias da estrada que liga Namicopo a Namiepe, disse que a grande prenda que a edilidade deu aos moradores da chamada capital do Norte,na passagem do 65º aniversario,é a abertura e reabilitação das vias de acesso. Leia mais

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O ÚLTIMO dia da primeira fase da vacinação em massa contra o novo coronavírus foi caracterizado por enchentes na maior parte dos postos criados para o efeito pelo sector da Saúde. 

Tal cenário generalizado, que nalguns postos chegou a ser invulgar, foi constatado pelo “Notícias” numa ronda efectuada não só na área urbana, como na periferia da capital provincial.

Entretanto, algumas pessoas mostraram-se desapontadas com a maneira como o processo de vacinação massiva foi organizado ao longo das duas semanas em que decorreu, pois, segundo disseram, as enchentes são resultado da desordem e nada têm a ver com o hábito de se deixar tudo para o último dia.

“Isto está uma confusão. É desorganização total, além de que começaram a atender tarde as pessoas que chegaram muito cedo. Cheguei às cinco horas, mas até agora não fui vacinada. Outro problema é que aqui não está a ser observado o distanciamento físico”, lamentou Maria Tahabo, no posto de vacinação do Pavilhão dos Desportos.

Um outro posto caracterizado por longas filas e com pessoas a aguardar ansiosamente pela toma da vacina é da Escola Primária do Parque, onde, apesar da maior concentração de pessoas, não se observavam medidas preventivas.

“Cheguei muito cedo, mas só pude ser atendida depois de longas horas de espera. Apesar do sofrimento, estou satisfeita por ter sido vacinada, porque com esta enchente não esperava fazê-lo. Por isso, acredito que muita gente na nossa cidade não vai ser vacinada”, disse Memuna Joaquim.

O presidente da Associação dos Transportadores Rodoviários de Nampula (ASTRA), Luís Vasconcelos, disse que mais de 1500 automobilistas e cobradores dos mais de 3500 previstos haviam sido imunizados até o dia anterior do término da campanha de vacinação.

Para facilitar o processo, a ASTRA criou em todos os 23 distritos da província de Nampula postos de vacinação dos automobilistas e respectivos cobradores.

 “Hoje não poderia ser o último dia da vacinação, porque ainda temos muitos automobilistas e cobradores e outra gente do grupo-alvo que não foram vacinados. Por isso sou de opinião que se devia prolongar até pelo menos domingo”, disse.

Segundo o porta-voz da representação do Estado em Nampula, Jaime Chissico, até a semana passada a província tinha vacinado mais de 107 mil pessoas, fruto da adesão ao processo. A província conta neste momento com 402 casos positivos da Covid-19 e 28 óbitos.

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VENDEDORES no Mercado Central, o maior e mais antigo da cidade de Nampula, denunciam o negócio ilegal de venda de espaços para os que pretendem construir lojas e barracas.

Segundo eles, essa situação fez com que aos poucos o mercado perdesse grande parte do seu espaço destinado à comercialização de produtos alimentares, dando lugar à venda, por exemplo, de roupa, sapatos, panelas, chinelos e outros bens, pertencentes na maioria a estrangeiros.

“Não sabemos exactamente o que está a acontecer. Só estamos a ver obras e mais obras. Alguns dos meus colegas já foram afastados do lugar onde desde há bastante tempo vinham exercendo as suas actividades por conta da construção dessas lojas e barracas. Agora é difícil circular neste mercado por falta de espaço, não só para nós, como também para os nossos clientes. Para onde é que vamos com isto?”, questionou o vendedor Rui Salazar.

Outro vendedor que também acusou as autoridades municipais da cidade de Nampula de estarem alegadamente a vender espaços naquele mercado é Atumane Jamal.“Hoje vendem uma parte e amanhã outra. Assim o espaço vai ficando cada vez mais reduzido. Gostaria de pedir que as autoridades judiciais interviessem com vista a impedir este triste cenário. Este local é para nós vendedores de produtos alimentares e não para construção de lojas”, desabafou Jamal.

Abordado sobre o assunto, o chefe daquele mercado, Branquinho Miguel, disse que não conhece os proprietários dos espaços que actualmente estão sendo ocupados e onde decorrem as obras de construção das lojas mas suspeita que supostamente as obras foram autorizadas pelo presidente do Conselho Municipal de Nampula, Paulo Vahanle.

Porém, Branquinho Miguel referiu que o autarca teria se deslocado àquele mercado com o objectivo de alegadamente investigar a legalidade das obras, que mesmo assim não foram embargadas, como se esperava.

“Consta-me que o proprietário desse espaço tinha a sua licença de construção desde o ano de 2018 e na altura não lhe tinha sido entregue”, justificou Miguel.

Sobre as outras lojas que já se encontram a funcionar naquele local ele disse-nos que pertencem a um cidadão estrangeiro que teve problemas na Avenida Monomotapa com as autoridades municipais, que depois de ter um litígio com o edilidade o tribunal acabou por dá-lorazão atribuindo um espaço naquele mercado.

Entretanto, contactado para se pronunciar sobre o assunto, o vereador de Mercados e Feiras no Conselho Municipal, Osvaldo Ossufo, mostrou-se indisponível.

De referir que o antigo presidente do município, Castro Namuaca, havia proibido a construção de barracas naquele mercado.

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