Director: Lázaro Manhiça

A UNIVERSIDADE Lúrio (UniLúrio), na cidade de Nampula, decidiu suspender temporariamente a actividade lectiva presencial, no seu campus em Marrere, para dar lugar a trabalhos de desinfecção de todo recinto daquela instituição do Ensino Superior, depois de três profissionais testarem positivo à Covid-19.

A Reitora da Universidade Lúrio, Leda Hugo, que revelou a informação, explicou que as vítimas se apresentam assintomáticas e com registo de sinais de melhorias do seu estado de saúde.

“Felizmente, nenhum estudante testou positivo à Covid-19. Os três casos estão entre docentes e funcionários”, disse.

Neste momento, segundo fez saber aquela responsável, a actividade lectiva está a ser feita no modelo à distância ou híbrido, com vista a não paralisar na sua totalidade as aulas.

“Foi-nos recomendado a parar um período de mais ou menos 10 dias. Mas enquanto isso, vai ser feito o rastreio e desinfecção na Faculdade de Ciências de Saúde, onde temos uma equipa do sector da saúde connosco”, disse Hugo.

Por conta da testagem positiva destes três profissionais da UniLúrio, o trabalho de rastreio realizado afectou igualmente os membros dos familiares destes, como suspeitos, tendo em conta os contactos mantidos.

“O que nós podemos partilhar com a sociedade é que todos os nossos colegas que testaram positivo estão isolados, inclusive dos seus familiares mais próximos”, sublinhou Hugo.

A reitora da Universidade Lúrio assegurou que a sua instituição vai seguir todas medidas recomendadas que fazem parte do protocolo da prevenção da pandemia de coronavírus e só depois será anunciado o retorno as aulas presenciais.  Leia mais

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A FEIRA da Juventude, mais conhecida por Mercado dos Bombeiros, situada num dos bairros do centro da cidade de Nampula, vai ser requalificada para a melhoria do ambiente das actividades comerciais ali desenvolvidas, numa iniciativa do proprietário do espaço,  a Organização da Juventude Moçambicana (OJM).

Para dar lugar aos referidos trabalhos, cerca de 3000 comerciantes já foram notificados para abandonaremo local.

O “Notícias” sabe que uma parte considerável de proprietários das barracas instaladas nos “Bombeiros” exerce as suas actividades comerciais no local há mais de duas décadas e alguns têm o título de Direito do Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) dos espaços que ocupam.

Neste momento, os comerciantes, entre nacionais e estrangeiros, reivindicam os seus meios de sobrevivência, afirmando que caso saiam da Feira da Juventude não terão outra alternativa para sustentar as suas famílias.

Marta Feniasse, que há 17 anos vende neste mercado, disse ter-se admirado quando foi informadade que devia abandonar o local.

O local pertence à OJM, braço juvenil do partido Frelimo, que detém um DUAT há mais de quatro décadas. Na altura em que o município da cidade de Nampula estava sob a gestão do partido Frelimo, as receitas provenientes dos impostos dos que exerciam actividades na Feira da Juventude eram repartidas entre a autarquia e a OJM.

A partir da altura em que o município passou a ser gerido, primeiro, pelo MDM, através de Mahamudo Amurane, e depois pela Renamo, por Paulo Vahanle, esta divisão de receitas deixou de acontecer, por isso a OJM decidiu dar outro destino ao seu espaço.

Os comerciantes propõem uma negociação no sentido de se encontrar uma solução e admitem recorrer à Justiça, caso não haja “abertura por parte da OJM”.

“Estamos abertos para uma negociação. Se a OJM não aceitar, vamos levar o caso ao tribunal. Não vamos sair sem haver negociação”, disse Feniasse.

Entretanto, uma fonte sénior da OJM informou que o processo de requalificação da Feira da Juventude foi decidido ao nível central e a execução da actividade implica a “retirada provisória dos comerciantes, os quais poderão voltar a ocupar os seus lugares quando terminarem as obras que vão ter lugar e mediante os termos e condições”.

“As pessoas foram informadas que serão retiradas e só voltarão a ocupar os espaços depois da conclusão dos trabalhos de requalificação. A iniciativa visa criar condições para o exercício da actividade de forma organizada”, disse.

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A BARRAGEM sobre o rio Monapo, que abastece água à cidade de Nampula não registou uma subida drástica do nível de encaixe do precioso líquido, apesar da queda de chuva que se faz sentir nos últimos dias.

Exemplo é, para que haja descargas o nível da água deve estar situada a 10 metros, que é de sua capacidade, mas actualmente está a 3,5 metros.

Dados partilhados pelo Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG), indicam que actualmente o volume de encaixe de água situa-se em 22 mil metros cúbicos por dia, contra 30 mil metros/dia registados na passada segunda-feira.

O director da área operacional em Nampula, Mateus Saeze, explicou que a albufeira tem disponível 3.45 metros, contra os aproximadamente 10metros que é a sua capacidade da descarga.

Para ele, a queda de chuva registada há dias não foi suficiente para recarregar a albufeira, sendo por isso que o uso racional do precioso líquido é a palavra de ordem a seguir nos próximos dias.

“Tivemos pouco incremento de água, há uma semana e meia foi de 0,01 ou mesmo 0,02 mas, esse incremento parou por completo, e agora estamos a assistir esta redução drástica daquilo que esta é a nossa produção”, disse Saeze.

O cenário de melhoria no abastecimento de água que se tem registado nos últimos dias na cidade de Nampula, conforme revelou, deve-se ao redobrar de esforço dos técnicos do FIPAG, apesar da situação do volume de encaixe na barragem de Nampula prevalecer crítica.

Entre as alternativas encontradas para minimizar o fornecimento pleno de água à cidade, consta a abertura de furos subterrâneos de captação de água em Namiteka e Muatala e a alocação de 35 fontanários móveis nos bairros considerados mais críticos, onde o precioso liquido distribuído é captado nestes locais, por 15 camiões cisternas mobilizados para o efeito.

“Os passos futuros são mesmo de gestão do que temos até que a solução natural nos crie algum encaixe, enquanto os outros trabalhos normais estão a acontecer como vocês sabem. Em Namiteka enquanto não tiver corrente eléctrica deixamos um gerador para permitir que os camiões ao chegar lá consigam tirar água”, assegurou Saeze.

Lembre-se que numa situação normal o FIPAG fornecia 40 mil metros cúbicos de água por dia, volume reduzido a metade, quando começou esta crise no mês de Novembro do ano passado, chegando em Dezembro a atingir cerca de 6 mil metros cúbicos/dia.

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A Circulação rodoviária na avenida Francisco Manyanga, concretamente na zona do jardim Parque Popular, no coração da cidade de Nampula, está ameaçada, em consequência da destruição de uma conduta de águas residuais.

Por conta disto, os automobilistas sentem-se forçados a efectuar manobras, às vezes perigosas, para contornar a cratera e evitar que se precipitem no buraco.

Abordados pela nossa Reportagem, alguns munícipes lamentarem tal situação, tendo alertado as autoridades do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, para que ajam o mais rápido possível para corrigir a situação.

“O problema é que, como está a chover, a cratera pode ganhar novos contornos e aumentar de tamanho por baixo do alcatrão e,ao passar uma viatura,desabar”, lamentou Osvaldo Ernesto, munícipe de Nampula.

Gerónimo Gustavo, moto-taxista, que despertou o repórter desta matéria quando circulavam por esta via, classificou o executivo do Conselho Municipal da cidade de Nampula,liderado por Paulo Vahanle,como sendo inoperante quando se precisa de uma rápida intervenção.

“Deve haver flexibilidade. Este buraco está há mais de 15 dias e estão à espera que aconteça o pior”, acusou Gustavo, sustentando que a via serve de alternativa para descongestionar o tráfego intenso que se verifica na avenida Paulo Samuel Kamkhomba, sobretudo na hora de ponta.

Contactado o director de Comunicação e Imagem no Conselho Municipal da cidade de Nampula, Nelson Carvalho, disse não ter conhecimento sobre a destruição da conduta, tendo prometido destacar uma equipa para trabalhar no local o mais breve possível.

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MORADORES dos bairros de Mutauanha e Muahivire, na cidade de Nampula, estão preocupados com o alto índice de criminalidade, cujas incursões dos malfeitores se traduzem em agressão física contra cidadãos indefesos, assaltos em residências, roubos, entre outros crimes.

No bairro de Mutauanha, as unidades comunais 25 de Junho, Piloto e a Rua de Moma, são as regiões mais destacadas onde os supostos assaltantes passeiam a classe, sendo que em alguns dos casos, culminam com a violação sexual de mulheres adultas e adolescentes.

Alguns cidadãos entrevistados pela nossa Reportagem lamentam o facto de as pessoas não se importarem em acudir os seus próximos quando estão a ser assaltadas facto aliado à falta de acção das autoridades policiais, pois as denúncias não resultam em detenções mesmo depois de as vítimas fornecerem toda a identificação dos agressores.

“Na passagem de ano fui agredida por um grupo de cinco jovens deste bairro. Eu conheço a eles e fui denunciar à Polícia, forneci toda a informação necessária, mas nada foi feito para a responsabilização deles. O pior é que, na altura, pedi socorro de vizinhos e não tive o apoio”, disse Jacinta Fernando, cidadã de 29 anos de idade.

Os residentes da Unidade Comunal de Nakipiche, no bairro de Muahivire, queixam-se do comportamento de alguns jovens que se envolvem em actos criminais, e Francisca Agostinho, de 42 anos de idade, diz que a juventude tem sido influenciada pelo consumo de drogas e álcool.

Os nossos entrevistados pedem às autoridades policiais para intensificarem as acções de patrulhamento, sobretudo, na calada da noite, onde as vias de acesso permanecem às escuras devido à falta de iluminação pública.

Por seu turno, o porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula, Zacarias Nacute, disse que há um esforço das autoridades para controlar a situação da criminalidade ao nível dos bairros da cidade.

Nacute reafirmou a importância da colaboração dos munícipes na denúncia dos casos criminais, pois só assim é possível os agentes da lei e ordem realizem os seus trabalhos para combater a criminalidade.

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CONVERSAS AOS SÁBADOS

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Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

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