Director: Lázaro Manhiça

OS utentes do Hospital Militar de Nampula (HMN)denunciam cobranças ilícitas,supostamente praticadas por funcionários afectos àquela unidade sanitária, na testagem e controlo da febre tifóide. 

Para além das clínicas privadas, o Hospital Militar na cidade de Nampula é a única entidade pública, cujo laboratório realiza exames da febre tifóide, por valores relativamente modestos.

A cidade de Nampula, é uma das que aonível do país tem registado casos de tifoide. Nasclinicas privadas, cada exame para esta doença custa acima de mil meticais. O HMN  é a ‘salvação’para a maioria da população,já que outras unidades sanitárias públicas alegam não possuir reagentes para este tipo de análises.

Alguns pessoas contactaram anossa Reportagem para denunciar as supostas cobranças no Hospital Militar. Disseram que um dos métodos adoptado pelos funcionários para conseguir os seus objectivos, consiste aparentemente em não dar recebidos dos valores cobrados na realização dos testes e controlos médicos.

“Fui ao hospital para fazer um teste àfebre tifoide. Cobraram-me 500 meticais e disseram que não facultam recibo. Eu precisava do recibo para apresentar no serviço,para efeitos de comparticipação”, contou uma senhora que se disse vítima de cobrança ilícita.

Segundo a denunciante, o que a deixou mais espantada é que depois foi obrigada a desembolsar mais 500 meticais quando voltou para aquele hospital a fim de fazer o controlo, segundo a recomendação médica, igualmente sem qualquer recibo.

As alegadas cobranças ilícitas não só são feitas aos utentes civis,na sua maioria da cidade de Nampula, como também os próprios membros das Forcas Armadas de Defesas de Moçambique (FADM), que estão isentos de qualquer pagamento dos serviços prestados peloHMN.

Alguns trabalhadores desta unidade sanitária disseram que há muito que a testagem àdoença é cobrada e os recibos não são emitidos,não se sabendo como se controla e a quem beneficiam os valores resultantes das cobranças.

Contactado pela nossa Reportagem, o director clínico do Hospital Militar de Nampula, Lúcio Changa, recusou-se a comentar o assunto,alegadamente, por falta de autorização.

Comments

RESIDENTES da cidade de Nampula consideram que a crise de água que afecta a urbe tem impactonegativo, ao dificultar a prevenção do novo coronavírus, uma doença que exige higiene individual e colectiva.

As pessoas mostram-se receptivas quanto ao cumprimento integral das medidas de prevenção recomendadas pelas autoridades sanitárias, porém dizem que o uso de máscaras e o distanciamento físico não são suficientes para evitar o surgimento de focos de infecção pelo novo coronavírus.

Afonso dos Santos, residente nesta urbe, afirma que a disponibilidade de água para garantir a higiene individual e colectiva joga um papel importante, numa altura em que muitas pessoas usam máscaras reutilizáveis e se exige a constante higienização dos locais públicos e a lavagem das mãos.

Dos Santos defende um trabalho coordenado entre as autoridades e a população, porque o Governo deve estar preocupado em prover água e a população deve cumprir as medidas de prevenção.

“Temos as autoridades governamentais a exigir da população o uso da máscara e o respeito pelo distanciamento físico, contudo há problemas de água ao nível das unidades residenciais, uma realidade que choca com os esforços levados a cabo para combater a pandemia da Covid-19”, disse.

Nido Daniel, residente no Bairro de Namicopo, enaltece os esforços do Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) nas acções de emergência para prover água,mas lamenta o facto de a pouca que existe se perder na via pública, devido ao rompimento da tubagem nalgumas zonas.

Comments

O LABORATÓRIO de referência na testagem de casos da tuberculose na região norte do país, instalado no Hospital Central de Nampula (HCN), foi acreditado recentemente com padrões internacionais de qualidade, nos exames da doença, por entidades especializadas através do Instituto Português de Saúde (IPS).

A certificação que é a primeira que acontece de um laboratório clínico fora de Maputo acaba de ser anunciada em conferência de imprensa dada pelo responsável de análises clínicas e testagem da Covid-19 naquele hospital, Manuel Lázaro, que considerou a acreditação como um valor acrescentado.

A acreditação do laboratório que é resultado da organização institucional, preparação e afectação de técnicos, implementação de um sistema de gestão de qualidade e adopção de uma cultura de qualidade, acontece depois de o mesmo ter sido beneficiado de uma reestruturação profunda, em meios humanos, materiais e instalação de novo equipamento com tecnologia de ponta.

“A partir de agora nós reunimos o padrão de qualidade internacional. Estamos em condições de ombrear com outros laboratórios congéneres do país e do mundo, quer dizer, todo o dossier dos resultados que saírem do laboratório de referência de testes de exames de tuberculose do Hospital Central de Nampula, para qualquer país que reconhece o sistema de gestão de qualidade, ele não precisará de repetir o exame desses resultados”, explicou.

Antes da reestruturação do laboratório, por dia eram examinadas 48 amostras de tuberculose por cada ciclo, mas com a conclusão do processo, os testes subiram para 92, fazendo com que a capacidade global de exame diário do laboratório atingisse pouco mais de 500 amostras, das províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa.

Contudo, a fonte revela que esta capacidade foi reduzida depois da eclosão da pandemia de Covid-19, na província de Nampula, pois implicou que o laboratório partilhasse o mesmo equipamento e espaço para a testagem dos casos da pandemia. 

Manuel Lázaro afirmou que a acreditação do laboratório com padrões internacionais de qualidade, é fruto do apoio dado pelo Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Saúde, governo provincial através da direcção de Saúde e a própria direcção do Hospital de Central Nampula.

Comments

RESIDENTES do bairro Muhala-Expansão, na cidade de Nampula, reclamam a falta de contentores para o depósito do lixo, facto que já determinou a obstrução de uma estrada, considerada vital para circulação de pessoas e veículos.

Os munícipes explicam que o local onde habitualmente depositavam os resíduos sólidos, foi interdito por iniciativa de um cidadão, que colocou umacercacom estacas e montou canteiros para a produção de hortícolas.

Por esse motivo, o Conselho Municipal não interveio passando o lixo está a ser depositado em local impróprio, onde para além de obstruir a circulação e deixandopara os moradores das redondezas um mau cheiro.

O Conselho Municipal da cidade de Nampula, através do director da comunicação e imagem, Nelson Carvalho, prometeu averiguar o assunto nos próximos dias, para repor a legalidade dos factos.

Comments

OS utentes do Centro de Saúde de Mauhala-Expansão, no bairro do mesmo nome, uma das unidades de referência da cidade de Nampula, correm graves riscos de saúde devido às péssimas condições de higiene em que se encontram neste momento as casas de banho.

Segundo constatou a nossa Reportagem, as sanitas das casas de banho encontram-se entupidas e a transbordarem de dejectos e urina borrando todo o chão,exalando um cheiro nauseabundo.

Alguns utentes disseram que a chocante e perigosa situação se arrasta há bastante tempo, sem que quem de direito faça algo para a sua solução, não obstante as reclamações que foram apresentadas à direcção do centro e até aos Serviços de Saúde da cidade.

Segundo os nossos interlocutores, mesmo antes de a cidade de Nampula ter sido afectada pela crise gritante de água, que até agora prevalece, as casas de banho daquele centro já eram imundas.

“É extremamente constrangedor ver doentes defecarem ao ar livre porque as casas de banho estão cheiasde fezes a ponto de não funcionarem. É um risco para a saúde, tendo em conta que as fezes podem ser fonte de doenças”, lamentou a utente Ana Maurício.

Adirectora docentro, Fátima Ambasse, reconheceu as péssimas condições de higiene em que se encontram as casas de banho do estabelecimento sanitário que dirige, porém, alegou que tal se deve particularmente à falta de água que se faz sentir na cidade de Nampula.

A fonte acusou também os vendedores informais que exercem a sua actividade nas proximidades do centro de serem responsáveis pela situação, por supostamente serem eles que defecam ao ar livre no recinto hospitalar, já que não há, de facto, condições nas casas de banho, principalmente as destinadas aos doentes de consultas externas.

“Contudo, já desencadeamos o programa de limpeza das casas de banho, pois já temos água para o efeito, que era o grande problema, e esperamos que nos próximos tempos a situação esteja melhor”, garantiu Fátima Ambasse, quenão permitiu a captação de imagens das casas de banhos em causa.

Comments

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction