Director: Lázaro Manhiça

A ASSOCIAÇÃO Nacional dos Municípios de Moçambique pretende desenhar medidas com vista a lidar com as mudanças climáticas, fenómeno que nos últimos tempos tem vindo a destruir infraestruturas económicas e sociais em diversos centros autárquicos do país. Leia mais

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O Centro de Recrutamento e Mobilização de Nampula acaba de criar brigadas móveis para reforçar e dinamizar o trabalho de recenseamento militar em diferentes pontos da província.

O delegado provincial do Centro de Recrutamento e Mobilização de Nampula, Joaquim Mangame, disse que a medida vai facilitar o alcance da meta atribuída à província.

“Todo aquele jovem que completa 18 anos, desde o dia 1 de Janeiro a 31 de Dezembro, deve recensear, porque há alguns que aparecem a dizer que eu completei 18 anos em Agosto, em Setembro. A lei está muito clara: 1 de Janeiro a 31 de Dezembro, todo aquele que completa 18 anos deve recensear”, disse.

A província de Nampula prevê abranger mais de vinte mil mancebos, num processo que termina dentro de duas semanas. (Notícias/RM)

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PAIS e encarregados de educação dos alunos da Escola Secundária de Nampula instam os docentes e dirigentes do estabelecimento do ensino a apertar o cerco contra os educandos que se apresentam nas salas de aula sob efeitos de álcool ou outras substâncias psicotrópicas, uma situação que ganhou contornos alarmantes nos últimos tempos. Leia mais

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As autoridades pesqueiras a nível da província de Nampula apreenderam, entre 1 de Dezembro passado e 12 de Fevereiro corrente, 17 toneladas de pescado, cuja captura está interdita desde Janeiro, até 31 de Março próximo.

A actividade ilegal acontece com maior predominância nos distritos de Liúpo, Angoche e Moma, todos integrantes do banco de Sofala, onde, segundo a Direcção Provincial do Mar, Águas Interiores e Pescas, alguns pescadores artesanais, comerciantes e transportadores têm estado a desobedecer a proibição.

Por causa disso, as autoridades multaram os prevaricadores no valor total de 975 mil meticais.

Zacarias Tahar, da Direcção Provincial das Pescas, disse à AIM que a desobediência ao período de veda está a preocupar as autoridades, pois muitos dos autuados são reincidentes.

“Muitos são reincidentes nestes actos, mas o que sucede é que lhes são retirados os produtos, as artes nocivas confiscadas e destruídas e impostas multas. Organizamos também sessões de esclarecimento e divulgação de mensagens nas comunidades para que abandonem as práticas nocivas”, explicou.

A fonte adiantou ainda que a fiscalização em curso já aconteceu em cinco dos dez distritos costeiros da província de Nampula, nomeadamente, Moma, tido como sendo o maior centro pesqueiro, Angoche, Mogincual, Larde e Liúpo.

Segundo Tahar, a acção fiscalizadora incide também na verificação das artes utilizadas pelos pescadores, pois algumas são nocivas ao camarão de superfície, caranguejo e outras espécies menores.

“Quando nos deparamos com pescadores, quer no mar, quer em terra, com essas artes, particularmente a rede mosquiteira, apreendemos e destruímos, para além de que multamos os infractores, pois estão informados de que devem obedecer ao período de veda e/ou usarem instrumentos adequados em defesa do ecossistema”, apontou.

Esta quarta-feira, a Polícia, em Nampula, chamou a imprensa para exibir perto de seis toneladas de pescado apreendido e que posteriormente oferecido a instituições de caridade, hospitais e cadeias.

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O Instituto Nacional de Fomento do Caju (INCAJU), a nível da província  de Nampula, lançou uma campanha de distribuição de dois milhões de mudas de cajueiro, uma operação que visa renovar o maior parque cajuícola de Moçambique.

A distribuição de mudas de cajueiro decorre desde Dezembro último com foco nos distritos que se destacam na produção da castanha de caju na província de Nampula, como Mogovolas, Moma, Angoche e ainda Lalaua, Ribáuè e Malema, onde esta cultura de rendimento tem menos expressão.

O delegado do INCAJU em Nampula, Júlio Langa, disse que a distribuição de mudas, com primazia para o sector familiar e depois o comercial, decorre da necessidade de renovação das árvores, uma vez que das 15 milhões existentes, actualmente cerca de três milhões é que beneficiam de tratamento e estão a produzir de forma efectiva e regular.

“Temos que distribuir dois milhões de mudas para plantio em toda a província de Nampula, particularmente nos distritos de Lalaua, Ribáuè e Malema, que eram considerados marginais, mas que estão também neste processo”, disse, citado pela AIM, explicando ainda que a exiguidade de pesticidas impede que todo o potencial de cajueiros produtivos seja explorado de forma cabal.

“De acordo com o inquérito especial, Nampula tem cerca de 15 milhões de cajueiros produtivos mas, neste momento, por causa da escassez de pesticidas estamos a pulverizar três milhões, mas isso não impede que quem possa adquirir os produtos junto aos provedores o faça para o controlo de pragas e doenças de cajueiros”, informou.

Relativamente à projecção de comercialização para a época 2020/2021, Júlio Langa disse que se espera um crescimento na ordem dos seis por cento.

“Estamos a projectar um crescimento entre seis e sete por cento, o que significa aumentar para 76 a 78 mil toneladas para comercializar. Na campanha transacta, o plano era alcançar as 73 mil toneladas, mas por razões diversas ficamo-nos nas 66 mil”, explicou.

Segundo a fonte, entre essas razões apontam-se a chuva que caiu, os roubos nos cajuais e procedimentos incorrectos no manuseio do produto pós-colheita.

“Para além do maneio integrado do cajueiro, fazer a renovação do parque é importante porque parte desses cajueiros também já esgotaram o seu tempo de vida útil, que é de 35 anos, e já não são muito produtivos”, acrescentou.

Langa confirmou que o distrito de Mogovolas, cuja sede é Nametil, mantém o estatuto de maior produtor provincial, seguido de Meconta, Moma e Angoche, onde a renovação já começou a dar resultados.

“Então, consideramos que a tendência para o aumento da produção encontra resposta na disponibilidade de mudas e, inclusivamente, o sector comercial já está também a produzi-las, e toda a operação é seguida por extensionistas”, disse.

Relativamente ao processamento, o delegado do INCAJU referiu que 35 mil toneladas já foram entregues aos industriais e 20 mil aos exportadores.

“Os industriais em Nampula já têm 50 por cento da matéria-prima necessária para trabalharem, enquanto cerca de 20 mil toneladas estão nas mãos dos exportadores e ainda uma parte com os intervenientes, apesar de já terem sido comercializadas”, disse.

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