Director: Júlio Manjate

O Sameamento do meio em Boane, na província de Maputo, tende a melhorar nos últimos tempos, com o envolvimento directo dos munícipesna limpeza das ruas, valas de drenagem e espaços públicos.

É uma colaboração que ocorre numa altura em que o Conselho Municipal da Vila de Boane, em parceria com o Ministério da Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER), adquiriu 15 contentores para o depósito de lixo que foram distribuídos pelos bairros.

O presidente desta autarquia, Jacinto Loureiro, indicou que acções rotineiras de recolha de resíduos sólidos estão a decorrer com vista à melhoria do saneamento no centro da vila e nos bairros. 

“As valas de drenagem ao longo da Estrada Nacional Número Dois (EN2) estão limpas graças ao envolvimento dos munícipes nesta causa. Regularmente realizamos campanhas de limpeza envolvendo militares, membros da sociedade civil e congregações religiosas”, disse.

O interlocutor referiu que, no âmbito do projecto “Lissima la Ubassisse”, financiado pela WaterAid, foram construídas 18 latrinas melhoradas no bairro Filipe Samuel Magaia para famílias vulneráveis.

O “Notícias” soube que no ano passado a edilidade adquiriu meios que estão a ser usados nesta causa.  

A fonte referiu que as autoridades municipais estão a procurar repor as valas e sarjetas danificadas, enquanto não forem contratadas empresas para o efeito.

Loureiro esclareceu que de Janeiro a esta parte foram criados vários espaços verdes na vila, proporcionando um ambiente mais agradável aos munícipes, turistas e não só. Para garantir a reposição das plantas nos jardins e praças, a fonte disse que acaba de ser construída uma estufa no Instituto Agrário de Boane.

“Temos técnicos que têm estado a garantir a manutenção dos espaços verdes. Estamos a trabalhar para que Boane seja uma referência no saneamento do meio e na criação de espaços verdes. Por exemplo, recentemente, inaugurámos um jardim municipal no centro da vila”, disse.

A fonte avançou estar em curso a construção de um espaço para a realização de eventos culturais, com destaque para teatro, declamação de poesia, projecção de filmes, entre outras manifestações. Ainda este ano foi inaugurada uma biblioteca infantilcom capacidade para armazenar 300 livros e 38 assentos para os utentes, construída com base do reaproveitamento de autocarros em desuso.

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve ontem, no Aeroporto Internacional de Maputo, um cidadão angolano na posse de 16 quilogramas de cocaína, disse à Lusa o porta-voz da corporação.

“Ele foi detido quando tentava desembarcar, durante os trabalhos de fiscalização”, disse Leonel Muchina.

A droga estava escondida dentro de pequenas caixas de bobinas de ignição para veículos, dissimuladas no interior das suas malas de bagagem.

O indivíduo, de 36 anos, vinha do Brasil, num voo que fez escala em Portugal, de acordo com o porta-voz da Polícia.

Esta é a segunda maior apreensão de drogas no Aeroporto Internacional de Maputo, depois de no mês passado a PRM ter detido três cidadãos portugueses que tentavam embarcar para Lisboa na posse de 16,5 quilos de cocaína.

“A polícia continua atenta a este tipo de crime para evitar que Moçambique seja usado como um corredor do tráfico de drogas”, concluiu o porta-voz da PRM em Maputo.

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HÁ cicatrizes que não se tapam com maquilhagens. Prova disto são os bairros suburbanos à volta da “zona do cimento” da capital, que mesmo com intervenções regulares ainda enfrentam problemas crónicos de saneamento e de ocupação desordenada do espaço. Leia mais

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A Livaningo, uma Organização Não Governamental (ONG) nacional, defende o estabelecimento de um sistema moderno e sustentável de gestão de resíduos sólidos no país.

Segundo o coordenador de programas da Livaningo, Álves Talala, Moçambique não possui nenhum aterro sanitário, mas sim lixeiras a céu aberto.

O facto, de acordo com a fonte, citada pela AIM, preocupa a organização e desafia o governo a implementar um sistema moderno de gestão de resíduos sólidos.

“O país apenas tem lixeiras a céu aberto e não tem aterros sanitários. É uma forma arcaica de lidar com resíduos sólidos. Nós achamos ser importante que o governo pense num sistema moderno de gestão de resíduos sólidos como aterros sanitários,” disse Talala, falando durante uma marcha de repúdio a lixeiras a céu aberto.

A marcha, realizada na manhâ de ontem, na capital do país , Maputo, visa sensibilizar o governo para acabar com lixeiras a céu aberto e estabelecer um sistema sustentável de gestão de resíduos sólidos.
A Livaningo diz estar a dialogar com o governo, desde 2001, no sentido de eliminar lixeiras a céu aberto, mas sem sucesso visto que até hoje o país não possui aterro sanitário.

“Estamos a discutir com o governo desde 2001 para a eliminação de lixeiras a céu aberto, mas até hoje ainda não temos aterros sanitários” afirmou Álves Talala.

Questionado sobre as razões da interrupção da construção de um aterro sanitário no distrito de Marracuene, decisão influenciada pela população local, Talala respondeu que se “tratava de mais uma lixeira a céu aberto. Foi por isso que a população reagiu.”

A fonte revelou que existe um espaço em Mathlemele, no município da Matola, onde deveria ser construído um aterro sanitário, empreendimento que seria financiado pelo governo sul coreano na ordem de 50 milhões de dólares. “O governo sul coreano ia investir cerca de 50 milhões de dólares para construir o aterro em Mathlemele, na Matola”, disse.

Em Fevereiro do ano em curso cerca de 17 pessoas morreram em consequência do desabamento da lixeira de céu aberto de Hulene, na cidade de Maputo.

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