Director: Júlio Manjate

A UNIÃO Desportiva do Songo perdeu na tarde de ontem na recepção ao Bidvest Wits por 1-2, em jogo da primeira “mão” do “play-off” de acesso à fase de grupos da Taça da Confederação (CAF), comprometendo seriamente a passagem para a etapa seguinte, que deverá ser decidida no domingo em Joanesburgo.

O calor intenso que se fazia sentir na tarde de ontem em Maputo condicionou sobremaneira o jogo, sobretudo na primeira metade, com os instantes iniciais a serem jogados a passo num Estádio Nacional do Zimpeto com pouco público (mas ruidoso). O sul-africanos preferiram fazer o estudo do adversário com a posse de bola controlada, aproveitando-se de alguma passividade da UD Songo nos primeiros 15 minutos, para se instalarem no meio-campo adversário. Aliás, para este jogo Nacir Armando trouxe um “onze” um pouco diferente do habitual, menos ofensivo e bastante permeável. Preferiu jogar com um ponta-de-lança (Telinho), deixando Mário, que tem sido o seu companheiro de ataque, no banco. Com isso, o experiente técnico dos “hidroeléctricos” queriam dar maior consistência ao meio-campo, onde tinha dois trincos (Candinho e Amadou) e três médios com características ofensivas, nomeadamente John, Banda e, claro, o capitão Luís Miquissone. Em face destas alterações e uma disposição táctica pouco habitual, a equipa moçambicana demorou assentar o seu jogo, viu os sul-africanos a passearem a classe nos primeiros 15 minutos (acima de tudo), com Dominguez, Hotto, Nange e Cole a darem muito trabalho à defesa da UD Songo. Depois algumas jogadas venenosas junto à área dos “hidroeléctricos”, eis que aos 19 minutos Hotto abre o activo, num remate rasteiro na área, depois de um grande passe de Nange, que fez um trabalho espectacular na esquerda, antes de servir o namibiano para facturar. O golo era merecido aos sul-africanos, pois, até então a UD Songo andava desnorteado, com sectores desligados e Telinho bem desamparado lá na frente. Faltava agressividade aos campeões nacionais, com John, Banda e Luís a serem os únicos a mostrar vontade de mudar o rumo do “barco”. Aliás, em desvantagem, a UD Songo tinha que vestir o “fato-macaco” e Banda deu aviso aos 26 minutos, com um remate forte de longe ao lado. Três minutos volvidos, foi o John que, da zona frontal, rematou forte e colocado para um enorme defesa de Peterson para o canto. Houve um intervalo para a hidratação, que fez muito bem à turma moçambicana e empatou por Telinho aos 34 minutos. Centro de Banda na esquerda, a defesa sul-africana fica pregada ao chão, Telinho voa alto e empata o jogo de cabeça. Golo moralizador para os campeões nacionais, que logo a seguir quase davam cambalhota no marcador, num contra-ataque rápido conduzido por Banda, que fez um passe açucarado para Luís e á entrada da área rematou rasteiro ao lado.

Foi-se ao intervalo com o empate a uma bola a prevalecer.

NOVAS TREMEDEIRAS

Tal como na primeira metade, a UD Songo entrou com muitas tremedeiras para a etapa complementar, com uma enorme passividade no meio-campo e na defesa. Os sul-africanos voltaram a tirar proveito disso e aos 55 minutos chegaram ao 2-1 por Doutie, numa jogada idêntica a que deu origem ao tento inaugural. Tudo começou na esquerda, de onde saiu um centro milimétrico para Doutie facturar.

Antes disso,  a UD Songo tinha estado perto do segundo, numa triangulação entre Banda, Telinho e Infren, a culminar com o remate deste último, já na área, para o poste, antes de se perder pela linha final.

Depois de se verem novamente em vantagem, os sul-africanos passaram a jogar a seu bel-prazer, com a equipa moçambicana mostrar-lhe rendida às evidências. O Bidvest passou a circular a bola, a dispor de várias oportunidades de matar o jogo e a eliminatória, ao mesmo tempo em que controlava qualquer tipo de ameaça da “hidroeléctrica”. Assim, num buraco que se abriu no eixo da defesa da UD Songo, aos 71ʼ, Dominguez ganhou a bola na meia-lua, maltratou Amorim e rematou em meia-volta para uma grande defesa de Leonel para canto.

A UD Songo só esboçou nova resposta aos 83ʼ, com Zequito fazer centro rasteiro que cruzou a área sul-africana até ao segundo poste, onde encontrou o capitão Luís, que atirou escandalosamente para a barra, com tudo para empatar.

Os últimos minutos foram de sofrimento para a turma moçambicana, pois os “estudantes” prefiriram fazer a gestão do resultado com a bola na sua posse. Aos 89ʼ, Cole podia ter feito o 3-1 a centro de Hotto, mas permitiu a mais uma grande intervenção de Leonel, que do resto foi o salvador dos tetenses.

O 2-1 prevaleceu, vitória justa do Wits, que podia ter saído do Zimpeto com uma mão cheia de golos. Pela frente resta uma missão muito dura para  aUD Songo em Joanesburgo ja no próximo domingo, no embate da segunda “mão”.

FICHA TÉCNICA

COMISSÁRIO DA CAF: Joseph Nkole (Zâmbia).

ÁRBITRO: Tewodros Mitik, auxiliado por Temesgin Atango e Wolday Haileraguel. O quarto foi Birak Kassaun, todos da Etiópia.

UD SONGO: Leonel; Gildo, Amorim, Infren, Tony, Amadou, Candinho (Lau King), John, Banda (Bhéu), Luís e Telinho (Zequito).

BIDVEST WITS: Peterson; Thulani, Nonyane (Domingo), Nange (Monare), Hlanti, Dominguez, Hotto, Doutie, Cole, Mkhwanazi e Motupa (Terrence).

ACÇÃO DISCIPLINAR: Amarelo para Lau King (Songo).

SÉRGIO MACUÁCUA

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Bento Baloi

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

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