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Categoria: Desporto Internacional
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A Selecção Nacional de Futsal disse adeus no Campeonato Africano da categoria, que decorre n cidade Laayoune, Marrocos, depois de consentir mais uma derrota diante da Guiné-Conacri, por 7-3, no desfecho da segunda jornada do Grupo “B”.

Foi no Arena de Hizam Hall, local onde sucumbimos diante de Angola (7-4), que a Guiné Conacri, que também caiu aos pés do Egipto, na jornada inaugural (9-0), Moçambique não conseguiu evitar mais uma derrota por 7-3, diante da sua similar Guiné. Com este resultado, Moçambique é o último classificado do grupo sem pontos, sendo que Egipto, com a qualificação já garantida lidera com seis pontos, seguida de Angola e Guiné-Conacri, ambas com os mesmos pontos.

Moçambique que irá cumprir o calendário, irá bate-se na última jornada da fase de grupo com o Egipto, no dia 2 de Fevereiro, as 22.00 horas.

O objectivo principal do combinado nacional era marcar presença este ano na Lituânia, de 12 de Setembro a 4 de Outubro. A acontecer, seria a segunda vez que a equipa nacional estaria entre as melhores selecções do mundo, se se tiver em conta que em Outubro de 2016 marcou presença no “Mundial” realizado na Colômbia, como nos referenciámos anteriormente.

O regulamento do CAN de Marrocos impõe que os primeiros dois classificados de cada grupo apuram-se para os quartos-de-final.

Mesmos erros

No jogo entre aflitos, a selecção moçambicana não conseguiu impor-se perante uma Guiné que esteve ao seu alcance. Revelando um grande índice de ansiedade caracterizado pelo nervosismo e constantes dificuldades na construção de jogadas, os representantes moçambicanos estiveram de longe daquilo que nos tem apresentado nas suas performances. Aliás, na jornada inaugural, frente a Angola, o combinado nacional mostrou alguma luta e esteve melhor comparativamente ao desafio de ontem.

Perdendo fisicamente para os seus adversários, Moçambique estava ciente que era importante vencer para chegar a fase seguinte, afinal o sonho de marcar a presença em mais um “Mundial” continua latente nos treinados de Naymo Abdul.

Quando tudo indicava que a nossa selecção iria ao intervalo com o nulo no placard, as dificuldades na gestão da emoção voltaram a evidenciar-se, José da Silva viu um cartão amarelo desnecessário a passagem do minuto 13. Ainda assim, Moçambique continuou a luta na procura do golo, mas pouco certeiro. Sim, criamos poucas oportunidades de golo. E como reza o velho adágio, “quem não marca sofre”. Um duro golpe quando estavam jogados dois minutos para fim da contenda. Resultado com que se manteve até ao intervalo.

No reatamento, num lance envolvente e com alguma insistência Moçambique chega ao golo por intermédio de José Silva. Um golo que nos fez acreditar, mas iniciava mais um martírio, pois voltamos a ser os bombos da festa. Daouda (12´,5´ e 3´:16); Batoura ( 2´ e 9´ ) e Memba (8´ e 6´) e fizeram a festa. José da Silva (8´) e Edson (3´) reduziram o marcador para 3-6.

Ficha Técnica

Campo: Hizam Hall (Marrocos).

Assistência: cerca de 800 espectadores.

Arbitragem: Eric Mindjih (Comores).

Acção disciplinar: cartão amarelo para Vasco e Custódio; cartão vermelho para Mauro Cossa.

Comissário da CAF: Abílio Santo (São Tomé e Príncipe).

Golos: Batoura (2´); José da Silva (15´).

Moçambique: Custódio; Simião; José da Silva; Ziraldo e Mauro.

Suplentes utilizados: Edson, Oseias; Flávio; Vasco; Idelson.

Guiné-Conacri: Mohamed; Moktar; Batoura; Salim e Mbemba.

)RAIMUNDO ZANDAMELA, em Laayoune)