Director: Júlio Manjate

A SELECÇÃO Nacional de Basquetebol Sénior Feminina parte esta tarde para Istambul (Turquia), onde vai cumprir um estágio pré-competitivo de 10 dias, antes de seguir para Belgrado (Sérvia), no dia 3 de Fevereiro.

A preparação tem em vista a participação no Torneio Pré-Olímpico Mundial,que se disputa entre os dias 6 e 9 de Fevereiro. A equipa de todos nós está inserida no grupo da anfitriã Sérvia, a campeã mundial EUA e a bicampeã africana Nigéria.

A selecção cumpriu o último treino em solo pátrio na manhã de ontem, no pavilhão doMaxaquene, na cidade de Maputo. Após os trabalhos, Leonel “Mabê” Manhique, seleccionador nacional, divulgou a lista das 12 atletas que seguem para o estágio em Istambul, onde mais duas jogadoras serão dispensadas.

Do grupo que parte de Maputo, apenas 10 seguirão para Belgrado, onde se juntarão às outras duas que estão neste momento na Espanha. Trata-se das valiosíssimas Leia Dongue e Tamara Seda, por sinal as únicas a militarem numa liga profissional.

Eis a lista das 12 eleitas: Bases (Delma Zita, Denise Ernesto, Onélia Mutombene); extremos (Eleotéria Lhavanguane, Stephânia Chiziane, Ingvild Mucauro, Anabela Cossa, Dulce Mabjaia, Elisabeth Pereira); postes (Nilsa Chiziane, Deolinda Gimo, Odélia Mafanela). Das 15 que estiveram integradas na primeira fase, foram dispensadas as atletas Amélia Macamo, Cecília Seane e Madina Camara.

Amad Mogne, chefe da missão, explicou que durante os 10 dias o combinado nacional observará cerca de três a quatro jogos de controlo com equipas do primeiro nível da liga principal e outras da EuroLiga, paratestar os seus níveis.

Por sua vez, Mabê fez uma avaliação positiva da primeira fase de preparação, que iniciou nas vésperas da quadra festiva.

“As atletas deram o seu máximo naquilo que era o nosso programa e cumprimos a 100 por cento. Sentimos, portanto, que atingimos os nossos objectivos para esta primeira fase”, disse o jovem técnico, lembrando que Moçambique está no grupo das 16 melhores selecções do mundo.

“Vamos encarar estes jogos de frente, sabemos o que vamos encontrar diante da Nigéria, uma equipa forte.Temos de nos preparar para superar as dificuldades que tivemos em Maputo e a partir daí é possível atingir os objectivos que pretendemos”, anotou o técnico, antes de garantir que não vai à busca de uma vitória, mas de pontos em todos os jogos que terá pela frente.

Recorde-se que Moçambique precisa apenas de uma vitória no Pré-Olímpico para se qualificar para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. A estreia será diante da Nigéria, no dia 6 de Fevereiro.

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A DIRECÇÃO do Ferroviário da Beira prometeu, ontem, agir judicialmente por sentir-se burlado pelo jogador de futebol Dário (ex-Textáfrica), que depois de ter assinado um contrato de trabalho com a equipa do Chiveve rumou para a União Desportiva do Songo (UDSongo) sem qualquer justificação.  

O facto foi tornado público pelo vice-presidente para a Alta Competição daquela colectividade, Carlos Crispim, sublinhando que o seu elenco pretende saber do jogador sobre as causas que o levaram a tomar esta posição e se não for convincente só a Justiça poderá dirimir o caso.  

Crispim acrescentou que o atleta vai ter de arcar com as despesas da contratação de um outro jogador, porque ele enganou o clube e não foi obrigado a rubricar o contrato.

“Não estamos a conseguir encontrar um jogador com as suas características, porque já estão comprometidos com outras equipas e teremos de recorrer ao mercado internacional para fecharmos essa lacuna, mas não temos dinheiro para tal”, queixou-se.

O dirigente “locomotiva” revelou ainda que o atleta tem dois vínculos contratuais com a sua colectividade assinados no ano passado.

“O Dário mostrou disponibilidade de fazer parte da nossa equipa na pré-temporada do ano passado. Nessa altura assinou um contrato por duas épocas mas não ficou connosco porque afinal ainda tinha contrato válido por uma época com o Textáfrica, contrariamente ao que nos tinha informado”, contou Crispim.  

Para a presente temporada, ainda de acordo com Carlos Crispim, Dário voltou a assinar um contrato de dois anos em Novembro de 2019 porque já estava livre da antiga equipa e recebeu uma parte do valor do contrato para 2020 que iniciou no primeiro dia do mês de Janeiro corrente.

“Ficámos surpresos quando no dia 13, na abertura da época, o jogador não se apresentou no clube, e nem justificou a sua ausência”, lamentou.  

ASSINEI PELA UD SONGO

POR INSTRUÇÕES DO TEXTÁFRICA

Abordado telefonicamente pela reportagem, Dário confirmou ter rubricado contrato com o Ferroviário da Beira para a presente época desportiva, mas defendeu que neste momento é jogador da UDSongo.

“Depois de assinar contrato com o Ferroviário da Beira também assinei pela UDSongo porque a antiga Direcção do Textáfrica informou-me que deveria rumar para Songo porque já me havia inscrito e não podia fazer mais nada”, contou Dário.

Recordou ainda que após saber do caso manteve um contacto com um dos dirigentes do Ferroviário no sentido de cancelar a inscrição, mas tal não foi possível.

Segundo o atleta, a UDSongo fez pedido para a antiga direcção cedê-lo sem que ele soubesse e agora que essa direcção demitiu-se tudo ficou complicado.

Sobre o valor que o Ferroviário da Beira afirma ter pago referente uma parte do contrato Dário respondeu que nada podia dizer porque se tratava de um assunto entre ele e o Ferroviário da Beira.

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O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, aconselhou ontem os moçambicanos a praticarem o desporto, como forma de manterem uma boa saúde.

O apelo foi feito no Clube de Golfe, em Maputo, onde o Chefe do Estado participou de um torneio da modalidade, visando a promoção de desporto, cultura e turismo. Aliás, Nyusi deu a primeira tacada e participou de todo o evento ao lado de outros jogadores profissionais da modalidade, entre nacionais e estrangeiros.

No final da prova, bastante concorrido, o Presidente da República disse que “estou feliz, sobretudo porque esta é a primeira entrevista que dou após a tomada de posse. Não sou profissional do golfe, até quase que nunca joguei, mas porque no nosso programa de governação para os próximos cinco anos tem o deporto como uma das nossas agendas centrais, gostaríamos de incentivar a prática desta modalidade que não é muito praticada em Moçambique e assim estamos a trazê-lo ao público. Pensamos que há condições para que seja praticada, pois vontade existe, e este pode ser o pontapé de saída, não só com o torneio que aqui será realizado”.

Em jeito de remate, Nyusi afirmou que “viemos também para encorajar os gestores deste espaço (Clube de Golfe da Polana) pela forma como está cuidado. Sinto-me realizado, mais uma vez por ter contribuído para a promoção do desporto. Vivo do desporto, gosto do desporto de diferentes formas e o sinal que estamos a dar é que é bom praticar o desporto para o equilíbrio físico e da nossa mente. Vamos dar todo o nosso apoio, não só nesta modalidade, mas em muitas outras.  Temos talentos de sobra. Sabemos que não será fácil  desenvolver o golfe ”.

O Presidente disse ainda que o desporto tem tudo para evoluir no mandato recém-iniciado. “Há espaço para todos no desporto, mesmo os que têm idade avançada podem praticá-lo. Aliás, o desporto não tem idade nem condição social. Estivemos aqui com golfistas da Coreia do Sul, Rússia, Quénia e doutras partes do mundo. Isto significa que estamos a expor o nosso país através do desporto. Escolhemos o golfe para expor o desporto, para lançá-lo no nosso país”.

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Os clubes e associações províncias que iriam participar do Campeonato Nacional de Boxe estão agastados com a Federação Moçambicana da modalidade (FMBoxe) por esta ter cancelado a prova sem apresentar justificação plausível para os associados.

A notícia do cancelamento do “Nacional” de Boxe que iria decorrer este fim-de-semana na cidade da Beira chegou como se de uma bomba se tratasse aos associados que estavam engajados na preparação dos pugilistas para o evento.

As associações de boxe de Sofala (que seria a anfitriã) e de Nampula, para além de clubes como o Ferroviário, Matchedje, Academias Lucas Sinóia e Nhiuane, esta última campeã da cidade de Maputo, receberam de forma enfurecida a “má notícia da FMBoxe”.

A Federação justifica o cancelamento com a instabilidade política na zona centro, sobretudo na província de Sofala, onde há ataques armados supostamente protagonizados pela Junta Militar da RENAMO, o que impede que se viaje por terra. A par disso, é que a FMBoxe não tem dinheiro para custear viagens via aérea a cerca de 60 pessoas que sairia de Maputo, Gaza e Inhambane para a cidade da Beira.

Esta justificação não conforma os clubes e as associações, que alegam que a FMBoxe devia procurar alternativas que, segundo eles, existem, nomeadamente a mudança do local da prova, ou parcerias para as viagens aéreas, pois é mau o “Nacional” não acontecer numa altura em que os atletas estavam a trabalhar de forma abnegada para o evento.

ERNESTO SIXPENCE: O boxe não devia parar como a vida não pára

“O BOXE não devia parar, como a vida não pára. Sabemos que há instabilidade política, mas há alternativas; ou a prova decorre em Maputo, ou em qualquer outro ponto do país. Assim diminui-se as despesas de transporte e acontece o Campeonato. Por outro lado, na EN1 viaja-se todos os dias, muita gente usa aquela estrada, pois as medidas de segurança foram reforçadas pelo Governo”, palavras de Ernesto Sixpence, presidente da Associação de Boxe de Sofala que acrescenta que “a FMboxe devia procurar parcerias para viagem aérea, os dirigentes estão para isso ou se transferir a prova para Maputo, onde está a maioria dos participantes”.

Sixpence afirma que a cidade da Beira estava na expectativa de receber a prova, mas ficou abalada com o cancelamento e a intransigência da FMBoxe. “Quando contactamos o presidente da FMBoxe não nos atende, não sabemos o que isso significa. Nós, por exemplo, não recebemos os 50 mil do fundo do maneio no ano passado, verba que serve para despesas correntes como papel, toner, água e luz. Tudo fizémos à nossa maneira”, lamenta.

Sixpence diz que a província de Sofala projectava participar com sete pugilistas no “Nacional” que devia acontecer este fim-de-semana.

O dirigente realçou ainda que 2019 foi um ano de muitas actividades na Beira, onde se realizou seis a sete torneios de rodagem.

ELÍSIO MANHIÇA: Situação triste

O RESPONSÁVEL pelo departamento de boxe no Ferroviário de Maputo, Elísio Manhiça, classifica o cancelamento do Campeonato Nacional como algo “triste” e que desmotiva os atletas.

“É triste colocar-se pugilistas a treinar em vão. Os atletas estavam na expectativa de irem competir na cidade da Beira, mas debalde. Se não há condições para se realizar o campeonato em Sofala que se transfira a prova para aqui em Maputo”, sugere.

Manhiça diz não compreender como é que a FMBoxe invoca falta de dinheiro para provas internas, quando facilmente consegue dinheiro para viagens longas, nomeadamente para fora do país.

“Há dinheiro para se ir longe, mas não temos nada para o território nacional. Os atletas não descansaram, ficaram muito tempo a treinar-se, mas à última hora não vão competir”, lamenta Manhiça que acrescenta que o Ferroviário levaria quatro pugilistas para esta prova.

LUCAS SINÓIA: Temos que assumir o contra-tempo

LUCAS Sinóia, patrono da Academia com o mesmo nome, tem uma opinião diferente doutros associados, defendendo que se é por causa da instabilidade na EN1 não há muitas alternativas senão mesmo parar-se com o Campeonato Nacional.

“Ainda não aprofundei as razões que invoca a federação, mas se for por causa da insegurança penso que é plausível a justificação. Não se pode colocar em risco as vidas humanas. A vida é um bem importante que não pode se sacrificar por causa do desporto. Senão houver dinheiro para o transporte aéreo, paciência. Temos que assumir o cancelamento”, defende Sinóia que tinha sete pugilistas para atacarem o “Nacional”.

JOAQUIM MARINGUE: Decisão frustrante

O PRESIDENTE da Associação de Boxe da Província de Nampula, Joaquim Maringue, classifica de “frustrante” a decisão da FMBoxe de cancelar o “Nacional”.

“Esta decisão é má para os atletas que trabalhavam motivados. É frustrante, sobretudo pela forma como a informação nos chega. Mas enfim, temos de nos conformar, já que se invoca a insegurança, pois há que se salvaguardar as vidas humanas. O que deve fazer a Federação é tentar levar o Campeonato para outro ponto”.

Nampula participaria com cinco pugilistas no “Nacional”, segundo avançou Maringue.

Face ao cancelamento do “Nacional”, a associação de Nampula projecta realizar um torneio regional com pugilistas de Cuamba (Niassa) e da cidade portuária de Nacala.

“Esta é a alternativa que encontrámos. Assim hoje deveríamos estar de viagem para Beira, porque sexta-feira iniciaria o campeonato”, deplora.

ALFREDO NHIUANE: Até tenho vergonha de encarar os atletas

ALFREDO Nhiuane, treinador e patrono da Academia Nhiuane, campeã da cidade de Maputo, mostrou-se, por seu turno, bastante desolado quando abordado pelo “Notícias”, realçando que tinha vergonha de informar aos seus pupilos que já não há “Nacional”.

“Estamos mal com esta Federação. Fez-nos trabalhar para nada, em vão. Não fica bem o que estão a fazer connosco. Somos campeões da cidade, os pugilistas estão motivados e de repente recebem informação de que não há prova. Nós defendemos que a prova deve acontecer à todo o custo. A Federação deve procurar meios alternativos para que se compita. Aceitamos o adiamento, mas o cancelamento é mau porque somos de opinião que a situação pode vir a melhorar. O cancelamento é uma facada nas costas, por isso a Federação deve reconsiderar a sua decisão. Primeiro cometeu o erro de não se reunir connosco antes da tomada desta decisão. Os clubes e associações deviam ter sido ouvidos e depois decidir o que era melhor para modalidade, mas isso não aconteceu. A FMBoxe agiu de má-fé”, aponta.

A Academia Nhiuane iria atacar o “Nacional” com nove pugilistas, oito masculinos e um feminino.

WATCH ANTÓNIO: Estamos desiludidos

PARA Watch António, atleta e chefe do departamento do boxe no Matchedje, o cancelamento do “Nacional” é algo preocupante e que tende a ser recorrente na “nobre arte”.

 “Isto preocupa-nos porque como atletas a nossa expectativa era competir. Agora, à última hora, o ‘Nacional’ adiou e não teremos nada a fazer. Entendemos a razão, mas devia-se arranjar um meio-termo”, sugere.

Watch é de opinião que este ciclo de cancelamentos e adiamentos das provas do boxe só desmotiva os atletas e prejudicam a quem realmente trabalha.

“Antes do campeonato da cidade de Maputo foi assim, adiamentos atrás de adiamentos e, nós, Matchedje, acabamos perdendo o título. Os atletas chegam à prova sem crença de que realmente ela iria acontecer”, deplora. O Matchedje levaria cinco pugilistas para o Campeonato Nacional.

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A SELECÇÃO Nacional de Futsal deixa Maputo hoje com destino a Lisboa, Portugal, onde vai cumprir a derradeira e última etapa de preparação do Campeonato Africano da modalidade, agendado para Marrocos, de 28 de Janeiro a 9 de Fevereiro. O estágio na capital portuguesa prolongar-se-á até 25 de Janeiro.

Em Lisboa, o combinado orientado por Naymo Abdul prevê realizar um mínimo de três jogos com equipas locais, incluindo a selecção portuguesa de sub-21.

Moçambique está integrado no Grupo “B” com Angola, Egipto e Guiné-Conacry. O conjunto nacional tem a sua estreia marcada para o dia 29 frente à Angola, seguindo-se a Guiné-Conacry no dia 31 para encerrar a fase de grupos diante do Egipto a 2 de Fevereiro.

O seleccionador nacional considera o grupo “extremamente difícil”, sobretudo pelo facto de Angola e Egipto encararem a prova com ambições de transitar para a fase seguinte que dá possibilidades de qualificação ao “Mundial”.

Moçambique entrará para esta prova defendendo a medalha de bronze, conquistada em 2016 no último “Africano” disputado em Joanesburgo, África do Sul. O principal objectivo na competição é garantir uma das três primeiras posições que dão acesso direito a disputar o Campeonato do Mundo agendado para este ano na Lituânia, de 12 de Setembro a 4 de Outubro. O regulamento do CAN de Marrocos impõe que os primeiros dois classificados de cada grupo apuram-se para os quartos-de-final.

No “Africano” da África do Sul, em 2016, Moçambique esteve no Grupo “A”, tendo realizado uma boa campanha. Vitórias sobre África do Sul (7-4) e Tunísia (4-1), empate com a Zâmbia (4-4), percurso que lhe valeu o apuramento para as meias-finais, onde viria a perder com Marrocos (4-1). Os marroquinos sagraram-se campeões africanos. Já no jogo de apuramento do terceiro classificado, o combinado moçambicano derrotou a Zâmbia, por 2-1, na marcação de grandes penalidades.

Eis a convocatória final:

Guarda-redes:Nelson (Galácticos FC) e Custódio (Petromoc);

Fixos: Oseias, (GD Iquebal), Mauro (Petromoc), Edson (Liga de Chimoio);

Alas: Flávio, Ziraldo, José da Silva, Idelson (GD Iquebal), Vasquinho (Petromoc), Dino (Liga de Chimoio) e Abílio (Galácticos FC);

Pivot: Mário Jr.

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