Director: Lázaro Manhiça

AS Bolsas de Valores (BVM) e de Mercadoria de Moçambique (BMM) acordaram ontem, em Maputo, em facilitar o acesso ao financiamento aos produtores e comerciantes do sector agrário.

Para o efeito, as duas instituições vão partilhar as operações da Central de Valores Mobiliários da BVM, permitindo deste modo que se faça o registo, a liquidação e compensação financeiras dos produtores e comerciantes que tenham produtos agrícolas armazenados nos silos da BMM.

O depósito das mercadorias será assim confirmado comum certificado de posse emitido pela BMM ou por outras entidades públicas e privadas por ela licenciadas.

A assinatura do memorando entre as duas instituições acontece poucos dias após o lançamento das campanhas agrária 2020/2021 e da comercialização da castanha de caju, esperando-se, neste contexto, que o seu impacto tenha reflexos na presente época agrícola.

De acordo com o secretário permanente do Ministério da Indústria e Comércio, Jorge Jairoce, a Central de Valores Mobiliários efectuará o registo, liquidação e compensação financeiras deste instrumento de crédito bancário (certificado), proporcionando, desse modo, um mecanismo de financiamento directo aos produtores e comerciantes.

“Trata-se de uma medida que irá impactar positivamente a vida dos produtores e a economia, em geral, pelo que gostaríamos de chamar atenção aos potenciais beneficiários desta janela de financiamento para que estejam organizados, de modo a poderem tirar partido”, disse.

Intervindo na mesma ocasião, o presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), Salim Valá, afirmou que a operacionalização do acordo representa um marco importante por prever a incorporação do certificado de posse como um mecanismo para o financiamento agrário.

“Ele vai beneficiar a economia rural como um todo, num contexto em que cerca de 66 por cento da população do país vive nas zonas rurais”, disse Valá.

Apresidente do Conselho de Administração da BMM, Victória Paulo, também considerou o acordo como sendo crucial para dinamizar a economia moçambicana.

“Ambos operamos também com empresas que têm o seu foco nas zonas rurais. Então, o mecanismo que hoje testemunhamos vai ajudar muito para que os pequenos produtores nacionais e todos os intervenientes possam usar a Central de Valores Mobiliários para aceder ao crédito bancário”, disse.

Comments

O SECTOR privado nacional e estrangeiro comprometeu-se a investir, a partir do próximo ano, mais de 4.3 biliões de dólares norte-americanos em projectos estruturantes visando alavancar a economia da província da Zambézia.

O valor será aplicado em seis projectos-âncora, nomeadamente construção da Barragem Hidroelétrica de Mugeba, Porto de Águas Profundas de Macuse, projecto triangular de turismo, projecto têxtil integrado de Mocuba, produção de arroz nas bacias de Licungo e Zambézia e construção de casas para funcionários públicos em treze distritos.

O Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, recomendou ontem, no epílogo da Conferência Internacional de Investimentospara a província da Zambézia, ser fundamental que os órgãos de governação provincial e a Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX) implementem o mais urgente possível o cronograma de monitoria dos planos de trabalho dos proponentes dos projectos, bem como os mecanismos de diálogo.

Do Rosário registou a reacção positiva dos empresários que querem investir na Zambézia, ao mesmo tempo que pediu que os proponentes cumpram as promessas feitas publicamente para melhorar as condições de vida da população.

Orientou também os órgãos de governação provincial a criarem uma plataforma electrónica para que o Governo, investidores e empreendedores possam partilhar os progressos na execução física dos projectos, bem como elaborar relatórios sobre os balanços e planos sobre o andamento dos projectos para o governo central.

Segundo ainda o Primeiro-ministro, os órgãos de governação descentralizada devem criar uma plataforma digital para inserir conteúdos promocionais em língua inglesa sobre as potencialidades da província da Zambézia,a fim de conquistar mais investidores.

Nos debates havido durante os dois da conferência, foi sugerida a criação de um parque agro-industrial para atraccão de investimentos. Para tal, o Governo deve oferecer segurança quanto ao uso da terra, estabelecerparcerias com empresários sul-africanos para a materialização de projectos de produção e processamento da soja, bem como a necessidade de se repensar na ideia da construção da fábrica de cimento em Morrumbala, incluindo a expansão da rede viária para os principais centros de produção.

O projecto de geração de energia eléctrica e hidrosolar na barragem de Mocuba vai prevenir cheias no baixo Licungo-Nante e armazenar água.

Um outro investimento a ser feito será no projecto triangular de cultura e turismo no distrito de Gilé, avaliado em 12 milhões de dólares norte-americanos, dos quais trinta por cento são capitais moçambicanos e 70por cento estrangeiros. Segundo informações apuradas na conferência, este projecto vai criar mil empregos directos e 2500 indirectos.

Facto curioso desta conferência é terem surgido investidores que pretendem reanimar o projecto têxtil integrado de Mocuba, implantado nos primeiros anos da independência nacional,que entretanto não chegou a funcionar devido àguerra dos 16 anos.

Os investidores afirmam que a partir de Fevereiro de 2021 vão começar a dar vida a esta unidade que, a concretizar-se, poderá gerar 1600 empregos directos e 400 indirectos. O anúncio deste investimento de 130 milhões de dólares levou o Primeiro-ministro a afirmar que a conferência é um marco de viragem para a província da Zambézia.

Comments

O PRIMEIRO-MINISTRO, Carlos Agostinho do Rosário, encoraja o sector privado a prosseguir com o estabelecimento de parcerias, quer internasassim como externas, que permitam alargar o leque de investimentos e o volume de negócios no nosso país e em particular na província da Zambézia.

“A Zambézia possui um grande potencial económico, com destaque para abundantes recursos naturais, que vão desde terra arável, rios, minérios, recursos faunísticos, águas termais e uma extensa costa marítima, entre outras”, destacou do Rosário.

Carlos Agostinho do Rosário fez estas afirmações, na manhã de hoje(26), no distrito de Mocuba, na abertura da 1ª conferência internacional de investimentos da Zambézia, que decorre sob o lema “Industrialização como factor de desenvolvimento da Zambézia”.

Segundo o primeiro-ministro, a convicção do Governo é de que ao capitalizar as potencialidades da província estará a contribuir de forma significativa para a geração de mais oportunidades de emprego, criação de negócios, sobretudo para jovens e mulheres.

“O lema escolhido para esta conferência, impele-nos a privilegiar iniciativas e projectos que garantam a transformação desses abundantes e ricos recursos de que a província dispõe em produtos processados ou semi-industraializados”, sublinhou.

Comments

MAIS de cinco milhões de dólares norte-americanos estão a ser investidos para o relançamento da produção de camarão em cativeiro no distrito de Inhassunge, na província da Zambézia.

A retomada da produção do camarão em cativeiro está a ser acompanhada pela introdução de novas técnicas visando o aumento da produção e produtividade, redimensionamento da infraestrutura e transferência de tecnologias para as comunidades locais e instituições de ensino superior.

O director de produção da AQUAPESCA, promotora do projecto, disse há dias que a actividade ficou paralisada durante cinco anos, na sequência de uma doença, denominada mancha branca, que afectou a produção.

Em entrevista ao “notícias”, após a assinatura de um memorando de entendimento entre a AQUAPESCA e a Universidade Licungo (UNILICINGO), Vicente Ernesto afirmou que as previsões para a campanha em curso apontam para 200 toneladas.

A produção do camarão em cativeiro sofreu um revés em 2011, depois de um longo período de prosperidade de produção comercial, iniciada em 1994.

Vicente Ernesto afirmou que a assinatura do acordo com a Universidade Licungo visa a participação da empresa no desenvolvimento social e comunitário neste domínio da produção de camarão em cativeiro.

Entretanto, a vice-reitora da Universidade Licungo, Cecília Singo, considera que o entendimento entre a instituição que dirige e a AQUAPESCA inicia um projecto concreto que consiste na implantação de um projecto nas instalações da universidade. O acordo, ainda segundo Singo, vai permitir a partilha de infraestruturas e empregabilidade da mão-de-obra qualificada

Comments

A UNIÃO Europeia poderá apoiar, nos próximos tempos, a certificação através do sistema de indicações geográficas e denominações de origem, os produtos nacionais com um elevado potencial como foi com o “Cabrito de Tete”, com vista a permitir o aumento das exportações de Moçambique.

Trata-se de produtos, cujas características, qualidades e reputação derivam essencialmente da sua origem geográfica, como é o caso do chá de Guruè, o arroz perfumado da Zambézia, o piri-piri de Nhacoongo, a tangerina de Inhambane, a manga de Morrumbene, o ananás de Muxúnguè, o café da Gorongosa, o café do Ibo, a batata de Angónia, entre outros, que constituem uma rica variedade de Moçambique. Leia mais

Comments

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction