O GOVERNO aposta na criação de alguns fóruns de aproximação entre as grandes concessionárias e as Pequenas e Médias Empresas (PME) nacionais, a fim de permitir que estasrespondam os requisitos exigidos nos grandes projectos. Falando há dias, em Maputo, a directora nacional de Conteúdo Local, do Instituto Nacional de Petróleos, Natália Cumba, apontou que um dos requisitos exigidos é a certificação das empresas. Leia mais

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MOÇAMBIQUE deverá passar a país de rendimento médio até 2035 ao atingir as metas preconizadas na Estratégia Nacional de Desenvolvimento Económico (ENDE) 2015-35, afirmou o ministro da Economia e Finanças. Adriano Maleiane renovou a determinação do Governo em alcançar as metas ao intervir na IV Cimeira “Financial Times” em Moçambique, evento que juntou, há dias, em Maputo, entidades do mundo empresarial, para abordar questões ligadas às estratégias de atracção de mais investimentos para a indústria do gás natural. Leia mais

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UMA pesquisa conjunta desenvolvida pelo Observatório do Meio Rural (OMR) e a Universidade Católica de Moçambique (UCM) propõe às autoridades governamentais das áreas do Corredor da Beira a investirem mais na área agrária.

Anunciados durante o colóquio sobre o Corredor da Beira, ocorrido na capital provincial de Sofala, sob o lema “Dinâmicas e desafios do Corredor”, os resultados da pesquisa justificam que, com o investimento na agricultura, a pobreza vai reduzir substancialmente.

O professor João Mosca, que fez uma apresentação intitulada “Corredor da Beira, um corredor de transporte ou um corredor de desenvolvimento?”, revelou que muitos sectores económicos e sociais sairão a ganhar caso se decida acolher os conselhos partilhados pelo OMR.

João Mosca, que é economista, recordou que ao longo do Corredor da Beira houve muitos investimentos nas áreas ferro-portuária, transporte, serviços públicos e comércio, contudo, é necessário potenciar-se a agrária.

O orador defendeu que caso se intensifique a agricultura, com um acompanhamento técnico, reduzir-se-ão as assimetrias de desenvolvimento entre as zonas localizadas ao longo do Corredor da Beira e as do interior.

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O Ministérioda Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) e seus parceiros de cooperação estão a equacionar mecanismos de racionalização de investimentos no sector agrário, que poderá incluir a redefinição de prioridades no financiamento.

As discussões ocorrem numa altura em que estão a ser produzidas as novas versões dos planos Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário (PEDSA-2) e Nacional de Investimento no Sector Agrário (PNISA-2). 

Neste sentido, a instituição reuniu-se há dias com parceiros para dar informe sobre o estudo de racionalização de investimentos no quadro do PEDSA 2020-29 e do PNISA 2020-24, projectos de fortalecimento da capacidade do Estado e do que poderá ser um dos programas emblemáticos do sector. Os trabalhos são financiados pela Aliança para a Revolução Verde em África (AGRA).

Delfim Vilissa, director de Planificação e Cooperação Internacional no MASA, disse que a actual versão do PNISA tem cinco áreas de actuação e 21 programas. Constatou-se haver necessidade de analisar o custo e benefício das áreas abrangidas e, de acordo com os resultados, indicar as prioridades da nova versão.

O projecto de fortalecimento da capacidade do Estado, que está a ser elaborado pela ELIM Serviços, defende, entre outras medidas, o desenvolvimento de uma política nacional de agricultura e desenvolvimento rural e a redução do número de cadeias de valor nas quais se trabalha.

Aponta para uma suposta dispersão de recursos em diversas acções, situação que, aliada à fraca monitoria e avaliação, concorre para os falhanços que ocorrem no sector.  

Por sua vez, Paulo Mole, representante da AGRA no país, disse que a sua instituição financia o MASA para a melhoria de coordenação do sector agrário, o que passa pela constituição de um comité específico que envolva o Governo, sector privado, sociedade civil e parceiros, tal como noutros pontos de África.

O estudo sobre racionalização dos investimentos visa trazer subsídios sobre possíveis prioridades que devem ser incluídas nas próximas versões do PEDSA e do PNISA, para evitar-se a dispersão de recursos e as dificuldades de atender várias frentes, simultaneamente.

 

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O antigo director no Credit Suisse Global Financing Group,Surjan Singh,deu-se como culpado de conspirar para “lavar dinheiro”,no caso das dívidas ocultas de Moçambique, segundo um documento do tribunal a que a Lusa teve acesso.

De acordo com o documento sobre a “Causa Criminal para Declaração”, Surjan Singh está livre sob fiança e deu-se, na sexta-feira da semana passada, como culpado,na quarta acusação de conspiração para cometer o crime de lavagem de dinheiro.

Singh junta-se assim aos seus dois antigos colegas do Credit Suisse,que também já se deram como culpados na participação doesquema para defraudar o Estado de Moçambique,em cerca de 200 milhões de dólares, de um negócio de mais de 2,2 mil milhões de dólares,que causou uma crise financeira e económica no país e fez com que ohabitualapoio dos doadores fosse suspenso.

A antiga banqueira do Credit Suisse,Detelina Subeva,deu-se como culpada da acusação de conspiração para lavagem de dinheiro em Maio: "concordei, juntamente com outros, em ajudar a lavar as receitas de actividades criminais, nomeadamente,subornos ilegais pagos por uma empresa chamada Privinvest e pelo seu representante, Jean Boustani", admitiu.

Os pagamentos ilícitos, que Subeva diz terem sido feitos em 2013, estavam ligados a um empréstimo do Credit Suisse a uma empresa pública moçambicana, acrescentou a antiga vice-presidente da unidade de financiamento global do Credit Suisse.

Subeva explicou então ao juiz que o seu chefe, Andrew Pearse, lhe disse que ia transferir 200 mil dólares para uma conta que ela tinha recentemente aberto e que vinham de subornos pagos por Boustani e a Privinvest aoPearse, no valor de um milhão de dólares.

"Eu concordei em aceitar e ficar com estes dinheiros,sabendo que eram provenientes de actividades ilegais", confessou a antiga banqueira, que viu o Ministério Público norte-americano desistir de três outras acusações de conspiração, não sendo ainda claro se também foi feito um acordo sobre a pena,que pode ir até 20 anos de cadeia  ou de ficar em liberdade.

Em Julho, o banqueiro neozelandês,Andrew Pearse,também se deu como culpado dos crimes de que é acusado, mas não ficou claro se o ex-banqueiro está ou não a cooperar com as autoridades norte-americanas, já que a sua confissão e outros relatos sobre o esquema estão sob sigilo.

Na investigação, a Justiça norte-americana acusa membros do anterior Governo de Moçambique, a Privinvest e três ex-banqueiros do Credit Suisse de terem criado um falso projecto de defesa marítima para receberem mais de 200 milhões de dólares em subornos,para si próprios,em acordos assinados em 2013 e 2014.

A descoberta dosempréstimos contraídos com aval do Estado,mas sem registo nas contas públicas e sem divulgação aos parceiros internacionais,levou os doadores a cortarem a assistência internacionale as agências de rating a descerem a opinião sobre o crédito soberano.

Em consequência, aumentou o rácio da dívida pública sobre o PIB, o que arredou o país do financiamento internacional, atirando Moçambique para 'default' e para uma crise económica e financeira que ainda persiste.

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