Alcides Tamele

O SECTOR privado deve começar a equacionar a aposta em produtos nacionais nas suas actividades como forma de promover a sua transformação e a redução na importação de matéria-prima, que se pode adquirir no país.

O desafio foi lançado ontem pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, durante a visita que efectuou a uma fábrica de produção de sumos, que funciona no distrito de Boane.

Trata-se de uma empresa de capitais portugueses, cuja produção depende da importação de produtos como polpa de diverso tipo de frutas e até açúcar, entre outros.

Filipe Nyusi afirmou que o recurso aos produtos nacionais deve ser feito de uma forma paulatina, respeitando os padrões de qualidade que respondam às exigências do mercado internacional e nacional.

Chamou atenção do Chefe de Estado o facto de esta unidade fabril estar a produzir sumo de malambe, um fruto abundante nas regiões Centro e norte do país, mas que neste caso é importado de Portugal.

“Nas visitas que efectuo pelo país tenho sido confrontado com a necessidade de instalação de fábricas de transformação de fruta. É uma questão que pode ter resposta com este tipo de investimento”, disse o Presidente da República.

Acrescentou que para tal, o Governo deve avaliar a possibilidade de criar facilidades para que investidores possam recorrer aos produtos nacionais, sobretudo fruta.

No entanto, o Presidente da República defendeu que os produtores nacionais também devem começar a apostar mais na qualidade como forma de responder às exigências das empresas transformadoras.

Para além disso, segundo Filipe Nyusi, a melhoria da qualidade na produção deve ter em conta o mercado nacional para satisfazer o consumo populacional.

O Presidente da República reconheceu que há sinais de melhoria da produção e da produtividade, mas é preciso continuar a trabalhar.

“Há muita fruta e diversos produtos pelo país. Vamos continuar a criar mecanismos de escoamento para que estejam ao alcance de todos os mercados do país”, afirmou o Chefe do Estado.

Boane foi o local do início do segundo dia da visita de trabalho que o Chefe do Estado efectua à província de Maputo, para se inteirar do cumprimento do Plano Quinquenal do Governo.

Nesta sua deslocação faz-se acompanhar pelos ministros da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashulua, do Interior, Basílio Monteiro, “vices” da Defesa Nacional, Patrício José, e dos combatentes, Maria de Fátima Pelembe, Governadora da cidade de Maputo, Iolanda Cintura Seuane, técnicos de diferentes ministérios e quadros do partido Frelimo.

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O Instituto Nacional de Petróleos (INP) estima em 30.9 mil milhões de dólares americanos o volume de receitas cumulativas, para o Estado moçambicano, durante os 25 anos do projecto de Gás Natural Liquefeito (LNG), na Bacia Sedimentar do Rovuma, na província de Cabo Delgado. LEIA MAIS...

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O director-geral do Aeroporto Internacional de Nacala, José Candrinho, diz que a infra-estrutura está a ter o seu melhor ano desde a sua construção, em 2014.

José Candrinho aponta o aumento do número de voos das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e a entrada da Ethiopian Mozambique como indicadores de que a situação está a melhorar.
O Aeroporto Internacional de Nacala é um dos maiores de Moçambique e não tem conhecido o movimento que se esperava. Inaugurado em 2014, só está a ter uma utilização de 4 por cento da sua capacidade, em relação ao que se previa, apesar dos elevados custos, incluindo os de manutenção.
A infra-estrutura foi projectada para atender a uma média de 500 mil passageiros e manusear 5 mil toneladas de carga por ano. Até há bem pouco tempo só chegavam ao aeroporto dois voos domésticos por semana, na rota Maputo-Nacala, e dois particulares da mineira Vale Moçambique, todos operados com aviões da construtora brasileira Embraer.
A conversão de aeroporto militar para comercial foi feita em 23 meses pela companhia brasileira Odebrecht, com um investimento aproximado entre 125 e 200 milhões de dólares norte-americanos.
Entretanto, o presidente da Aeroportos de Moçambique, Emanuel Neves, está esperançado que o aeroporto de Nacala comece a receber voos internacionais este ano, na sequência da reorganização do sistema aero-portuário do país, em resultado da redução para apenas três o número de aeroportos moçambicanos que passam a receber voos internacionais.

 

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O MINISTÉRIO da Indústria e Comércio defende a revisão da política fiscal e laboral, no próximo ciclo de governação, com vista a melhorar o ambiente de negócios no país. Essencialmente, pretende-se com as mexidas dos dois instrumento, aumentar a base produtiva, através de redução dos impostos. Leia mais

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O Ministériodo Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS) recebeu da Sasol, recentemente, em Maputo, 40 kits de ferramentas para o auto-emprego, destinados aos melhores formandos do Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC).  Leia mais

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