Director: Júlio Manjate

A Montepuez Ruby Mining (MRM) está a apostar no reforço da mão-de-obra feminina nas suas actividades de mineração, com o registou de crescimento de 16% de mulheres, nos últimos dois anos na empresa.

A informação foi divulgada recentemente pelo director-geral da MRM, Harald Hälbich, enaltecendo o valor da mulher em alusão as comemorações do Dia da Mulher Moçambicana, que hoje se assinala, recordando a heroína Josina Machel, uma das mulheres mais admiradas e respeitadas da história de Moçambique.

Segundo Harald Hälbich, director-geral da MRM, “os últimos dois anos foram marcados por uma boa progressão na contratação de mão-de-obra feminina na MRM, com um crescimento de 16%. As mulheres da MRM são um exemplo e uma inspiração para outras mulheres e a nossa empresa orgulha-se disso.”

As mulheres da MRM são vitais e valorizadas por suas habilidades, profissionalismo, determinação e força de vontade, especialmente porque operam num sector tradicionalmente dominado por homens.

Cristina Alberto é supervisora ​​de mineração na MRM e conta sua experiência: “Minha conexão com a MRM começou com um estágio profissional, quando terminei meu curso de geologia e mineração. Estagiei 50% do tempo na área de geologia e o restante do tempo foi na área de mineração. Mesmo assim, eu era chamada de mão de ferro, devido ao meu papel entre os homens. Hoje sou supervisora de minas, à frente de uma equipa masculina, o que é muito desafiador, mas ao mesmo tempo enriqueceu minha capacidade de liderar o sexo oposto.”

Como em muitas empresas de mineração, melhorar a proporção de género é uma área de melhoria contínua para a MRM. O recrutamento de mulheres qualificadas em Moçambique que podem trabalhar em posições relacionadas à mineração, não apenas em funções administrativas, continua sendo um grande desafio em toda a África.

Do número total de mulheres, 85% trabalha em áreas de apoio às operações, enquanto 15% trabalha directamente nas operações; portanto, a MRM ainda deseja ver uma maior integração das trabalhadoras nas áreas de geologia, gemologia, minas e operação de máquinas pesadas.

Trabalhar remotamente e a diversidade cultural são dois grandes desafios. Telma Mabote, enfermeira da MRM, considera que “o principal desafio é trabalhar em uma área remota, estar longe da minha família e trabalhar com pessoas de diferentes regiões do mundo. Mas tenho certeza que essa experiência abrirá portas profissionais para mim no futuro.”

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Os países da região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) são unânimes em afirmar que as trocas comerciais não podem parar por causa da Covid-19.

O transporte de mercadorias deverá continuar a ser feito na região, sob pena de haver grande escassez de produtos e criar distúrbios na vida da população.

A informação foi partilhada ontem (6) pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, após uma sessão de videoconferência com a participação dos ministros da zona austral de África.

“A ideia é que é necessário que efectivamente continue a acontecer a circulação de mercadorias, particularmente no que tange a alimentos, medicamentos, mesmo em relação a combustíveis, entre outros, porque os nossos países precisam para a sua própria sobrevivência. Efectivamente, continuamos a pensar que essas questões devem ser tratadas de tal sorte que possamos continuar a controlar, a gerir o COVID- 19 para evitar maior propagação, mesmo tendo em conta esse espaço mínimo que vai ser criado nas nossas fronteiras”, frisou.

 Na ocasião, Verónica Macamo manifestou o seu sentimento de pesar relativamente à morte de dois moçambicanos que no passado foram assassinados por populares no Malawi, alegadamente por serem responsáveis por levar o novo coronavírus para aquele país. (Notícias/RM)

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A LINHA de transporte de energia eléctrica Ressano Garcia/Infulene, que abastece a província e cidade de Maputo, voltou a funcionar a partir da noite de ontem, depois de três semanas fora de serviço na sequência da vandalização de três torres ao longo do percurso.

Os apoios da linha colapsaram na noite de 14 de Março devido ao roubo de cantoneiras, fenómeno que depois foi detectado em outras sete torres, que entretanto  se mantiveram fixas até àreposição dos componentes retirados pelos criminosos.   

A garantia da reactivação da linha foi dada ontem em Ressano Garcia pelo director de Transmissão Sul na Electricidade de Moçambique (EDM), que foi ao terreno para testemunhar a conclusão da montagem da última torre, processo seguido pelo lançamento dos condutores e retirada dos cabos de suporte da linha na área de trabalho.

Celso Saete lembrou que os trabalhos arrancaram no dia 15 com a localização da zona da avaria, a escassos quilómetros da sede de Ressano Garcia, e avaliação preliminar das necessidades. A meta era de se terminar o trabalho amanhã, domingo, mas os técnicos conseguiram acelerar obra, pelo que a linha volta hoje a transportar tanto a energia importada da África do Sul como aquela gerada nas centrais a gás natural implantadas na vila fronteiriça.

Pelo menos 147 cantoneiras retiradas das torres foram apreendidas em Ressano Garcia e parte já estava a ser usadana construção de estruturas de barracas e mercearias. Três indivíduos estão detidos, suspeitos de envolvimento no crime.

O fornecimento de energia à cidade e província de Maputo é assegurado por três subestações ligadas em anel, sendo que uma perturbação em qualquer das linhas que ligam à Subestação de Maputo, onde chegam após percorrer cerca de mil quilómetros, é suficiente para causar graves restrições no fornecimento de energia eléctrica à cidade e província de Maputo.

Entretanto, segundo a nossa fonte, esta situação nunca ocorreu. 

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OS mercados e estabelecimentos de comércio formal, em todo o país, devem funcionar das 6 às 17 horas, respeitando o distanciamento social de pelo menos um metro entre os vendedores e entre estes e os compradores. No entanto, eles poderão ser encerrados por recomendação das autoridades sanitárias competentes sempre que se esteja em presença comprovada de alto risco de contágio do novo coronavírus.

Esta é uma das medidas de execução administrativa adoptadas esta quarta-feira pelo Conselho de Ministros, na sequência da declaração, pelo Presidente da República, do estado de emergência, por razões de calamidade pública, nomeadamente a pandemia da Covid-19.

Na mesma senda, estão suspensos os cultos e celebrações religiosas na sua dimensão colectiva; interditas visitas aos estabelecimentos penitenciários e actividades recreativas, desportivas, culturais e de lazer realizadas em espaço público. Por via disso, devem ficar encerrados, por exemplo, estabelecimentos como discotecas, bares e barracas destinadas à venda de bedidas alcóolicas.

O documento foi partilhado ontem com a imprensa em Maputo pela ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, que se referiu, igualmente, à suspensão da emissão de alguns documentos como bilhete de identidade, carta de condução, passaporte e outros, sendo que os caducados terão a validade prorrogada até 30 de Junho de 2020.

Entretanto, e na impossibilidade de garantir o distanciamento social necessário, o Governo decidiu pela interdição dos chamados moto-táxis. Paralelamente, as viaturas de transporte púbico de passageiros, incluindo os vulgo “My love”, passam a circular apenas com um terço da sua lotação.

O decreto do Governo, aprovado na última quarta-feira, contempla outras medidas inseridas no chamado nível três, que apenas limita e condiciona a actividade das empresas e instituições, sem necessariamente encerrá-las literalmente, o que só fará sentido se o país avançar para medidas do nível quatro.

Pormenores sobre este assunto na página dois da edição Digital.

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Os pequenos importadores de produtos da primeira necessidade, que operam a partir da África do Sul para Moçambique, vão ter uma nova credencial para o exercício da actividade.

Esta é uma medida do Governo moçambicano visa evitar a escassez de produtos básicos, nesta altura que vigoram medidas restritivas na África do Sul, devido à pandemia do novo coronavírus.

Em face desta situação, segundo o director da Indústria e Comércio na província de Maputo, Ernesto Mafumo, o Governo em parceria com a sua congénere sul-africana, está a finalizar os termos e condições, de modo a dinamizar o processo de transacções comerciais entre os dois países, noticia a Rádio Moçambique na sua página.

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