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Categoria: Economia
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PELO menos 66 dos 76 contentoresde madeira em toro retornaram ao Poro de Pemba no fim-de-semana, abortando-se, deste modo, a sua exportação ilegal para a China.

Trata-se de 2032 metros cúbicos de madeira que terá saído do Porto de Pemba num esquema fraudulento envolvendo um cidadão chinês de nome Kelly,da empresa Cheufang,então fiel depositário indicado pelo Tribunal Provincial, depois que a operação de exportação foi embargada em Agosto do ano passado.

Após a saída ilegal da madeirado porto, a Procuradoria Provincial deteve o cidadão chinês.

O procurador-chefe provincial,Octávio Zilo,disse ontem, em conferência de imprensa,que adevolução damadeira ao Porto de Pemba envolveu contactos diplomáticos entre Moçambique e China.

Explicou que a procuradoria tomou conhecimentode que o navio carregando a madeira ilegal zarpara do Porto de Pemba quando a embarcação já se encontrava a navegar em águas internacionais,o que não permitiu a sua apreensão.

Zilo explicou que os 66 contentores devolvidos ainda não tinham chegado àChina. Neste momento, prosseguemdiligênciaspara adevolução dos outros contentores.“Estamos a trabalhar para que isso aconteça o mais rápido possível”, afirmou.

O procurador-chefe disse a jornalistasquemais um indivíduode nacionalidadechinesa, cujo nome não revelou,acaba de recolher aos calabouços, acusado de fazer parteda desta operação ilegal.

A fonte indicou que investigações prosseguem para encontrar mais envolvidos. A primeira apreensão da madeira,ocorrida em Agosto do ano passado, foi feita depois de uma denúncia anónimadando a indicação de que o processo de exportação não tinha seguido os trâmites legais.

Na altura, nove indivíduos, entre funcionários da Autoridade Tributária, fiscais da Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA)e elementos dasForças de Defesa e Segurança, que acompanharam a sua embalagem, foram detidos.

A madeira retornou ao Porto de Pemba no mesmo navioostentandoo nome de ATHENNS.