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Categoria: Economia
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A ÁREA Metropolitana do Grande Maputoestá a braços com uma nova escassez de gás de cozinha, sobretudo em botijas de 11 quilos,fornecidas pela empresa GALP.
Há mais de uma semana que várias bombas de combustível e alguns postos de revenda se ressentem das restrições no abastecimento de gás de cozinha.
Falando à AIM, alguns revendedores dizem que levam dias para receber botijas de gás de cozinha e, quando chegam são em quantidades reduzidas.
A AIM fez uma ronda por alguns postos de revenda de gás na cidade de Maputo e o cenário é o mesmo, ou seja, dezenas de botijas vazias aguardando pela reposição.

“Estamos a enfrentar falta de gás aqui nas bombas. Por exemplo, depois de vários dias sem nada, ontem (26) recebemos cerca 50 botijas que esgotaram em menos de 30 minutos porque a procura é grande”, disse Carlos Dinis, funcionário de uma das bombas de combustível da GALP, na cidade de Maputo.
Apontou que uma das soluções adoptadas é anotar o número de telemóvel dos consumidores que vão aparecendo àprocura de botijas de gás, para informá-los logo que o produto chega.
Noutros locais, os revendedores evitam perfilar as botijas de gás do lado de fora para evitar aborrecimentos por parte dos consumidores.
“Agora está a ser difícil encontrar gás. Não temos nada. Os clientes chegam aqui na expectativa de comprar o gás e quando não encontram ficam muito aborrecidos”, disse Cristiano Uiphuwe, revendedor.
Alguns consumidores dizem que há cerca de uma semana que não encontram o gás de cozinha em quase todos os lugares,daí que optam por usar lenha ou carvão vegetal.
“Há uma semana que ando àprocura de gás e não encontro, por isso,decidimos usar lenha. Outras vezes,usamos carvão, mas sempre na esperança de ver esta situação resolvida o mais rápido possível”, disse uma das clientes.
Num breve contacto telefónico estabelecido com a AIM, fonte da GALP reconheceu que existem alguns constrangimentos no fornecimento de gás de cozinha na área Metropolitana do Grande Maputo, devido às obras no parque de enchimento, na cidade da Matola.
”O que está a acontecer não é escassez como tal,mas estamos a ter limitação no fornecimento devido às obras que estamos a fazer, então não conseguimos fornecer o gás a 100 por cento”, sublinhou.
Esta é a segunda vez em menos de três messes que a Área Metropolitana do Grande Maputo, enfrenta uma escassez de gás de cozinha.