Imprimir
Categoria: Economia
Visualizações: 691

O Ministro da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional de Moçambique, Jorge Nhambiu, defendeu hoje, em entrevista à Lusa, que Moçambique tem quadros para trabalharem na exploração de gás natural, actualmente em fase de arranque.

"As multinacionais querem mecânicos, electricistas, carpinteiros e nós temos estes quadros", referiu, defendendo que haverá mais procura por quadros formados no ensino técnico do que no ensino superior.

As empresas levam tecnologia para aplicar em Moçambique e “do que precisam mais são técnicos que façam as coisas acontecer e não para fazer os projectos que têm de implementar”, detalhou.

O grande desafio para Moçambique é a componente de higiene e segurança, na medida em que a área do petróleo e gás tem requisitos específicos.

“O nosso electricista que formamos aqui é o mesmo que vai trabalhar nos projectos de exploração de gás. Mas elas, as multinacionais, querem um aumento de competências na área de segurança”, referiu.

O Governo moçambicano desenhou um programa para reforçar o currículo do ensino técnico em matérias de segurança e higiene no trabalho, como forma de responder às exigências.

Não obstante a aposta no ensino técnico, Moçambique está a "direccionar cursos superiores para a área petrolífera", referiu o ministro.

"Por exemplo, a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) abriu um centro de excelência da indústria de petróleo e gás que formará mestres, numa primeira ocasião, mas presume-se que dentro de pouco tempo formará também doutores", disse.

O Executivo moçambicano está ainda a equacionar criar uma instituição de Ensino Superior em Cabo Delgado, onde estão a ser construídos os empreendimentos de exploração de gás natural que vai ser extraído do fundo do mar, ao largo da região, dentro de três anos.

O projecto envolve uma instituição de Ensino Superior das Maurícias, disse Nhambiu à Lusa.

Além das Maurícias, a China é também um dos parceiros de Moçambique no Ensino Superior.

Segundo o governante moçambicano, trata-se do país que mais bolsas dá a estudantes moçambicanos.

"A China é um parceiro com o qual nós trabalhamos na formação dos nossos professores para o ensino técnico", observou o governante.

 

Estêvão Chavisso, da agência Lusa