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Categoria: Economia
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O sector de caju em Moçambique está a ponderar o estabelecimento de preços de referência, com vista a salvaguardar os interesses dos produtores.

Com efeito, segundo o “DM”, o Instituto Nacional de Fomento do Caju (INCAJU), tal como informou Santos Frijone, funcionário sénior desta instituição, agendou uma reunião anual, a decorrer nos próximos dias no distrito de Gurué, província central da Zambézia, não qual o governo irá definir o indicador da relação de compra e venda da castanha de caju nos campos de produção.
Moçambique apenas estabelece preços de referência no sector algodoeiro, e anualmente os representantes dos produtores, governo e outros intervenientes sentam-se à mesma mesa para apresentar e analisar propostas que possibilitam o Executivo fixar o valor que se aproxime às expectativas de todos.
Entretanto, na área de caju os preços são liberalizados, o que suscita variadas reacções, sobretudo por parte dos produtores, que se queixam de estar sujeitos a preços fixados pelos comerciantes, que impõem valores da sua conveniência para o alcance de lucros fabulosos.
A castanha de caju está entre as culturas agrícolas de alto valor económico no país. Recentemente, os preços aplicados na comercialização situavam-se entre 45 e 50 meticais o quilograma.
Estes valores, segundo o “'DM”, não agradam a alguns produtores, que exigem que se pague o dobro, com vista à obtenção de rendimentos reais.
Entretanto, o INCAJU, tal como adiantou Santos Frijone, realiza o evento de Gurué pensando nos esforços que visam incrementar os níveis de colheitas nos próximos cinco anos.
Para reunir aspectos a ter em conta na formulação da política de preços e estratégia para o aumento da produção e qualidade, as autoridades de tutela contam com a presença de associações de produtores, industriais e parceiros comprometidos com o desenvolvimento do sector de caju.