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Categoria: Economia
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Sessenta mil toneladas de algodão deverão ser comercializadas em todo o país no decurso da campanha a ser oficialmente lançada a 14 de Junho corrente, na província de Inhambane.

O director do Instituto de Algodão de Moçambique, Luís Tomo, explica que, para o arranque desta campanha, o Governo acaba de aprovar novos preços mínimos a vigorar no país, sendo que para o algodão de primeira o valor fixado é de 23.30 meticais o quilo, contra os 17 meticais estabelecidos para cada quilograma de algodão de segunda. A taxa de descaroçamento foi fixada em sete meticais o quilograma.

Ao estabelecer os preços mínimos, o Governo validou os consensos alcançados numa reunião recentemente havida na cidade Tete, envolvendo produtores e fomentadores da cultura do algodão.

O encontro de Tete contou com a presença do Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar,Higino de Marrule, que na ocasião reconheceu que os preços alcançados são os possíveis, tendo em conta a conjuntura interna e internacional do mercado do algodão.

Nos últimos anos, a produção do algodão em Moçambique tem vindo a registar uma queda, facto influenciado por uma combinação de factores, nomeadamente o clima e o baixo preço no mercado comparativamente às outras culturas de rendimento.

Em muitos pontos do país,reporta-se que os produtores desta cultura de rendimento emigraram para o gergelim e feijão-bóer, atraídos pelo elevado valor comercial destas culturas no mercado.

Só na campanha agrícola 2011-2012, o país atingiu um máximo histórico de produção do algodão, ao alcançar cerca de 185 mil toneladas. Trata-se do maior volume alcançado pelo país desde a proclamação da independência nacional.

Depois desse recorde, a melhor produção do chamado “ouro branco” foi alcançada na campanha 2005-2006, quando foram comercializadas 122 mil toneladas. Em sentido contrário, no período 1984-1985, o país registou a pior produção de algodão desde a independência, ao não ir para além de cinco mil toneladas.