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Categoria: Economia
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A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a Fundação para a Melhoria do Ambiente de Negócios (FUN) e a GAPI assinaram, ontem, em Maputo, um acordo de financiamento para a reconstrução das empresas afectadas, recentemente, pela passagem dos ciclones Idai e Kenneth nas regiões centro e norte do país.

Segundo o presidente da CTA, Agostinho Vuma, o financiamento visa apoiar cerca de 900 empresas da zona centro e 70 da zona norte, que sofreram os efeitos devastadores do Idai e Kenneth. 
O acordo de financiamento também visa minimizar as perdas dos rendimentos das pessoas com emprego em risco. 
O crédito será concedido pelo fundo especial de reabilitação das pequenas e médias empresas e vai ser aplicado em duas linhas distintas, uma de recuperação e outra de expansão.
“Para a linha de recuperação será injectada uma quantia de 1 500 000,00 meticais, a ser paga num período de até 36 meses, com taxas de juros que variam de oito a 10 por cento”, explicou Vuma, citado pela AIM.
Na linha de expansão, o financiamento será de até cinco milhões de meticais, que deverão ser reembolsados num período de até 60 meses. Nestes casos será aplicada a taxa de juro mínima publicada pelo Banco de Moçambique que estiver em vigor na data de contratação do financiamento”, acrescentou Vuma, referindo que, actualmente, a taxa de juro ronda os 14,30 por cento.
Disse ainda que o financiamento será concedido mediante a apresentação de garantias pelos requerentes que, por seu turno, poderão beneficiar-se de um desconto, caso cumpram todos os critérios para a contratação do financiamento.
”As garantias podem ser bens ou equipamentos, eventualmente, detidos pelo preponente da contratação creditícia”, disse.
Para a eficácia do processo, as três instituições tencionam criar um regulamento que vai estabelecer os critérios que vão facilitar e assegurar que o financiamento beneficie, efectivamente, as empresas afectadas.