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Categoria: Economia
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A HIDROELÉCTRICA de Cahora Bassa está a desenvolver um estudo visando a adopção de fontes alternativas para a produção de energia eléctrica, considerando a ameaça de escassez de água no rio Zambeze, em resultado das mudanças climáticas.

Moisés Machava, administrador da empresa, diz que a ideia se enquadra no plano estratégico da companhia.

“A falta de água é neste momento considerada um risco mínimo para a produção de energia, mas porque esse risco existe, nós estamos a pensar noutras fontes que possam ser solução se um dia esse risco se concretizar”, explicou Machava.

A fonte escusou-se a revelar o tipo de alternativas que estão a ser equacionadas, explicando apenas que tudo depende dos resultados do estudo que neste momento se encontra numa fase embrionária.

“É difícil dizer qual pode vir a ser a fonte que vamos abraçar. É possível que sejam as energias renováveis, mas, como disse, tudo vai depender dos resultados do estudo”, sustentou.

Para já, segundo a fonte, a HCB está focada em garantir a sustentabilidade do empreendimento que actualmente gera a energia consumida no país e na região da África Austral, ao mesmo tempo que procura viabilizar, em coordenação com o governo, o projecto de Mpanda Nkua.

Para além destes empreendimentos, a HCB tem um outro projecto que passa pela construção da central norte.

Moisés Machava recordou que à luz dos entendimentos alcançados com o Governo, a prioridade agora deve ser a viabilização da hidroeléctrica de Mpanda Nkua, para mais tarde se pensar na central norte.

Refira-se que, recentemente, o Governo anunciou a criação do Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mpanda Nkua (Gmnk), uma entidade responsável pela coordenação e realização das acções necessárias para o desenvolvimento do empreendimento.

A barragem de Mpanda Nkua é um aproveitamento hidroeléctrico do rio Zambeze, a cerca de 60 quilómetros a jusante da barragem de Cahora Bessa, estando previsto que na primeira fase do seu funcionamento tenha uma capacidade para produzir 1500 megawatts de energia eléctrica. 

Já o projecto da central norte está inserido na segunda fase da construção da Hidroeléctrica de Cahora Bassa. A sua concepção visa produzir energia capaz de atender aos momentos de pico em termos de consumo, sobretudo nos mercados da região austral do Continente Africano.