O presidente do Banco de Comércio e Desenvolvimento, vencedor do “Negócio de Infra-estruturas do Ano” e “Banqueiro do Ano”, nos African Banker Awards, considera que Moçambique tem de resolver a dívida, para relançar a sua economia.

“Moçambique é uma grande promessa, vemos os sinais do investimento directo estrangeiro, muito grande na área da energia e das infra-estruturas e todos temos uma ideia do que vai mudar no país, mas vai demorar anos até receber receitas do gás. Nessa altura, todo o jogo será diferente”, disse Admassu Tadesse, que venceu o prémio de “Negócio de Infra-estruturas do Ano” com o financiamento do projecto da plataforma flutuante de gás natural.

Em entrevista à Lusa, depois de ter vencido os dois prémios, atribuídos à margem dos Encontros Anuais do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), a decorrer até sexta-feira em Malabo, o banqueiro egípcio afirmou que “Moçambique será uma economia excitante com um crescimento muito forte”, mas ressalvou que também há muitos desafios.

“Haverá sempre dificuldades, a curto prazo, por causa da questão da sustentabilidade da dívida, que tem de ser resolvida, mas o ministro das Finanças é muito forte e o novo governo tem estado muito focado em conseguir resolver estas questões. Conseguiu restaurar a confiança e agora o mundo está a olhar de maneira diferente para Moçambique, do que estava há dois anos”, apontou Tadesse.

O Banco de Comércio e Desenvolvimento (TDB, na sigla em inglês) financiou o projecto da plataforma de gás flutuante na Área 4, que é operada pela MRV, uma “joint venture” co-propriedade da ExxonMobil, Eni e CNPC, que detém 70% de interesse participativo no contrato de concessão para pesquisa e produção naquela área. 

A Galp, a KOGAS e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique detêm, cada uma, 10% de interesse participativo.

A ExxonMobil vai liderar a construção e operação das unidades de produção de gás natural liquefeito e infra-estruturas relacionadas em nome da MRV, e a Eni vai liderar a construção e operação das infraestruturas “upstream”, ou seja, de extracção do gás dos depósitos subterrâneos (jazidas), debaixo do fundo do mar, até à superfície, para depois ser conduzido até à fábrica.

“Este é um projecto transformacional, em que a negociação do financiamento da plataforma ao largo da costa foi mais complexa do que a da parte em terra”, vincou, salientando que o banco ‘entrou’ com 100 milhões de dólares, num investimento total de sete mil milhões de dólares, que potenciará receitas fiscais de 95 mil milhões de dólares nos próximos 25 anos.

(LUSA)

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