Director: Júlio Manjate

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) levou ao escrutínio da Cimeira de Investimento Reino Unido - África, realizada esta semana em Londres, um pacote de projectos no valor de 160 milhões de Libras, agora em fase de avaliação por parte dos 82 investidores britânicos e cerca de 30 empresários moçambicanos que participaram no evento, alguns dos quais residentes no Reino Unido.

O Presidente da CTA, Agostinho Vuma, explicou ao” Notícias” que a maioria dos projectos partilhados são de diversas áreas da cadeia de valor da agricultura, prevendo-se que resultem na criação de cinco mil empregos directos.

Numa primeira reacção aos projectos, segundo Vuma, foram anunciados pacotes de financiamento no valor de 40 milhões de libras para o sector de agricultura, e outros 17 milhões para a inclusão financeira.

O apoio do governo britânico, de acordo com Vuma, inclui 100 milhões de libras para financiar a implementação de programas de apoio às Pequenas e Médias Empresas (PME) moçambicanas.

No total, são dezasseis os projectos submetidos pela CTA à avaliação dos parceiros britânico, em áreas como agro-negócio, turismo, serviços financeiros, telecomunicações, participações e investimentos.

“Especificamente na área da agricultura, posso me referir ao projecto de cinco mil hectares para Macadamia. Temos outro da Moz Vegetais para produzir batata com a participação de pequenos produtores no corredor da Beira e na província de Tete; produção de arroz na Zambézia; produção de banana e caju num investimento de 160 milhões de libras em cinco províncias do país, para gerar 12 mil empregos directos.

Na mesa redonda sobre oportunidades no sector da agricultura e respectiva cadeia de valor com o advento do Gás Natural Liquefeito (GNL), realizada na última terça feira em Londres, Agostinho Vuma falou partilhou a visão da sua organização e o seu papel como garante da complementaridade entre os sectores e no emponderamento do sector privado nacional.

À margem da mesa redonda, a CTA e a Invest in Africa, rubricaram um memorando de entendimento, testemunhado pelo Ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, e pela Alta Comissária Britânica em Moçambique, Nne Nne Iwuji. Ao abrigo deste instrumento, a CTA vai trabalhar para atrair investimentos para Moçambique, com enfoque para programas do sector agrícola que complementem as necessidades alimentares e as cadeia de valor.

A Invest in Africa é uma organização que opera em vários países do mundo, no estabelecimento de ligações entre sectores que actuam no sector do petróleo e gás, e cadeia de valor da agricultura.   

Uma das apostas, segundo explica o Presidente da CTA, será a capacitação das empresas para responderem com maior eficácia aos desafios e posicionarem-se melhor no exigente mercado emergente do Gás Natural Liquefeito (GNL).

A Invest in África ajudará também no desenvolvimento de uma plataforrma de parcerias de negócios e promoção de uma maior participação de investidores internacionais no Mozambique Investment Summit, enquadrado na XVII Conferência do Sector Privado (CASP), a decorrer em Maio próximo da cidade de Maputo.

“ Objectivamente, o memorando visa capacitar empresas moçambicanas para melhorar a sua habilidade de se relacionar com o sector de petróleo e gás. Temos uma carteira de 700 milhões de libras em projectos em diversos sectores da economia. Esperamos investimentos para gerar emprego e fomentar a industrialização e promover a diversificação da economia.

(Júlio Manjate)

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