Director: Lázaro Manhiça

 

OS serviços bancários voltaram a funcionar na vila de Mueda, província de Cabo Delgado, depois de mais de um ano encerrados por conta da insegurança crescente e falta de corrente eléctrica da rede nacional e do sistema de telecomunicações.

O reinício de funcionamento dos serviços bancários representa um real alívio e fim de martírio das populações locais, particularmente de funcionários públicos que, a cada fim do mês, tinham de se deslocar à Montepuez, numa distância de 218 quilómetros, para terem acesso aos seus salários.

Fonte local disse ao mediaFAX, na segunda-feira (06), que os balcões do Banco Comercial e de Investimentos e do Millennim bim estavam, efectivamente, a funcionar, assegurando que as movimentações bancária sejam feitas sem quaisquer tipos de restrições.

Entretanto, o Absa Bank, que tem também um balcão em Mueda, ainda não reabriu.

Aquando do ataque terrorista, a 24 de Março, à vila sede de Palma, e com o aumento da insegurança na região norte da província, os balcões da vila de Mueda começaram a restringir as operações bancárias, tendo chegado a cenários de encerramento de balcões e funcionamento de caixas automáticas, apenas.

Além da melhoria considerável e gradual das condições de segurança, o regresso da actividade bancária coincide com o restabelecimento da corrente eléctrica, sexta-feira passada, um ano depois da sabotagem da subestação de Awasse, distrito de Mocímboa da Praia.

Em entrevista telefónica sexta-feira à Rádio Moçambique,o edil de Mueda, Manuel Pitalavalave, considerou que com o restabelecimento do fornecimento da rede eléctrica naquele ponto do país, estão criadas condições para a vila acolher projectos económicos, pelo que convida aos empresários que tinham abandonado a região a voltarem para retomarem as suas actividades.

“A energia veio para ficar, aqueles que tinham saído para outros lugares, desde já ficam a saber que nós já temos energia eléctrica. Pedimos a aqueles que estão longe para para virmos festejar o restabelecimento da energia”, apelou.

A semelhança de outros distritos da região norte de Cabo Delgado, Mueda estava às escuras desde o dia 13 de Agosto do ano passado, em consequência da vandalização pelos terroristas da subestação de Awasse.
 

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A PRESIDENTE do Conselho de Administração (PCA) do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), Ana Isabel Senda Coanai, classificou areestruturação financeira em curso da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM)de “muito complexa”.

Segundo ela, a companhia de bandeira moçambicanaestá com vários problemas financeiros, pelo que é crucial fazer-se a reestruturação da empresapara que ela  consiga ter maior eficiência e sustentabilidade no futuro.

Isabel Coanai justificou ainda a complexidade da reestruturação financeira da LAM com a situação deficitária actual que levou a empresa a optar pelo endividamento com a banca comercial. Leia mais

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O ATRASO na conclusão da manutenção das plantas de processamento na mina de Moatize e o confinamento devido à pandemia da Covid-19, comprometeu a produção e transporte de carvão da mineradora Vale Moçambique

De acordo com o relatório financeiro e de produção da Vale Moçambique, durante o segundo trimestre deste ano, a empresa quase duplicou a produção, situando-se em 2,1 milhões de toneladas,  um incremento  avaliado em 92 por cento em relação ao trimestre anterior.

No transporte de carvão, a empresa movimentou 1.9 mil milhões de toneladas, o

correspondente a um crescimento de 83 por cento, em relação ao trimestre anterior, refere o comunicado enviado  à nossa redacção.

Por sua vez,  apesar das obras de manutenção da linha férrea que liga Caia e Blantyre (no Malawi) e da redução do comércio internacional devido ao novo coronavírus, o transporte de carga geral atingiu a marca de 126 mil toneladas, o que representa um crescimento de 65 por cento, em relação aos primeiros 3 meses de 2021.

O documento da Vale Moçambique indica que, nas vendas de carvão, no segundo trimestre, a empresa arrecadou 168 milhões de dólares, que correspondem a um aumento de mais 56 milhões, em comparação com o primeiro trimestre.

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A ECONOMIA de Moçambique registou um crescimento gradual acumulado na ordem de 1,05% nos primeiros seis meses do presente ano, contrariando o desempenho negativo de igual período de 2020.

Este dado foi partilhado na tarde deste sábado (04) pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, falando em Marracuene durante a cerimónia de encerramento da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que este ano decorreu no formato híbrido, devido as restrições impostas pela pandemia da Covid-19.

“Atesta esta recuperação gradual da nossa economia o facto de, do primeiro para o segundo trimestre do ano em curso, o crescimento económico ter registado uma aceleração de 0,12% para 1,97%”, explicou do Rosário.

Durante o seu discurso, o PM disse que contribuíram para este crescimento gradual os sectores de transporte e comunicações, serviços financeiros, construção, agricultura e pescas, de entre outros.

Explicou ainda que, a dinâmica do sector produtivo da nossa economia vem sendo acompanhada pela estabilização no nível geral de preços, concorrendo dessa forma para incentivar o investimento nacional e estrangeiro.

“A inflação tem vindo a reduzir gradualmente, tendo a taxa média se situado em 4,16% em Junho, abrindo perspectivas para que possamos alcançar a meta de 5% prevista no Plano Económico Social 2021”, garantiu.

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O GOVERNO vai investir cerca de 40 milhões de meticais para a construção de uma portagem na Estrada Nacional número sete (EN7), no distrito de Báruè, província de Manica.

A infra-estrutura rodoviária será erguida no troço Catandica-Guro, na zona de Kamuazanchenga.
A obra está a ser financiada pelo Fundo de Estradas, através do Programa Auto-sustentado de Manutenção de Estradas (PROASME) e vai ter a duração de quatro meses.
A mesma está a ser executada pela empresa MTC-Construções e compreende, para além da portagem, edifício administrativo, dormitório, posto policial, gabinete de cobrança, vedação e sistema de segurança, energia, entre outros compartimentos.
Segundo a AIM, a primeira pedra para o início da empreitada foi lançada hoje (02) pelo secretário de Estado na província de Manica, Edson Macuácua.
Na ocasião, Macuácua disse que a infra-estrutura se reveste de grande importância para o sector de estradas e para a província em geral, pois, vai contribuir grandemente na melhoria das vias de acesso.
“Essa estrada é de grande importância para o país e para a região porque permite a ligação entre Moçambique com os países do interior. Com a construção da portagem, o governo pretende assegurar que a estrada tenha melhores condições e continue a contribuir para a economia do país e da região austral de África”, afirmou.
Segundo Macuácua, “queremos que ela tenha uma boa manutenção. A partir da altura em que a estrada estiver reabilitada, os utilizadores passarão a pagar algum valor para a manutenção”.
“Assim teremos uma boa qualidade de estrada, melhores condições de transitabilidade, reduzindo, desta forma, os riscos de ocorrência de acidentes de viação e danos nas viaturas”, assegurou.
Macuácua referiu ser objectivo do governo melhorar as condições de transitabilidade nas principais rodovias do país e garantir a segurança no processo de mobilidade, estimulando o uso da estrada para promoção do desenvolvimento económico e social.
“Pedimos às comunidades locais, às autoridades comunitárias, para que, em coordenação com o Estado, assumam que a infra-estrutura é da comunidade, é nossa e visa essencialmente promover o desenvolvimento local, do país e da região da África Austral”, acrescentou.
A EN7 é um corredor importante para o país. Liga a província de Manica com a de Tete, até as fronteiras com o Malawi e a Zâmbia.
É utilizada para o transporte de mercadorias desde o porto da Beira, na província de Sofala, para os países do interior, e vice e versa.
Com a construção do empreendimento, a EN7 passará a ter duas portagens.
A primeira já está em funcionamento na região de Púnguè-Sul, no distrito de Vandúzi.

 

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