O Governo prevê adquirir, até Maio próximo, cinco locomotivas, noventa carruagens, trezentos vagões e cinco automotoras, num investimento estimado em 95 milhões de dólares norte-americanos, provenientes de uma parceria entre os governos de Moçambique e da Índia.

O equipamento, segundo o Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, será distribuído pelas regiões Centro e Sul do país.

Acrescentou que as locomotivas e vagões trarão uma capacidade adicional no transporte dos minérios de ferro e outros que circulam entre a fronteira de Ressano Garcia e o Porto de Maputo. A perspectiva é transferir para a linha férrea parte da carga que actualmente é escoada por estrada, nomeadamente da N4.

As carruagens, segundo o ministro Carlos Mesquita, serão distribuídas equitativamente pelas zonas Sul e Centro, sendo que no Sul os beneficiários serão os corredores de Goba, Ressano Garcia e Chicualacuala, enquanto no Centro serão Beira-Marromeu e Beira-Moatize.

“A região Norte do país não foi esquecida. Acontece que o corredor logístico do Norte tem um operador privado, cujo acordo de concessão também contempla o transporte de passageiros, pelo que sempre que houver necessidade o operador incrementa a capacidade nos troços Nampula-Cuamba, Cuamba-Lichinga e Cuamba-EntreLagos”, explicou Mesquita.

O processo de aquisição e gestão dos novos equipamentos, carruagens, vagões e automotoras ficará a cargo da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.

No início deste ano, a companhia ferroviária nacional adquiriu,com base em fundos próprios, cinco locomotivas e trezentos vagões-plataforma,para o transporte de carga em contentores.

As locomotivas, adquiridas nos Estados Unidos da América, têm capacidade para rebocar 2.700 toneladas contra as actuais 1.800 toneladas, o que permite que os CFM satisfaçam as necessidades dos clientes nas linhas de Ressano Garcia e do Limpopo, onde a demanda é maior.

Dados disponíveis indicam também que no Sul a companhia ferroviária está a equacionar a aquisição de mais 90 carruagens para atender à crescente procura do transporte ferroviário de passageiros.

Contas preliminares apresentadas pelo respectivo Presidente do Conselho de Administração, Miguel Matabel, apontam para uma poupança de até dois milhões de randes anuais que eram despendidos no aluguer de equipamentos.

Paralelamente, a companhia está concentrada na reabilitação de infra-estruturas com o objectivo de proporcionar maior segurança na circulação dos comboios. É neste contexto que, em Maputo, foram repostas duas pontes na linha de Ressano Garcia, enquanto se prepara o arranque para breve do projecto de reabilitação da linha de Machipanda, que liga o porto da Beira e o vizinho Zimbabwe.

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O Instituto Nacional de Petróleos (INP) estima em 30.9 mil milhões de dólares americanos o volume de receitas cumulativas, para o Estado moçambicano, durante os 25 anos do projecto de Gás Natural Liquefeito (LNG), na Bacia Sedimentar do Rovuma, na província de Cabo Delgado. LEIA MAIS...

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O director-geral do Aeroporto Internacional de Nacala, José Candrinho, diz que a infra-estrutura está a ter o seu melhor ano desde a sua construção, em 2014.

José Candrinho aponta o aumento do número de voos das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e a entrada da Ethiopian Mozambique como indicadores de que a situação está a melhorar.
O Aeroporto Internacional de Nacala é um dos maiores de Moçambique e não tem conhecido o movimento que se esperava. Inaugurado em 2014, só está a ter uma utilização de 4 por cento da sua capacidade, em relação ao que se previa, apesar dos elevados custos, incluindo os de manutenção.
A infra-estrutura foi projectada para atender a uma média de 500 mil passageiros e manusear 5 mil toneladas de carga por ano. Até há bem pouco tempo só chegavam ao aeroporto dois voos domésticos por semana, na rota Maputo-Nacala, e dois particulares da mineira Vale Moçambique, todos operados com aviões da construtora brasileira Embraer.
A conversão de aeroporto militar para comercial foi feita em 23 meses pela companhia brasileira Odebrecht, com um investimento aproximado entre 125 e 200 milhões de dólares norte-americanos.
Entretanto, o presidente da Aeroportos de Moçambique, Emanuel Neves, está esperançado que o aeroporto de Nacala comece a receber voos internacionais este ano, na sequência da reorganização do sistema aero-portuário do país, em resultado da redução para apenas três o número de aeroportos moçambicanos que passam a receber voos internacionais.

 

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O MINISTÉRIO da Indústria e Comércio defende a revisão da política fiscal e laboral, no próximo ciclo de governação, com vista a melhorar o ambiente de negócios no país. Essencialmente, pretende-se com as mexidas dos dois instrumento, aumentar a base produtiva, através de redução dos impostos. Leia mais

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O Ministériodo Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS) recebeu da Sasol, recentemente, em Maputo, 40 kits de ferramentas para o auto-emprego, destinados aos melhores formandos do Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC).  Leia mais

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