Director: Júlio Manjate

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), através de empresas nacionais que operam em vários sectores chaves da economia, vai participar na cimeira França-África a busca de financiamentos para diversos projectos.
O Evento vai ter lugar na cidade de Bordéus, na França, de 04 a 06 de Junho do ano em curso e espera-se que participem cerca de 54 presidentes africanos,  num ambiente em que estarão igualmente presentes bancos de desenvolvimento, fundos de investimentos e investidores privados europeus.
A informação foi tornada pública ontem, em Maputo, pelo Presidente da CTA, Agostinho Vuma, na cerimónia de assinatura de memorando de entendimento entre a CTA e a Embaixada da França tendente a despertar interesse das empresas moçambicanas para participarem activamente da Cimeira França-África.
A CTA encara o memorando rubricado como uma janela de oportunidades para o sector privado moçambicano buscar parcerias estratégicas, do ponto de vista financeiro, que possibilite as empresas nacionais atacarem o mercado europeu fazendo negócios vantajosos tanto para o país, quanto para a França.
“O nosso desejo é que as relações económicas entre os dois países sejam de ganhos mútuos. Vamos encorajar as empresas moçambicanas a participarem desta cimeira para buscarem investimento para os seus projectos”, afirmou o Presidente da CTA.
Por sua vez, o Embaixador da França em Moçambique, David Izzo, disse que, a luz do memorando hoje assinado, a França espera que as empresas moçambicanas aproveitem esta oportunidade que o Governo francês oferece ao continente africano, com especial atenção para Moçambique.
“Moçambique é um grande país e dispõe de vários recursos. Para além do sector de petróleo e gás, o Governo e empresas francesas estão interessados em investir em outros sectores como agricultura, transporte, urbanização e tecnologias”, garantiu, segundo a AIM
O Embaixador avançou que a França tem vários projectos de desenvolvimento em Moçambique e com diferentes linhas de financiamentos distribuídos pela União Europeia, Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento e Agência Francesa de Desenvolvimento, visando uma maior participação no processo de crescimento económico do país.

A fonte espera que haja por parte da CTA uma maior divulgação do evento para permitir que várias empresas moçambicanas se façam presentes na referida cimeira.

 

 

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O Banco de Moçambique (BM) acaba de lançar a 2.ª edição do Sandbox Regulatório, com extensão do âmbito de aplicação para um “hub”de inovação que irá juntar iniciativas inovadoras e criar um espaço para troca de ideias no domínio das soluções, produtos e serviços financeiros.

Em comunicado de imprensa, o Banco Central justifica o lançamento com o reconhecimento do impacto do avanço tecnológico na expansão do acesso aos serviços financeiros.

“Assim sendo, dentro da sua actuação como regulador do sistema financeiro, procura criar condições favoráveis para estimular a implementação de soluções inovadoras, incluindo o acompanhamento do progresso dos serviços tecnológicos para o sistema financeiro e a mitigação de possíveis riscos na implementação destes produtos no mercado”, aponta o Banco Central no comunicado.

Neste contexto, acrescenta a fonte, “o Banco de Moçambique anuncia o lançamento da 2.ª edição do Sandbox Regulatório, com extensão do âmbito de aplicação para um ‘hub’de inovação que irá juntar iniciativas inovadoras e criar um espaço para troca de ideias no domínio das soluções, produtos e serviços financeiros”.

“O BM convida assim os desenvolvedores, startups de tecnologia, provedores de serviços financeiros, pesquisadores e outras entidades interessadas a apresentarempropostas de soluções inovadoras com vista a satisfazer as necessidades identificadas no sector financeiro e áreas relacionadas. A participação no Sandbox Regulatório terá a duração de um ano, a contar de 2 de Março de 2020”, frisa.

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O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Silva, garante que Portugal vai continuar a potenciar as relações económicas com o novo governo eleito de Moçambique como forma de elevar os níveis de desenvolvimento dos dois países.
Silva fez a afirmação ontem, em Maputo, onde participou da cerimónia de investidura do Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, vencedor das presidenciais realizadas a 15 de Outubro de 2019 com uma margem de 73 por cento de votos.
“Vamos reforçar a intervenção no campo económico para apoiar o investimento privado nos países africanos de língua oficial portuguesa. Moçambique vai continuar a ser um parceiro estratégico no campo das relações económicas”, afirmou o ministro que integra a delegação do Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.
A fonte garantiu que o seu país vai incrementar o apoio às organizações não-governamentais que tem desenvolvido projectos de impacto em Moçambique, como um exemplo concreto da expressão do relacionamento bilateral entre os dois países.
“Portugal está disposto a continuar a oferecer oportunidades a economia moçambicana e aos moçambicanos mas também às empresas que estejam aqui para ajudar no desenvolvimento”, garantiu.
Em relação as questões de segurança que são fundamentais para qualquer investidor, sobretudo o clima de paz, a fonte refere que Moçambique é um país muito estável do ponto de vista político que soube pôr fim a guerra civil e criar um regime político parlamentar multipartidário que constitui elemento positivo para o investimento.
“Moçambique é um bom país para investimento. Evidentemente, como todos nós, Moçambique também está sujeito a ameaças que atingem a todos como é o caso dos insurgentes em Cabo Delgado na zona norte e os ataques na zona centro”, disse.
“O Presidente Marcelo de Sousa e o seu Homólogo Filipe Nyusi são factores importantíssimos na projecção internacional dos dois países. Como o próprio Presidente diz temos que assegurar a continuidade e estabilidade da política externa com África e com Moçambique, em particular”, vincou.

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, advertiu ontem, em Maputo, que o Fundo Soberano que se pretende criar em Moçambique não deve constituir fonte de desvios ou de enriquecimento ilícito.

Discursando minutos após a sua investidura, para mais um mandato de cinco anos, Nyusi prometeu que o Governo não vai criar um fundo se não houver garantias da prevalência dos princípios de boa governação e transparência que permitam que a população acompanhe e se sinta dona do processo.

“O modelo do Fundo Soberano que pretendemos criar deverá ter como base, as receitas provenientes da exploração dos recursos mineiras. Não queremos que este fundo possa constituir uma fonte de desvios e de enriquecimento ilícito. Por isso não avançaremos sem garantir a prevalência dos princípios de boa governação, transparência, responsabilização, e independência assentes num quadro legal moderno que permita que a população acompanhe e se sinta dona dos recursos”, sublinhou.

O Fundo Soberano, segundo Nyusi, além de constituir um instrumento de poupança financeira para as gerações presentes e futuras, poderá ajudar a proteger a economia do impacto da flutuação dos preços das matérias-primas no mercado internacional.

Poderá, igualmente, apoiar nos esforços de diversificação da economia, através da canalização de recursos para o desenvolvimento dos sectores não tradicionais, com destaque para o agrário que emprega a maioria da população.

Aliás, os recursos minerais que o país dispõe constituem um activo com imenso potencial para impulsionar de forma multiforme a agenda de desenvolvimento.

Neste quadro, o Presidente indicou que o Executivo vai realizar acções que garantam o arranque de mais empreendimentos estruturantes, com destaque para a construção do projecto integrado para a produção de ferro e aço na província central de Tete.

A carteira de projectos inclui novas minas de grafite e mármore em Montepuez, província de Cabo Delgado; areias pesadas em Chinde, na Zambézia, Centro do país, e em Chibuto, no Sul; e uma fábrica de briquetes para o melhor aproveitamento do carvão mineral de Tete, promovendo a cadeia de adição de valor que estimule a diversificação da indústria nacional.

Prometeu igualmente implantar os primeiros entrepostos comerciais de pedras e metais preciosos, no âmbito do processo de Kimberley, que a par de medidas para melhorar o quadro regulamentar e combater as práticas de contrabando, assegurem que a exploração destes recursos resulte em postos de trabalho mais dignos, mais divisas para o país e mais receitas para o Estado.

No que concerne aos hidrocarbonetos, Nyusi disse que o Governo estará empenhado na implementação de unidades da indústria petroquímica para a produção de metanol e outros combustíveis derivados, assim como a produção de fertilizantes, a par do desenvolvimento de centrais de geração de energia eléctrica.

A aposta de Nyusi vai igualmente incidir na implementação da primeira unidade de produção de gás de cozinha em Temane, província de Inhambane, Sul de Moçambique.

O objectivo é assegurar que 60 por cento do volume actualmente importado seja substituído pela produção nacional.

O Presidente voltou a exortar aos moçambicanos para “gerirem as expectativas com alguma dose de paciência” porque os cofres do Estado levarão algum tempo para colher receitas provenientes dos hidrocarbonetos na dimensão prevista.

Advertiu que experiências negativas de outras geografias recomendam uma maior prudência e transparência na gestão deste tipo de recursos, de modo a beneficiar a todos moçambicanos.

“Queremos provar que os recursos energéticos, desde que bem geridos, podem ser uma bênção”, sublinhou Filipe Nyusi. - (AIM)

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As receitas de exportações moçambicanas podem reduzir este ano, tendo em conta que nos primeiros seis meses de 2019 as vendas de carvão caíram mais de 20 por cento em relação ao ano anterior, uma tendência que o Banco de Moçambique acredita que poderá prevalecer em 2020.

No seu mais recente boletim de estabilidade financeira, o Banco Central dá conta que a provável redução da produção e exportação de carvão em 2020 decorre do facto de um grande operador de mineração deste produto, responsável por mais de 60 por cento da produção total nacional, pretender interromper as suas operações por um trimestre para operarmudanças destinadas a melhorar a sua produtividade.

Segundo o Banco de Moçambique, esta interrupção terá impacto no volume de receitas em moeda estrangeira do país, podendo afectar a taxa de câmbio, levandoassim ao agravamento do risco de mercado e, por sua vez, àinstabilidade financeira, tendo em conta a participação desta empresa nas vendas totais de moeda estrangeira no mercado interbancário.

No entanto, acrescenta a fonte, esta tendência pode ser atenuada pelos elevados níveis esperados de entradas de investimentos nos projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL) a partir de 2020, que podem, de alguma forma, reduzir as pressões de liquidez em moeda externa nos próximos anos.

“O crescimento da economia moçambicana foi de 2,5% no primeiro trimestre de 2019 e de 2,3% no segundo trimestre, abaixo do crescimento potencial anual estimado em 7,0%. Para 2020, espera-se uma recuperação gradual”, refere o documento.

O rácio dívida pública/PIB apresenta uma tendência crescente,estando actualmente em torno de cem por cento, de acordo com informação do FMI.

No primeiro semestre do ano passado, a inflação desacelerou,em termos homólogos, para 2,3% em Junho de 2019 (4,4% em Junho de 2018), reforçando as projecções de inflação baixa e estável a curto e médio prazo.

“Os bancos também reduziram as suas taxas de juro nominais, mantendo inalteradas as taxas reais”, salienta.

Refira-seque no primeiro semestre de 2019 a actividade económica abrandou, reflectindo, fundamentalmente,os efeitos dos choques climáticos e a redução do preço internacional das principais mercadorias de exportação de Moçambique, com realce para o carvão.

O fraco desempenho das exportações e a consequente redução das divisas incentivam os desequilíbrios de mercado, contribuindo para a depreciação da paridade dólar americano por metical.

Para o Banco Central, essa evolução negativa resultou de preços mais baixos das “commodities”, particularmente preços do carvão, que conduziram a uma diminuição dos recursos provenientes do carvão exportado, responsável por mais de um quarto da base de exportação do país.

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