O Indicador do Clima Económico (ICE) das empresas moçambicanas abrandou, em Julho, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE). O índice subiu de 96,9 em Maio para 99,8 em Junho, segundo valores revistos em alta após a publicação inicial, e em Julho o indicador fixou-se em 98,2. Leia mais

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As micro, pequenas e médias empresas ligadas ao sector da agricultura em Moçambique terão um crédito agrícola bonificado para o desenvolvimento das suas actividades.

Para o efeito, foram assinados ontem, em Maputo, contratos de financiamento entre o Banco de Moçambique e quatro instituições financeiras nacionais,que deverão teruma injecção financeira do Banco Alemão para o Desenvolvimento (KFW), no valor total de 10 milhões de euros.

O fundo será repassado através das quatro instituições financeiras que operam no mercado nacional, nomeadamente Millennium Bim, Banco Comercial e de Investimentos (BCI), Société Générale e Microbanco Confiança.

Não foi revelada a taxa exacta a ser aplicada aos empréstimos, mas o “Notícias” apurou de fonte ligada ao Banco Central que o custo do dinheiro não deverá exceder 15 por cento.

Sobre o processo de escolha das quatro instituições financeiras,a fonte explicou que, numa primeira fase, o Banco Central lançou um pedido de manifestação de interesse de todas as entidades que operam no país, mas apenas nove responderam.

Seguiu-se umaavaliação das instituições, acção dirigida por uma entidade independente que apurou os quatro bancos.

Falando naassinatura dos contratos de financiamento, o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, destacou a relevância do apoio ao sector da agricultura em Moçambique, considerando que a actividade sustenta entre 75 e 80 por cento da população moçambicana e com um peso médio de cerca de 25 por cento no Produto Interno Bruto (PIB).

Reconheceu que,apesar desta contribuição, os níveis de financiamento àagricultura nos últimos cinco anos permanecem relativamente baixos, concretamente em torno de três a quatro por cento ao ano.

Sustentou que,apesar dos riscos que o sector da agricultura representa, o potencial agrícola do país é enorme e,por isso mesmo, o Banco Central continuará a mobilizar os parceiros de cooperação e outras entidades de relevo a fim de incrementar os níveis de financiamento ao sector, de modoa contribuir para elevar os níveis de rendimento e produtividade e reduzir a pobreza no meio rural.

Por seu turno, o embaixador da República Federal da Alemanha, Detlev Wolter, destacou que o seu país,através da KFW, disponibilizou 60 milhões de euros para projectos na área doapoio ao sector financeiro em Moçambique.

Uma importante parte desta ajuda financeiraresultante das excelentes relações bilaterais entre os dois países consubstancia-se nas várias linhas de crédito que vêm sendo implementadas desde 2011.

“Faço votos para que esta linha contribua para a atracção de maiores investimentos no sector agrícola, facilitando deste modo o aumento da produtividade, criação de emprego e, mais importante ainda, a redução sustentável da pobreza, bem como aumentar os níveis de segurança alimentar no país”, referiu Detlev Wolter.

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O PRIMEIRO-MINISTRO (PM), Carlos Agostinho do Rosário, exortou ontem ao Banco de Moçambique a ajustar os instrumentos de gestão macroeconómica,de modo a responder aos desafios decorrentes da conjuntura interna e externa.

De entre os principais desafios, salientam-se os associados ao risco da sustentabilidade da dívida pública, em face da necessidade de financiamento do défice das eleições de Outubro,reconstrução das infra-estruturas pós desastres naturais, bem como das incertezas em relação ao processo eleitoral.

A nível externo, subsistem riscos de desaceleração do crescimento mundial, em resultado da tensão comercial entre as principais economias, com impacto negativo nos fluxos de comércio externo, bem como na volatilidade dos preços internacionais das principais mercadorias.

O apelo do Primeiro-Ministro foi feito, em Maputo, na cerimónia de tomada de posse de Silvina de Abreu, como administradora do Banco de Moçambique.

“Estamos em crer que a administradora empossada, com larga experiência profissional ao serviço do BM, dará o seu contributo para que esta instituição cumpra cabalmente a sua nobre missão de preservar o valor da moeda nacional, o metical, bem como a implementação da política monetária”, disse.

Em declarações a jornalistas, Silvina de Abreu manifestou intenção de contribuir para a robustez do sistema financeiro.

“Espero contribuir para que tenhamos cada vez mais pessoas incluídas no sistema financeiro e também para que o nosso sistema de pagamentos funcione de uma forma plena, segura e eficiente”, afirmou a administradora.

Ainda ontem, o Primeiro-Ministro empossou os novos membros de direcção do Instituto Superior Politécnico de Gaza. Trata-se de Mário Matangue (director-geral), Albino Simione (director-geral-adjunto para a área administrativa) e Carlos Balate (director-geral-adjunto para a área académica).

“Na nossa visão, cabe aos institutos superiores politécnicos formar homens e mulheres capazes de aplicar os conhecimentos adquiridos na busca de soluções para os múltiplos desafios que a população ainda enfrenta. Para a materialização deste objectivo, a nova direcção deve priorizar o trabalho em equipa, envolvendo os docentes, corpo técnico-administrativo e estudantes na vida da instituição”, frisou o governante.

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O governo da província de Inhambane desmente a ocorrência de alegadas manifestações dos trabalhadores da empresa petroquímica Sasol, de capitais sul-africanos, como retaliação contra os ataques xenófobos perpetrados contra cidadãos estrangeiros, incluindo moçambicanos, na vizinha África do Sul.
Por isso, o director provincial dos Recursos Minerais e Energia, Salomão Mujui, apela à população moçambicana para não se deixar influenciar pelas imagens postas a circular nas redes sociais, retratando alegados actos de retaliação contra trabalhadores sul-africanos da empresa de exploração de gás natural no distrito de Inhassoro, em Inhambane.
Mujui diz que são imagens antigas e garante que não existe nenhum problema envolvendo trabalhadores estrangeiros e moçambicanos na Sasol.
“São vídeos que foram gravados no ano de 2016 e que estão sendo usadas para agitar a população ou agitar os trabalhadores, que podem ser de outras empresas”, disse Mujui citado pela Rádio Moçambique, emissora nacional.
Reconheceu que vendo aquelas imagens, algumas pessoas poderão, erradamente, assumir que é o que está a acontecer na Sasol e, deste modo, embarcarem na mesma onda.
Por isso, reitera que as referidas imagens não reflectem a verdade da situação actual na Sasol.
“Neste momento não temos nenhuma onda de manifestação na Sasol. Apelamos às pessoas que usam aquelas imagens para não continuarem a provocar essa agitação no seio dos trabalhadores, assim como da população em geral”, disse.
Aliás, disse Mujui, o governador de Inhambane, Daniel Chapo, visitou, há dias, a Sasol, no âmbito dos acordos de desenvolvimento local, tendo constatado que não existe nenhuma manifestação em nenhuma empresa daquela.
“Por isso, apelamos que as pessoas devem ficar calmas e serenas, porque não existe nenhuma manifestação aqui na província de Inhambane”, sublinhou.
Refira-se que o Conselho Cristão de Moçambique (CCM) deplora o silêncio do governo moçambicano face à onda de violência xenófoba na África de Sul.
Por isso, convocou uma conferência de imprensa, no sábado, em Maputo, para exprimir o seu desapontamento e chamar a atenção dos países cujos cidadãos estão a ser vítimas da orgia de violência xenófoba.
Informações do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), divulgadas na última sexta-feira, indicam que pelo menos 544 cidadãos moçambicanos, vítimas da xenofobia, estão desalojados e pedem assistência do governo. Deste número, 397 já manifestaram a vontade de voltar a Moçambique.
Segundo a directora do INGC, Augusta Maita, o Consulado de Moçambique na África do Sul já está a fazer o levantamento do número de pessoas que necessitem de assistência urgente, de forma a identificar as suas necessidades e desenhar as melhores formas de apoio.
Os mentores da violência na África do Sul, que já provocou pelo menos 10 mortos, justificam os seus actos acusando os estrangeiros, sobretudo, africanos, de estarem a roubar os seus empregos.

 

   

 

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Uma delegação da Câmara de Comércio e Indústria da Região de Stuttgart, República Federal da Alemanha, visita Moçambique desde ontem, a convite da Câmara de Comércio de Moçambique, CCM.

Durante a sua estada no nosso país, a delegação alemã irá manter a partir de hoje encontros com membros da sua congénere moçambicana, estando previstas reuniões e audiências de trabalho com representantes de diversas entidades governamentais, públicas e do sector privado nacional.

A delegação da Câmara de Comércio e Indústria da Região de Stuttgart pretende prospectar o mercado moçambicano, conhecer as potencialidades económicas do país, bem como as oportunidades de investimento e negócios.

A Câmara de Comércio de Moçambique é uma associação de empresas, dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial sem fins lucrativos e nem políticos, sendo um dos seus objectivos estabelecer e desenvolver relações de cooperação com organismos e instituições de comércio internacional, Câmaras de Comércio e quaisquer outras entidades relevantes no país e no estrangeiro.

Para a CCM, a visita da delegação alemã reveste-se de uma importância particular, pelo facto de ocorrer numa altura em que a agremiação está a expandir a sua implantação em vários países, através da instalação de representações.

Até ao momento, a Câmara de Comércio de Moçambique está representada na França, Alemanha, Portugal, Bélgica, China, Brasil, Filipinas, Maurícias, Reino Unido, Macau, eSwatini, estando prevista, para o mês em curso, a sua instalação na África do Sul e Angola.

 

 

 

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