A petrolífera italiana ENI prevê iniciar com a perfuração do primeiro poço de extracção de gás e petróleo na bacia de Angoche, em Nampula, no norte de Moçambique, a partir do primeiro trimestre de 2021.
A empresa, através da sua sucursal em Moçambique, lançou, na última sexta-feira, uma série de anúncios com vista à manifestação de interesse para a contratação de vários serviços de extracção de hidrocarbonetos na Área A5-A, da bacia de Angoche.
As empresas interessadas têm de submeter as suas propostas à ENI até 24 de Setembro corrente, uma vez que o início da perfuração do primeiro poço de extracção de gás e petróleo deverá ocorrer no primeiro trimestre de 2021.
Já na Área 4, da Bacia do Rovuma, a petrolífera norte-americana ExxonMobil pretende contratar empresas que possam fornecer serviços de transporte de passageiros de asa fixa e de carga ligeira.
Estes serviços serão necessários entre Johanesburgo (África do Sul) e Maputo, conectando com Beira e Nacala, Nampula, Pemba e outros aeroportos na província de Cabo Delgado.

 

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Mais de 400 pescadores associados da Ilha de Moçambique, na província de Nampula, já estão a colocar produtos pesqueiros com qualidade no mercado europeu, por via de uma parceria e adicionamento de valor aos derivados do mar, com a empresa Prapesca, que opera no sector há mais de 20 anos, que para além da exportação, vende aos supermercados e estabelecimentos hoteleiros do país. LEIA MAIS

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A campanha de comercialização de excedentes agrícolas ao nível do distrito de Metarica, província do Niassa, está ao rubro,com os compradores a procurarem jogar todos os seus argumentos,para convencer os produtores a entregar toda a produção a troco de preços competitivos. LEIA MAIS

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Os credores dos títulos de dívida soberana emitidos por Moçambique em 2016, no valor de 726,5 milhões de dólares, tinham até, ontem, para decidir se aceitam, ou não, a proposta de reestruturação destes títulos.

De acordo com a proposta oficial entregue nas autoridades britânicas, os credores, que compraram os títulos, há três anos, tinham até às 17:00 em Maputo, para decidir se aceitam a proposta, que oferece juros mais elevados em troca de um adiamento do início dos pagamentos, para, quando o país começar a receber as receitas da exploração das vastas reservas naturais.

O prazo de ontem é mais um passo no caminho, que Moçambique tem feito, para tentar recuperar a credibilidade internacional, depois de ter entrado em incumprimento financeiro, quando deixou de pagar os juros desta emissão de dívida e os empréstimos contraídos pela Mozambique Asset Management (MAM) e pela ProIndicus.

Depois do anúncio de que não iria pagar, Moçambique entrou em incumprimento financeiro (default) e acabou por propor aos credores da dívida a reestruturação, cujo prazo, para se pronunciarem termina hoje.

Em Fevereiro, segundo a Lusa, a Procuradoria-Geral de Moçambique deu entrada no Supremo Tribunal britânico, com uma acção cível contra o Credit Suisse International, Credit Suisse AG, antigos empregados e agentes do Credit Suisse, que facilitaram os empréstimos à Proindicus, MAM, Ematum (Empresa Moçambicana de Atum) e várias outras entidades dentro do Grupo Privinvest, que foram os obreiros destes contratos.

Outra acção foi colocada em Julho, especificamente, contra o director executivo da Privinvest, Iskandar Safa, procurando, entre outras coisas, "indemnização e compensação por perdas sofridas pelo país, no âmbito das garantias, alegadamente, emitidas pelo antigo ministro das Finanças, Manuel Chang", acrescenta-se no documento.

"O argumento de Moçambique é que as transações envolvendo a Proindicus, a MAM e a Ematum, e as alegadas garantias nominais de cada um, eram parte de um esquema fraudulento desenhado, para obter e responsabilizar Moçambique, por aproximadamente, 2,2 mil milhões de dólares, e que o país foi enganado na troca das obrigações [da Ematum] pela dívida soberana em 2016", lê-se no memorando.

O documento confirma a tese oficial do Governo, segundo a qual estes empréstimos "não constituem uma obrigação válida, legal ou imputável a Moçambique".

Na base desta argumentação está o histórico de todo este caso, que os advogados do Governo resumem, dizendo que a divulgação dos empréstimos fraudulentos fez o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os doadores internacionais cortarem o apoio financeiro, o que, juntamente, com a depreciação do metical e a descida dos preços das matérias-primas, cortou o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), para metade desde 2015.

"A consequência imediata destes empréstimos escondidos e das garantias estatais incluíram a suspensão dos desembolsos do FMI e dos doadores, afectando, negativamente, a posição financeira do Governo e reduzindo os recursos financeiros disponíveis, para o executivo lidar com os desafios económicos e de desenvolvimento, bem como, com o impacto dos desastres naturais", acrescenta o memorando.

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Os empresários africanos estão menos optimistas sobre o andamento da economia global, com cerca de 25% a considerarem que o crescimento económico vai abrandar nos próximos 12 meses, de acordo com um estudo da consultora PwC.

Segundo o boletim “Africa Business Agenda 2019”, divulgado no âmbito do Fórum Económico Mundial sobre África, que decorre esta semana na Cidade do Cabo, na África do Sul, os 83 empresários contactados em 19 países africanos dizem que "o desconforto face ao crescimento económico mundial está a minar a confiança sobre a perspectiva de evolução das suas empresas, com apenas 39% a assumirem estar 'muito confiantes', relativamente ao desempenho da sua companhia a curto prazo".

"Em África, a incerteza política e económica, entre outros temas, lançou dúvidas sobre as esperanças dos líderes empresariais serem capazes de sustentar o crescimento das suas empresas agora e no futuro", comentou o líder da Pwc para África, Dion Shango.

"Apesar de haver uma queda no optimismo, os líderes empresariais africanos continuam a ver várias oportunidades no continente, mas no geral estão a jogar pelo seguro", concluiu o responsável.

Entre os principais riscos para o empresariado africano, a PwC salienta "as incertezas económicas, sociais e políticas", incluindo, também, "as preocupações sobre a incerteza das políticas, a falta de talento, o excesso de regulamentação e a volatilidade das taxas de câmbio".

As maiores preocupações são a incerteza no crescimento económico mundial (41%), o desemprego e o populismo (33%), a volatilidade das taxas de câmbio (42%) e a desadequação das infra-estruturas básicas (35%), lê-se no relatório.

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