O presidente da Bolsa de Valores de Moçambique, Salimo Valá, defendeu, ontem, que a venda de acções da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) assinala um novo período no mercado de capitais moçambicano, perspectivando um bom cenário para os próximos anos, com os recentes desenvolvimentos do sector extractivo.

“Nós vamos subir o patamar do número de investidores, através desta operação. O processo vai ser muito positivo e vai significar o antes e depois da Bolsa de Valores de Moçambique”, disse Salimo Valá, em entrevista à Lusa.

Para Salimo Valá, além de implicar a subida do número de investidores, a venda de acções da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), através da BVM, vai ser um “exercício de pedagogia” para os moçambicanos sobre o mercado de capitais.

“A HCB é uma empresa muito importante na matriz económica moçambicana. É um marco importante a admissão como empresa cotada na Bolsa e também o facto de os moçambicanos terem a oportunidade de comprar acções de uma empresa como esta", frisou.

O anúncio público dos resultados da subscrição de acções da Oferta Pública de Venda (OPV) de 2,5% do capital da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), através de 680 milhões de acções, a três meticais (quatro cêntimos de euro) cada, está agendado para hoje, quarta-feira, em Maputo.

Além da venda das acções da HCB, o presidente da BVM tem boas perspectivas para os próximos anos, com o anúncio recente da Decisão Final de Investimento pela multinacional Anadarko, que vai dedicar-se à extracção, liquefacção e exportação marítima de gás natural na área 1 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, num investimento em infra-estruturas de 25 mil milhões de dólares (cerca de 22 mil milhões de euros).

"Com toda esta alavanca que estamos a conhecer, depois de anos de certa retracção, a BVM vai ser um instrumento vital para oxigenar a economia moçambicana", disse Salimo Valá.

A BVM existe há 20 anos e tem oito empresas cotadas e no primeiro trimestre deste ano transaccionou o equivalente a 9,8 milhões de euros, atingindo no final do período  uma capitalização bolsista total acumulada de 1,263 milhões de euros (cerca de 9% do Produto Interno Bruto de Moçambique).

A operação de venda de acções da HCB é liderada por um consórcio constituído pelo Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e  o Banco BIG.

A HCB tem vendas fixas contratadas de 1100 megawatts (MW) por ano à eléctrica sul-africana Eskom, 300 à Electricidade de Moçambique (EDM) e 50 à companhia eléctrica estatal da Zâmbia (ZEZA).

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A empresa Aeroportos de Moçambique realiza hoje e amanhã, na Matola-Rio, distrito de Boane, província de Maputo, a reunião nacional de balanço das actividades referentes ao primeiro semestre deste ano.

O encontro, que deverá ainda perspectivar o segundo semestre, será dirigido pelo Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, indica um comunicado de imprensa a que o Notícias Online teve acesso.

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A recém-anunciada decisão final de investimento no projecto de Gás Natural Liquefeito, na Área 1 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, está a influenciar o interesse de empresas japonesas em estabelecer negócios em Moçambique.

Com a decisão da Anadarko e seus parceiros, que incluem a companhia japonesa Mitsui, aumentou o interesse da comunidade empresarial nipónica por Moçambique, estando em curso acções preparatórias visando aproveitar o palco da Tóquio International Conference for African Development (TICAD VII), a realizar-se de 28 a 30 de Agosto próximo em Yokohama, para contactos operacionais com empresas e entidades moçambicanas que estarão representadas no evento.

Em conversa com o “Notícias”, fonte do Ministério japonês dos Negócios Estrangeiros disse ser grande o interesse por Moçambique, o que determina toda a procura que há por informações sobre as condições de investimento e outros indicadores de base para a tomada de decisões.

Entre as firmas que já manifestaram esse interesse, a nossa fonte indicou a Chiyoda Kako e Nikki, que mesmo sem ter filiais a operar no país, já manifestaram junto das autoridades do seu país a intenção de tomar a TICAD VII como uma oportunidade para participar no desenvolvimento de negócios em Moçambique, associados ou não ao projecto de produção de gás natural liquefeito.

Outro exemplo de interesse é da gigante Chiyoda Corporation, cujo director-geral adjunto da divisão de projectos de energia e desenvolvimento de negócios, Kimiho Sakurai, explica que a sua companhia vai intervir na fase de produção do gás liquefeito, fornecendo soluções de engenharia, construção e aquisições, numa parceria com a Saipem S.p.A. e a McDermott International.

Efectivamente, segundo apurou o Notícias, há empresas japonesas que já têm contratos firmados para a compra de gás liquefeito de Cabo Delgado, a exemplo da Tohoku Electric Power, que em Outubro de 2018 rubricou um acordo para a compra de 0.28 milhões de toneladas de gás liquefeito por um período de 15 anos, com o início do fornecimento previsto para 2020.

Por seu turno, a Jera Co., Inc e a CPC Corporation Taiwan (CPC) assumiram, em Maio deste ano, um acordo de compra de 1,6 milhão de toneladas de gás natural liquefeito por ano, por um período de base de 17 anos, enquanto a Tokyo Gas Co., Ltd., líder no sector de energia e maior provedor de gás no Japão, rubricou em Junho de 2018 um contrato de compra anual de 2.6 milhões de toneladas de gás liquefeito, por um período que se deverá estender até 2040.

No entanto, além do peso que a decisão final de investimento no projecto de gás natural liquefeito tem na atitude das empresas japonesas em relação a Moçambique, há a considerar o facto de, nesta sétima edição do TICAD, o Governo do Primeiro-ministro Shinzo Abe levar na manga a expectativa de ver avançar na prática a filosofia da iniciativa Free Open Indo-Pacific (FOIP), projectada pensando no rápido crescimento do continente asiático e no enorme potencial de desenvolvimento de África, bem como na perspectiva de olhar para os oceanos Índico e Pacífico como “um bem público global”.

Em Moçambique a iniciativa FOIP tem no Corredor de Nacala um dos seus focos de atenção, com toda a área de interesse que tem nas províncias de Nampula, Zambézia, Niassa, Cabo Delgado e Tete.

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O PRIMEIRO-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, apelou os empresários da França, que se encontram no país à procura de oportunidades de negócios, a não concentrar o foco apenas nos hidrocarbonetos existentes na Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado. Leia mais

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O governo vai adquirir cinco novas locomotivas, noventa carruagens, 300 vagões e cinco automotoras, num investimento avaliado em 95 milhões de dólares.

“Até finais de Maio do próximo ano teremos os equipamentos disponíveis em Moçambique, devendo ser distribuídos pelas zonas sul e centro do país”, indica um comunicado do Ministério dos Transportes e Comunicações distribuído à imprensa.

O investimento vai ser realizado através de uma linha de crédito disponibilizada pelo governo indiano, no âmbito do fortalecimento da cooperação entre os dois estados.

“As locomotivas e vagões trarão uma capacidade adicional para o transporte de minérios  e outros que circulam entre a fronteira de Ressano Garcia e o Porto de Maputo, na perspectiva de transferir mais carga da rodovia para a ferrovia, de modo a evitar-se congestionamentos e acidentes de viação nas estradas”, referiu o documento.

A gestão dos novos equipamentos estará a cargo da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.

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