Director: Júlio Manjate

O Governo contratou recentemente uma consultoria para fazer a reestruturação financeira da aerotransportadora pública nacional, Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

Enquanto isso, os gestores da empresa concentram agora os esforços para estabilizar as operações da companhia. Falando há dias ao “Notícias”, a Presidente do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), Ana Coanai, apontou que, actualmente, o grande problema da LAM é financeiro.

“Por essa razão, estamos à espera que a consultoria nos traga algumas ideias sobre como é que se deve fazer a reestruturação financeira”, sustentou.

A presidente do IGEPE assegurou que sem a reestruturação financeira será difícil a empresa garantir boas operações.

Sem dar detalhes sobre o trabalho em curso, Ana Coanai reconheceu que a companhia de bandeira ainda não está completamente estabilizada, contudo acredita que houve melhorias nas operações.

Criada em 1975, após a extinção da DETA, a LAM assumiu-se durante muitos anos como uma empresa estatal, sob tutela do Ministério dos Transportes e Comunicações.

Em Dezembro de 1998, a empresa foi transformada em Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada, adoptando a denominação de LAM, S.A.R.L.

Desde então, o Estado moçambicano passou a deter 80 por cento das acções da nova sociedade formada e os gestores, técnicos e trabalhadores da LAM, os restantes 20 por cento das acções.

Após sucessivas nomeações de directores e presidentes, em Julho de 2018, os accionistas da companhia demitiram o Conselho de Administração e nomearam João Carlos Pó Jorge como director-geral, uma nova posição com poderes acrescidos para lidar com a crise da empresa.

Do trabalho realizado, a companhia anunciou em finais do ano passado que pretende retomar, em Março próximo, a ligação aérea entre Maputo e Lisboa, com três voos semanais.

A companhia fez saber que a retoma desta rota surge em resposta à necessidade de satisfazer o desejo dos seus clientes.

Os voos para Lisboa serão realizados com recurso a uma aeronave airbus, A340-300, com capacidade para 267 passageiros.

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O Porto de Nacala, no Norte de Moçambique, registou um fluxo de 2,2 milhões de toneladas de carga em 2019, mais 16% quando comparado com o ano anterior, anunciou ontem a sociedade gestora da infra-estrutura. “É um aumento de mais de 100 mil toneladas comparativamente ao ano de 2018, onde foram manuseado 1,9 milhão de toneladas métricas, o que representa uma evolução de 16%”, lê-se no documento da empresa Corredor de Desenvolvimento do Norte em Moçambique, gestora da infra-estrutura. Leia mais

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Uma fábrica de produção de açúcar orgânico com capacidade entre 35 e 40 toneladas por dia começou a funcionar recentemente no distrito da Moamba, província de Maputo.

O empreendimento é resultado de um investimento de 30 milhões de euros e pertence à Pure Diets Moçambique, uma empresa de capitais indianos.

A informação foi avançada ao “Notícias” pelo director nacional da Indústria, Mateus Matusse, o qual disse que a fábrica ocupa uma área de cinco mil hectares, na  localidade de Malengane, posto administrativo de Sábiè.

Segundo Mateus Matusse, cerca de 95 por cento da produção da companhia é exportado para os principais mercados da Europa e o restante alimenta o mercado moçambicano.

A empresa no momento emprega 400 trabalhadores nacionais, a maior parte dos quais afectos aos campos de produção de cana-de-açúcar, que utiliza 300 toneladas de cana bruta por dia.

De acordo com a fonte, para além da extensão de terra destinada à produção de cana-de-açúcar a companhia também compra a matéria-prima dos agricultores espalhados um pouco pelos distritos da província de Maputo.

De recordar que durante uma visita no ano passado às instalações o governador da província de Maputo, Raimundo Diomba, desafiou os agricultores da região a aumentar a produção agrícola.

Esta é a segunda fábrica no país a produzir açúcar orgânico, depois da de Chemba, na província de Sofala.

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Os preços dos transportes e alimentos dispararam em Palma, um dos nove distritos isolados após a interrupção de uma das principais estradas do norte de Cabo Delgado devido ao mau tempo na região.

Viajar de Palma para Pemba, 363 quilómetros de distância, antes custava 700 meticais , mas agora, com a interrupção da Estrada Nacional 380, a principal no norte de Cabo Delgado, são necessários 1.700 meticais , num trajecto com várias paragens e que inclui uma viagem de barco, constatou a agência Lusa.

"Os preços estão todos altos, tanto nos transportes como em outros produtos. Pior é a circulação, que não está fácil", disse à Lusa Chomar Ali, um passageiro que levou seis dias para chegar a Palma vindo da vizinha província de Nampula, um percurso que normalmente é feito em pelo menos sete horas.

A travessia agora está a ser feita por embarcações, numa altura em que as autoridades procuram assistir as pessoas afectadas pelo mau tempo, que são estimados em cerca de 10 mil no norte daquela província.

Por outro lado, com isolamento do norte daquela província, o preço dos alimentos também disparou.

Um saco de arroz de 25 quilos custava normalmente 1.300 meticais , mas agora subiu para 1.600 meticais . Uma garrafa de cinco litros de óleo de cozinha passou de 350 meticais para 500 meticais .

"Se continuarmos a assim, não sei o que vai acontecer. Estas subidas de preços estão a ser registadas um pouco por todos os distritos afectados. Precisamos restabelecer a circulação", observou Chomar Ali, que também é residente de Palma.

Além de Palma, a interrupção da Estrada Nacional 380 isolou outros oito distritos do norte de Cabo Delgado, nomeadamente Meluco, Quissanga, Ibo, Macomia, Muidumbe, Mueda, Nangade e Mocímboa da Praia.

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A Autoridade Tributária (AT) está a aprimorar os mecanismos de combate à corrupção na instituição, em geral, e no sector alfandegário, em particular.

Para o efeito, a AT, em parceria com a Organização Mundial da Alfândegas (OMA), está desde ontem a implementar um programa designado a “Anticorrupção e Promoção da Integridade (A-CIP) ”, com o objectivo de avaliar a incidência do fenómeno nos diferentes postos alfandegários do país.

A iniciativa acontece depois de a AT aprovar a sua Estratégia Anticorrupção e o plano de acção a ela associadoe que inclui a revisão e divulgação do Código de Conduta dos seus funcionários.

Relativamente ao programa ontem iniciado, Abdul Rehemane, da Direcção de Irregularidade do Pessoal e Anticorrupção na Autoridade Tributária de Moçambique (AT), disse que o mesmo arrancou na província de Tete para posteriormente escalar, nas próximas três emanas, as cidades de Nacala e Maputo.

“A duração do programa é de cinco anos e os fundos resultam de uma contribuição da Agência Norueguesa para o Desenvolvimento da Cooperação Internacional (NORAD), entidade membro da OMA. A avaliação está a ser feita por uma equipa da empresa multinacional Ernst & Young”, disse.

Abdul Rehemane afirmou ainda que,após a conclusão da avaliação, a sua instituição irá elaborar um plano para prevenir e combater actos de corrupção.

A fonte explicou também que no ano passado foram penalizados disciplinarmente 52 funcionários da AT, sendo que alguns destes casos foram encaminhados ao Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC).

“Pretendemos reduzir este mal que lesa o Estado. Já tivemos um ganho com a Janela Única Electrónica, agora precisamos de fazer com que os sistemas dos impostos internos também sejam declarados via banco”, frisou.

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