Director: Lazaro Manhiça

O DIRECTOR para o Departamento de Petróleo e Gás no Standard Bank considerou ontem que a exploração de gás natural em Moçambique três vantagens únicas que garantem o sucesso.

“Há três aspectos únicos na exploração de gás em Moçambique, que são o facto de o país estar no meio do mapa e ser ideal para exportar para a Ásia e para a Europa, ter uma grande concentração de reservas num raio geográfico pequeno e não estar alinhado com nenhuma jurisdição política, podendo, por isso, vender para todos os países”, disse Paul Taylor.

Num webinar sobre a exploração de gás natural em Moçambique, o responsável do Standard Bank lembrou que "Moçambique está apenas quatro níveis abaixo da África do Sul em termos do 'rating' atribuído pela Standard & Poor's" e mostrou-se esperançado que haja bons desenvolvimentos neste sector no segundo semestre deste ano.

Sobre as principais ameaças ao projecto, Taylor enumerou a pandemia da Covid-19 e os ataques armados no norte do país, mas considerou que a propagação da Covid-19 "está controlada" e admitiu ser mais difícil o combate aos grupos armados.

"É uma questão multifacetada, complexa, envolve fundamentalismo religioso, contrabando de heroína, isolamento da província, mas está a ser combatido não só pelo país, mas pela região, de forma consistente e coerente, mas não vai desaparecer de um dia para o outro", afirmou.

Certo é que, na opinião de Paul Taylor, "o investimento de 125 mil milhões de dólares até meados desta década pode levar a um desenvolvimento enorme e sustentável no país".

A conferência virtual organizada pela Africa Oil Week, uma organização de promoção de eventos e investimentos em África, contou ainda com a participação de representantes do Banco de Exportações dos Estados Unidos e das consultoras Global Platts e Deloitte.

(Notícias/LUSA)

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A pandemia do novo coronavírus, que assola actualmente o mundo, constitui uma oportunidade para redefinir o continente africano, de modo a que os africanos se possam tornar mais produtivos e auto-suficientes.

Esta declaração é do presidente do United Bank for Africa (UBA), Tony Elumelu, falando hoje numa mesa redonda de alto nível composta por dirigentes africanos, incluindo Ngozi Okonjo e Tidjane Thiam, enviados especiais da União Africana e da mobilização do apoio económico internacional para África.

“Vejo esta pandemia como uma oportunidade para redefinir a África” declarou Elumelu durante a sessão intitulada “Resiliente World (Mundo Resiliente): um apelo africano para uma nova ordem mundial”.

Embora África enquanto continente tem tudo o que é preciso para emergir numa forte economia digital, o presidente do Grupo UBA defendeu um plano de acção que galvanize o continente e torne a África menos dependente da “circularidade da dívida” das nações desenvolvidas, o que, segundo ele, tem sido um grande retrocesso durante décadas.

“Sinto que, ao envolvermos o resto do mundo na prestação de ajuda, temos de procurar uma solução mais fundamental para os desafios de África. Tenho defendido frequentemente um plano de acção ao longo do tempo. Precisamos de mobilizar toda a gente. Se tivermos um plano de acção que mobilize recursos para tratar de questões específicas, então poderemos mitigar este constante pedido de ajuda", salientou.

Explicando melhor, Elumelu afirmou: “a verdade é que temos recursos para ajudar a mobilizar as pessoas. Como fundador da Fundação Tony Elumelu, comprometemo-nos a conceder 100 milhões de dólares para apoiar os jovens empresários africanos e temos vindo a assistir aos resultados positivos que isso tem produzido até agora. É evidente que, se conseguirmos fixar o acesso à electricidade, assegurar a estabilidade do ambiente macroeconómico, garantir a atribuição de prioridades aos jovens, capacitar as nossas pequenas e médias empresas e fixar a migração dos jovens estaremos a caminhar para uma "economia melhor e mais resiliente". "Há uma necessidade urgente de dar prioridade aos nossos jovens e capacitar as nossas PME. As pessoas que trabalham arduamente precisam de ser encorajadas", observou Elumelu.

Tidjane Thiam afirmou que, em vez de depender da ajuda internacional em cada ponto, é necessário que os governos e as instituições invistam em actividades que dêem prioridade aos jovens e criem um melhor ambiente favorável.

"O grande desafio é que não vemos empresários em número suficiente". Tal como acontece na Ásia e na Europa, há necessidade de promover uma classe de empresários para impulsionar a economia africana. Precisamos de preparar mais ´Tony Elumelus´ de África", afirmou. Tidjane prosseguiu, "Sabemos o que é preciso fazer". Precisamos que as instituições governamentais e multinacionais tragam capital para que haja investimento na saúde, em infra-estruturas e afins". Precisamos de nos livrar deste ciclo da dívida, porque o constante reescalonamento e o pedido de alívio das dívidas não é bom para nós, enquanto continente", afirmou Thiam.

A mesa redonda, organizada pelo New York Forum Institute, contou igualmente com a presença dos chefes de Estado africanos, incluindo o Presidente Mahamadou Issoufou do Níger; o Presidente Uhuru Kenyatta do Quénia; o Presidente Alassane Ouattara de Costa do Marfim; o Presidente Macky Sall do Senegal e o Presidente Julius Bio da Serra Leoa.

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OGOVERNO está a incentivar a redução daimportação  de arroz,estimulando uma maior e melhor produçãono país. O facto foi revelado recentemente, em Nicoadala, na província da Zambézia, pelo ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia. Na ocasião, o governante enalteceu o contributo daGapi e  dos seus parceiros na reabilitação e relançamento da fábrica dearroz de Nicoadala. Leia mais

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O Governo aprovou, ontem, o decreto que altera a estrutura de financiamento do projecto de Gás Natural Liquefeito Golfinho/Atum, na Área 1 da Bacia do Rovuma, acto que vai permitir à multinacional petrolífera francesa Total concluir a mobilização de crédito até Junho próximo.

A decisão foi anunciada ontem pelo ministro dos Recurso Minerais e Energia, no final da 18ª Sessão do Conselho de Ministros. Max Tonela precisou que a medida viabiliza o aumento do financiamento do projecto de 14 mil milhões de dólares para 15,8 mil milhões de dólares.

Este exercício também concorre para a redução de taxas de juro dos custos do projecto na ordem de 1.1 mil milhões de dólares norte-americanos durante a fase de construção, e 700 milhões de dólares na fase de operação.

Com estas modificações, os ganhos do Estado com o projecto de exploração do Gás Natural Liquefeito terão um incremento de um bilião de dólares norte-americanos.

“A entrada da Total cria condições para se flexibilizar o desenvolvimento de empreendimentos futuros. Esperamos que a apresentação de estudos da segunda fase do projecto, que será em terra, possa decorrer durante este mandato”, disse.

Max Tonela deu a conhecer que os concessionários da Área 1 da Bacia do Rovuma estão a fazer a gestão de riscos associados à pandemia da Covid-19. Uma das componentes afectada é o processo de procurement, cujos impactos não põem em causa a execução global do projecto.

“Houve uma interrupção da empreitada por causa do aumento de casos da Covid-19 no acampamento de Afungi. Mas está em curso um trabalho de desinfecção do acampamento e prevemos que no final do mês a zona seja declarada livre da Covid-19”, explicou, acrescentando que a retoma dos trabalhadores será mediante a realização de novos testes.

Max Tonela garante que as obras de engenharia estão dentro dos cronogramas estabelecidos, numa altura em que se prepara a logística para edificação das infra-estruturas principais.

A revisão de estudos técnicos será concluída ao fim de 18 meses após o início da construção, cuja primeira pedra foi lançada em Agosto do ano passado.

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A PROCURADORIA-GERAL da República (PGR), Beatriz Buchili, afirma que prevalecem os casos de envolvimento de funcionários e agentes do Estado que no exercício das suas funções viciam o Sistema de Administração Financeira do Estado (e-SISTAFE) para receber subornos e/ou usam-no indevidamente em benefício próprio ou de terceiros. Leia mais

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