Director: Júlio Manjate

O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, garante que a instituição cumpriu com a sua missão de consolidar a estabilidade macroeconómica e do sistema financeiro do país, apesar do contexto económico, político e social particularmente complexo, tanto na arena doméstica, como na internacional.

Zandamela citou a assinatura do acordo definitivo de paz; o anúncio da decisão final de investimento do projecto de gás natural liquefeito da área 1 da bacia do Rovuma; o desembolso de 118 milhões de dólares pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para apoio ao Orçamento e o encaixe, pelo Estado, de cerca de 880 milhões de dólares de mais-valias, como alguns dos exemplos que, no plano doméstico, contribuíram para o sucesso da missão do Banco Central.
“A nossa avaliação preliminar sobre a actuação da instituição em 2019 é muito positiva, pois perante estes e outros factores que caracterizaram este período conseguimos atingir a nossa missão de consolidar a estabilidade macroeconómica e do sistema financeiro”, assegurou Zandamela na abertura ontem, em Xai–Xai, capital da província de Gaza, do 44º Conselho Consultivo da instituição.
Segundo ele, de uma forma resumida, a avaliação funda-se nos resultados alcançados, nomeadamente, na redução da inflação para cerca de 2 por cento; no aumento substancial das reservas internacionais para o nível confortável de 7 meses de cobertura de importações; na estabilidade da taxa de câmbio em torno de 60,5 e 63 meticais por dólar; na manutenção dos níveis adequados de solvabilidade dos bancos, em torno de 25 por cento; bem como na melhoria dos indicadores de inclusão financeira.
A nível internacional, o Governador destacou, como aspecto positivo, a entrada em vigor da Zona de Comércio Livre Continental, que vai possibilitar o aumento do comércio intra-africano e a industrialização mais acelerada do continente.
Quanto aos eventos mais marcantes, no contexto doméstico, que tornaram a missão do Banco de Moçambique, particularmente difícil, Zandamela citou, em primeiro lugar, a ocorrência dos ciclones tropicais Idai e Kenneth, que reduziram a oferta de bens e serviços; em segundo, a prevalência da instabilidade militar no norte do país e o surgimento de focos de violência no centro; e, em terceiro, a realização de eleições num novo formato que, regra geral, se caracteriza por um aumento da procura de bens e serviços.
No contexto internacional, Zandamela destacou o agravamento das tensões comerciais e conflitos geopolíticos, assim como pelo impasse prolongado nas discussões sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, as quais afectaram a volatilidade dos preços das mercadorias que “transaccionamos e influenciaram a procura externa das mercadorias que exportamos”.
No plano da política monetária, visando baixar o custo do financiamento, a fonte disse que foi reduzida a taxa de juro de referência de 15 para 12,75 por cento, o que contribuiu para que a taxa de juro dos bancos comerciais aplicada aos clientes preferenciais reduzisse de 20.20 para 18 por cento.
No panorama cambial, cujo objectivo é reforçar a estabilidade cambial, o Banco Central aumentou a proporção dos depósitos em moeda estrangeira que os bancos comerciais devem manter no banco central de 27 por cento para 36 por cento, e introduziu reformas que regulam as condições de compra e venda de moeda estrangeira no mercado doméstico, suspendendo, temporariamente, as operações com recurso a taxas de câmbio a prazo.
Na arena de cooperação internacional, Zandamela disse que a instituição que dirige realizou, “com muito sucesso”, em parceria com o Fundo Monetário Internacional, o primeiro Seminário Internacional de Alto Nível sobre Fundos Soberanos, de onde se extraiu o consenso sobre a importância da criação de um Fundo Soberano em Moçambique, estando agora a decorrer o trabalho preparatório para o efeito.
O Conselho Consultivo do Banco de Moçambique tem a duração de três dias. Os dois primeiros estão reservados aos debates internos à porta fechada e o terceiro dia dedicado a uma sessão aberta ao público, na qual será debatido o tema “O Agro - Negócio como Factor de Dinamização da Economia: O Caso da Província de Gaza”.

(AIM)

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Pelo menos sete funcionários da Autoridade Tributária de Moçambique (AT) receberam capacitação na Receita Federal do Brasil, uma entidade responsável pela execução da política fiscal e aduaneira naquele país da América Latina.

A formação, que teve a duração de duas semanas, visava a troca de experiências para o aprimoramento dos processos de gestão estratégica, desde a concepção, monitoria e avaliação, com base no modelo de “Balanced Scorecard”, usado no desenho do Plano Estratégico da AT 2018-2022.
Um comunicado de imprensa da AT refere que durante a capacitação os funcionários apetrecharam-se de conhecimentos nas áreas de planificação, gestão de risco e coordenação de projectos estratégicos.
A capacitação serviu igualmente para consolidar os conhecimentos sobre o processo de implantação e operação do escritório de projectos corporativos e de processos de inovação que deverão contribuir para o aperfeiçoamento e melhoria dos mecanismos e estratégias aplicadas na nova estrutura de gestão da AT, cujo foco reside nos resultados.
Sobre o processo de gestão de riscos institucionais, um dos temas da formação, foi tomada em conta a perspectiva de processo de padronização dos procedimentos que viabilizarão a institucionalização de um modelo de gestão integrado de riscos corporativos.
Segundo o comunicado, o modelo auxilia os órgãos de gestão na tomada de decisão, evitando possíveis perigos e surpresas que possam ocorrer no seu percurso, maximizando assim o valor entregue à sociedade.
“Com esta visita (de trabalho) espera-se uma maior dinâmica no processo de gestão dos projectos institucionais, e não só, com vista ao alcance de melhores resultados e processos mais eficazes e eficientes”, lê-se no comunicado.
2019 é tido como o ano do “Recurso Humano” e, para o efeito, a AT, uma instituição que se subordina ao Ministério da Economia e Finanças, tem apostado na capacitação dos seus funcionários como uma das formas de dar o devido valor. (AIM)

 

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A nova operadora do sistema de pagamentos electrónicos entra em funcionamento a partir do próximo ano em Moçambique. Trata-se da Euronet, que se espera venha a conferir maior fiabilidade à área de pagamentos do sistema financeiro no país.

O Governador do Banco de Moçambique (BM), Rogério Zandamela, explica que, com a entrada em funcionamento desta operadora, todos os bancos comerciais e instituições de moeda electrónica estarão conectados de modo a conferir melhor qualidade de serviços prestados aos cidadãos.

“Um cliente pode fazer transacções de banco para banco, de banco para instituições de moeda electrónica como Mpesa, Mkesh e e-mola. Podem fazer transacções porque têm um sistema com capacidade para fazer”, disse o governador do Banco Central, que falava ontem na cidade de Xai-Xai, em Gaza, na abertura do 44.º Conselho Consultivo do Banco de Moçambique, evento que encerra amanhã.

Na ocasião, o governador do BM disseque desde 2017 a missão do banco emissor é consolidar a estabilidade macro-económica e o sistema financeiro, mas que este desiderato ocorreunum contexto económico, político e social,particularmente complexo e desafiante,tanto na arena doméstica, como internacional.

Zandamela explicou que os ciclones tropicais Idai e Kennethreduziram a oferta de bens e serviços e provocaram danos humanos enormes, enquanto as eleições, no novo formato, implicaram maiores gastos por parte do Estado, desafios para o Orçamento do Estado e sua própria gestão.

Na lista dos desafios referiu-se também à instabilidade em Cabo Delgadoe os focos de violência em Manica e Sofala.

Porém, de acordo Rogério Zandamela, a nível interno também houve aspectos positivos a registar, como a assinatura do acordo de paz, o anúncio da decisão final de investimentos no projecto doGás Natural Liquefeito(GNL)na área 1 da bacia do Rovuma e o desembolso de 118 milhões de dólares pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para o apoio directo ao Orçamento Geral do Estado.

“Também recebemos muito recentemente, no meio da campanha eleitoral, cerca de 880 milhões de dólares de mais-valias. Eram mais valias que ninguém esperava e que dão mais flexibilidade ao Governo de priorizar como este dinheiro vai ser gasto”, disse.

O governador do Banco Central afirmou que a instituição que dirige conseguiuconsolidar a estabilidade macro-económica e o sistema financeiro.

Zandamela sustenta esta avaliação nos resultados alcançados, nomeadamente a redução de inflacção para cerca de dois por cento, o aumento substancial das reservas internacionais para níveis confortáveis de quase sete meses de cobertura de importações, a estabilidade da taxa de câmbio em torno de 60 a 63 meticais por dólar, a manutenção de níveis adequados de solvabilidade dos bancos em torno de 25 por centoe a melhoria dos indicadores da inclusão financeira.

Ainda ao longo do exercício de 2019, no plano da política monetária visando baixar o custo do financiamento, o governador do Banco de Moçambique destacou a redução da taxa de referênciabásica de 15 para 12,75 por cento, o que contribuiu para que se reduzisse a taxa de juros que os bancos praticam com a sua clientela,de 20,20 para 18 por cento.

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, garantiu hoje, no distrito Municipal KaTembe, na cidade de Maputo, que o seu Governo vai continuar a empenhar-se na procura de soluções para melhorar a qualidade de vida do povo moçambicano.

Nyusi discursava na abertura da III edição do Fórum Económico e Social de Moçambique (MOSEFO), que decorre até amanha naquela parcela do país.

O Chefe do Estado destacou as áreas de agricultura, educação, energia, indústria extractiva, infra-estruturas como aquelas em que o Governo aposta para o desenvolvimento da economia nacional.

“Moçambique está comprometido com os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável. O Governo tem estado a manter uma agenda que promova investimentos massivos nos domínios de agricultura, energia, infra-estruturas e turismo, áreas que definimos como prioritárias no actual ciclo” afirmou Nyusi.

O estadista acrescentou que é preciso que o combate a corrupção a todos os níveis seja muito dura e seja assumido como uma tarefa de todos. Cada um deve ter a certeza de que naquilo que estou a fazer onde é que estou a pisar o risco e não só, deve ser algo que deve ser uma operação ou campanha, não se pode desenvolver esta luta nessa forma, mas deve ser de forma contínua, exortou.

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O economista-chefe da consultora IHS Markit para África considerou ontem, à Lusa, que o crescimento da África Subsahariana deve abrandar para 2,8% devido à redução do crescimento das três maiores economias da região, incluindo Angola.

“O crescimento deve abrandar para 2,8% este ano, reflectindo as fracas condições nas maiores economias da região”, disse Bryan Plamondon à Lusa, antecipando um crescimento limitado de 1,8% na Nigéria e de 0,5% na África do Sul.

“Angola deverá estar em recessão este ano pelo quarto ano consecutivo e deverá regressar ao crescimento positivo, embora modesto, no próximo ano, de 1%”, apontou o economista-chefe para África.

Sobre a região, Bryan Plamondon disse que “as perspectivas vão continuar a enfrentar contrariedades, quer regional, quer globalmente”.

A nível regional, “os desafios associados com os desequilíbrios externo e orçamental, reformas e problemas de segurança vão prejudicar a actividade económica, ao passo que o abrandamento da economia mundial devido às tensões comerciais continua a exercer pressão nos preços do petróleo e das matérias-primas e a reduzir o apoio externo às economias da região e a outros mercados emergentes”.

Na África Subsahariana, o crescimento previsto para 2020 é desigual, mas há bolsas de economias aceleradas em países como Etiópia, Gana, Costa do Marfim, Ruanda e Senegal, apontou o economista, destacando as expansões de 7,4% na Etiópia e de 6,9% no Senegal.

 

 

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