Moçambique registou no mês de Junho do ano em curso uma deflação mensal de 0,23 por cento, segundo uma nota de imprensa do Instituto Nacional de Estatística (INE), que justifica o facto pela diminuição do Índice de Preços no Consumidor (IPC) com a sazonalidade da oferta de hortícolas, incluindo batata e outros tubérculos.

Os dados são recolhidos nas principais cidades, nomeadamente, a capital do país, Maputo e as cidades da Beira e Nampula, respectivamente.

Da análise da variação mensal por produto destaque vai para a queda de preços do tomate (4,9%), couve (10,8%), alface (10,9%), coco (7,7%), feijão manteiga (2,8%), carvão vegetal (0,9%) e da farinha de milho (2,3%), que contribuíram no total da deflação mensal com cerca de 0,27pp negativos.

Entretanto, alguns produtos, com destaque para o peixe fresco (2,8%), pão de trigo (0,5%), cigarros (2,6%), camisas para crianças (5,6%), camarão fresco (3,6%), os sabonetes (2,0%) e da carne de cabrito fresca (1,1%) contrariaram a tendência de queda de preços, ao contribuírem com cerca de 0,14pp positivos.

Segundo a mesma nota, de Janeiro a Junho de 2019 o país registou uma subida de preços na ordem de 1,38%. As divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas, habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis, restaurantes, hotéis, cafés e similares foram as responsáveis pela tendência geral de subida de preços, ao contribuirem, respectivamente, com aproximadamente 0,80pp; 0,17pp e 0,15pp positivos.

Desagregando a inflação acumulada por produto, merece destaque a subida dos preços do tomate, do pão de trigo, cebola, electricidade, veículos automóveis ligeiros novos, feijão manteiga, hamburgueres, pregos, bifanas, cachorros e similares, que comparticiparam com 1,11pp positivos no total da inflação acumulada.

Relativamente a igual período de 2018, o país registou uma subida de preços na ordem de 2,30%. As divisões de saúde e educação foram, em termos homólogos, as que tiveram maior variação de preços, com 6,56% e 4,39%, respectivamente.

Em relação à variação acumulada, a cidade da Beira foi a que teve o maior aumento do respectivo nível geral de preços, com 2,70%, seguida das cidades de Nampula, com 1,58%, e de Maputo com 0,83%.

Em termos homólogos, a cidade da Beira liderou a tendência de aumento do nível geral de preços, com 3,61%, seguida da cidade de Nampula, com 3,27%, e por último a cidade de Maputo, com 1,39%.

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AS províncias de Nampula e da Zambézia, Norte e Centro do país, constituem prioridade na cooperação com a União Europeia (UE) de tal forma que esta organização decidiu disponibilizar 325 milhões de euros para apoiar os esforços do governo no desenvolvimento rural.  Leia mais

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O Produto Interno Bruto, a preços de mercado (PIBpm), em Moçambique, apresentou uma variação positiva de 2.5 por cento no I trimestre do corrente ano, comparado com o mesmo período do ano anterior.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o desempenho da actividade económica no primeiro trimestre de 2019 é atribuído, em primeiro lugar, ao sector terciário, que cresceu 2.7 por cento, com maior destaque para os ramos de aluguer de imóveis e serviços prestados às empresas, com um crescimento na ordem de 5 por cento, seguido pelo ramo de transportes, armazenagem e actividades auxiliares dos transportes, informação e comunicações, com 3.3 por cento.

A segunda posição é ocupada pelo sector primário, com um crescimento de 2.5 por cento, induzido pelo ramo da agricultura, pecuária, caça, silvicultura e exploração florestal.

O sector secundário registou um crescimento moderado de 0.5 por cento, impulsionado pelo ramo da indústria transformadora, com uma variação positiva de 2.9 por cento e, negativamente, pelo ramo de electricidade, gás e distribuição de água, com menos 7.1 por cento.
No período em análise, o ramo da agricultura, pecuária, caça, silvicultura, exploração florestal, actividades relacionadas e pesca teve maior participação na economia, com um peso no PIB de 23.1 por cento, seguido do ramo de comércio e serviços de reparação, com 10.6 por cento.
O terceiro lugar é cupado pelo ramo dos transportes, armazenagem, actividades auxiliares dos transportes e informação e comunicações, com uma contribuição conjunta de 10.4 por cento, seguido do ramo da indústria transformadora, com um peso de 8.9 por cento.

 

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O governo, através do Instituto Nacional do Caju (INCAJU), vai desembolsar este ano cerca de 100 milhões de meticais  para a aquisição de químicos e pulverização de cerca de 5 milhões de cajueiros em todo o país.

O produto químico é subsidiado a 100 por cento, sendo que os produtores apenas pagam cerca de 50 meticais por cajueiro.
No lançamento da campanha nacional de tratamento químico de cajueiros, que iniciou, oficialmente, este mês, o INCAJU refere que a produção de castanha de caju em Moçambique é um negócio rentável, mas os produtores ainda não estão em condições de fazer o tratamento de cajueiros sem o apoio do governo, devido ao alto custo dos químicos para o combate a doenças e pragas.
Luciano Nanlelo, produtor de castanha de caju na província de Cabo Delgado, afirma que um cajueiro bem tratado pode produzir 15 quilos, segundo a AIM, que cita “O País”.
Anualmente, são desembolsados mais de 100 milhões de meticais para a aquisição de químicos e pulverização das plantas e, para reduzir os custos, o INCAJU está à procura de alternativas que possam ser sustentáveis para os produtores.

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O diferendo que opunha a população da comunidade de Olinda e a empresa África Great Oil Mining Company, que pretende explorar areias pesadas no distrito de Inhassunge, na província da Zambézia, já está ultrapassado.
Segundo a Rádio Moçambique, depois de um longo período de desentendimentos, a empresa, de capitais chineses, assinou um memorando de entendimento com a comunidade de Olinda.
No âmbito do referido memorando, 20 casas melhoradas serão construídas na região de Mualane, para o reassentamento das primeiras 20 famílias, das 200 abrangidas pelo projecto de exploração de areias pesadas.
A chefe do Departamento dos Recursos Minerais na Direcção Provincial dos Recursos Minerais e Energia da Zambézia, Faira Jetam, disse que os diferendos já foram ultrapassados, tanto que na semana passada esteve lá uma equipa para assistir à assinatura do memorando de entendimento entre a empresa e a comunidade, que será reassentada.

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