Director: Júlio Manjate

O Fundo Monetário Internacional (FMI) diz estar aberto para dialogar com o Governo moçambicano sobre a possibilidade de um novo apoio financeiro ao Orçamento do Estado.

O chefe da missa do FMI, Ricardo Velosos, disse hoje em Maputo que Moçambique continua sendo um dos maiores beneficiários de assistência técnica deste organismo.

Se o Governo estiver interessado em dialogar para um apoio financeiro, nós estamos abertos a esse pedido e a estabelecer conversações, apesar de que o programa não se coloca de noite para o dia, há um trabalho preparatório, como este país está num Governo transitório, porque o novo Governo poderá começar em meados de Abril, explicou Velloso.

Um comunicado disponibilizado hoje pela missão do FMI, que visitou Maputo entre os dias 6 e 12 de Novembro de 2019, para analisar os desenvolvimentos económicos recentes e actualizar as projecções macroeconómicas, anotou que na sequência dos ciclones tropicais Idai e Kenneth, o crescimento do PIB real desacelerou para 2,3 por cento (em termos homólogos) no segundo trimestre de 2019, afectado por um fraco desempenho no sector de agricultura.

O documento alerta ainda sobre a diminuição da inflação para 2,2 por cento (em termos homólogos) em Outubro, dos cerca de 5 por cento no ano anterior, uma vez que as condições monetárias restritivas mais do que compensaram o choque de preços do lado da oferta induzido pelos ciclones, considera o dirigente.

A avaliação considerou a taxa de câmbio relativamente estável; e as reservas internacionais no Banco de Moçambique aumentaram para cerca de 3,9 mil milhões de dólares americanos no final de Outubro, cobrindo 6,7 meses das importações esperadas para o próximo ano, excluindo megaprojectos.

“As perspectivas para 2020 são de uma forte recuperação da actividade económica e de uma inflação baixa, entretanto, espera-se que o crescimento do PIB real venha a atingir 5,5 por cento em 2020, em relação aos 2,1 por cento projectados para 2019, suportado pelos esforços de reconstrução pós-ciclones, uma recuperação na agricultura, e pelo estímulo económico de um relaxamento gradual adicional das condições monetárias e da regularização dos pagamentos internos em atraso aos fornecedores.

O sector da construção e outras actividades deverão também ser impulsionadas pelos investimentos nos megaprojectos de gás natural liquefeito (GNL). A inflação deverá permanecer baixa, com uma ligeira subida para 5 por cento no final de 2020, em relação aos 3 por cento no final de 2019.

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Arrancou na manhã de hoje, na cidade de Maputo, a VI Conferencia de Gás em Moçambique, (Mozambique Gas Summit), na qual o Chefe do Estado, Filipe Nyusi, manifestou a sua vontade e do Governo de facilitar o desenvolvimento da indústria do gás no país.

Nyusi manifestou este desejo durante a cerimónia de abertura do evento que decorre até amanha, no Centro internacional de Conferencia Joaquim Chissano, na capital do país.

Para o desenvolvimento do sector do gás em Moçambique, o presidente convidou a todos os moçambicanos a juntar esforços e sinergias para esta causa.

“É necessário congregar vontade, esforços e sinergias canalizando para a concretização dos objectivos colectivos que beneficie a todos e seus integrantes” salientou o Presidente da República.

A fonte referiu que a indústria do gás deve ser um elemento catalisador da economia para que a produção possa pagar as despesas de saúde, educação, energia e infra-estruturas do nosso país.

Filipe Nyusi explicou que a VI conferência ocorre num período crucial do processo de implantação da indústria de hidrocarbonetos no país, pois importantes passos dados sinalizam a confiança dos investidores em relação a capacidade do país.

Após declarar aberta a sessão, o Chefe do Estado visitou uma exposição sobre a indústria do gás. Participam deste evento, dirigentes do governo, diplomatas, empresários e serão apresentadas vários painéis sobre esta temática que o país vive na indústria de hidrocarbonetos.

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A REDUÇÃO do volume de importações determinada pela escassez de moedae o predomínio do uso do Porto de Nacala como plataforma de manuseamento de mercadorias em trânsito estão entre as causas do previsível incumprimento da meta de arrecadação de receitas fixada para este ano nas províncias de Nampula e Niassa. A informação foi partilhada há dias, em Nacala, pela presidente da Autoridade Tributária de Moçambique (AT), Amélia Nakhare, no quadro de uma visita de trabalho à província de Nampula, para monitoria das actividades desenvolvidas pela sua instituição. LEIA MAIS

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Moçambique está de portas abertas para receber investimentos de África e do mundo nas mais diversas áreas, segundo abertura manifestada ontem pelo Primeiro-ministro moçambicano durante o fórum de investimentos no continente, a decorrer na cidade sul-africana de Joanesburgo. LEIA MAIS

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A linha férrea que liga as minas de carvão de Tete e o porto de Nacala, passando pelo Malawi, transportou entre Janeiro e Setembro mais 11,5% de carga que no mesmo período de 2018, foi anunciado final de semana.

“De Janeiro a Setembro do ano em curso, na componente ferroviária, o Corredor do Desenvolvimento do Norte (CDN) transportou 398 mil toneladas, contra 357 mil toneladas no período homólogo de 2018, correspondendo assim a uma evolução de 11,5%”, informou, em comunicado, a empresa gestora.

No mesmo período, o CDN transportou 417 mil pessoas, um incremento de 5,3%.

O volume da carga manuseada no porto de Nacala atingiu 1,5 milhão de toneladas métricas, contra 1,4 (2018) e 1,2 (2017).

O CDN – Corredor de Desenvolvimento do Norte – é uma sociedade anónima constituída e registada em Moçambique, cujo objectivo é a gestão, reabilitação e exploração comercial de forma integrada das infra-estruturas do porto de Nacala e da rede ferroviária do norte de Moçambique.

A extracção de carvão pela empresa mineira brasileira Vale na região de Tete tornou viável a construção da ferrovia de 912 quilómetros, incluindo 200 que atravessam o território do Malawi, e um terminal portuário de águas profundas em Nacala.

Para poder exportar por via marítima, a Vale associou-se à japonesa Mitsui e à empresa pública Caminhos de Ferro de Moçambique, num investimento de 4,5 mil milhões de dólares.

Actualmente, a linha permite transportar todo o tipo de cargas e passageiros - nomeadamente até Lichinga, capital da província do Niassa.

 

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