Director: Lázaro Manhiça

OS analistas da NKC African Economics estimam que a moeda nacional vaicontinuar a desvalorizar-se este ano, passando a ser necessários 77,7 meticais por dólar, face aos 69,5 no ano passado.

“Prevemos que a taxa de câmbio médio este ano vá depreciar-se para 77,7 meticais por dólar, o que compara com os 69,5 meticais necessários para cada dólar”, lê-se num comentário à evolução da moeda moçambicana.

Na análise, enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os especialistas da filial africana da britânica Oxford Economics escrevem que “as exportações de Moçambique da indústria extractiva continuaram sob pressão nos últimos meses devido a questões operacionais”.

A consequência, apontam, é que “haverá um impacto na colecta fiscal e na acumulação de reservas externas”, para além de haver um “aumento da dívida pública externa para financiar o défice orçamental e uma redução da almofada de liquidez via reservas externas, o que eleva o risco de uma depreciação mais pronunciada”.

O comentário dos analistas surge num contexto de enfraquecimento da moeda neste trimestre, apesar da fraqueza do dólar, da melhoria da avaliação do risco do país e da subida do preço das matérias primas, afirmam.

O metical continua a caminhar para o pior nível de sempre, no auge da crise da dívida oculta, em 2016, quando transacionou nos 78,5 meticais por dólar, concluem os analistas.

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O BANCO de Moçambique (BM) pondera a possibilidade de integrar a sociedade civil na estrutura de governação do Fundo Soberano, com vista a tornar o modelo mais consensual e inclusivo.

Segundo o Banco Central, a estrutura de governação proposta actualmente não integra a sociedade civil, uma vez que são poucas as experiências internacionais, mesmo nos modelos mais transparentes. Em casos em que ela está envolvida, participa como parte de um órgão de fiscalização.

O Banco Central lembra que otrabalhoque tem vindo a fazervisa reflectir sobre o mérito das várias contribuições, de modo a tornar o modelo do Fundo Soberano consensual e inclusivo.

O BMconsidera não haver incompatibilidade em assumir a gestão doFundoSoberano, como têm defendido algumas organizações que questionam a ideia de ser o esta entidadea gerir essa conta, alegando conflito de interesses.

“A estrutura de governação na qual o Banco Central aparece como gestor operacional se inspira em modelos adoptados por fundos soberanos tidos como de referência positiva a nível internacionalem aspectos relacionados com a separação de funções, independência operacional, gestão prudente, transparência, prestação de contas e responsabilização”, refere-se.

Segundo o Banco Central, é desejável que o Fundo Soberano seja constituído antes de o país começar a receber as receitas da produção do gás natural das grandes jazidas da Bacia do Rovuma,cuja extracção arranca no próximo ano, a tempo de criar capacidade técnica e institucional para melhor gestão dos recursos naturais, sem pôr em risco a gestão macroeconómica e financeira.

O regulador financeiro defende ainda que um eventual Fundo Soberano servirá para a criação de poupança de receitas provenientes do gás natural e para alcançar estabilidade fiscal, protegendo e apoiando o Orçamento do Estado em momentos de flutuação desfavorável dos preços das matérias-primas nos mercados internacionais.

Parte desse dinheiro será retido no próprio fundo e outra canalizada para o Orçamento do Estado, visando financiar a construção de infra-estruturascomoescolas, hospitais e estradas.

O Banco de Moçambique avança que neste momento está a trabalhar na proposta técnica e recomenda que o mecanismo seja gerido através dos “Princípios de Santiago”, que preconizam valores como transparência, independência, responsabilização e boa governação.​​​​​

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O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, garantiu hoje (25) em Mulumbo, província da Zambézia que até ao fim deste ano poderá terminar a instalação de agências bancárias em todos distritos do país, no âmbito da iniciativa “Um Distrito, Um Banco”.

Nyusi falava há momento durante a inauguração de uma agência bancária, tendo sublinhado que ao inaugurar a agência bancárias da vila sede do distrito de Molumbo, na Zambézia, o país passa ter 129 distritos com um balcão bancário.

“Hoje estamos aqui para inaugurar esta agência bancária do distrito de Molumbo, no âmbito da iniciativa “Um Distrito, Um Banco”, e assim passamos a ter 129 distritos com banco e temos a certeza de que até ao fim deste ano nos podemos concluir com o processo da bancarização”.

Para Nyusi, o processo de instalação de bancos dos distritos continua e os 25 bancos em falta, serão abertos até Dezembro deste ano.

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O FUNDO Africano para Mudanças Climáticas (ACCF), uma iniciativa de múltiplos doadores patrocinada pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), aprovou uma doação de aproximadamente 600 mil dólares norte-americanos para a implementação de um projecto de pequena escala de adaptação climática comunitária, em zonas costeiras e marinhas degradadas da província da Zambézia.

A iniciativa visa especificamente, melhorar os sistemas de subsistência dos habitantes de 10 comunidades rurais e vulneráveis, representada por menos de 100 famílias que residem em habitats costeiros na Área de Protecção Ambiental das Ilhas Primeiras e Segundas (APAIPS), no distrito de Pebane e na zona tampão, em Mocubela.

Em comunicado de imprensa a que o “Notícias” teve acesso, o BAD refere que o projecto irá estabelecer e promover um sistema integrado de agricultura, agrossilvicultura, piscicultura e apicultura, designado Sistema Resilientede Agrossilvicultura Sintrófica (SAFs).

“O seu desenho está alinhado com as prioridades da província. Conta com o apoiodas autoridades locais e tem como prioridade a capacitação de mulheres e jovens para implementar iniciativas de baixo carbono e de recuperação de ecossistemas degradados”, refere.

Ainda de acordo com a fonte, o processo que teve início em finais de 2020 e tem a duração de 2 anos, está a ser implementado em colaboração com a ONG italiana ICEI (Instituto Cooperazione Economica Internazionale) e a ONG local ORAM (Associação Rural Ajuda Mútua).

Segundo Pietro Toigo, representante residente do Banco Africano de Desenvolvimento, este projecto visa contribuir para a identificação de modelos de resiliência climática a nível das comunidades, que são necessários para alimentar Moçambique.

Pietro reiterou o compromisso do BAD, em continuar a trabalhar com o Governo de Moçambique e outras partes interessadas a todos os níveis, em investimentos conducentes a um desenvolvimento sustentável e na implementação de estratégias locais, no contexto do acordo de Paris.

“A estratégia do banco é a de promover a Agricultura sintrófica como forma de aumentar a resiliência das comunidades afectadas, melhorar a sua capacidade de adaptação climática e contribuir para a recuperação dos ecossistemas marinhos e costeiros degradados, nesta província”, disse.

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A Confederação das Associações Económicas CTA) de Moçambique deu a conhecer ontem que o ambiente macroeconómico no país vai deteriorar-se, nos próximos meses, com as restrições impostas face à pandemia da Covid-19.

“Diante do cenário que assistimos no quarto trimestre de 2020, conjugado com as primeiras impressões que colhemos no início de 2021, perspectivamos que no geral o ambiente macroeconómico continue a deteriorar neste primeiro trimestre”, disse o presidente da CTA, Agostinho Vuma, citado pela Lusa

O responsável falava durante um encontro virtual no âmbito da iniciativa "Economic Briefing", sobre o Desempenho Empresarial e Perspectivas Económicas para 2021.

Para Vuma, além das restrições impostas face à propagação da covid-19, o recente aumento da taxa de juros e a insegurança em alguns pontos do centro e norte do país também estão a contribuir para a deterioração da situação macroeconómica.

Segundo disse, em 2020 o sector empresarial registou perdas de receitas estimadas em 1,1 mil milhões de dólares devido ao impacto da covid-19 e 38,3% das perdas estão relacionadas à redução do tempo de funcionamento das empresas.

No mesmo período, segundo a CTA, cerca de 40 mil pessoas perderam os seus postos de trabalho e 1.075 empresas encerraram as suas actividades devido à pandemia.

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