CERCA de Cinco milhões de dólares norte-americanos estão a ser aplicados em projectos que visam impulsionar as iniciativas empreendedoras no sector das Pescas e toda a sua cadeia. O valor disponibilizado pelo Governo através do Fundo de Fomento Pesqueiro está focalizado para o financiamento de iniciativas apresentadas pelos jovens e ou mulheres, tendo como centro de implementação o Banco de Sofala. Leia mais

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A Autoridade Tributária de Moçambique (AT) avança com projecções de arrecadação de 12 biliões de dólares norte-americanos, por ano, em impostos resultantes da exploração dos recursos naturais (gás natural) na bacia do Rovuma, representando um peso de 27 por cento para o Produto Interno Bruto (PIB), no período 2037-2045, considerado o pico de arrecadação de receitas.
Trata-se de projecções feitas apenas a nível da AT, para efeitos operacionais, em função dos parâmetros estabelecidos, internacionalmente, não tendo em conta o cenário fiscal do país, nem indicadores de crescimento económico de Moçambique.
Estas perspectivas foram avançadas, ontem, em Maputo, pelo coordenador-geral para a tributação da indústria extractiva na AT, Aníbal Mbalango, em conferência de imprensa sobre gás natural para a transformação económica e crescimento inclusivo, realizado pelo Centro de Democracia e Desenvolvimento.
“As projecções falam de 2037, como sendo a fase em que teremos as receitas anuais na ordem dos 12 biliões de dólares norte-americanos. É nesse período que teremos de estar em condições de garantir que os números sejam de facto arrecadados para os cofres do Estado moçambicano”, disse, citado pela AIM.
Para fazer a projecção, foi preciso olhar para o histórico do país, numa perspectiva em que o sector petrolífero, hoje, está a contribuir com cerca de quatro por cento na receita total, sendo que a expectativa é colocar o país aos níveis de países que têm, em média, 70 por cento da sua receita oriunda do sector extractivo, e cerca 27 por cento do BIP, também do mesmo sector, em termos de rácio fiscal das receitas do sector.
Segundo Mbalango, para conseguir esses níveis de arrecadação a AT terá que se organizar melhor naquilo que é a constituição e capacitação de equipas especializadas, colocando auditores em condições de auditar os projectos para garantir que, com o arranque da produção, os níveis de arrecadação comecem a aumentar.
“A instituição precisa de estar preparada e capacitada, do ponto de vista de recursos humanos e materiais, para garantir a maximização da arrecadação das receitas, na base de procedimentos tributários plasmados na lei”, disse.
Adriano Nuvunga, representante do Centro para a Democracia e Desenvolvimento, apelou às partes envolvidas na conferência, para o aprofundamento do diálogo em torno dos ganhos, que o país pode tirar da exploração dos recursos naturais.
Nuvunga falou, igualmente, das expectativas, que giram à volta da descoberta dos recursos naturais, lançando um apelo para que a decisão final de investimento na área 4 da bacia do Rovuma não fique apenas pelo anúncio e que acções concretas sejam tomadas para que seu impacto seja efectivo no país.
“Queremos que esses investimentos ocorram aqui no território nacional, que o valor anunciado não fique pelas praças internacionais, mas venha para Moçambique”, avançou.
A conferência, que começou ontem, na capital moçambicana, e termina hoje, quinta-feira, pretende retomar com a discussão de partilha de informação sobre os últimos desenvolvimentos na indústria extractiva moçambicana, com enfoque nos hidrocarbonetos, em que o destaque são os campos de gás natural na bacia do Rovuma, província nortenha de Cabo Delgado.

 

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A Olam, empresa do ramo alimentar e agronegócios, a operar no mercado moçambicano, há 21 anos, está confiante no alcance da meta estabelecida de exportar 18 mil toneladas de castanha de caju para os diversos países onde o produto é comercializado.
O optimismo foi expresso pela directora de Relações Públicas e Comunicação Corporativa da Olam, Cláudia Manjate, à margem da sessão de abertura da 55ª Feira Agropecuária, Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que hoje vai no quarto dia e termina domingo próximo, em Ricatla, no distrito de Marracuene, província de Maputo.
“Exportamos anualmente 18 mil toneladas de castanha de caju e cerca de 15 mil toneladas de algodão para o mercado asiático e os Estados Unidos, e temos também a Africa do Sul”, disse Manjate, citada pela AIM.
Em relação à castanha de caju, segundo a fonte, o objectivo da Olam é aumentar a meta para 20 mil toneladas, porém, há ainda desafios relacionados com a qualidade, situação que impede o alcance da meta. Mas tudo tem estado a fazer visando melhorar a qualidade da castanha.
Segundo a directora, a empresa compra anualmente dos produtores cerca de 25 a 30 mil toneladas, pois é uma cultura de época única e as reservas (stocks) conseguidas são usadas durante o ano todo. 
Nós dependemos directamente dos produtores, de quem compramos a castanha, portanto, todo o trabalho de suporte ao produtor, desde insumos, ao tratamento da planta e no momento da colheita e pós-colheita, leva a que recebamos algum produto que não esteja nos níveis desejados, que temos de descarta-lo, explicou.
Segundo a fonte, a Olam trabalha com cerca de 60 mil produtores para a castanha de caju e 18 mil produtores algodoeiros nas províncias de Nampula (onde produz castanha e algodão) e de algodão nas províncias da Zambézia, Sofala e Tete.
A empresa pontifica entre as galardoadas na abertura da 55ª edição da FACIM e, segundo Manjate, o prémio atribuído pela 8ª vez consecutiva espelha o contributo da Olam ao longo dos 20 anos no mercado, para levar o nome e a qualidade dos produtos moçambicanos. 
“Para nós é gratificante receber o prémio porque valoriza o investimento que a Olam tem estado a fazer”, sublinhou a fonte, anotando que o desiderato é que as pessoas conheçam mais a vasta gama de seus produtos, principalmente os de distribuição nacional, como o óleo alimentar, entre outros.
Através da FACIM, a Olam tem como metas a promoção das trocas comerciais, estimular a produção e o consumo, assim como a integração económica de Moçambique na economia mundial. 
Nas mais de cinco décadas de existência, a FACIM tem atraído cerca de 60 mil visitantes por ano e na edição de 2019 estão presentes 23 países, com dois mil expositores (cerca de 1800 nacionais e 200 estrangeiros).

 

   

 

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A Associação Sasakawa e a Agência do Japão para a Cooperação Internacional vão trabalhar juntos para duplicar a produção de arroz em África, para 50 milhões de toneladas até 2030, anunciou ontem o Primeiro-Ministro japonês, Shinzo Abe.

"A tecnologia japonesa pode ter um papel fundamental na agricultura", disse o chefe do governo nipónico, num simpósio à margem da 7.ª Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África, que termina na sexta-feira, na cidade japonesa de Yokohama.

Durante o simpósio foram abordados temas, como, o aumento da população jovem, o desemprego, tecnologias e inovação agrícola, soluções e criação de postos de trabalho no sector da agricultura em África.

"Sempre acreditámos no potencial agrícola de África", afirmou Yohei Sasakawa, presidente da Nippon Foundation, organização filantrópica dedicada à inovação social, explicando que a associação pretende alterar as mentalidades de pequenos produtores agrícolas.

"Queremos ajudar a mudar as mentalidades de pequenos produtores agrícolas, de produção para consumo, para produção para comércio", acrescentou Sasakawa, que pretende cultivar o interesse pela agricultura na juventude africana.

O presidente do Banco Africano para o Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, apelou a esforços urgentes e conjuntos para "acabar com a fome".

"Apesar de todos os ganhos obtidos na agricultura, não estamos a ganhar a guerra global contra a fome", disse Adesina, que acrescentou: "devemos todos levantarmo-nos e acabar com a fome. Para isso, temos de acabar com a fome em África".

De acordo com a agência das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, há 821 milhões de pessoas em situação de fome no mundo, com África a representar 31% deste número - 251 milhões.

Numa homenagem, a título póstumo, ao fundador da Associação Sasakawa, Ryochi Sasakawa, pelos seus esforços no combate à fome, Adesina referiu que "paixão, dedicação e compromisso, para o desenvolvimento da agricultura e na procura de segurança alimentar no mundo tem sido uma característica do seu trabalho".

Entre 1986 e 2003, a Associação Sasakawa em África operou num total de 15 países: Gana, Sudão, Nigéria, Burkina Faso, Benim, Togo, Mali, Guiné, Zâmbia, Etiópia, Eritreia, Tanzania, Uganda, Malawi e Moçambique.

 

 

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Noventa e seis mulheres empreendedoras, provenientes das cidades de Maputo e Matola, foram graduadas, ontem, no Bairro T3, Município da Matola, em matéria de gestão de negócios e do cliente, com vista a desenvolver as suas actividades com sucesso.

O projecto de capacitar as mulheres empreendedoras em diferentes áreas de actividade económica, formal e informal, denominadoBusiness Women Connect”, é levado a cabo pela TechnoServe Moçambique, em parceria com a ExxonMobil.

Jane Grob, directora-geral da TechnoServe, disse que a iniciativa “BusinessWomen Connect” visa formaras mulheres empreendedoras em educação financeira e habilidades de gestão de negócios, como registo, marketing, gestão de mercadorias e investimentos financeiros.

Disse que a ideia do programa é de que os participantes apliquem os seus novos conhecimentos e habilidades, para melhor gerir e expandir os seus negócios, maioritariamente, desenvolvidos em  áreas como salões de beleza, promotoras de eventos, bancas, restaurantes e outros ramos, capacitando-lhes em matéria ligada à gestão de seus negócios e dos clientes.

Jane Grobexplicou, que as mulheres aprendem a fazer gestão diária, semanal, mensal e anual das suas actividades e rendimentos, através do registo de todo o processo de trabalho de venda de bens e prestação de serviços.

Afirmou que, com a iniciativa, as beneficiárias são capacitadas em métodos de controlo e poupança, durante o exercício da sua actividade e sobre os modos de atendimento ao cliente.

A directora disse também, que para além da gestão do negócio e modo de atender os clientes, as empreendedoras são preparadas em técnicas, para descoberta de novas oportunidades de comércio e do respectivo mercado.

Segundo Hélio Cumbe, representante da ExxonMobil, a sua instituição decidiu apoiar esta iniciativa ciente, de que as mulheres são as catalisadoras do desenvolvimento da economia da família, das comunidades e do país, no geral, referindo que investir na formação da mulher é uma boa aposta  para o avanço rumo ao desenvolvimento da nação.

Esta é a terceira graduação que se assinala, depois da primeira, havida em 2017, um projecto desenvolvido nas províncias de Maputo-cidade, Maputo-província e Inhambane.

Jane Grob, directora-geral da TechnoServe

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