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Director: Lázaro Manhiça

O LÍDER do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, denunciou hoje (23) o que considerou ser uma ordem “cobarde” de restrição das liberdades fundamentais dos cidadãos.

Domingos Simões Pereira foi hoje proibido de viajar para Portugal no voo da Euro atlântico por “ordens superiores”.

“Quero aqui à frente do departamento de migração do aeroporto denunciar esta situação grosseira de restrição das liberdades fundamentais de um cidadão”, afirmou o líder do PAIGC, em declarações aos jornalistas no aeroporto, onde se deslocou para saber precisamente as razões pelas quais não podia embarcar.

Segundo Domingos Simões Pereira, o departamento de migração não apresentou qualquer documento e evoca a “existência de uma ordem superior” que o impede de viajar, sem qualquer explicação sobre os “fundamentos legais”.

O líder do PAIGC afirmou também aos jornalistas que vai apresentar queixa e responsabilizar “não só quem executa, mas quem manda executar”.

Contactada pela imprensa, a secretaria de Estado da Ordem Pública disse não ter conhecimento, remetendo declarações para mais tarde.

Em Junho, o empresário Veríssimo Nancassa, próximo do PAIGC, também foi impedido de viajar por “ordens superiores”.

Na sequência do impedimento de viagem do empresário, a imprensa guineense noticiou a existência de uma lista de pessoas impedidas de viajar.

Na altura, as autoridades guineenses, nomeadamente o Ministério do Interior, disseram desconhecer totalmente a existência de qualquer lista.-LUSA

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O LÍDER do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, foi esta sexta-feira (23) impedido de fazer o ‘check-in’ numvoo de Bissau com destino a Lisboa, confirmou o próprio à agência Lusa.

“Eu enviei uma pessoa para fazer o ‘check-in’ e apareceu uma senhora a dizer que não posso fazer o ‘check-in’ e viajar por ordens superiores”, disse Domingos Simões Pereira à Lusa.

O líder do PAIGC disse que vai ao aeroporto internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, para perceber exatamente quais são as “ordens superiores”.

O empresário bissau-guineense Veríssimo Nancassa, próximo do PAIGC, também foi impedido de viajar em Junho por “ordens superiores”.

Na sequência do impedimento de viagem do empresário, a imprensa bissau-guineense noticiou a existência de uma lista de pessoas impedidas de viajar.

Na altura, as autoridades bissau-guineenses, nomeadamente o Ministério do Interior, disseram desconhecer totalmente a existência de qualquer lista.-LUSA

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OS Estados Unidos impuseram quinta-feira (22) sanções financeiras ao ministro da Defesa cubano, Álvaro Lopez-Miera, e a uma unidade militar de elite pela suposta repressão das recentes “manifestações pacíficas e pró-democracia” em Cuba, ameaçando adoptar novas medidas punitivas.

“É apenas o princípio. Os Estados Unidos vão continuar a sancionar os responsáveis pela opressão do povo cubano”, advertiu o Presidente norte-americano, Joe Biden, em comunicado, condenando “sem ambiguidade as detenções em massa e os simulacros de julgamento” daqueles “que ousam falar”.

O Departamento do Tesouro norte-americano anunciou em comunicado as sanções, responsabilizando o ministro da Defesa cubano – o nome exacto do seu cargo é ministro das Forças Armadas Revolucionárias (FAR) de Cuba – e a força militar de elite do Ministério do Interior, popularmente conhecida como “vespas negras” ou “boinas negras”, pela alegada repressão dos protestos anti-governamentais do passado dia 11 de Julho em Cuba.

“O povo cubano protesta pelos direitos fundamentais e universais que o seu Governo lhe deve garantir”, declarou, por sua vez, a secretária do Tesouro norte-americana, Janet Yellen, no comunicado em que anunciava as sanções, prometendo continuar a aplicar as sanções à ilha caribenha para apoiar “a sua luta pela democracia”.

A má gestão da pandemia no país, aliada a uma grave crise económica - que agravou a escassez de alimentos e medicamentos e levou o Governo a cortar a electricidade durante várias horas por dia - impulsionou a 11 de Julho manifestações espontâneas de milhares de cubanos, que saíram à rua em Havana e em várias outras cidades para protestar contra o Governo do Presidente Miguel Diaz-Canel, desembocando em confrontos com as forças de segurança que se saldaram num morto, dezenas de feridos, mais de uma centena de detidos e um número indeterminado de desaparecidos.

Após os protestos, o Governo cortou a Internet, reforçou o controlo policial e acusou os Estados Unidos de financiarem a revolta social no país.

Além das sanções, o Presidente norte-americano confirmou quinta-feira que o seu Governo está a considerar autorizar as transferências de dinheiro de particulares para Cuba e comprometeu-se a aumentar os efectivos da embaixada dos Estados Unidos em Havana para “fornecer serviços consulares aos cubanos” – o que poderá traduzir-se, a prazo, na concessão de vistos norte-americanos àqueles que desejarem abandonar o país.-Lusa

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PELO menos 16 civis foram mortos numa emboscada realizada por alegados membros do grupo armado Forças Democráticas Aliadas (ADF, em inglês), no leste da República Democrática do Congo (RDCongo), disseram hoje (23) fontes médicas e do governo local.

“A emboscada ocorreu na quinta-feira (22) à noite entre Maimoya e Chani-chani, local onde todas as quintas-feiras é organizada uma feira. Temos 16 corpos no necrotério do hospital geral de referência de Oicha”, declarou à agência de notícias AFP Nicolas Kikuku, autarca de Oicha.

As vítimas, que voltavam da feira, "são 15 adultos, seis mulheres e nove homens, além de uma criança, todos mortos a tiro", disse à AFP o Jérôme Munyambethe, director do hospital geral de Oicha.

“No momento, estamos a tentar estabilizar nove feridos", acrescentou Munyambethe.

A emboscada ocorreu na cidade de Maimoya, a 40 quilómetros da cidade de Beni, na província de Kivu Norte.

Kivu Norte e a província vizinha de Ituri estão em estado de sítio desde 06 de Maio devido aos grupos armados que aterrorizam civis.

O Presidente congolês, Félix Tshisekedi, substituiu as autoridades civis locais por oficiais do exército e da polícia.

Originalmente formados por rebeldes muçulmanos de Uganda, as ADF operam há quase 30 anos no leste da RDCongo.

As ADF são o mais mortífero entre os cerca de cem grupos armados activos no leste da RDCongo. São acusados de massacres de civis, nos quais 6.000 pessoas morreram desde 2013, de acordo com um relatório do episcopado congolês.

Desde Abril de 2019, alguns ataques das ADF foram reivindicados pela organização ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI) por meio dos seus canais habituais nas redes sociais.

O EI designa o grupo como parte de sua "Província da África Central" (Iscap).

Em Março, os Estados Unidos colocaram as ADF na lista de "organizações terroristas" afiliadas ao EI. Em várias mensagens, os rebeldes alegaram ser do EI, no entanto, há muitas dúvidas sobre a realidade e a profundidade dessas supostas ligações.- LUSA

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OS Médicos Sem Fronteiras (MSF) lamentaram quinta-feira (22) que o acordo para a empresa biofarmacêutica sul-africana Biovac fabricar a vacina contra a Covid-19 da Pfizer limita a transferência de tecnologia e conhecimentos que possibilitaria a sua produção independente em África.

“Em vez disso, o acordo significa que a Biovac permanecerá dependente da substância da droga das instalações europeias da Pfizer-BioNTech”, referiu a organização humanitária.

O consórcio Pfizer-German BioNTech desenvolveu a tecnologia RNA para a vacina da Covid-19, que foi uma das primeiras a ser utilizada internacionalmente para combater a pandemia.

“As regiões que foram deixadas para trás na corrida à auto-suficiência em vacinas precisam de acesso total a todos os componentes da produção de vacinas, desde as fases iniciais até ao processo de fabrico e embalagem”, adiantaram os MSF.

Em resposta à pandemia, a organização abriu várias operações específicas por países em África, na América Latina, Ásia e Médio Oriente, onde apoiou a manutenção de serviços essenciais em hospitais esmagados por doentes infectados pelo coronavírus SARS-Cov-2 e prestou assistência a grupos vulneráveis.

A organização criticou a Pfizer por ter optado por um acordo bilateral com a Biovac, em vez de partilhar toda a informação necessária para a produção da sua vacina através de um centro de transferência de tecnologia criado pela Organização Mundial daSaúde (OMS) na África do Sul.

O acordo alcançado significa que a produção daBiovac será utilizada para abastecer os 55 países da União Africana.

África está actualmente a viver o pior da pandemia e a África do Sul, em particular, enfrenta uma taxa de mortalidade sem precedentes desta doença.-(LUSA)

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