Director: Júlio Manjate

A 26ª conferência das partes das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP26, foi adiada para data a anunciar em 2021 por causa da pandemia de coronavírus.  

Mais de 30 mil representantes do mundo deviam se reunir na sessão que estava marcada para Novembro na capital escocesa, Glasgow. No encontro seria discutido o aumento das promessas de redução de emissões de  com efeito de estufa.

O secretário-geral das Nações Unidas disse apoiar a decisão tomada pelo Reino Unido e pela Unfccc quando centenas de pessoas estão doentes e muitas mortes acontecem devido à covid-19. Em nota, António Guterres destaca que a necessidade de suprimir o vírus e proteger vidas é agora a principal prioridade.

O chefe da ONU sublinha que devem continuar os esforços para aumentar a ambição e a acção em relação à mudança climática, sobretudo enquanto os países tomam medidas para se recuperar da situação do novo coronavírus.

O secretário-geral afirmou ainda que a “ciência do clima não mudou, as emissões estão agora em um nível recorde e os impactos estão se multiplicando e aumentarão os desafios socioeconómicos que essa crise irá intensificar.”

Para António Guterres, a crise reforça a importância da ciência e das evidências que guiam políticas dos governos e a tomada de decisões.

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Depois do Zimbabwe e Lesotho, terem entrado ontem em confinamento total, outros países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) poderão juntar-se a lista em breve, anunciando tais medidas nos seus territórios para conter a propagação do novo coronavírus.

Um dos casos é a Namíbia, cujo Presidente, Hage Geingob, anunciou no domingo que nos próximos dias o país poderá passar a um confinamento a nível nacional. Na semana passada foi decretado um confinamento parcial, de 27 de Março a 17 deAbrilem três regiões do pais.

Geingob, que visitou domingo alguns bairros pobres da capital, Windhoek, para inspeccionar como o público estava lidando sob as condições de restrição, disse que a Namíbia entrará em breve em bloqueio nacional, numa altura em que o número de casos confirmados no país subiu para 11.

Já na Zambia, o Presidente Edgar Lungu, disse que devido ao facto de ser um pais do Hinterland, “significa que com uma crise dessa magnitude,  nos encontraremos sob o bloqueio forçado, se todos os nossos vizinhos fecharem as suas fronteiras. Esta situação nos faria economicamente vulneráveis e mais fracos”.  O pais regista 35 infectados pelo Covid-19. Portanto, a Zambia poderá faze-lo se ficar isolado do resto da região da SADC.

A África do Sul está em confinamento total há cinco dias. O país registou até ontem 1280 casos, dos quais 31 recuperaram e dois morreram. No entanto, centenas de pessoas foram presas em Cabo Ocidental e Gauteng por desrespeitar os regulamentos de bloqueio, criados para conter a propagação do mortal Covid-19. Em Gauteng, a Polícia prendeu 281 pessoas desde domingo. No Cabo Ocidental, 603 pessoas foram detidas desde o início do bloqueio à meia-noite de quinta-feira-para sexta-feira.

No meio do confinamento há excepções para saídas de casa, uma delas para a colecta de subsídios sociais. Por isso, ontem em Alexandra, Diepsloot, Mamelodi e Tembisa (arredores de Joanesburgo), os sul-africanos fizeram longas  filas para receber os seus subsídios sociais, sem respeitar a regra do distanciamento social.

Ontem foi o primeiro dia de um bloqueio de 21 dias no Lesotho e imagens de policiais e soldados fazendo cidadãos rolarem no chão e a espancá-los tornaram-se virais nas redes sociais.

Isso apesar de o primeiro-ministro Thomas Thabane, ter apelado às forças de segurança para não violar os direitos das pessoas.

A Polícia disse que tomaria medidas contra os seus agentes que não atenderam a esse apelo.

O Lesotho tinha até ontem 10 casos suspeitos de Covid-19, alguns negativos e outros não confirmados.

O Zimbabwe, por seu lado, entrou ontem em quarentena total como medida preventiva face à pandemia de covid-19, mas o distanciamento social está a ser suplantado pela procura de alimentos, dinheiro e transporte público barato, conforme constataram, nas ruas de Harare, os jornalistas da Agência noticiosa Associated Press.

Com poucos casos de covid-19 confirmados e o país de 15 milhões de habitantes em quarentena, para muitos zimbabweanos, a opção pode ter de ser entre ficar contagiado ou morrer de fome.

O governo fechou as fronteiras e proibiu a concentração de mais de 50 pessoas, enquanto incentiva as pessoas a ficar em casa, mas a maioria dos zimbabweanos precisa de sair diariamente de casa para conseguir colocar comida na mesa. EWN/THENAMIBIAN/LUSA

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O ZIMBABWE entra hoje em confinamento de 21 dias, numa tentativa de conter a disseminação do coronavírus, que já fez um óbito de um total de cinco pessoas infectadas.

O anúncio foi feito sexta-feira pelo Presidente Emmerson Mnangagwa, que justificou que a decisão foi tomada depois que o Governo foi avisado de que o país enfrentava "potenciais ameaças graves", apesar de ter registado apenas cinco casos confirmados da Covid-19 até ao momento.

Num discurso em Harare, Mnangagwa disse que todos os serviços não essenciais deveriam interromper completamente as operações nos próximos 21 dias, enquanto as lojas e os mercados de alimentos irão operar sob a supervisão das autoridades de saúde.

Além dos mercados de alimentos, as indústrias que produzem alimentos, água e produtos sanitários também permanecerão abertos.

O Presidente Mnangagwa disse que o seu Governo está a trabalhar de forma a apoiar as empresas e a economia.

“À luz de paralisações em todo o mundo, o Governo galvanizará a indústria e as faculdades locais para produzir o que pudermos localmente; isso inclui a fabricação de desinfectantes, equipamentos de protecção individual e medicamentos", disse.

Como parte das medidas restritivas, todo o transporte público será paralisado, excepto a estatal ZUPCO (Zimbabwe United Passenger Company) e os autocarros dos funcionários do Governo, que observarão as práticas de distanciamento social e saneamento.

REPATRIADOS LIBERTADOS

A África do Sul, por seu lado, declarou um hotel, em Limpopo, como uma "zona livre" e não está mais em quarentena, disse ontem o Presidente Cyril Ramaphosa.

Ramaphosa falava fora do resort “The Ranch” antes de libertar 112 cidadãos que foram repatriados da cidade de Wuhan, na China, o epicentro do vírus que eclodiu em Dezembro de 2019.

Os evacuados, funcionários do hotel, tripulação do voo e equipa técnica foram todos colocados em quarentena no resort, a cerca de 25 quilómetros de Polokwane, há duas semanas.

Os cidadãos repatriados estão a preparar-se para desocupar hoje o resort em Limpopo, depois de todos terem testado negativo para o novo coronavírus, após serem colocados em quarentena, disse o Ministro da Saúde, Zweli Mkhize, no sábado.

Ramaphosa disse que ninguém na instalação havia contraído o vírus e foram tomadas todas as medidas de precaução para garantir que ninguém fosse infectado.

“Agradeço, porque vocês se voluntariaram. Não foram obrigados nem arrastados de onde estavam”, disse o Presidente e elogiou o grupo pela maneira como se comportou ao longo da missão.

A África do Sul cumpre hoje o quarto dia de confinamento. No total, o país já registou 1187 casos da Covid-19, dos quais 31 recuperaram e um morreu.

(Notícias/CITYPRESS/EWN/NEWS24)

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A pandemia do Covid-19 causou hoje os primeiros dois mortos na África do Sul, que ultrapassou já a barreira dos mil infectados, anunciou o ministro da Saúde, Zweli Mkhize.

“Registamos os nossos primeiros mortos do Covid-19. Duas pessoas morreram na província do Cabo Ocidental", no sudoeste do país, e o número de casos confirmados "ultrapassou a barreira do milhar", de acordo com um comunicado.

A África do Sul iniciou, às 00:00 de hoje (23:00 de quinta-feira em Lisboa), três semanas de confinamento geral no país, onde "ninguém deverá sair de casa, excepto em circunstâncias excepcionais", anunciou o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

“As empresas que são essenciais à produção e transporte alimentar, bens essenciais e ao fornecimento de bens de saúde vão permanecer no activo”, declarou.

O Continente Africano registou até hoje 87 mortos devido ao novo coronavírus, ultrapassando os 3200 casos contaminados, em 46 países, porém já infectou mais de 505 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 23 000.

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se rapidamente por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com quase 275 000 infectados e 16 000 mortos, é aquele onde está a surgir actualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 8 165 mortos em 80 539 casos registados até hoje.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 4 089, entre 56 188 casos de infecção confirmados.

Os países mais afectados a seguir à Itália, Espanha e China são o Irão, com 2234 mortes reportadas (29 406 casos), a França, com 1696 mortes (29 155 casos) e os Estados Unidos, com 1178 mortes.

Os Estados Unidos tornaram-se quinta-feira o país com mais casos de infecçãos no mundo, ultrapassando Itália e a China, com mais de 85 mil casos.

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O Governo angolano decretou a suspensão, a partir das 00:00 (zero) horas do dia 20 de Março de 2020, de todos os voos comerciais e privados de passageiros de Angola para o exterior e vice-versa, por 15 dias, prorrogáveis, por igual período de tempo, em função do comportamento global da pandemia do Covid-19.

Segundo um decreto presidencial assinado quarta-feira (18) pelo Presidente angolano, João Lourenço, todos os passageiros que desembarcarem nos aeroportos nacionais até às zero horas do dia 20 de Março de 2020 devem preencher no momento do desembarque um formulário para o controlo sanitário obrigatório, entregue pelas autoridades competentes.

A nota sublinha, igualmente, que os referidos passageiros devem ficar em casa, por um período mínimo de catorze dias, e cumprir com as orientações do Ministério da Saúde.

De acordo com o decreto provisório, é proibida a visita aos cidadãos abrangidos durante o período de tempo em que estiverem em quarentena.

INTERDITAÇÃO NAS FRONTEIRAS TERRESTRES

Fica, igualmente, interdita a circulação de pessoas nas fronteiras terrestres a partir das 00:00 (zero) horas do dia 20 de Março de 2020, por 15 (quinze) dias, prorrogáveis, por igual período de tempo, em função do comportamento global da pandemia do COVID-19.

O decreto interdita, também, a atracagem e o desembarque de navios de passageiros e respectivas tripulações, provenientes do exterior do país, em todos os portos nacionais, a partir das 00:00 (zero) horas do dia 20 de Março de 2020, por 15 (quinze) dias, prorrogáveis, por igual período de tempo, em função do comportamento global da pandemia do COVID-19.

A medida, ressalta a nota, não é aplicável à atracagem e desembarque de navios de carga.

Em relação aos navios de carga, apenas é permitido o desembarque das tripulações em caso de necessidade de assistência por razões médicas e humanitárias, observando-se em todo o caso o protocolo de prevenção estabelecido para o combate à pandemia do COVID-19.

MEDIDAS PREVENTIVAS

O documento proíbe a realização de eventos públicos, como cultos religiosos, actividades culturais, recreativas, desportivas, políticas, associativas, turísticas, privadas e de qualquer outra índole, com a aglomeração de mais de 200 (duzentas) pessoas.

Acrescenta que todos os estabelecimentos públicos e privados, incluindo centros comerciais, mercados, restaurantes, bares, lanchonetes, estações ferroviárias e rodoviárias, portos, aeroportos, locais de culto, escritórios, escolas e outros locais de congregação que se mantiverem abertos ao público devem criar as condições adequadas e acessíveis para a higiene das mãos, com sabão e água corrente, ou desinfectante à base de álcool e gel.

Por outro lado, o documento recomenda a todos os cidadãos a observância de restrição no contacto pessoal próximo, como apertos de mão e abraços, principalmente, em ambientes congregacionais, como escolas, escritórios, locais de culto e outros.

Por último, recomenda, especialmente, a observância de rigorosas normas de higiene, nos termos das recomendações do Ministério da Saúde, nos meios de transporte colectivo de passageiros, como autocarros, táxis, comboios, aviões e navios.

(Angop)

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