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Categoria: Internacional
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TAIWAN informou hoje (09) que 11 suspeitos procurados pelo homicídio do Presidente do Haiti, Jovenel Moise, tinham invadido o perímetro da embaixada em Port-au-Prince, antes de serem detidos pela polícia haitiana.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Taiwan, Joanne Ou, disse que a embaixada foi encerrada na quarta-feira (07) "por razões de segurança", após o assassínio.

"Ao amanhecer de 08 [de Julho], a segurança da embaixada descobriu que um grupo de homens armados tinha invadido o pátio da embaixada", disse à agência de notícias France-Presse (AFP). "O pessoal de segurança informou imediatamente o pessoal da embaixada e a polícia haitiana", acrescentou.

"A pedido do Governo haitiano, e a fim de ajudar na detenção dos suspeitos, a embaixada deu autorização à polícia haitiana para entrar no perímetro da embaixada".

Em comunicado, a embaixada de Taiwan em Port-au-Prince descreveu os homens como "mercenários" e suspeitos do assassínio.

"A polícia lançou uma operação [na quinta-feira] por volta das 16:00 (22:00 de Moçambique) e conseguiu deter 11 suspeitos", adiantou a embaixada.

"A operação foi conduzida sem problemas", prosseguiu, classificando também o homicídio de "cruel e bárbaro".

A embaixada de Taiwan no Haiti está localizada não muito longe da residência onde o Presidente foi assassinado.

O Haiti é um dos 15 países do mundo que continua a reconhecer diplomaticamente Taiwan. A China considera Taiwan uma parte do seu território.

As autoridades haitianas detiveram 15 colombianos e dois norte-americanos de origem haitiana pelo alegado envolvimento no assassínio do Presidente do Haiti, Jovenel Moise, anunciaram fontes oficiais.

O comando que cometeu o homicídio integra 26 colombianos e dois norte-americanos, segundo informações fornecidas pelo director-geral da Polícia, Leon Charles, numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro interino, Claude Joseph, na qual foram apresentados os detidos.

Charles disse que oito "mercenários" colombianos estão em fuga e "activamente" procurados, enquanto os outros três foram mortos em tiroteios com as forças de segurança.

As autoridades tinham anteriormente comunicado a morte de quatro suspeitos, mas baixaram esse número sem qualquer explicação.

Dois dos detidos foram capturados por um grupo de civis, que os levaram amarrados com cordas para uma esquadra de polícia no bairro de Pétion-Ville, no bairro de Port-au-Prince.

Dezenas de pessoas reuniram-se com a intenção de linchar os suspeitos e atear fogo a três carros apreendidos pela polícia aos detidos.

O Governo colombiano já reagiu às detenções e afirmou que dois dos colombianos detidos no Haiti são membros reformados do exército colombiano.

O Presidente do Haiti, Jovenel Moïse, foi assassinado na quarta-feira, num ataque de homens armados à sua residência, em Port-au-Prince.- LUSA