Director: Lázaro Manhiça

CUBA amanheceu segunda-feira (12)sem internet móvel e com uma forte presença policial nas ruas de Havana, um dia após milhares de cubanos saírem às ruas em protesto contra o governo e a crise económica e sanitária que atravessam.

Uma “calma tensa” é como a jornalista da agência de notícias espanhola EFE classificouo dia depois dos maiores protestos anti-governamentais registados desde os anos 90.

Sem internet na ilha, a jornalista diz ser difícil “saber ao certo” o que se passa em todo o país, sendo que até meio da tarde – 15:00 em Cuba e 21:00 em Moçambique– não havia relatos nem divulgação de novas manifestações.

A imagem do dia foi, por isso, protagonizada por dezenas de mulheres reunidas em frente às esquadras da polícia para tentar obter informações sobre o paradeiro de maridos, filhos e parentes presos ou desaparecidos durante as manifestações.

Até ao momento, as autoridades não divulgaram ainda um número oficial de detenções, mas existe uma lista provisória elaborada por activistas locais que conta já com 65 nomes só em Havana.

A EFE ouviu relatos de mulheres que denunciaram que maridos, filhos e sogros foram espancados antes de desaparecerem.

As denúncias contrariam a versão do presidente Miguel Díaz-Canel, que segunda-feira na televisão recusou as acusações.

O presidente voltou a acusar os Estados Unidos de estar por trás das manifestações e de ser responsável pela situação económica do país, devido ao embargo que mantém a Cuba há seis décadas.-LUSA

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