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Categoria: Internacional
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O PRESIDENTE sul-africano, Cyril Ramaphosa, considerou ontem, na província do KwaZulu-Natal (KZN), que as acções de violência, saques e intimidação que causaram mais de duas centenas de mortos foram “instigadas, planeadas e coordenadas”.

A violência já causou pelo menos 212 mortos e mais de 2.550 detenções, divulgou ontem a Presidência sul-africana

“Estamos extremamente preocupados com o que aconteceu e estamos a envidar todos os esforços para lidar com a situação e é óbvio que os saques e a violência foram instigados. Foi planeada e coordenada por pessoas”, disse o Presidente Ramaphosa, de visita ao centro comercial Bridge City Mall, na área de KwaMashu.

Ramaphosadisse que os Serviços de Informação estão a aproximar-se dos responsáveis pela violência nas províncias de Kwazulu-Natal e Gauteng.

O Chefe de Estado sul-africano afirmou que os instigadores do caos que envolveu Gauteng e kwazulu-Natal não serão autorizados a espalhar a anarquia nem a instabilidade.

“Foram identificados pelos agentes de segurança 12 suspeitos da alegada insurreição”, mas o trabalho prossegue.

“Não vamos permitir que haja caos e anarquia. Infelizmente, já se causou muita destruição no país e há pessoas que perderam a vida”, acrescentou.

Ramaphosa referiu, no entanto, que as autoridades desconhecem as intenções dos instigadores que estão por detrás da violência.

Aplaudiu os cidadãos que “defenderam a democracia”, referindo-se à actuação de civis armados, que saíram à rua para defender comunidades, residências e negócios.

Na óptica de Ramaphosa, que é também presidente do ANC, o partido no poder desde 1994 na África do Sul, “a violência já não é sobre mobilização étnica”.

A Ministra da Presidência, Khumbudzo Ntshavheni, referiu na quinta-feira que as autoridades sul-africanas estão a investigar 12 pessoas, que o Governo considera serem os alegados “instigadores” da actual onda de violência, saques e intimidação no país, salientando que um dos suspeitos está sob custódia policial, sem avançar detalhes.

As acções violentas foram planeadas por agentes de informação sul-africanos e outros quadros leais ao ex-Presidente Jacob Zuma, 79 anos,preso desde 7 de Julho por desrespeito ao Tribunal Constitucional, segundo as autoridades. - (LUSA)