Director: Lázaro Manhiça

O DEPUTADO brasileiro Ivan Valente pediu quarta-feira (21) à Procuradoria-Geral da República (PGR) que abra uma investigação para apurar se o vice-Presidente brasileiro cometeu improbidade administrativa por defender interesses da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) numa viagem recente a Angola.

“Accionámos a PGR contra [Hamilton] Mourão pela viagem a Angola com dinheiro público para advogar por Edir Macedo(lider da IURD). O vice-Presidente até confessou que foi tratar de interesses privados da Igreja Universal, expulsa de Angola por crimes como lavagem [branqueamento] de dinheiro, racismo e associação criminosa”, referiu Ivan Valente, na sua conta na rede social Twiter.

O deputado filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que faz oposição ao Governo liderado pelo Presidente Jair Bolsonaro, já havia informado que pediria às autoridades uma investigação sobre o caso por considerar que Mourão usou uma viagem oficial a Angola, financiada com dinheiro público, para defender interesses privados da IURD.

Mourão representou o Brasil na XIII Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), celebrada dias 16 e 17 de Julho corrente, na capital angolana, Luanda.

O vice-Presidente confirmou que tentou interceder junto do Governo angolano em favor dos membros brasileiros da IURD, alegando ter recebido uma orientação do Presidente Bolsonaro para tratar deste assunto.

Mourão, porém, não confirmou a recusa do Presidente angolano, João Lourenço, em receber uma comissão de parlamentares brasileiros e disse apenas que a referida viagem está a ser negociada pela embaixada do Brasil e o Ministério de Relações Exteriores angolano e, por enquanto, “não há resposta sobre isso”.

A IURD em Angola dividiu-se em duas facções, com uma parte, de origem angolana, a contestar a direcção brasileira. O Governo angolano acabou por reconhecer a facção angolana como a legítima representante da instituição religiosa no país, levando muitos pastores e bispos brasileiros a saírem de Angola, por falta de renovação dos vistos, e à suspensão da operação da televisão evangélica Record.

O conflito teve início em Novembro de 2019, quando um grupo de dissidentes angolanos decidiu afastar-se da direcção brasileira com várias alegações de crimes, nomeadamente de evasão de divisas, racismo, prática obrigatória de vasectomia, entre outras.LUSA

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