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Categoria: Internacional
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OS Médicos Sem Fronteiras (MSF) lamentaram quinta-feira (22) que o acordo para a empresa biofarmacêutica sul-africana Biovac fabricar a vacina contra a Covid-19 da Pfizer limita a transferência de tecnologia e conhecimentos que possibilitaria a sua produção independente em África.

“Em vez disso, o acordo significa que a Biovac permanecerá dependente da substância da droga das instalações europeias da Pfizer-BioNTech”, referiu a organização humanitária.

O consórcio Pfizer-German BioNTech desenvolveu a tecnologia RNA para a vacina da Covid-19, que foi uma das primeiras a ser utilizada internacionalmente para combater a pandemia.

“As regiões que foram deixadas para trás na corrida à auto-suficiência em vacinas precisam de acesso total a todos os componentes da produção de vacinas, desde as fases iniciais até ao processo de fabrico e embalagem”, adiantaram os MSF.

Em resposta à pandemia, a organização abriu várias operações específicas por países em África, na América Latina, Ásia e Médio Oriente, onde apoiou a manutenção de serviços essenciais em hospitais esmagados por doentes infectados pelo coronavírus SARS-Cov-2 e prestou assistência a grupos vulneráveis.

A organização criticou a Pfizer por ter optado por um acordo bilateral com a Biovac, em vez de partilhar toda a informação necessária para a produção da sua vacina através de um centro de transferência de tecnologia criado pela Organização Mundial daSaúde (OMS) na África do Sul.

O acordo alcançado significa que a produção daBiovac será utilizada para abastecer os 55 países da União Africana.

África está actualmente a viver o pior da pandemia e a África do Sul, em particular, enfrenta uma taxa de mortalidade sem precedentes desta doença.-(LUSA)