Director: Lázaro Manhiça

O PRESIDENTE da Rússia, Vladimir Putin, admite concorrer a outro mandato presidencial se os russos aceitarem, no referendo de 1 de Julho, as emendas constitucionais que lhe permitiriam permanecer no Kremlin após 2024, declarou ontem numa entrevista.

"Ainda não tomei uma decisão. Não afasto a hipótese de concorrer [às eleições] se a Constituição o estipular. Vamos ver", afirmou Putin, em entrevista ao canal Russia-1.

A actual Constituição, de 1993, não permite o exercício em funções do Chefe de Estado mais de dois mandatos consecutivos.

Porém, as alterações constitucionais aprovadas pelo Parlamento russo e enviadas ao Tribunal Constitucional (TC) eliminam a palavra "consecutivo" e permitem que o Presidente em exercício, no momento da entrada em vigor da revisão constitucional, ou seja, Putin, concorra à reeleição, independentemente do número de mandatos que já exerceu.

O Presidente russo, no poder há 20 anos, alertou na entrevista que, se as emendas à Constituição não forem adoptadas, seria necessário encontrar um sucessor nos próximos anos e que isso seria contraproducente.

"Temos que trabalhar, não procurar sucessores", alegou Putin.

Comments

O MALAWI realiza amanhã, terça-feira, novas eleições presidenciais, depois da anulação das anteriores devido a fraudes detectadas na reeleição de Peter Mutharika, ano passado.

O país é o segundo do continente africano a cancelar uma eleição para o mais alto cargo da nação, depois do Quénia,  em 2017.

O novo acto eleitoral tem como principais candidatos, novamente Peter Mutharika, com 79 anos e no poder desde 2014, e o rival Lazarus Chakwera, com 65 anos.

O terceiro candidato, Peter Kuwani, apresenta poucas hipóteses de atrapalhar o frente-a-frente de Mutharika e Chakwera.

A Comissão Eleitoral proclamou Mutharika vencedor das eleições de 21 de Maio de 2019, com 38,57% dos votos, quase 160 mil a mais do que os obtidos por Chakwera, com 35,41%.

Segundo o Banco Mundial, mais de metade dos seus 17 milhões de habitantes do Malawi vive abaixo da linha de pobreza.

Em Abril, milhares destes cidadãos, que sobrevivem de negócios quotidianos e do comércio informal, saíram às ruas para se oporem ao confinamento decretado por Peter Mutharika para impedir a propagação do novo coronavírus.

O sistema judicial decidiu suspender a ordem presidencial, por tempo indeterminado, com o argumento de que não previa qualquer ajuda a quem seria privado dos seus rendimentos.

Comments

A FUNDAÇÃO Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) alertou ontem para o agravamento da situação humanitária na África subsaariana, região de onde, no ano passado, mais pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas, fugindo de conflitos e violência.

O alerta surge por ocasião do Dia Mundial do Refugiado, que se assinalou sábado, atribuindo o deteriorar da situação à “crescente actividade de grupos jihadistas” na região.

Regina Lynch, directora de projectos internacionais da Fundação AIS, identifica o “aumento das operações de grupos jihadistas na região do Sahel, nomeadamente no Burkina Faso, Camarões e Nigéria, como estando na origem de mais de 4,6 milhões de novos deslocados em 2019.

Em todo o mundo, o número de deslocados internos e de refugiados atingiu um valor histórico de mais de 79,5 milhões, segundo dados das Nações Unidas.

Comments

O PRESIDENTE chinês, Xi Jinping, presidirá hoje, quarta-feira, a uma cimeira extraordinária China-África de solidariedade contra a Covid-19, em Beijing.

Durante o evento, que será realizado via link de vídeo, o líder chinês deverá proferir um discurso importante, anunciou terça-feira a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying.

Segundo a agência de notícias Xinhua, a cimeira é proposta em conjunto pela China; África do Sul, país que detém a presidência rotativa da União Africana (UA) e o Senegal, co-presidente do Fórum de Cooperação China-África.

Participarão também na cimeira líderes de países africanos, incluindo membros da Assembleia dos Chefes de Estado e de Governo da UA e presidentes rotativos das principais organizações sub-regionais africanas, além do presidente da Comissão da União Africana.

O secretário-geral das Nações Unidas e o director-geral da Organização Mundial da Saúde participarão na reunião, como convidados especiais.

Comments

O NÚMERO de mortos por Covid-19 em África subiu para 6.769, mais 305 nas últimas 48 horas, em quase 252 mil casos, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infectados subiu de 242.105 para 251.866, mais 9.761 nas últimas 24 horas. Já o número de recuperados é de 114.308, mais 4.331.

A África Austral é a que regista maior número de casos (77.230), com 1.603 mortos, a grande maioria concentrada na África do Sul, o país com mais casos em todo o continente (73.553) e onde há 1.568 vítimas mortais.

O Norte de África continua a liderar no total de mortes, com 2.811, contabilizando 69.669 infecções.

A África Ocidental regista 966 mortos, em 52.511 infectados; a África Oriental tem 838 vítimas mortais e 27.353 casos, enquanto na África Central há 551 mortos, em 25.103 infecções.

O Egipto é o país com mais mortos (1.672), em 46.289 infecções, seguindo-se a África do Sul e depois a Argélia, com 777 vítimas mortais e 11.031 infectados.

Entre os cinco países mais afectados, está também a Nigéria, com 424 mortos e 16.658 infectados, e o Gana, com 54 mortes, em 11.964 infecções.

Quanto aos países africanos lusófonos, a Guiné-Bissau é o que tem mais infecções e mortes, com 1.492 casos, registando 15 vítimas mortais.

Cabo Verde tem 759 infecções e seis mortos e São Tomé e Príncipe contabiliza 659 casos e 12 mortos.

Moçambique conta 609 doentes infectados e três mortos e Angola tem 142 casos confirmados de Covid-19 e seis mortos.

A Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), regista 1.664 casos e 32 mortos, de acordo com o último relatório do governo daquele país.

O primeiro caso de Covid-19 em África surgiu no Egipto, em 14 de Fevereiro, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infecção, em 28 de Fevereiro.

A pandemia da Covid-19 já provocou mais de 434 mil mortos e infectou quase oito milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado em finais de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Comments

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction