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Director: Lázaro Manhiça

CERCA de 800 pessoas receberam uma ou mais injecções de vacina falsa contra a Covid-19 no Uganda, um esquema gerido por médicos e enfermeiros "sem escrúpulos", anunciaram quarta-feira (21) as autoridades ugandesas.

As vacinas contrafeitas, por vezes misturadas com água, foram administradas entre Maio e Junho, no pico de uma onda de infecções pelo novo coronavírus no país da África oriental, com uma média de 1.700 novos casos por dia.

Oesquema tinha como alvo requerentes de vacinas,dispostos a pagar pelas suas injecções, numa altura em que o Uganda estava sem doses para a campanha de vacinação gratuita, disse o responsável pelo controlo dos serviços de saúde na presidência, Warren Naamara.

"Indivíduos sem escrúpulos, com a intenção de ganhar dinheiro, enganaram pessoas com falsas vacinas contra a covid-19", disse Naamara, em declarações à AFP.

"Dois trabalhadores da saúde foram presos, e um médico está em fuga", disse.

Os testes mostraram que os frascos não continham qualquer produto perigoso, mas "apenas água", disse o responsável.

As vítimas da burla pagaram entre 80.000 e 500.000 xelins ugandeses (entre 1,4 e 8,9 mil meticais) por cada vacina.

O Ministério da Saúde ugandês disse quarta-feira que o Governo estava a fornecer gratuitamente os imunizantescontra a Covid-19 aprovadas em locais de vacinação designados.

Desde 18 de Junho, as infecções e mortes por Covid-19 dispararam no Uganda, onde o Presidente Yoweri Museveni ordenou um rigoroso recolher obrigatório e uma paragem de 42 dias nos transportes públicos e privados.Desde então, o número de infecções diminuiu, com 252 novos casos por dia

Desde o início da pandemia, o Uganda registou 91.162 casos e 2.425 mortes pelo novo coronavírus, de acordo com os últimos dados das autoridades de saúde.-ANGOP

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A JUSTIÇA do Mali anunciou hoje (21) uma investigação sobre a tentativa de assassínio do Presidente de transição, Assimi Goïta, enquanto o alegado agressor, com motivos e identidade desconhecidos, continua a ser interrogado pelos serviços de informações. “Um indivíduo malicioso quis prejudicar a integridade física do Presidente de transição” no final da oração do Eid al-Adha na terça-feira (20) na Grande Mesquita de Bamako, disse numa declaração o procurador do Tribunal Superior (TGI) da comuna II de Bamako, Bourama Kariba Konate. E prosseguiu: “Tendo em conta estes factos, que são susceptíveis de constituir delitos contra a segurança do Estado e tentativa de homicídio, foi aberto um inquérito com vista a lançar luz sobre este acontecimento”. O coronel Goïta, autor de dois golpes em menos de um ano, incluindo o que derrubou o Presidente Ibrahim Boubacar Keita, em 18 de Agosto de 2020, escapou ileso da tentativa de agressão, cometida por um homem armado com uma faca. O alegado autor do ataque, que foi subjugado pelos guarda-costas do chefe de Estado, ainda estava hoje a ser interrogado na Segurança do Estado (serviços secretos), enquanto a polícia está a ouvir testemunhas, disse à agência AFP o Superintendente-Chefe Sadio Tomoda, do 3.º distrito policial de Bamako. A identidade do agressor não foi revelada. Sadio Tomoda disse na terça-feira à noite que era um “professor”, sem mais pormenores. Até agora, as autoridades não forneceram oficialmente nenhuma pista quanto aos motivos do agressor, num país que é altamente instável politicamente e que tem sido afectado pela violência desde 2012. “Quando se é líder, há sempre descontentes, há pessoas que, em qualquer altura, podem querer tentar coisas para desestabilizar, para tentar ações isoladas”, disse o coronel Goïta na televisão nacional, na terça-feira, dizendo que estava “muito bem”. -LUSA

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UMA centena de civis sequestrados no começo de Junho último por homens armados na cidade de Manawa, noroeste da Nigéria, foram libertados, após 42 dias de cativeiro, anunciaram nesta terça-feira (20) as autoridades do Estado de Zamfara.

“Em 08 de Junho de 2021, bandidos invadiram a cidade de Manawa e sequestraram 100 habitantes, incluindo mulheres, homens e menores”, diz um comunicado da polícia de Zamfara. “As vítimas, que estiveram nas mãos dos sequestradores por 42 dias, foram libertadas sem pagamento de resgate”, assinala o texto, sem dar detalhes.

O noroeste da Nigéria é palco há anos da actividade de grupos criminosos que atacam, saqueiam e sequestram a população, roubando o seu gado e queimando suas casas. O Exército reforçou o seu efectivo e enviou aviões de combate à região para acabar com a violência dos "bandidos", que se tornaram sequestradores em massa de estudantes em troca de resgates.

Os criminosos refugiam-se na floresta de Rugu, que se estende pelos Estados de Níger, Katsina, Kaduna e Zamfara. As autoridades de Zamfara negociam há mais de um ano acordos de amnistia em troca da entrega de armas. Em Dezembro passado, negociaram a libertação de 344 jovens sequestrados por bandidos num internato localizado no Estado vizinho de Katsina.

Cada vez que há uma libertação, autoridades negam ter pago resgate, mas os especialistas em segurança não acreditam e alertam que essa prática pode levar ao aumento dos sequestros em regiões assoladas pela extrema pobreza e com pouca segurança.

O Presidente Muhammadu Buhari é cada vez mais criticado peloseu fracasso em garantir a segurança no país mais populoso da África.

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AS empresas farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram hoje (21) que o grupo sul-africano Biovac vai iniciar a produção da sua vacina contra a Covid-19 na África do Sul, no início de 2022, uma estreia no continente africano.

As empresas "assinaram uma carta de intenções" com a Biovac que lhes permitirá fornecer até 100 milhões de doses por ano aos países africanos.

A transferência de tecnologia e a instalação das máquinas necessárias para engarrafar o produto, a fase final de fabrico, começará "imediatamente", de acordo com uma declaração das empresas.

O soro será transportado a partir das fábricas europeias dos dois laboratórios, que manterão assim o controlo sobre o fabrico do RNA do mensageiro, a “fase mais delicada e crucial”. Será então engarrafado e distribuído "exclusivamente nos 55 países-membros da União Africana", segundo a alemã BioNTech e a norte-americana Pfizer.

"Este é um passo crucial no reforço do acesso sustentável às vacinas" e a colaboração "permitirá uma distribuição mais ampla de doses a pessoas em comunidades de difícil acesso, especialmente no continente africano", referiu Morena Makhoana, presidente da Biovac.

As desigualdades geográficas permanecem gritantes face à pandemia, tendo os países desenvolvidos aplicado programas de vacinação extensivos, por um lado, e os países mais pobres ficado muito para trás:  1,6% das doses administradas a nível mundial foram administradas em África, que tem 17% da população mundial, de acordo com dados compilados pela AFP.

A OMS estimou recentemente que apenas 2% dos africanos, ou 16 milhões de pessoas, foram totalmente imunizados.

Antes da produção local, que chegará tarde para responder ao actual surto de casos da variante Delta, África depende para o fornecimento das suas vacinas principalmente do mecanismo internacional Covax e das doações, que, no entanto, estão a chegar “a conta-gotas”.

África regista 159.719 mortes devido à Covid-19, num total de 6.281.998 casos de infecção com o novo coronavírus desde que em Fevereiro o Egipto notificou o primeiro caso da doença no continente, segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC).-(LUSA)

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CERCA de 40% dos produtos cultivados a nível mundial não são consumidos, sendo o desperdício correspondente a 10% dos gases com efeito de estufa que provocam o aquecimento global, alerta hoje (21) o Fundo Mundial para a Natureza (WWF). 

A produção de alimentos utiliza grandes quantidades de terreno, água e energia, o que provoca um aumento dos gases com efeito de estufa equivalente a "quase o dobro" das emissões anuais de todos os automóveis dos Estados Unidos e da Europa, refere o relatório do WWF.

Em termos absolutos, o relatório estima que todos os anos são desperdiçados 2,5milmilhões de toneladas de alimentos, das quais 900 milhões nos estabelecimentos de venda e nas casas dos consumidores. 

"Este relatório mostra que o problema é provavelmente maior do que o que imaginávamos", disse à Efe Pete Pearson, responsável pela Iniciativa Mundial sobre a Perda e Desperdícios de Alimentos do WWF. 

Anteriormente, a organização ambientalista tinha calculado que a perda de alimentos correspondia à metade do que foi agora divulgado: 1,3mil milhões de toneladas. 

Segundo Pete Pearson, a crise sanitária da Covid-19 agravou a tendência ao causar interrupções em grande escala nas cadeias de distribuição, forçando cancelamentos de contratos, fecho de restaurantes e deixando grandes quantidades de alimentos nas unidades de produção agrícola e que não foram consumidos.  

Mais de 4,4 milhões de quilómetros quadrados de terreno e 760 quilómetros cúbicos de água utilizam-se para produzir 1,2 milhões de toneladas de comida que de desperdiçam no campo, durante e depois das colheitas, ou que são desviados para outros usos como a alimentação animal ou para a produção de biocombustíveis. 

Segundo o WWF, estas quantidades equivalem a uma extensão maior do que o subcontinente indiano e um volume de água correspondente a 304 milhões de piscinas olímpicas. 

O relatório indica que os países da Europa, América do Norte e Estados industrializados da Ásia contribuem com 58% destas perdas verificadas nas colheitas agrícolas mundiais.

Apesar do valor mais elevado das perdas ocorrer no meio agrícola, as políticas dos governos concentram-se na última fase da cadeia de distribuição (venda e consumo), critica o WWF que pretende concentrar a gravidade do problema nos vendedores e nos consumidores. 

O documento conclui que para se conseguir uma redução significativa, os governos e os mercados devem adoptar medidas para apoiar os agricultores de todo o mundo no sentido de atingir um compromisso com vista à redução do desperdício. 

O responsável pelo WWF refere ainda que apesar de o estudo visar a produção agrícola e não os produtos de origem animal, é importante reduzir o consumo de carne, por questões relacionadas com a saúde dos consumidores e ambientais. 

Mesmo assim Pearson reconhece que em alguns países a redução do consumo de carne não é possível.

"Propor um padrão único de consumo ou sistema de produção não iria abarcar a complexidade dos sistemas de alimentação, cultura, história e ciência", disse Pearson que defende medidas sobre o assunto. 

"Onde se decidir a continuar a consumir alimentos de origem animal deve ser assegurado que a produção vem de sistemas sustentáveis", acrescentou.-(LUSA)

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