Director: Lázaro Manhiça

UM total de 45 pessoas morreram no passado dia 21 numa debandada, ocorrida no estádio de Dar-es-Salam, onde se realizava uma homenagem ao falecido presidente John Magufuli, anunciou a polícia da Tanzania esta terça-feira.

“Havia muitas pessoas que queriam entrar no estádio e algumas não foram pacientes. Forçaram a entrada e isso provocou uma debandada, e consequentemente a morte de 45 pessoas no incidente", disse à agência AFP, Lazaro Mambosasa, o comandante da polícia regional de Dar-es-Salam.

Alguns dias após o anúncio da morte de John Magufuli, a 17 de Março, dezenas de milhares de tanzanianos compareceram no Estádio de Uhuru, em Dar-es-Salam, onde o corpo do antigo Presidente foi exposto, iniciando uma semana de homenagens por todo o país.

Mais tarde, multidões também lotaram um terminal do aeroporto quando o caixão partiu para a capital Dodoma, onde um funeral estatal foi realizado no dia seguinte.

O corpo foi então transportado para o arquipélago semi-autónomo de Zanzibar e para a cidade de Mwanza, entre outros locais. John Magufuli foi enterrado na sexta-feira na sua cidade natal de Chato, no noroeste do país.

Segundo a versão oficial das autoridades, o chefe de Estado, de 61 anos, que estava no poder desde 2015, morreu de problemas cardíacos de que padecia há uma década.

Mas a oposição diz que o Presidente, tinha minimizado o impacto do novo coronavírus e recusado tomar medidas para travar a pandemia, na verdade morreu de covid-19, na semana anterior.

De acordo com a Constituição, a vice-Presidente Samia Suluhu Hassan assumiu o cargo de seu sucessor, tornando-se a primeira mulher a liderar a Tanzânia. (RM-NM)

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A UNIÃO Africana (UA) vai comprar até 400 milhões de vacinas contra a Covid-19 à farmacêutica Johnson & Johnson, alcançando metade do objectivo de vacinar 750 milhões de pessoas, anunciou ontem o Banco Africano de Exportações e Importações (AFREXIMBANK).

"Todos os países membros da União Africana vão ter acesso a 200 milhões de doses da vacina da Johnson & Johnson contra a Covid-19, com o potencial de poderem encomendar mais 180 milhões de doses adicionais, através de um acordo assinado a 28 de Março através do Fundo Africano de Aquisição de Vacinas", lê-se numa nota do AFREXIMBANK enviada ontem à LUSA.

"A maioria será produzida no gigantesco laboratório da África do Sul operado pela Aspen Pharma e as vacinas serão disponibilizadas aos países africanos através da Plataforma Africana de Fornecimento de Equipamentos Médicos num período de 18 meses", acrescenta-se ainda no texto.

A transação foi possível através do fundo de 2 mil milhões de dólares (139,3 mil milhoes e meticais) aprovado pelo AFREXIMBANK, que agiu como intermediário financeiro em toda a operação, diz o banco, agradecendo "o apoio da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA) e do Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para as Crianças [UNICEF]".

No comunicado, o banco multilateral vocacionado para os investimentos salienta ainda que esta é a vacina preferida pela maioria dos países africanos e aponta que o pagamento pode ser feito em dinheiro ou usando as plataformas financeiras do próprio AFREXIMBANK.

CUMPRIR 50% DO OBJECTIVO

"A aquisição directa das vacinas pelos Estados africanos através da iniciativa AVATT [Grupo de Trabalho para a Aquisição de Vacinas em África] faz parte do objectivo continental de atingir um mínimo de 60% de imunização da população africana para eliminar a Covid-19, uma meta que está em linha com outras regiões, como a Europa e os Estados Unidos", lê-se no comunicado, que lembra ainda que "a comunidade internacional de doadores comprometeu-se a fornecer 27% das vacinas através da iniciativa COVAX e GAVI, enquanto África terá de encontrar o resto".

Para o director do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças da UA (Africa CDC), John Nkengasong, "esta transação permite que África cumpra quase 50% do objectivo de vacinar 750 milhões de africanos, e a grande vantagem desta vacina é que é de toma única, o que a torna fácil de distribuir de forma rápida e eficaz, e com isso salva vidas".

África regista, desde o início da pandemia, quase 112 mil vítimas mortais e 4,1 milhões de infectados com o coronavírus SARS-CoV-2, de acordo com o África CDC.- (LUSA)

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MAIS de 400 navios aguardavam para atravessar o canal, que ficou seis dias bloqueado pelo mega-navio que encalhou. Serão necessários vários dias para acabar com o “engarrafamento” das embarcações.

Foi ontem reaberto o tráfego de mercadorias no Canal de Suez, Egipto, depois que se conseguiu desencalhar o navio porta-contentores “Ever Given”, que há quase uma semana bloqueava a via.

As equipas de resgate no Canal de Suez conseguiram desencalhar o navio depois de muitas tentativas fracassadas. Segundo a Bloomberg, o provedor de serviços marítimos Inchcape conseguiu o feito quase uma semana depois que o navio gigante ficou preso, atravessado em diagonal no canal, e impedindo a passagem numa das rotas comerciais mais importantes do mundo.

A agência de governo do Egipto que gere o Canal de Suez (SCA, na sigla em inglês) liberou o tráfego de navios na hidrovia às 19h00 do Cairo (mesma hora em Moçambique) de ontem.

Havia mais de 400 navios que aguardavam para atravessar o canal, que é a principal ligação marítima entre a Ásia e a Europa e por onde passam cerca de 12% de todo o comércio global.

Segundo o presidente da SGA, Osama Rabie, serão necessários três dias e meio para que todos os navios na fila de espera consigam atravessar o canal.

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MORREU ontem o ex-Presidente de Madagáscar Didier Ratsiraka, aos 84 anos, anunciou no Twitter o actual chefe de Estado, Andry Rajoelina, citado pela France-Presse.

Hospitalizado no início da semana devido a uma gripe, Didier Ratsiraka foi Presidente da grande ilha do Oceano Índico ao largo de Moçambique de 1975 a 1991 e de 1997 a 2002.

“Os malgaxes perderam um ilustre patriota”, escreveu Rajoelina.

Ratsiraka foi oficial da Marinha, tendo sido apelidado de “Almirante Vermelho” devido às políticas socialistas, e chegou ao poder através de um golpe militar.

Instigador da “Revolução socialista malgaxe”, que se revelaria um fracasso económico e social, este activista anti-colonial, deixou um legado na educação e nos nomes das cidades.

Um movimento de contestação entre 1991 e 1992 obrigou-o a deixar o poder e a aceitar a transição liberal exigida pelo seu opositor da altura, Albert Zafy, que lhe viria a suceder como chefe de Estado.

O “Almirante Vermelho” reassumiria depois o poder em 1997, mas foi novamente expulso no final da eleição presidencial seguinte. Depois de uma votação contestada, manifestações e confrontos armados eclodiram nas ruas do país, de Dezembro de 2001 a Julho de 2002, entre partidários de Dider Ratsiraka e do seu novo adversário, o então presidente de Antananarivo, Marc Ravalomanana.

Ravalomanana foi finalmente declarado o vencedor e Ratsiraka forçado ao exílio em França durante nove anos.

Em 2003, Ratsiraka foi condenado à revelia a dez anos de trabalho forçado por “desvio de dinheiro público” e depois a cinco anos de prisão por colocar em risco a segurança do Estado. Estas sentenças viriam a ser canceladas em 2009.

Há dez anos que estava presente na cena política malgaxe, sendo regularmente convidado para fazer análises em programas políticos. - (LUSA)

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O BRASIL registou 3.368 mortes por Covid-19, nas últimas 24 horas, que totalizou neste sábado (27) 310.694 óbitos. A média de mortes no país nos últimos 7 dias chegou a 2.548, um novo recorde desde o início da pandemia.

Em comparação à média de 14 dias passados, a variação foi de +39%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.

Passam 66 dias seguidos com a média de mortes acima da marca de mil; pelo vigésimo dia a marca aparece acima de 1,5 mil; e o país completa agora 11 dias com essa média acima dos 2 mil mortos por dia.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 12.489.232 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 81.909 desses confirmados no último dia. A média nos últimos 7 dias foi de 77.128 novos diagnósticos diários. Isso representa uma variação de +16% em relação aos casos registados em duas semanas, o que indica tendência de aumento nos diagnósticos.

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