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Director: Lázaro Manhiça

O PRESIDENTE de Angola, João Manuel Lourenço rejeitou receber uma delegação parlamentar brasileira que pretende defender os interesses da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) no país africano, informou terça-feira (20) o jornal Folha de S.Paulo, do Brasil.

O pedido para que Lourenço aceitasse se encontrar com uma missão liderada pelo deputado Marcos Pereira, bispo licenciado da IURD, terá sido feito pelo vice-Presidente brasileiro, Hamilton Mourão, durante a última cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), celebrada na semana passada em Luanda.

Eleito com forte apoio dos evangélicos, entre eles parlamentares que são bispos da IURD, o Governo brasileiro liderado pelo Presidente Jair Bolsonaro tem sido cobrado pela IURD a interferir na defesa da instituição em Angola, onde a igreja enfrenta uma crise desde 2019.

Segundo os ‘media’ brasileiros, Bolsonaro escalou Mourão para fazer um apelo a Lourenço em favor da IURD, aproveitando para tanto a agenda da CPLP.

Em entrevista à Lusa na cimeira da CPLP, Mourão já havia afirmado que pretendia debater o tema e defendeu que “essa questão da Igreja Universal aqui [em Angola] é uma questão que afecta o Governo e a sociedade brasileira pela penetração que essa igreja tem e pela participação política que ela possui [no Brasil], com um partido que é o Partido Republicano, que representa o pessoal da Igreja.”

“O Governo brasileiro gostaria que se chegasse a um consenso entre essas duas partes e que aqui o Estado angolano recebesse a delegação parlamentar brasileira que quer vir aqui para tentar chegar a um acordo e a um ponto em que se arrefeça as diferenças que ocorreram”, referiu Mourão.

A Folha destacou, citando interlocuctores com conhecimento sobre o assunto, que num encontro bilateral com Loureiro,o vice-presidente brasileiro pediu a ele um tratamento justo à IURD nos processos judiciais que correm contra a denominação em Angola e solicitou ao Presidente angolano que recebesse a missão de parlamentares evangélicos em Angola.

Lourenço, por sua vez, terá respondido que não era adequado que uma delegação de congressistas brasileiros fosse recebida por ele, mas disse que os parlamentares seriam bem-vindos num encontro com deputados angolanos, sempre que devidamente convidados pelo Parlamento de Angola.

Questionado nesta terça-feira(20)sobre o pedido que terá feito ao chefe de Estado de Angola, Mourão não mencionou a alegada recusa e disse aos ‘media’ locais que a viagem dos parlamentares está ser negociada pela embaixada brasileira e o Ministério de Relações Exteriores angolano e, por enquanto, “não há resposta sobre isso.”

Em causa está um conflito interno da IURD e Angola, que dividiu os seus membros em duas alas, uma liderada até hoje pelo bispo brasileiro Honorilton Gonçalves e a outra pelo bispo angolano Valente Bezerra.- LUSA

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O PRESIDENTE do Chadema, Freeman Mbowe, foi detido junto com outros 10 membros, na cidade de Mwanza (noroeste) por planearem uma manifestação, anunciou esta quarta-feira (21) o partidoda oposição da Tanzania.

"Freeman Mbowe foi abordado por um exército de polícias ao chegar ao hotel às 02:30, horário local (01:30 em Moçambique) e foi preso junto com outros líderes", declarou Chadema, o principal partido da oposição na Tanzânia, numa mensagem publicada na rede social Twitter e assinada pelo seu director de comunicações, John Mrema.

“Os outros dirigentes foram levados para a esquadra da polícia de Mwanza, mas o local para onde Freeman Mbowe foi transportado não é conhecido e, até ao momento, não há informações sobre o seu paradeiro”, acrescentou o partido, pedindo à polícia que diga onde está e porque está preso o líder opositor.

As prisões ocorreram horas depois de Mbowe convocar uma manifestação para exigir reformas constitucionais, apesar das restrições impostas pelas autoridades locais em Mwanza, devido à pandemia do novo coronavírus.

"Condenamos a repressão aos direitos dos tanzanianos da maneira mais veemente. São sinais de que a ditadura do Presidente [da Tanzânia, falecido] John Magufuli continua" no país, sublinhou ainda o partido.

O antigo Presidente John Magufuli, que governoua Tanzânia desde 2015, morreu em Março.

Além da luta contra a corrupção, a Presidência do chamado "Bulldozer" foi marcada nomeadamente por um traço autoritário, com repetidos ataques à oposição e um declínio das liberdades fundamentais.

De acordo com a Constituição, Samia Suluhu Hassan, vice-Presidente de Magufuli nas eleições de 2020, acabou por o suceder.

Desde a sua posse, Samia Suluhu Hassan anunciou uma alteração face à política do seu antecessor, defender a democracia e as liberdades fundamentais.-LUSA

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O PRESIDENTE de transição do Mali, Assimi Goïta, sofreu hoje (20) uma tentativa de ataque com faca, quando se encontrava na Grande Mesquita em Bamako a participar no rito muçulmano de Eid al-Adha, a Festa do Sacrifício.

Segundo a agência AFP, duas pessoas tentaram apunhalar o coronel Goïta, que foi retirado do local, sem que se mostrasse ferido.

“Foi depois da oração e do sermão do imã [...] que o jovem tentou apunhalar Assimi (Goïta) por trás, mas (foi) outra pessoa que ficou ferida”, confirmou à AFP Latus Tourè, mordomo da grande mesquitada capital maliana.

Questionados pela AFP sobre se o acto foi uma “tentativa de assassínio” contra o Presidente, os seus serviços responderam: “Sim, absolutamente”.

“Estamos actualmente a investigar. Pelo menos uma pessoa tentou atacá-lo hoje com uma faca, na Grande Mesquita em Bamako”, acrescentou a mesma fonte, dizendo que “o Presidente está são e salvo”.

O Mali, foco central do ‘jihadismo’ na região do Sahel, foi cenário de duas tomadas do poder em nove meses por parte de Assimi Goïta e do seu grupo de coronéis.

No primeiro dos golpes militares, em 18 de Agosto de 2020, os militares derrubaram o então Presidente Ibrahim Boubacar Keita, enfraquecido por meses de protestos liderados pelo Movimento 5Jun/Reunião das Forças Patrióticas (M5/RFP), um grupo de opositores, membros do clero e elementos da sociedade civil.

Sob pressão internacional, a junta militar que assumiu na altura o poder comprometeu-se a um período de transição limitado a 18 meses e liderado por civis.

Em 24 de Maio, porém, o coronel Goïta, que se manteve sempre como o verdadeiro homem forte do governo de transição, deitou por terra o anterior compromisso e mandou prender o presidente interino e o primeiro-ministro transitório, ambos civis.

Desde então, o oficial assumiu-se como Presidente interino, uma decisão caucionada pelo Tribunal Constitucional do país.- LUSA

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O CANDIDATO de esquerda Pedro Castillo foi segunda-feira (19) proclamado Presidente eleito do Peru, um mês e meio após uma eleição renhida contra a candidata da direita populista, Keiko Fujimori, que impugnou o escrutínio por alegada fraude.

Depois de declarar infundados os últimos recursos jurídicos apresentados por Fujimori, o Júri Nacional de Eleições (JNE) aprovou os resultados da votação de 06 de Junho, em que Castillo conquistou 50,1% dos votos, mais 44 mil que a candidata de direita, que obteve 49,8%.

A proclamação de Castillo, de 51 anos, acontece nove dias antes da tomada de posse, marcada para 28 de Julho, data em que o Peru celebrará 200 anos de independência.

Nesse dia, o actual Presidente interino, Francisco Sagasti, entregará a presidência a Castillo, professor numa escola rural da região andina de Cajamarca.

O sindicalista, saído do anonimato há quatro anos, quando liderou uma greve de professores, é apontado como o primeiro chefe de Estado sem ligação às elites políticas e económicas do país.

Nascido numa aldeia na região andina, onde foi professor durante 24 anos, Castillo é considerado "o primeiro Presidente pobre do Peru", disse o analista Hugo Otero à agência de notícias France-Presse (AFP).

Castillo, que cresceu na aldeia de Puña, trabalhou nos campos com os pais, em criança, e teve de percorrer vários quilómetros a pé até à escola.

Durante a campanha, anunciou que, se ganhasse, renunciaria ao salário presidencial e continuaria a viver do salário de professor.

Católico, casado com uma evangélica, Pedro Castillo cita habitualmente passagens da Bíblia para justificar a sua rejeição do aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo e eutanásia.

O seu programa assenta no reforço dos sectores da saúde, educação e agricultura para melhorar a situação dos peruanos mais pobres, que enfrentam uma recessão provocada pela pandemia, bem como o aumento do desemprego e da pobreza.

Castillo também favorece o regresso ao controlo estatal da riqueza energética e mineral do país, incluindo gás, lítio, cobre e ouro, actualmente detida por multinacionais.

Entre as suas promessas de campanha mais controversas, Castillo comprometeu-se a deportar os estrangeiros que cometam crimes no Perue a reintroduzir a pena de morte para combater a insegurança.

A candidata de direita, Keiko Fujimori, filha do ex-Presidente Alberto Fujimori (1990-2000), que cumpre uma pena de 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra a humanidade, fez repetidas acusações de fraude contra Castillo e pediu a anulação de dezenas de milhares de votos.

No entanto, a missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) considerou que a eleição decorreu sem "irregularidades graves".-LUSA

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O JULGAMENTO de Jacob Zuma foi adiado para 10 e 13 de Agosto proximo para adjudicação do pedido especial apresentado pela defesa do ex-Presidente sul-africano, anunciou esta terça-feira (20)o juiz.

O juiz sul-africano Pite Koen disse que o tribunal manterá a sessão virtual até ordem em contrário.

A defesa de Zuma insiste na presença em tribunal do ex-chefe de Estado, que se encontra preso desde a madrugada do passado dia 08 de Julho.

O caso de alegado suborno, de há cerca de 20 anos, envolve Zuma e o fabricante francês de armamento, Thales.  O ex-Presidente (2009-2018) enfrenta 18 acusações relacionadas com o caso, incluindo fraude, corrupção, lavagem de dinheiro e extorsão, correlacionadas com a compra de equipamento militar a cinco empresas de armamento europeias, em 1999, quando era vice-Presidente do país.

O julgamento decorreno Tribunal Superior, em Pietermaritzburg, a capital da província de KwaZulu-Natal, leste do país, uma das regiões mais atingidas na última semana pela onda de saques e violência que provocaram mais de 200 mortos.

O ex-Presidente sul-africano será ouvido por video conferência, a partir da prisão de Estcourt, KwaZulu-Natal, onde se encontra a cumprir uma pena de 15 meses por desrespeito ao Tribunal Constitucional, a mais alta instância judicial no país, decisão que originou os violentos protestos no país.

O fabricante francês do sector da Defesa enfrenta também acusações de corrupção e branqueamento de capitais. Tanto Zuma, como o grupo Thales sempre negaram as acusações.-LUSA

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