Director: Lázaro Manhiça

TRINTA e cinco pessoas morreram ontem e mais de 160 contraíram ferimentos na sequência de um acidente ferroviário entre duas locomotivas egípcias. As causas do sinistro ainda não desconhecidas.

A ministra da Saúde, Hala Zayed, desloca-se para o local do acidente "para seguir o estado de saúde dos feridos", segundo um comunicado oficial.

O Ministério Público anunciou ter aberto um inquérito às circunstâncias do acidente.

O Egito é regularmente palco de graves acidentes rodoviários e ferroviários, devido a um tráfego anárquico, a veículos antigos e deteriorados ou a estradas e ferrovias mal conservadas.

A tragédia ferroviária mais mortal da história do Egito ocorreu em 2002, com o incêndio de um comboio, cerca de 40 quilómetros do Cairo, que causou 370 mortos.

Em Fevereiro de 2019, um outro comboio chocou com uma parede da estação central de Ramsés, no Cairo, causando uma explosão e um incêndio que matou cerca de 20 pessoas.

A colisão em Sohag acontece quando o Egipto enfrenta outro grande desafio ligado aos transportes: um navio de contentores de 400 metros de comprimento bloqueia há quatro dias o Canal do Suez, uma rota crucial para o tráfego marítimo internacional, situada no leste do país.

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O TRIBUNAL supremo de Lilongwe, no Malawi, chumbou o recurso interposto pelo antigo presidente, Peter Mutharika, para reconsiderar a sua condenação ao pagamento de 69,5 milhões de kwachas, cerca de seis milhões de meticais.

Peter Mutharika, antigo estadista malawiano e o então secretário de Estado Loyd Muhara, contestaram a decisão do tribunal superior, por não concordarem com a multa fixada por aquela instância judiciária.

Em resposta, o juiz da suprema corte, Kenyatta Nyerenda, disse não haver mérito no pedido para a anulação da execução da sentença proferida pelo tribunal superior, cabendo aos condenados cumprir a decisão judicial.

Mutharika e Muhara foram condenados ao pagamento do equivalente a seis milhões de meticais por terem ordenado a reforma compulsiva do colectivo de juízes do tribunal supremo, que chumbou o recurso interposto para impedir a anulação das eleições.

O tribunal superior condenou os réus, por violação do princípio de separação de poderes e abuso de poder.

A interferência do poder executivo sobre o judicial, pesou para a condenação de Mutharika e Muhara que têm apenas sete dias para pagar a multa correspondente a seis milhões de meticais, fixada pelo tribunal superior de Lilongwe.

(Notícias/RM)

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A NAVEGAÇÃO no Canal de Suez, no Egipto, está “temporariamente suspensa” até se conseguir desencalhar o navio porta-contentores, "Ever Given" propriedade da empresa Evergreen, que está a bloquear o tráfego marítimo desde quarta-feira, anunciou ontem (25) a Autoridade Egípcia do Canal de Suez (SCA).

O navio encalhou na noite de terça para quarta-feira devido a ventos fortes, sendo que, segundo as autoridades, já obrigou à paragem de 150 outras embarcações. Ainda ontem (25), estavam “13 navios da rota norte (vindos do Mediterrâneo) parados em áreas de espera, disse o porta-voz da SCA, George Safwat.

Os esforços para libertar o “Ever Given”, usando dragas, escavações e até a maré alta, ainda não conseguiram empurrá-lo para o lado.

Por cada dia que o Suez estiver fechado perde-se mais de oito mil milhões de euros (275,8 mil milhões de meticais) em mercadorias em transito.

 

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O PRESIDENTE da África do Sul, Cyril Ramaphosa, vai depor em Abril perante a comissão que investiga a grande corrupção no Estado sul-africano, anunciou ontem o juiz Raymond Zondo.

O juiz sul-africano, que lidera a “Comissão Zondo”, de investigação à alegada grande corrupção no mandato do ex-Presidente Jacob Zuma, referiu que Ramaphosa vai comparecer durante quatro dias (22, 23, 28 e 29) no próximo mês.

Zondo indicou que nos dias 22 e 23 de Abril, Ramaphosa vai depor na qualidade de presidente do partido no poder, o Congresso Nacional Africano (ANC).

"Nos dias 22 e 23, essas datas são efectivamente para o partido no poder, o ANC, porque também indiquei que esta comissão não pode terminar o seu trabalho sem que o partido no poder também venha testemunhar e tratar de certos assuntos", salientou.

O juiz Zondo, que é o vice-presidente da Justiça na África do Sul, disse ainda que Ramaphosa terá também de testemunhar perante a comissão na sua qualidade de Chefe de Estado e de ex-vice-Presidente da África do Sul, cargo que ocupou no mandato de Jacob Zuma, nos dias 28 e 29 de Abril.

Após o anúncio do juiz Zondo, a Presidência da República sul-africana também confirmou, em comunicado divulgado no sítio oficial de Internet, que Ramaphosa comparecerá perante a comissão judicial de inquérito nas datas indicadas pelo juiz sul-africano.

"Está de acordo com as muitas declarações públicas do Presidente em que manifestou a sua disponibilidade para testemunhar perante a comissão", refere a Presidência sul-africana.

O Chefe de Estado sul-africano irá depor na qualidade de Presidente e ex-vice-Presidente da República e como presidente e ex-vice-presidente do Congresso Nacional Africano, segundo a Presidência sul-africana.

Jacob Zuma, que liderou o país entre 2009 e 2018, foi afastado pelo seu partido, o ANC, antes de terminar o mandato, depois de múltiplos escândalos relacionados com corrupção, desde quando era vice-Presidente da República.

O ex-chefe de Estado foi substituído no cargo por Cyril Ramaphosa, que era seu vice-Presidente.

Zuma, que se tem recusado a depor perante a “Comissão Zondo”, negou até agora todas as acusações afirmando ser uma “caça às bruxas”. - (LUSA)

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VÁRIOS Chefes de Estado africanos prestaram ontem (22), em Dodoma, homenagem à memória do antigo Presidente tanzaniano John Magufuli, num funeral de Estado na capital Dodoma, cinco dias após o anúncio da sua morte.

Participaram na cerimónia nove Chefes de Estado africanos, incluindo de Moçambique, África do Sul, Botswana, Zimbabwe, Quénia, Ruanda e República Democrática do Congo.

Exposto no sábado e domingo na capital económica Dar-es-Salaam, o corpo foi saudado ontem em Dodoma por multidões de pessoas que se alinharam pelas ruas cantando, gritando e chorando enquanto o cortejo fúnebre passava.

No Estádio Jamhuri, onde o funeral de Estado foi realizado diante de dezenas de milhares de pessoas, os paramédicos tiveram de assistir alguns espectadores que perderam a consciência.

Presidente desde 2015, John Magufuli, 61 anos, morreu oficialmente na quarta-feira de problemas cardíacos, de acordo com as autoridades tanzanianas. Mas o seu principal opositor disse que o líder, que tinha constantemente minimizado o impacto do novo coronavírus e recusado tomar medidas para travar a pandemia, morreu de Covid-19.

Enquanto o corpo era colocado num caixão de vidro no centro do estádio, os discursos sucederam-se durante várias horas.

Felix Tshisekedi, Presidente da RDCongo e actual presidente da União Africana (UA), elogiou “um lutador visionário, patriótico e nacionalista” e “um pan-africanista empenhado” que lutou contra a corrupção, “um cancro” no continente.

“PAÍS EM BOAS MÃOS”

Se os seus anos no poder foram marcados por grandes projectos, assistiram também a uma viragem autoritária, denunciada por organizações de direitos humanos, com repetidos ataques contra a oposição e um declínio das liberdades fundamentais.

No seu discurso, a nova Presidente, Samia Suluhu Hassan, assegurou “àqueles que têm dúvidas” sobre a sua capacidade de liderar que “o país está em boas mãos”.

As políticas da antiga vice-presidente, que substituiu Magufuli até ao final do seu mandato, em 2025, tal como estipulado pela Constituição, serão escrutinadas de perto, uma vez que subsistem dúvidas sobre as verdadeiras causas da morte de Magufuli.

O corpo de Magufuli será exposto hoje no arquipélago semi-autónomo de Zanzibar. O antigo Presidente deverá ser enterrado na sexta-feira, na sua cidade natal de Chato, no noroeste do país. - (LUSA)

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