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Director: Lázaro Manhiça

O GOVERNO francês anunciou segunda-feira (19) que o país entrou na quarta vaga da Covid-19, com 80% dos casos detectados a ter origem na variante Delta e um aumento de 125% de contaminações na última semana.

"Entrámos na quarta vaga do vírus [...] a dinâmica epidémica é extremamente forte, constatamos uma vaga mais rápida com um pico mais acentuado que as vagas precedentes", disse o porta-voz do Governo, Gabriel Attal, na conferência de imprensa na segunda-feira após o Conselho de Ministros de e no Palácio do Eliseu.

O porta-voz disse ainda que a esmagadora maioria dos casos detectados, cerca de 80%, tem origem na variante Delta e que na última semana as contaminações aumentaram 125%.

Face a esta progressão do vírus, o Governo vai avançar com a medida da imposição do passe sanitário já a partir de 21 de Julho para os espaços culturais, como cinemas ou museus, e no início de Agosto para bares e restaurantes.

Os empregados dos bares e restaurantes também passam a ser obrigados a vacinar-se para continuar a trabalhar.

Desde o anúncio da obrigatoriedade do passe sanitário feito na semana passada pelo Presidente Emmanuel Macron, 3,7 milhões de franceses já marcaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e Gabriel Attal reforçou que há novemilhões de vacinas armazenadas e que a França vai receber quatromilhões de doses por semana até ao final de Agosto.

Desde domingo foram detectados 4.151 novos casos no país e morreram 20 pessoas devido ao vírus. Em geral, à segunda-feira, os números de novos casos em França são mais baixos, porque os laboratórios estão fechados ao domingo. 

Havia até segunda-feira, 7.041 pacientes internados nos hospitais devido ao vírus e 902 destas pessoas estão internados nos cuidados intensivos.- LUSA

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O JULGAMENTO do ex-Presidente sul-africano Jacob Zuma, por um caso de suborno com 20 anos em que alegadamente esteve envolvido, foi retomado esta segunda-feira (19) com segurança reforçada, após uma semana de tumultos que provocaram mais de 200 mortos.

A violência no país, que começou a 09 de Julho, foi desencadeada pela prisão de Jacob Zuma, de 79 anos, condenado por desrespeito ao Tribunal Constitucional. As pilhagens e incêndios, inicialmente concentradas no leste do país, estenderam-se depois a Joanesburgo, a maior cidade e o coração económico do país.

Hoje, um grande número de militares e polícias guardavam o centro de Pietermaritzburgo, a capital da província de KwaZulu-Natal (no leste), onde está localizado o tribunal no qual decorre a audiência por video conferência, de acordo com jornalistas da agência de notícias francesa, AFP, no local. As ruas adjacentes foram também fechadas e um helicóptero patrulha a área.

O ex-Presidente apareceu no ecrã, de facto escuro e gravata vermelha, a partir da prisão, em Estcourt, a menos de cem quilómetros de distância. O julgamento, como é frequente na África do Sul, étransmitido pela televisão.

Os apoiantes de Zuma reúnem-se normalmente na sua região de origem para apoiar o seu líder e são acusados de terem fomentado o caos nestes últimos dias, a que o Presidentesul-africano, Cyril Ramaphosa, chamou de tentativa orquestrada de desestabilização.

Os advogados de Zuma escreveram ao tribunal no domingo avisando que ponderavam contestar a audiência por videoconferência, argumentando que esta violava os direitos constitucionais do seu cliente. Por isso, solicitamoadiamento do julgamento.

O juiz Piet Koen disse que a decisão de efectuar a audiência por videoconferência estava ligada com a instabilidade na província, porque deste modo Jacob Zuma não tem de ser levado da cela da prisão para o tribunal.

O ex-Presidente enfrenta 16 acusações de fraude, suborno e extorsão, relacionadas com a compra de equipamento militar a cinco empresas de armamento europeias, em 1999, quando era vice-Presidente.

Zuma é acusado de ter arrecadado mais de quatro milhões de rands (17,5 milhões de meticais), nomeadamente do grupo francês Thales.

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O NÚMERO de detenções na África do Sul subiu para 3.407, na sequência dos recentes tumultos e pilhagens que causaram 212 mortes, informou domingo (18) a Estrutura Nacional de Operações e Informações (NatJOINTS).

"Até esta manhã (manhã de domingo), um total de 3.407 suspeitos foram detidos por várias acusações desde o início da violência (...), sendo concedida liberdade sob caução a um suspeito, e 1.122 devem comparecer em diferentes tribunais das duas províncias mais afectadas, estando os restantes processos em fase de investigação", adiantou a NatJOINTS em comunicado.

A estrutura avançou ainda que "a tensão parece ter acalmado" no país e que as forças de segurança estão a realizar operações de recuperação de bens roubados em KwaZulu-Natal e Gauteng, as duas províncias afectadas pelos actos de violência.

Durante as operações deste fim de semana, 14 suspeitos de estarem na posse de bens pilhados durante os tumultos, como televisores, computadores, mobiliário e roupa, foram detidos na província de Gauteng e outros 92 na província de KwaZulu-Natal.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, agradeceu domingo aos milhões de pessoas que se recusaram a participar na destruição de "vidas, de meios de subsistência e de propriedades” durante os tumultos que decorreram durante pouco mais uma semana.

"Não podemos dizer que ataques semelhantes não serão tentados no futuro, nem que aqueles que procuram dividir-nos cessarão seus esforços", salientou Cyril Ramaphosa, nas celebrações do Dia Internacional Nelson Mandela, comemorado anualmente a 18 de julho, data de nascimento do antigo Presidente sul-africano e vencedor Nobel da Paz.

Os primeiros incidentes, com a queima de pneus e o bloqueio de estradas, aconteceram em KwaZulu-Natal, no dia seguinte à prisão de Jacob Zuma. O ex-Presidente deu entrada na penitenciária de Estcourt na madrugada de quinta-feira (08), por desrespeito ao Tribunal Constitucional.

Armazéns, fábricas e centros comerciais foram saqueados e a violência alastrou à maior cidade do país, Joanesburgo, num cenário de desemprego endémico e de novas restrições contra a Covid-19.-Lusa

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A CONSULTORA Capital Economics considerou hoje (19) que a rápida propagação da variante Delta do novo coronavírus é mais ameaçadora nas economias emergentes porque o ritmo de imunização é mais lento, nomeadamente em África e na Ásia.

"A maior ameaça é nas economias emergentes onde as taxas de vacinação continuam baixas e a distribuição de vacinas é mais lenta", escrevem os analistas, numa nota de análise enviada aos investidores, a que a Lusa teve acesso.  Nestas economias emergentes "estão incluídos quase todos os países africanos e partes da Ásia e da América Latina", apontam, notando que "apesar de o impacto económico não ser tão mau como em vagas anteriores, já que os negócios e as pessoas já se adaptaram, as repercussões ainda serão significativas". Para os analistas da Capital Economics, "a verdadeira lição a retirar” é que provavelmente será preciso “aprender a viver com o vírus da Covid-19 a longo prazo", uma vez que "apesar de as hospitalizações terem diminuído por agora, à medida que a eficácia da vacina se desvanecer, as variantes podem aumentar".

Nesse caso, concluem, "será necessária uma nova dose da vacina, o que pode atrasar ainda mais a distribuição das vacinas nos mercados emergentes, o que acentuaria a divergência entre as economias mais avançadas e as mais atrasadas". Numa intervenção semana passada no Dia de África no Fórum Político de Alto Nível sobre o Desenvolvimento Sustentável, organizado pelas Nações Unidas, o comissário da União Africana para o Comércio e Indústria, Albert Muchanga, disse que a taxa de vacinação no continente é ainda muito baixa. "Para África estar bem posicionada para a recuperação económica, a visão da União Africana é que o primeiro passo é garantir um fornecimento justo e acelerado de vacinas para imunizar os africanos, porque enquanto isso não for feito, e temos menos de 3% da população vacinada, falar de recuperação e resiliência tornar-se duplamente desafiante", disse. Durante a sua intervenção, Muchanga salientou que "a terceira vaga que África atravessa vai ter impactos profundos neste ano, no próximo ano e talvez mais para a frente, e vai trazer perturbações sociais que só serão combatidas se a igualdade estiver no centro das políticas de recuperação". NA semana passada, a responsável para África na Organização Mundial da Saúde anunciou que o continente demorou apenas um mês a acumular um milhão de novos casos de infecção pela Covid-19, que já ultrapassou os seis milhões de casos no continente. "A terceira vaga continua o seu caminho destruidor, ultrapassando outro triste marco histórico, com o continente a ultrapassar os seis milhões de casos", disse Matshidiso Moeti, no Twitter da OMS África. No último mês, acrescentou a responsável, "África registou um milhão de casos, o tempo mais rápido para adicionar este número, que demorou cerca de três meses para passar de 4 milhões para 5 milhões de casos". A pandemia de Covid-19 provocou mais de quatro milhões de mortes em todo o mundo, entre cerca de 190 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo a agência France-Presse. A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru. - LUSA

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A ARMADA russa testou com êxito um míssil de cruzeiro hipersónico Tsirkon, informou hoje (19) o Ministério da Defesa de Moscovo. De acordo com um comunicado de imprensa, o disparo do míssil foi efectuado por uma fragata no Mar Branco contra um alvo situado na costa do Mar de Barents. "O míssil Tsirkon atingiu 'em cheio' o objectivo, a uma distância de 350 quilómetros", indicou o Ministério da Defesa sem precisar a data em que foi realizado o teste militar. "Confirmaram-se as características tácticas e técnicas do míssil Tsirkon. A velocidade do voo aproximou-se de Mach 7" (cerca de 8.500 quilómetros por hora), acrescenta a mesma nota. A Rússia pretende armar com este tipo de mísseis de cruzeiro hipersónicos os navios de guerra e submarinos. De acordo com o Presidente russo, Vladimir Putin, o Tsirkon pode atingir uma capacidade nove vezes superior à velocidade do som e tem um raio de acção de mil quilómetros podendo atingir objectivos marítimos e terrestres. -LUSA

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