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Director: Lázaro Manhiça

CUBA amanheceu segunda-feira (12)sem internet móvel e com uma forte presença policial nas ruas de Havana, um dia após milhares de cubanos saírem às ruas em protesto contra o governo e a crise económica e sanitária que atravessam.

Uma “calma tensa” é como a jornalista da agência de notícias espanhola EFE classificouo dia depois dos maiores protestos anti-governamentais registados desde os anos 90.

Sem internet na ilha, a jornalista diz ser difícil “saber ao certo” o que se passa em todo o país, sendo que até meio da tarde – 15:00 em Cuba e 21:00 em Moçambique– não havia relatos nem divulgação de novas manifestações.

A imagem do dia foi, por isso, protagonizada por dezenas de mulheres reunidas em frente às esquadras da polícia para tentar obter informações sobre o paradeiro de maridos, filhos e parentes presos ou desaparecidos durante as manifestações.

Até ao momento, as autoridades não divulgaram ainda um número oficial de detenções, mas existe uma lista provisória elaborada por activistas locais que conta já com 65 nomes só em Havana.

A EFE ouviu relatos de mulheres que denunciaram que maridos, filhos e sogros foram espancados antes de desaparecerem.

As denúncias contrariam a versão do presidente Miguel Díaz-Canel, que segunda-feira na televisão recusou as acusações.

O presidente voltou a acusar os Estados Unidos de estar por trás das manifestações e de ser responsável pela situação económica do país, devido ao embargo que mantém a Cuba há seis décadas.-LUSA

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O BALANÇO de mortos na onda de violência e saques que atinge a África do Sul há vários dias subiu para 32, após mais 22 mortes confirmadas hoje (13) pelo primeiro-ministro da província de KwaZulu-Natal, Sihle Zikalala.

Zikalala confirmou ainda que, até ao momento, 26 pessoas morreram nesta província do país. Outras seis mortes em Joanesburgo foram confirmadas na noite de segunda-feira(12)pelo Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.

O governante regional mencionou em particular o facto de várias destas mortes terem ocorrido durante "tumultos neste contexto de motins", sem especificar os locais em que ocorreram.

Os primeiros incidentes, com estradas bloqueadas e camiões incendiados, ocorreram na sexta-feira(09), um dia após a prisão no país do ex-Presidente Jacob Zuma, condenado a pena de prisão por desacato à justiça.

A violência, os saques e os incêndios espalharam-se no fim de semana na área metropolitana de Joanesburgo, a capital económica do país.

A situação teve continuidade até a madrugada destaterça-feira(13), segundo vários jornalistas da agência de notícias AFP no local, especialmente em Soweto, um enorme município a oeste de Joanesburgo.

O Governo sul-africano destacou na segunda-feiramilitares das Forças Armadas (SANDF, na sigla em inglês) para as ruas de Gauteng e KwaZulu-Natal para ajudar a conter a situação de violênciamas parece não dar sinais de abrandamento.

As forças de segurança já fizeram detenções nas localidades em que ocorreram os tumultos.- LUSA

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A ÁFRICA do Sul destacou militares para as ruas de Gauteng e KwaZulu-Natal para ajudar a conter a situação de violência, pilhagens e intimidação que eclodiu no país após a detenção do ex-Presidente Jacob Zuma, foi hoje(12) divulgado.

"A Força de Defesa Nacional da África do Sul iniciou os procedimentos de destacamento no âmbito de um pedido de assistência do Comando Operacional e de Inteligência Conjunto para ajudar as agências da lei e ordem nas províncias de Gauteng e KwaZulu-Natal, respectivamente, a conter os distúrbios que atingiu ambas as províncias nos últimos dias", divulgaram hoje as Forças Armadas da África do Sul (SADF, na sigla em inglês) em comunicado, a que a Lusa teve acesso.

“Posso confirmar que os membros da SANDF foram destacados”, disse, por seu lado, o general Mafi Mgobozi, citado pela imprensa sul-africana.

Na manhã de hoje, o líder do principal partido na oposição na África do Sul, o Aliança Democrática (DA, na sigla em inglês), John Steenhuisen, instarao Governo a destacar as Forças Armadas para colocar fim à actual onda de violência e “pilhagens gratuitas” no país.

Pelo menos 200 pessoas foram detidas e sete morreram nas ações violentas que afetam pelo quinto dia consecutivo várias áreas do KwaZulu-Natal e Gauteng, na África do Sul, divulgou hoje a polícia sul-africana.

“ZONA DE GUERRA”

Pilhagens a lojas e centros comerciais, assaltos, intimidação, confrontos armados com as forças de segurança e veículos incendiados prosseguiram na manhã desta segunda-feira (12), pelo quinto dia consecutivo, nomeadamente na capital económica Joanesburgo, onde reside a maioria dos emigrantes portugueses.

O centro da cidade de Joanesburgo é considerado pelos residentes locais uma “zona de guerra”.

Os manifestantes “barricaram” com pneus incendiados e entulho várias ruas de acesso à capital económica do país, disse o porta-voz da Polícia Metropolitana de Joanesburgo (JMPD, na sigla em inglês) Wayne Minnaar.

Várias áreas da Grande Joanesburgo encontram-se também afectadas pelas ações violentas, segundo a Polícia. 

Residentes no KwaZulu-Natal criaram “grupos armados” para proteger negócios e residências na província e na área metropolitana da cidade portuária de Durban, relatou a imprensa local.

Os incidentes começaram na província oriental KwaZulu-Natal, após Jacob Zuma ter sido detido na sua residência, em Nkandla, na quarta-feira à noite pelas forças de segurança, para cumprir uma pena de prisão de 15 meses por desrespeito a uma ordem do Tribunal Constitucional, a mais alta instância judicial do país.

Na sexta-feira, os distúrbios alastraram-se a várias áreas de Joanesburgo.- LUSA

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AALTA-COMISSÁRIA da ONU para os Direitos Humanos exortou hoje (12) a comunidade internacional a “financiar processos abrangentes” e adoptar “uma vasta gama de medidas de reparação” relativamente aos legados da escravidão, domínio colonial e discriminação racial.

Michelle Bachelet apresentou, em Genebra, Suíça, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU um relatório histórico sobre o tema e cuja investigação se iniciou após o assassínio do negro norte-americano George Floyd, morto por um polícia branco em Maio de 2020, em Minneapolis.

A alta-comissária da ONU recomendou que os países “criem, reforcem e financiem totalmente processos abrangentes - com plena participação nas comunidades afetadas - para partilhar a verdade sobre o que foi feito e os danos que continuam a infligir” às vidas das pessoas.

“Estabelecer a verdade sobre esses legados, o seu impacto hoje e tomar medidas para lidar com esse dano através de uma ampla gama de medidas de reparação é crucial para curar as nossas sociedades e garantir justiça a crimes terríveis”, disse Bachelet.

“As medidas tomadas para lidar com o passado transformarão nosso futuro”, acrescentou.

O Conselho de Direitos Humanos encomendou o relatório durante uma sessão especial no ano passado após o assassínio de Floyd. O polícia Derek Chauvin, que matou Floyd, foi condenado a 22 anos e meio na prisão no mês passado.

O encarregado de Negócios dos EUA em Genebra, Benjamin Moeling, saudou o "relatório perspicaz e directo" numa declaração em vídeo ao Conselho.

“Os Estados Unidos estão a enfrentar esses desafios, em casa e no estrangeiro, de forma honesta e transparente, enfrentando as questões subjacentes à discriminação racial e ao uso excessivo de força pela polícia”, disse Moeling.- LUSA

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A PLATAFORMA de distribuição de vacinas anti-Covid-19 pelos países mais desfavorecidos, Covax, receberá 110 milhões de doses das chinesas Sinovac e Sinopharm para permiti lidar com uma escassez das vacinas, anunciou hoje (12) a Aliança para a Vacinas (GAVI).

O acordo entre a GAVI e os dois grupos farmacêuticos chineses inclui também opções para a compra de doses adicionais nos próximos meses, disse num comunicado a organização, um dos membros fundadores do Fundo de Acesso Global para Vacinas Covid-19 (Covax), criado em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras entidades.

“Graças a este acordo, e porque essas vacinas já receberam aprovação emergencial da OMS, podemos começar a entregar as doses aos países imediatamente”, disse Seth Berkley, que dirige a Aliança para as Vacinas.

Até hoje, o sistema Covax, que visa garantir acesso equitativo às vacinas contra a Covid-19, distribuiu mais de 102 milhões de doses em 135 países.

Isto é muito menos do que as metas propostas no início do ano, já que, desde que a Índia bloqueou as exportações da vacina AstraZeneca destinadas ao Covax e os países ricos se apoderarem das vacinas, a desigualdade da distribuição agravou-se a ponto de ser denunciada como "obscena" pelo responsável da OMS.

Enquanto a União Europeia (UE) e os Estados Unidos imunizam a maior parte da sua população, incluindo crianças a partir dos 12 anos, o continente africano, por exemplo, só conseguiu vacinar cerca de 1% da sua população.

O acordo anunciado hoje prevê a compra de 60 milhões de doses no período entre Julho e o final de Outubro da Sinopharm e 50 milhões de doses entre Julho e o final de Setembro da Sinovac.

No total, cerca de 170 milhões de doses de Sinopharm poderiam ser adquiridas até o final do primeiro semestre de 2021, dependendo das necessidades. No caso do Sinovac, o número total de doses adquiridas pode chegar a 380 milhões até ao final de Junho de 2022.

Essas doses serão disponibilizadas tanto a participantes do Covax que pagam pelas vacinas, quanto aos que beneficiam de doações das doses, financiada por doadores.

O Covax planeia distribuir dois mil milhões de doses até ao início de 2022, incluindo 1,8 mil milhões aos 92 países mais pobres, que beneficiam do mecanismo de doação. -Lusa

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