Director: Lázaro Manhiça

O EMBAIXADOR italiano em Kinshasa, Luca Attanasio, foi hoje (22) morto a tiro num ataque armado a uma caravana do Programa Mundial de Alimentação (PMA), durante uma visita perto de Goma, no leste da República Democrática do Congo, anunciaram fontes diplomáticas. 

O embaixador Luca Attanasio, de 46 anos, "morreu em consequência dos ferimentos", disse à agência AFP uma fonte diplomática em Kinshasa. 

Neste ataque foram também mortas outras duas pessoas, de acordo com o porta-voz do exército na região do Kivu Norte, major Guillaume Djike, que não revelou a identidade das vítimas, embora várias fontes tenham adiantado que existam suspeitas de se tratar do condutor e do guarda-costas do embaixador.

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A COMISSÃO de investigação à grande corrupção na África do Sul durante o mandato de Jacob Zuma vai instituir procedimentos judiciais, incluindo um pedido de prisão, contra o antigo Chefe de Estado por desrespeitar a Justiça, anunciou ontem o responsável.

"A lei é clara e a comissão considera a conduta do senhor Zuma como sendo muito grave. Nesta situação a comissão vai pedir ao Tribunal Constitucional, que decidiu que ele deveria comparecer, a ordenar a prisão do Senhor Zuma ou que imponha uma multa", afirmou Raymond Zondo, numa comunicação ao país de cerca de 30 minutos.

O juiz e actual vice-presidente da Justiça da África do Sul, que lidera a comissão de inquérito que investiga a grande corrupção no mandato do ex-Presidente Zuma, disse que "todos os sul-africanos são iguais perante a Lei", salientando que "não há regras para uns e regras para outros".

Na sua comunicação ao país, Raymond Zondo considerou que se o ex-Chefe de Estado (2009-2018) for autorizado a "desrespeitar" a intimação da comissão de inquérito e a decisão do Tribunal Constitucional para depor perante a comissão sobre a corrupção no seu mandato, Zuma criará um "precedente perigoso" para o país.

"Isto é muito grave, porque se for permitido que aconteça haverá caos nos tribunais (...) e muito pouco restará da nossa democracia", salientou o juiz Raymond Zondo.

"É uma pena que o senhor Zuma tenha decidido não comparecer perante a comissão contra as decisões da comissão e do Tribunal Constitucional", declarou Rayomond Zondo, acrescentando que "há mais de 200 testemunhas, umas que foram convocadas e outras que compareceram voluntariamente, e nenhuma contestou até hoje a integridades desta comissão", referiu.

RAZÕES DE NOVA AUSÊNCIA

O ex-Presidente sul-africano Jacob Zuma, que tem evitado comparecer perante a comissão de inquérito depois de ter abandonado a sala no seu primeiro e único comparecimento no ano passado, deveria de ontem e até o próximo dia 19 testemunhar perante a comissão, segundo Zondo.

Todavia, o ex-Chefe de Estado informou através de carta enviada ontem à comissão, que não compareceria para depor devido a um pedido submetido à Justiça sul-africana a contestar a sua convocação.

"Comparecer perante o vice-chefe de Justiça Raymond Zondo nestas circunstâncias prejudicaria e invalidaria o pedido de rever a sua decisão de não comparecer", refere a carta enviada pelos advogados do chefe de Estado sul-africano citada pela imprensa sul-africana.

Em 28 de Janeiro, o Tribunal Constitucional sul-aafricano ordenou que Jacob Zuma testemunhasse perante a chamada 'Comissão Zondo'.

Mas no início deste mês, Jacob Zuma afirmara que preferia ser preso do que cooperar com a comissão, enquanto esta for presidida por Raymond Zondo. - (LUSA)

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COM apoio dos republicanos, Trump escapa do “impeachment”. Em comunicado, o antigo Presidente prometeu "continuar" a defender "a grandeza dos Estados Unidos".

O Senado dos Estados Unidos absolveu Donald Trump no sábado no seu segundo julgamento de “impeachment” em um ano, pelo papel do antigo Presidente no ataque mortal dos seus apoiantes ao Capitólio em 6 de Janeiro.

A votação terminou em 57 votos a favor e 43 contra.

A absolvição já era esperada, já que, para ser aprovado, o pedido de destituição tardia precisava contar com o voto de pelo menos 17 republicanos, além dos 50 democratas - que garantiriam a maioria de dois terços necessária para a condenação.

Na votação, apenas sete dos 50 republicanos do Senado juntaram-se aos democratas a favor da condenação.

Trump deixou o cargo a 20 de Janeiro, então o “impeachment” não poderia ser usado para removê-lo do poder. Mas os democratas esperavam obter uma condenação para responsabilizá-lo pelo ataque ao Capitólio, e preparar o terreno para uma votação que o impedisse de voltar a ocupar cargos públicos, argumentando que Trump não hesitaria em encorajar a violência política novamente.

O líder da Partido Republicano no Senado, Mitch McConnell, votou "inocente",  mas fez comentários mordazes sobre o ex-presidente após o veredicto.

"Não há dúvida de que o Presidente Trump é prática e moralmente responsável por provocar os acontecimentos do dia", disse ele. "As pessoas que invadiram este prédio acreditaram que estavam agindo de acordo com os desejos e instruções de seu presidente."

Em comunicado após o anúncio da absolvição, Trump disse que "onosso movimento magnífico, histórico e patriótico, ‘Make America Great Again’ (Faça a América Grande Novamente), acaba de começar."

Depois de agradecer a todos os senadores "que orgulhosamente defenderam a Constituição", Trump denunciou um julgamento que considerou "uma nova fase da maior caça às bruxas da história".

Em nenhum momento Trump mencionou os sete republicanos que votaram a favor de um veredicto de culpado. - (G1/SWISSINFO)

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A REPÚBLICA Democrática do Congo (RDCongo) defendeu quarta-feira (10) que vai conseguir pôr fim ao surto de Ébola detectado no nordeste com vigilância e vacinação, admitindo, contudo, que o país está em "risco permanente" de novas epidemias.

"Com a experiência e os meios de que dispomos em termos de vacinas, e confiando no apoio dos nossos parceiros, vamos acabar rapidamente com esta epidemia", disse o coordenador de saúde da resposta ao Ébola à agência espanhola de notícias Efe.

Segundo Steve Ahuka, o reaparecimento constante da doença no país está relacionado com o seu "contexto epidemiológico particular", com grandes extensões florestais e de selva, nas quais vivem animais que podem transmitir a doença "em qualquer momento" à população, e daí o "risco permanente".

No domingo, as autoridades de saúde congolesas anunciaram a morte de uma mulher, uma camponesa que era casada com um sobrevivente da doença.

Este caso ocorre cerca de três meses depois de, a 18 de Novembro, a RDCongo ter anunciado o fim do 11.º surto de Ébola no país, que matou 55 pessoas e infectou outras 150, segundo números oficiais.

Na altur,a tinham decorrido cerca de cinco meses desde que, em finais de Junho, fora declarado extinto o 10.º surto, que atingia desde Agosto de 2018 três províncias do norte do país e provocou a morte a 2.280 pessoas, segundo números da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Esse surto foi o mais grave no país e o segundo mais grave no mundo, depois da epidemia de Ébola que assolou a África ocidental entre 2014 e 2016, com 11.300 mortos e mais de 28.500 casos de infeção.

O Ébola transmite-se por contacto directo com sangue ou outros fluídos e secreções corporais de pessoas ou animais infetados. O vírus provoca febre hemorrágica e pode alcançar uma taxa de mortalidade de 90%.

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REPRESENTANTES da missão da Organização Mundial de Saúde (OMS) à China para descobrir as origens do novo coronavírus disseram ontem (09) que o vírus pode ter circulado em outro lugar antes de Wuhan, cidade chinesa onde foi detectado pela primeira vez em Dezembro de 2019.

As declarações foram feitas durante a primeira conferência de imprensa que o grupo fez sobre a missão.

A OMS também disse que a hipótese de que o vírus tenha escapado num acidente de laboratório é "extremamente improvável" e que essa possibilidade não está entre as que a organização sugere para estudos futuros.

A equipa da OMS chegou a Wuhan em 14 de Janeiro. Após duas semanas de quarentena, os integrantes, de 10 países, visitaram locais incluindo hospitais, o mercado de frutos do mar de Huanan – origem do primeiro grupo conhecido de infecções – e o instituto de virologia de Wuhan, que esteve envolvido em pesquisas do coronavírus.

O chefe da equipa chinesa na agência das Nações Unidas disse que não há evidências de que o vírus estivesse a circular antes de Dezembro de 2019, quando os primeiros casos no mundo da nova doença, baptizada mais tarde de Covid-19, foram relatados.

"Não há indicação da transmissão do SARS-CoV-2 na população do período anterior a Dezembro de 2019", disse Liang Wannian.

O especialista em vírus Peter Ben Embarek, que participou da missão da OMS, afirmou, por seu turno, que a apuração revelou novas informações, mas não mudou "dramaticamente" o cenário da pandemia.

"As nossas descobertas iniciais sugerem que a introdução, através de uma espécie hospedeira intermediária, é o caminho mais provável, o que exigirá mais estudos e pesquisas específicas", disse Embarek.

A missão da OMS sobre as origens da transmissão do vírus é importante para prevenir a ocorrência de futuras epidemias.

A OMS já tinha alertado que seria necessário ter paciência antes de encontrar a origem do vírus. (LUSA)

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