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Director: Lázaro Manhiça

PELO menos 200 pessoas foram detidas e sete morreram nas acções violentas que afectam pelo quinto dia consecutivo várias áreas do KwaZulu-Natal e Gauteng, na África do Sul, divulgou hoje (12) a polícia sul-africana.

De acordo com a polícia, pelo menos cinco pessoas morreram em distúrbios armados na Grande Joanesburgo e outras duas no KwaZulu-Natal desde o início das acções violentas na passada quinta-feira(08).

Pilhagens a lojas e centros comerciais, assaltos, intimidação, confrontos armados com as forças de segurança e veículos incendiados prosseguiram na manhã de hoje, pelo quinto dia consecutivo, nomeadamente na capital económica Joanesburgo.

Médicos de uma clínica hospitalar no bairro de Hillbrow, em Joanesburgo, relataram a entrada de um bebé de seis meses com um tiro na cabeça, um homem esfaqueado até quase à morte, violência entre pacientes hospitalizados e uma tentativa de assalto da clínica por um ‘gang’ local, salientando que “o cenário é de guerra”.

Em Durban, as forças policiais confrontaram na manhã de hoje, com munição real, manifestantes armados na auto-estrada N2, segundo a imprensa local.

“Há pilhagens no centro da cidade. Pessoas em áreas do KwaZulu-Natal estão a juntar-se, e a armarem-se com armas de fogo, tacos de golfe e bastões de críquete. As tensões estão ao rubro”, relatou esta manhã uma repórter do portal sul-africano News24 na cidade portuária de Durban.

No norte da cidade de Pietermaritzburg, capital do KwaZulu-Natal, província que faz fronteira com Moçambique, grupos armados montaram operações de segurança à entrada de estabelecimentos comerciais e áreas residenciais, adiantou.   

Os incidentes começaram na província oriental KwaZulu-Natal, onde nasceu o antigo chefe de Estado sul-africano Jacob Zuma, após este ter sido detido na sua residência, em Nkandla, na quarta-feira (07) à noite pelas forças de segurança, para cumprir uma pena de prisão de 15 meses por desrespeito a uma ordem do Tribunal Constitucional, a mais alta instância judicial do país.

CRÍTICAS DA OPOSIÇÃO

Na sexta-feira, os distúrbios alastraram-se a várias áreas de Joanesburgo, a maior cidade do país, na província de Gauteng, onde se situa também a capital da África do Sul, Pretória, e onde se localizam vários albergues dos Zulus, o maior grupo étnico do país.

O líder do principal partido na oposição na África do Sul, o Aliança Democrática (DA, na sigla em inglês), John Steenhuisen, instou hoje o Governo a destacar as Forças Armadas para colocar fim à actual onda de violência e “pilhagens gratuitas” no país.

O líder da oposição sul-africana criticou a “relutância” do Presidente Cyril Ramaphosa em “agir decisivamente” para resolver a “guerra interna” no Congresso Nacional Africano (ANC), o partido no poder na África do Sul desde 1994.

“O que estamos a constatar agora da parte das forças de segurança é uma resposta frenética e descoordenada à violência, em oposição a uma abordagem focada com base em serviços de informações”, referiu.-LUSA

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PELO menos 63 pessoas morreram no Norte e Centro da Índia, 11 das quais no forte turístico de Amber, no Estado do Rajastão, devido às trovoadas causadas pela chegada das monções, anunciaram esta segunda-feira (12)fontes oficiais.

"Onze pessoas morreram no forte de Amber" na noite de domingo(11), disse à agência espanhola Efe Anand Srivastava, comissário de polícia da cidade de Jaipur, onde ocorreu o incidente.

Segundo Anand Srivastava, o impacto de um relâmpago numa torre no forte turístico, onde turistas e moradores estavam reunidos, também causou 29 feridos.

Apesar de vários meios de comunicação locais terem noticiado que as vítimas mortais foram atingidas por um relâmpago, enquanto tiravam selfies no meio da tempestade, o comissário negou essa situação

Anand Srivastava disse ainda que 18 pessoas morreram em incidentes separados no Estado do Rajastão.

As fortes trovoadas já provocaram pelo menos 37 mortos, incluindo mulheres e crianças, em diferentes distritos do Estado vizinho de Uttar Pradesh, segundo a televisão indiana NDTV, citando fontes oficiais.

Outras sete pessoas morreram no Estado central de Madhya Pradesh, de acordo com a informação da NDTV.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, já apresentou no Twitter as suas condolências pelas mortes e anunciou uma compensação financeira de cerca de 2.600 dólares (165,2 mil meticais)para os familiares das vítimas.

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MILHARES de cubanos saíram às ruas , no domingo (11) de várias cidades, da capital Havana a Santiago, em protestos contra a situação económica, a crise da Covid-19 e por liberdade.

Os protestos são muito raros no país comunista, cujo Governo responde sempre com repressão a este tipo de manifestações.

O Presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, num discurso transmitido pela televisão, responsabilizou os Estados Unidos pelos protestos.

Carros de forças especiais, com metralhadoras, foram vistos na capital, Havana, enquanto Diaz-Canel convocava os seus apoiantes a enfrentarem as “provocações”.

"Conclamamos a todos os revolucionários do país, todos os comunistas, a ir às ruas onde quer que haja um esforço para produzir essas provocações", acrescentou o também secretário-geral do Partido Comunista Cubano, reiterando que não permitirá que “nenhum contra-revolucionário, mercenário, vendido ao Governo dos EUA, recebendo dinheiro das agências, provoque desestabilização no nosso povo".

Os protestos começaram no município de San Antonio de los Banos, na província de Artemisa, na fronteira com Havana, com vídeos nas redes sociais a mostrar centenas de residentes a gritar palavras de ordem contra o Governo, enquanto exigiam por vacinas, electricidade e melhorias económicas.

O manifestantes gritavam "Pátria e vida", nome de música que distorce o lema castrista “Pátria ou morte”, "Abaixo a ditadura" e "Não temos medo".

O Presidente Diaz-Canel, que tinha acabado de regressar a Havana proveniente de San Antonio de los Banos, disse que muitos manifestantes eram sinceros, mas manipulados por campanhas de ‘media’social orquestradas pelos EUA e mercenários no local, e advertiu que mais "provocações" não seriam toleradas.

Houve protestos também a centenas de quilómetros a leste do país, em Palma Soriano, Santiago de Cuba, onde um vídeo divulgado nas redes sociais mostrou centenas de pessoas a marchar pelas ruas.

“Eles estão a protestar contra a crise, que não há comida nem remédios, que há que comprar tudo nas lojas de moeda estrangeira, e a lista continua”, disse Claudia Pérez.

O país tem experimentado o agravamento da crise económica nos últimos dois anos, situação que o Governo atribui principalmente às sanções norte-americanas e à pandemia.

Uma combinação de sanções, ineficiências locais e a pandemia paralisou o turismo e desacelerou outros fluxos de receitas estrangeiras num país dependente delas para importar a maior parte dosseus alimentos, combustíveis e insumos para a agricultura e a indústria.

A economia contraiu 10,9% no ano passado e 2% até Junho.

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UMA pessoa morreu e outras 62 pessoas foram presas, em tumultos que devastaram KwaZulu-Natal e Joanesburgo, nos quais lojas foram saqueadas, estradas bloqueadas e propriedades destruídas.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, apelou à calma no sábado, mas ontem manifestantes munidos de armas brancas foram vistos a marchar na zona central de  Joanesburgo criando mais caos.

Um indivíduo, de 40 anos, foi alvejado mortalmente a tiro, em Joanesburgo, durante violentos protestos de apoio ao ex-Presidente Jacob Zuma que afectam várias áreas da capital económica do país, confirmou ontem uma porta-voz da Polícia sul-africana à Lusa.

Aporta-voz da Polícia, coronel Brenda Muridili, disse que uma investigação estava em curso para apurar as circunstancias da morte do homem de 40 anos.

Muridili acrescentou que os departamentos da Polícia metropolitana e membros do Serviço de Polícia da África do Sul estão em alerta máximo.

A Polícia sul-africana disse ter usado granadas de atordoamento e balas de borracha para fazer dispersar os violentos protestos de apoio ao ex-presidente Jacob Zuma em várias áreas de Joanesburgo, onde se intensificaram também nas últimas horas.

Os incidentes começaram na sexta-feira na província oriental KwaZulu-Natal, terra natal do antigo Chefe de Estado sul-africano, após este se ter entregue quarta-feira à noite às forças de segurança, para cumprir pena de prisão, noticiou a Agência EFE.

Os distúrbios estenderam-se no fim-de-semana a Joanesburgo, província de Gauteng, onde se situa também a capital política da África do Sul, Pretória.

A violência pública, intimidação, roubos e pilhagens, alegadamente por simpatizantes do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), aliados do antigo chefe de Estado afectam várias áreas industriais e residenciais, segundo as autoridades sul-africanas.

Os motoristas foram alertados ontem para a continuidade das acções de pilhagem, vandalismo e queima de pneus na auto estrada nacional N3, que liga Joanesburgo e Durban, depois de mais uma noite de protestos violentos.

Desde sexta-feira, foram incendiados mais de 25 veículos pesados de transporte de mercadorias, segundo a autoridade concessionária.

Os manifestantes apelam para a libertação imediata do ex-Presidente Jacob Zuma, que foi detido depois de ter sido condenado a 15 meses de prisão por desrespeito a uma ordem do Tribunal Constitucional, a mais alta instância judicial do país.- (LUSA/NEWS24)

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O PRESIDENTE dos Estados Unidos, Joe Biden, defendeu nesta quinta-feira (08) de maneira firme a sua decisão de retirar as forças militares do seu país do Afeganistão, dizendo que o povo afegão precisa decidir seu próprio futuro, ao invés de sacrificar mais uma geração de norte-americanos em uma guerra invencível.

Discursando na Casa Branca, Biden afirmou que as Forças Armadas afegãs têm a capacidade de repelir ogrupo Taliban, cujos grandes avanços nas últimas semanas aumentaram os temores de que o país entre numa guerra civil.

Biden estabeleceu a meta de 31 de Agosto para a retirada final das forças norte-americanas, com excepção de 650 militares, que irão providenciar segurança para a embaixada dos EUA em Cabul.

Há muito um céptico em relação à presença dos militares norte-americanos no país, que já dura 20 anos, Biden disse que os EUAhaviam há muito tempo atingido o seu objectivo original ao invadir o país em 2001: o de erradicar a militância da Al-Qaeda e evitar um novo ataque aos EUA como o que aconteceu em 11 de Setembro de 2001. O idealizador do ataque, Osama Bin Laden, foi morto por uma equipamilitar norte-americana em 2011.

"Nós atingimos esses objectivos, foi por isso que fomos até lá. Não fomos ao Afeganistão para construir um país. E é o direito e a responsabilidade do povo afegão decidiroseu futuro e como eles irão comandar o país", disse.

Biden pediu que os países da região ajudem a trazer algum tipo de acordo político entre as partes antagónicas. Segundo o democrata, o governo afegão deveria buscar um acordo com ostaliban que permitisse a coexistência pacífica entre os dois.

"A única maneira em que haverá paz e segurança no Afeganistão é se eles encontrarem um modo de viver com ostaliban (...) e a probabilidade de existir um governo unificado no Afeganistão controlando o país inteiro é muito pequena", afirmou.

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