A China informou hoje que está em conversações com uma delegação dos Estados Unidos, antes do encontro entre os chefes de Estado dos dois países, durante a cimeira do G20, visando pôr fim à guerra comercial.

O vice-ministro chinês do Comércio, Wang Shouwen, disse que os dois lados estão a tentar “consolidar o importante consenso alcançado entre os dois líderes”, durante uma conversa por telefone, realizada, na semana passada, mas não deu mais detalhes.

Em Maio passado, as disputas comerciais entre Pequim e Washington agravaram-se, quando após 11 rondas de diálogo as negociações foram, subitamente, interrompidas.

Washington acusou então Pequim de retroceder em compromissos, anteriormente, alcançados, enquanto a China acusou a delegação norte-americana de não respeitar a soberania e a dignidade do país e de fazer exigências inaceitáveis.

Os governos das duas maiores economias do mundo impuseram já taxas alfandegárias sobre centenas de milhares de milhões de dólares de bens importados, numa guerra comercial, que despoletou no verão passado.

Em causa estão os planos de Pequim, para o sector tecnológico, que visam transformar as firmas estatais do país em importantes actores globais em sectores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros eléctricos.

Os EUA consideraram, que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China, em abrir o mercado, nomeadamente, ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.

Washington impôs já taxas alfandegárias de 25% sobre 250 mil milhões de dólares de bens importados da China e ameaça taxar mais 300 mil milhões.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, colocou o gigante chinês das telecomunicações, a Huawei, numa “lista negra”, que restringe as empresas dos EUA de fornecer 'chips', semicondutores, 'software' e outros componentes, sem a aprovação do Governo.

Pequim ameaçou suspender a exportação para os EUA de terras raras, os minerais essenciais para o fabrico de produtos electrónicos.

Criado em 1999, o G20 integra os ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo e da União Europeia.

Os Presidentes da China e dos Estados Unidos, Xi Jinping e Donald Trump, respectivamente, falaram na semana passado por telefone, visando retomar as negociações.

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O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Francisco Ribeiro Telles, disse ontem, em Maputo, que este país segue um “bom caminho” para atrair investimento externo.

Moçambique “está num bom caminho” no sentido de procurar apoios internacionais para desenvolver o país, afirmou, em declarações à agência Lusa, à margem da cimeira EUA-África, que decorre em Maputo.

“Cada vez mais o sector privado vai ter um papel relevante nas economias africanas e Moçambique é pioneiro nessa matéria”, acrescentou Ribeiro Telles.

O líder da CPLP participa na cimeira que se realiza até hoje na capital moçambicana, encontro que aponta como sinal dessa primazia dada ao empresariado.

"Este recente contrato que Moçambique estabeleceu com os EUA de exploração de gás é importante para o futuro de Moçambique e, sobretudo, dá um sinal relevante para o sector privado", acrescentou o secretário executivo da CPLP à Lusa, numa alusão ao contrato celebrado com um consócio liderado pela petrolífera Anadarko.

O investimento formalizado na terça-feira, em Maputo, está avaliado em 25 mil milhões de dólares para extracção, liquefacção e exportação de gás natural a partir de 2024.

Esta foi a primeira visita oficial a Moçambique de Ribeiro Telles como líder da CPLP, que foi hoje recebido pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

Além da agenda da comunidade, no encontro foi abordado “o interesse crescente que a CPLP está a despertar na cena internacional”, tendo em conta que há a organização conta hoje com “17 países associados”, quando há três anos tinha apenas três “e isso é revelador”, concluiu Ribeiro Telles.

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