Director: Lázaro Manhiça

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) associou-se ontem com a União Africana da Radiodifusão e a organização Most Beautiful African Dream Academy For Youth (MOBADAY) para celebrar, segunda-feira, o Dia de África, colocado este ano sob o slogan “Juntos Unidos, Juntos Somos WAN”.

O evento, que vai se articular em redor de vários debates sobre temas como a inclusão financeira em período de abrandamento económico ou da aceleração da transformação digital de África, salientará o WAN SHOW. Wan (rede afro mundial) é uma iniciativa que visa mobilizar a sociedade civil africana e a sua diáspora para lutar contra as consequências sanitárias e sociais da pandemia do coronavírus.

"A cultura é essencial no futuro de África. Os artistas, os criadores são portadores duma visão de futuro neste jovem continente;  desempenham um papel central para a retoma da economia informal e a resiliência das comunidades. A UNESCO mobiliza-se ao seu lado durante a pandemia e além”, declarou a directora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, num comunicado transmitido à PANA, em Paris.

A jornada vai terminar com um "concerto 2.0", das 19:00 às 21:00 horas TMG, divulgado gratuitamente a uma hora de grande audiência nas cadeias nacionais africanas e nalgumas cadeias privadas com a participação de Jimmy Cliff, Oumou Sangaré, Youssou N'dour, Angélique Kidjo, Chris Martin Coldplay, Femi Kuti, Djimon Hounsou, Baaba Maal, Tiken Jah Fakoly, Khadja Nin, Lénine, Calypso Rose, Aït Menguelet, Hiro, Kassav, Salif Keita, Aston Barret Wailers, Cheick Tidiane Seck.

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O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, defendeu hoje a “imperiosa necessidade” de África quebrar a dependência do exterior, adiantando que a pandemia de covid-19 veio recordar de “forma ensurdecedora” essa urgência.

“A grande questão que esta pandemia da covid-19 nos recorda, com uma voz ensurdecedora, é a necessidade imperiosa de quebrar esta dependência do mundo exterior através do duplo imperativo de vivermos dos nossos recursos e de nos orientarmos rumo à industrialização”, disse Moussa Faki Mahamat.

Para o presidente da Comissão da União Africana, num mundo em que o multilateralismo está a ser “gravemente posto à prova”, África “deve deixar de esperar pela salvação vinda de outros".

“África não pode continuar a dar-se por satisfeita com este papel de reserva eterna para uns, de lixeira para outros”, acrescentou.

Numa mensagem, a propósito do Dia de África, que hoje se assinala, Moussa Faki Mahamat elogiou a resposta africana à pandemia de covid-19, onde o número de mortos atingiu hoje os 3.348 em mais de 111 mil casos de infeção em 54 países.

“África, para grande surpresa daqueles que sempre a consideraram pouco, mobilizou-se nas primeiras horas da pandemia. Foi desenvolvida e imediatamente implementada uma estratégia de resposta continental”, apontou.

Defendeu, no entanto, que esta mobilização não pode limitar-se à conjuntura actual, antes deve servir para preparar o continente para o pós-pandemia.

“África é instada a traçar o seu próprio rumo. A sua dependência e insegurança alimentar são inaceitáveis e intoleráveis, tal como o estado das suas infraestruturas rodoviárias, portuárias, de saúde e de ensino”, disse.

Para o presidente da comissão da UA, África têm “os recursos necessários para dar uma resposta suficiente às necessidades das suas populações”.

Por isso, sublinhou, a opção tem de ser “por uma abordagem inovadora, mais introvertida do que extrovertida”.

“Vivamos do que temos, pelo que temos, vivamos para as dimensões do que temos”, acrescentou.

Para Moussa Faki Mahamat, este “movimento de introversão e confiança” das forças africanas será central para o “renascimento” do continente.

“A única forma de conter a covid-19 e as suas consequências desastrosas, de garantir a nossa suficiência alimentar, de criar milhões de empregos, de salvar as centenas de milhões dos nossos cidadãos hoje gravemente expostos a pandemias e perigos de todos os tipos, é a de uma verdadeira onda de solidariedade para uma resiliência africana verdadeira, forte e duradoura”, reforçou.

África assinala hoje os 57 anos da criação da Organização da Unidade Africana (OUA).

Em Maio de 1963, à medida que a luta pela independência do domínio colonial ganhava força, líderes de Estados africanos independentes e representantes de movimentos de libertação reuniram-se em Adis Abeba, na Etiópia, para formar uma frente unida na luta pela independência total do continente.

Da reunião saiu a carta que criaria a primeira instituição continental pós-independência de África, a Organização de Unidade Africana (OUA), antecessora da actual União Africana.

A OUA, que preconizava uma África unida, livre e responsável pelo seu próprio destino, foi estabelecida a 25 de Maio de 1963, que seria também declarado o Dia de África.

Em 2002, a OUA foi substituída pela União Africana, que reafirmou os objectivos de “uma África integrada, próspera e pacífica, impulsionada pelos seus cidadãos e representando uma força dinâmica na cena mundial”.

(Lusa)

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, alertou ontem que as posições de “certas forças políticas norte-americanas”, sobre a origem do novo coronavírus, está a colocar os dois países “à beira de uma nova Guerra Fria”.

“Certas forças políticas norte-americanas estão a tornar reféns as relações entre a China e os Estados Unidos e conduzir os nossos dois países à beira de uma nova Guerra Fria”, disse Wang Yi, citado pela agência France Presse (AFP).

o chefe da diplomacia chinesa, que falava  a jornalistas à margem da sessão plenária da Assembleia Popular Nacional iniciada na sexta-feira, reagia às declarações proferidas, nas últimas semanas, por Donald Trump.

Nas últimas semanas, o Presidente dos Estados Unidos tem acusado as autoridades chinesas de atrasarem a comunicação de dados cruciais sobre a gravidade do novo coronavírus, que poderiam ter travado a propagação da doença.

“Além da devastação causada pelo novo coronavírus, um vírus político está a espalhar-se pelos Estados Unidos. Esse vírus político aproveita todas as oportunidades para atacar e difamar a China”, disse Wang.

A tensão entre Pequim e Washington tem aumentado nos últimos dois anos, com a guerra comercial iniciada pelo Governo Trump com as sobretaxas alfandegárias.

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O continente africano superou sexta-feira a marca de 100 mil casos do novo coronavírus e 3 mil mortes, embora apenas seis países (África do Sul, Egipto, Argélia, Marrocos, Nigéria e Gana) tenham mais de 5 mil infectados.

Na sexta-feira havia 100.114 casos registados no continente, dos quais 38.599 pacientes recuperados, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, especializados nessa estatística.
África precisou de 15 dias para dobrar seus números - uma taxa de crescimento menor que a observada em outras regiões - e possui 3.077 mortes e uma taxa de letalidade de 3,1 por cento até o momento, reporta a agência EFE.
O país mais afectado pela pandemia da Covid-19 é a África do Sul, com 19.137 casos, 369 mortes e 8.950 pacientes com alta, e as projecções de suas autoridades de saúde anteciparam sexta-feira que, no cenário mais pessimista, o coronavírus deixará quase 50 mil vítimas e 3,6 milhões de infectados até o mês de Novembro.
O Egipto é o segundo país com mais casos, mas tem o maior número de óbitos na África (15.003 positivos e 696 mortos).
Os números relativos à África, embora continuem subindo, ainda estão longe do caos sofrido por muitos países da Europa, embora a OMS continue recomendando cautela e respeito pelas medidas de saúde.
A rápida reacção da maioria dos países do continente - ciente de seus sistemas de saúde vulneráveis - foi motivo de elogios internacionais.
A OMS estima que entre 83 mil e 190 mil africanos poderiam morrer por Covid-19 e até 44 milhões poderiam ser infectados em todo o continente se as medidas de contenção de pandemia falharem.

 

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O Ruanda está a usar cinco robôs no combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus, que permitem reduzir o contacto entre médicos e doentes e evitar o contágio, disse esta quarta-feira o ministro da Saúde ruandês, Daniel Ngamije.

Os robôs, fabricados na Bélgica, receberam nomes ruandeses: Akazuba (que significa sol), Ikirezi (bondade), Mwiza (beleza), Ngabo (escudo) e Urumuri (luz).

Estes novos instrumentos tecnológicos de combate à pandemia foram apresentados na terça-feira no centro de tratamento da Covid-19 em Kanyinya, nos arredores de Kigali, e foram financiados pelo Ministério da Saúde ruandês com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

As máquinas podem ser utilizadas para medir a temperatura corporal, monitorizar o estado do paciente e manter registos médicos das pessoas infectadas com o novo coronavírus.

“Os robôs fazem agora parte da nossa luta contra a Covid-19”, disse hoje Daniel Ngamije, em declarações à agência de notícias espanhola Efe, em Kigali.

“A introdução dos robôs visa minimizar os riscos de infecção entre os trabalhadores da saúde e, pelas suas capacidades, aumentam a possibilidade e a eficácia na luta contra a Covid-19 e reduzirão a exposição dos trabalhadores da saúde a possíveis infecções”, acrescentou o ministro.

Segundo o responsável da pasta da saúde, os robôs são capazes de "examinar 50 a 150 pessoas por minuto, levar alimentos e medicamentos aos quartos dos doentes, armazenar dados e notificar os médicos de serviço de quaisquer anomalias detectadas".

As autoridades ruandesas estão a apostar em soluções tecnológicas inovadoras para combater o novo coronavírus e dizem que esperam adquirir mais robôs no futuro, custando cada um 30 mil dólares.

Até à data, o Ruanda, que também utiliza drones para administrar medicamentos, confirmou 308 infecções pelo novo coronavírus e 209 doentes recuperados durante a pandemia.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 323 mil mortos e infectou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,8 milhões de doentes foram considerados curados.

Em África, há 2.919 mortos confirmados, com mais de 91 mil infectados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. (Notícias/RM/NM)

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