AS monções na Ásia do Sul já custaram a vida a mais de 650 pessoas nas últimas duas semanas, segundo um relatório apresentado hoje pelas autoridades dos países afetados. De junho a setembro, a época das monções é essencial para a irrigação de cultivos e abastecimento de água no subcontinente indiano, onde vive um quinto da população mundial. Leia mais

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O antigo Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos,foi citado por dois dos seus antigos colaboradores como tendo autorizado o desvio dos fundos do Conselho Nacional de Carregadores (CNC) para beneficiar empresas particulares.

É a primeira vez que o antigo chefe doEstado é publicamente implicado em casos de corrupção durante o seu consulado.

Em depoimento nasemana passada, no Tribunal Supremo que julga o caso do desvio de fundos do CNC, André Luís Brandão, antigo ministro dos Transportes(1992-2008)e mais tarde secretário do presidente para a contratação pública, disse que Eduardo dos Santos autorizou a participação dos 10%do órgão no Banco de Negócios Internacional (BNI), decisão atribuída ao seu sucessor.

André Brandão, arrolado como testemunha no processo em que Augusto Tomásé a figura central do julgamento, afirmou que ele tratou apenas do processo que foi formalizado, à posterior, a Augusto Tomás, que foi ministro dos Transportesde 2008 a 2017.

Também o líder da Fundação Eduardo dos Santos, Ismael Diogo, confirmou que a injecção, por Augusto Tomás, de capitais nas empresas ASGM e CIMMA foi igualmente autorizada pelo antigo Presidente da República, no quadro da parceria público-privada, iniciada em 2008.

A ASGM e CIMMA - a primeira virada para a importação e montagem de viaturas e a segunda para montagens metalomecânicas- tinham como accionistas empresas e figuras ligadas ao partido no poder, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

Para o jurista Arão Tempo, “no interesse do Estado”, o antigo chefe do Estado deve ser ouvido, mas adverte que, a acontecer, “o país pode paralisar”.

Tempo defende a sua tese com o argumento de que não há dirigente do MPLA “que não esteja implicado no fenómeno da corrupção”.

O também jurista Sérgio Raimundo já tinha sugerido que Eduardo dos Santos deve ser tido como uma “peça fundamental e determinante”na cruzada contra a corrupção no país, quando se referia ao antigo governador do BNA, Walter Filipe, e aJosé Filomeno dos Santos, ex-administrador do Fundo Soberano e filho de José Eduardo dos Santos, arguidos no processo de desvio para o estrangeiro de 500 milhões de dólares  (do Banco Central Angolano.-(VOA)

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O EX-PRESIDENTE sul-africano Jacob Zuma (2009-2018) decidiu deixar de testemunhar perante a comissão oficial que investiga um alegado caso de corrupção ocorrido durante o seu mandato, queixando-se de “tratamento injusto”.

“Estamos aqui para dizer que não vamos continuar a participar neste processo”, anunciou o advogado de Zuma, Muzi Sikhakhane,à Comissão Zondo,que investiga um caso conhecido na África do Sul como “Captura do Estado”.

O advogado sustentou que a comissão está a trataro ex-Presidente de forma injusta, como alguém que está acusado, aoinvésde ser considerado uma testemunha que pode contar a sua versão dos factos.

“As pessoas que aqui estão põem as suas vidas em risco”, destacou Sikhakhane.

O anúncio surge depois de, na passada quarta-feira, a equipa que defende Zuma ter pedido uma suspensão das declarações por discordar da linha com que estava a ser conduzido o inquérito ao ex-Presidente.

Durante mais de um ano, a comissão, presidida pelo vice-presidente do Tribunal Constitucional, Raymond Zondo, ouviu dezenas de ministros, deputados, empresários e altos funcionários da administração sobre os negócios considerados obscuros da era de Zuma no poder.

O ex-Presidente começou a testemunhar esta semana,afirmando-se vítima de “assassíniode carácter” e dizendo que as alegações fazem parte de uma conspiração internacional.

Jacob Zuma, 77 anos, é suspeito de conceder ilegalmente contratos públicos lucrativos e benefícios indevidos a uma família de empresários indianos de quem é próximo, os Gupta.

Paralelamente a esta investigação, Zuma está acusado num caso que envolve alegações de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude relacionadas com um acordo de armas no valor de cerca de 14 milhões de randes (62,2 milhões de meticais) assinado no final dos anos de 1990.-(LUSA)

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O MUNDO enfrenta agora uma emergência de saúde pública de preocupação internacional face à ébola na RDCongo. O alerta é dado após a morte do primeiro caso detectado numa metrópole, Goma, a segunda maior cidade do país, na encruzilhada dos Grandes Lagos. Leia mais

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O director-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou, ontem, o estado de emergência internacional na República Democrática do Congo (RDCongo), depois da reunião do Comité de Emergência para avaliar a evolução da epidemia do ébola.

A notícia foi divulgada através da conta de Twitter da organização e aponta as preocupações com a expansão geográfica da doença como fundamento para esta decisão.

“É altura de a comunidade internacional se solidarizar com o povo da RDCongo, não de impor medidas punitivas e restrições contraproducentes que só servirão para isolar” o país, afirmou Tedros, após a reunião do Comité de Emergência, na qual foi declarada a Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional (ESPI).

O responsável da OMS elogiou a “transparência excepcional” do governo congolês na partilha de informação, diariamente, sublinhando que as autoridades da RDCongo estão “a fazer tudo o que podem” e que “precisam do apoio da comunidade internacional”, inclusivamente, a nível financeiro, sob pena de fragilizar a resposta ao vírus.

Tedros acrescentou que as restrições de viagens ou comerciais “não servirão qualquer propósito útil”, destacando que já foram feitos 75 milhões de despistes do ébola em cruzamentos fronteiriços.

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