Director: Lázaro Manhiça

"UMdos fugitivos mais procurados do mundo", Félicien Kabuga, foi detido perto de Paris.Eleestava foragido há 26 anos, acusado de uma série de crimes relacionados ao massacre de 800 mil pessoas no Ruanda, em 1994.

Félicien Kabuga, considerado o “financiador do genocídio de Ruanda” e um dos principais acusados procurados pela justiça internacional, foi detido sábado de manhã nos arredores de Paris, de acordo com o Ministério Público francês.

Aos 84 anos, Kabuga, que residia numa região parisiense com uma identidade falsa, é acusado de ter criado as milícias Interhamwe, os principais braços armados do genocídio de 1994, que causou 800milmortes, segundo as Nações Unidas.

Em fuga desde 1994, Kabuga é alvo de um mandado de prisão do Mecanismo para os Tribunais Internacionais (MPTI), a estrutura responsável pela conclusão do trabalho do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (ICTR).

Em 1998, esse tribunal acusou-o de conspiração para cometer genocídio, genocídio ou cumplicidade para cometer genocídio, incitamento direto e público para cometer genocídio e exterminação como crime contra a humanidade.

Em 6 de abril de 1994 era abatido, no aeroporto da capital do Ruanda, Kigali, o avião que transportava os Presidentes ruandês, Juvenal Habyarimana, e burundês, Cyprien Ntaryamira, iniciando um conflito étnico no país que matou mais de milhares pessoas e provocou milhões de refugiados.

Segundo aONU,cerca de 800milpessoas foram mortas entre 07 de Abril e 15 de Julhodaquele ano.

Homens, mulheres e crianças foram exterminados à catanada, nas ruas, nas suas casas e mesmo em escolas e igrejas onde pensavam estar em segurança

Depois do genocídio, a justiça ruandesa apreendeu documentos em Kigali implicando moral e materialmente Kabuga nas matanças.

O principal procurador do MPTI, Serge Brammertz,saudou a detenção de Kabuga, afirmando que ela “vem lembrar” que “todos os suspeitos de genocídio podem ser responsabilizados, mesmo 26 anos depois dos seus crimes”.

Depois de finalizados os procedimentos apropriados nos termos da lei de França, Félicien Kabuga deverá ser entregue ao MPTI para julgamento. -(LUSA)

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O PRESIDENTE norte-americano, Donald Trump, disse este sábado (16) que está a considerar retomar parcialmente a contribuição dos Estados Unidos para a Organização Mundial da Saúde (OMS), que suspendeu em Abril.
 “Uma das várias hipóteses que estamos a considerar é pagarmos 10% do que temos estado a pagar durante muitos anos, colocando-nos ao nível da contribuição muito mais baixa da China", escreveu Trump no Twitter, citado pela agência EFE.
 
"Ainda não tomámos uma decisão final. Todos os fundos estão congelados", acrescentou.
 
Os Estados Unidos cancelaram a sua contribuição para a OMS depois de Trump criticar a forma como a organização geriu a pandemia da Covid-19 e acusá-la de ceder às pressões da China.
 
Até agora o maior contribuinte para a OMS, os Estados Unidos davam anualmente 400 a 500 milhões de dólares à organização, entre contribuições obrigatórias e voluntárias.
 
Os Estados Unidos são nesta altura o país mais afectado pela pandemia, com 87.493 mortes e mais de 1,4 milhão de casos de infecção, segundo números de sexta-feira.
 
O estado de Nova Iorque é o grande foco de coronavírus no país, com 345.813 casos confirmados e 27.841 mortes, números equivalentes aos da França e da Espanha, abaixo apenas do Reino Unido e da Itália.
 
Surgido em Dezembro na China, o SARS-CoV-2 já infectou 4.549.100 pessoas em todo o mundo, pelo menos 307.321 das quais morreram, segundo um balanço deste sábado da agência AFP.
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O novo coronavírus pode nunca desaparecer e a população terá que conviver com ele, advertiu a Organização Mundial da Saúde (OMS), quando alguns países começam gradualmente a diminuir as restrições impostas para impedir a sua propagação.

O novo coronavírus, que surgiu na cidade chinesa de Wuhan no final do ano passado, já contagiou mais de 4,2 milhões de pessoas e matou quase 300.000 pessoas.

“Temos um novo vírus que atingiu a população humana, pela primeira vez, e, portanto, é muito difícil prever quando o venceremos”, disse Michael Ryan, director de emergências da OMS.

“Talvez esse vírus se torne outro vírus endémico em nossas comunidades e talvez nunca desapareça”, disse em teleconferência, em Genebra. “O HIV não desapareceu”, comparou.

A OMS alertou que não há garantia de que o fim do confinamento, que afectou metade da humanidade, não gere uma segunda onda de contágios.

“Muitos países gostariam de encerrar as diferentes medidas” de confinamento, disse o director da mais alta autoridade sanitária do mundo, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Mas nossa recomendação é que os países ainda mantenham o alerta no nível mais alto possível”, acrescentou.
Segundo Ryan, ainda há um “longo caminho a percorrer” para voltar ao normal. Acredita-se que “os confinamentos funcionam perfeitamente e que o desconfinamento será genial. Mas são cheios de riscos”, alertou o virologista irlandês.

Ryan também condenou os ataques a trabalhadores da área de saúde e relatou que, em Abril, mais de 35 incidentes “muito graves” desse tipo foram relatados em 11 países.

“A Covid-19 está trazendo o melhor de nós, mas também um pouco do pior”, disse. “As pessoas sentem-se empoderadas para liberar suas frustrações contra aqueles que estão simplesmente tentando ajudar. Não devemos permitir isso”, alertou.

Ele também insistiu que a humanidade “tem uma grande oportunidade” de encontrar uma vacina e torná-la acessível a todos.

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A FAO diz que ameaças de fome mantêm-secom a estação de chuvas fortes. Segundo a agência das Nações Unidas, 25 milhões de pessoas sofrerão insegurança alimentar aguda este ano.  O director-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura(FAO) anunciou segunda-feira que houve avanços importantes no combate à praga de gafanhotosdo deserto, que afecta principalmente a ÁfricaOriental, salvando-se em 10 países 720 mil toneladas de cereais. Leia mais

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A pandemia do novo coronavírus já matou mais de 280 mil pessoas em todo o mundo, dos quais quase 85% na Europa e nos Estados Unidos, desde Dezembro, segundo um balanço da AFP às 16:35 de ontem.

De acordo com os dados oficiais recolhidos pela agência noticiosa francesa, até às 16:35 GMT de ontem 280.011 mortes foram registadas em todo o mundo (para 4.052.677 casos), incluindo 156.095 na Europa (1.730.916 casos), o continente mais afectado.

Os Estados Unidos são o país com mais mortes (78.862), à frente do Reino Unido (31.855), Itália (30.560), Espanha (26.621) e França (26.380), desde que a pandemia surgiu, em Dezembro passado, na província chinesa de Wuhan.

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