O TRIBUNAL Constitucional de Malawi decide hoje se procedem as denúncias do MCP e UTM contra o processo eleitoral, que culminou na reeleição de Peter Mutharika, a 21 de Maio. Ontem, o país foi palco de gigantescos protestos contra a Comissão Eleitoral e questionando a legitimidade do segundo mandato do Chefe de Estado. Leia mais

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UMA missão da CEDEAO chegou ontem a Bissau numa visita de acompanhamento à situação política do país. Hoje, o Conselho de Paz e Segurança da UA reúne-se em Addis Abeba, para voltar a analisar a situação na Guiné-Bissau. Leia mais

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O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou hoje a sua recandidatura à Casa Branca, e, num comício em Orlando, Flórida, voltou a acusar os jornalistas de serem “fake news” e disse que o país tem a melhor economia de sempre.

“Lanço, oficialmente, a minha campanha, para um segundo mandato”, disse o republicano, na terça-feira à noite (quarta-feira em Moçambique), diante de cerca de 20 mil pessoas, prometendo aos presentes que vai “manter a América grande” e de seguida ecoou o famoso slogan que o levou à vitória em 2016: “Make America Great Again” (“Tornar a América Grande Outra Vez”).

“A única coisa que esses políticos vão entender é um terramoto nas urnas. Fizemos uma vez e vamos fazer de novo, e desta vez vamos terminar o trabalho", disse Trump, que ao longo do discurso, de cerca de uma hora e 20 minutos, foi afirmando que os seus opositores democratas tentaram destruir o “movimento do povo norte-americano”.

“Os democratas foram contra mim, contra a minha família, mas o mais grave: foram contra vocês”, apontou, dirigindo-se aos seus apoiantes.

Donald Trump, como tem sido hábito, voltou a tecer duros comentários aos jornalistas. Enquanto se gabava da quantidade de apoiantes que encheram o polidesportivo Amway Center, apontou com o indicador para os jornalistas presentes e disse: “isto está aqui muito “fake media”, muito mesmo”.

Minutos antes, o Presidente norte-americano garantiu que a economia, neste momento é, “provavelmente, a melhor economia da história” dos Estados Unidos.

Trump voltou ainda ao tema de combate à imigração ilegal e à construção do muro na fronteira com o México “que será maior, melhor e mais barato”.

As críticas ao sistema de saúde (“Obamacare”) e a necessidade de o revogar e substituir foram também das tónicas do discurso, assim como a guerra comercial com a China.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, que na semana passada Trump anunciou a saída da Casa Branca em finais de Junho, apareceu no palco para uma breve apresentação e para agradecer ao Presidente norte-americano os três últimos anos em que trabalharam juntos.

Em 2016, poucos acreditavam que Trump alguma vez chegasse à Casa Branca, mesmo dentro do seu Partido Republicano, duvidando do seu estilo belicoso e do impacto negativo dos casos em que se ia envolvendo.

Três anos depois, Trump tem o partido unido, bons índices económicos e os adversários Democratas desalinhados, até, relativamente, ao início de um processo de destituição no Congresso, onde alguns acham que ainda não é tempo para explorar as consequências da investigação sobre a interferência russa nas eleições de 2016, que mostraram indícios de obstrução à justiça por parte da equipa de Trump.

Nos últimos dias, contudo, algumas sondagens tornadas públicas (algumas delas feitas pela própria candidatura de Trump) revelavam que vários dos 23 candidatos Democratas têm vantagem sobre o Presidente que, pela primeira vez na história dos estudos de opinião, cumpriu três anos de mandato sem nunca ter tido uma maioria a suportar a sua governação.

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Pelo menos 15 soldados morreram, ontem, num ataque a uma base militar da Nigéria, uma ofensiva, alegadamente, conduzida por membros do grupo “jihadista” Boko Haram, segundo fontes militares citadas pela agência France-Presse.

“Os corpos de 15 soldados já foram encontrados”, disse à AFP um oficial nigeriano sob anonimato, que acrescentou que “muitos soldados continuam desaparecidos”.

O ataque de hoje à base militar de Gajiram, no nordeste do país, zona próxima da bacia do lago Chade e da fronteira com Níger, Chade e Camarões, foi confirmado por telefone por outra fonte militar contactada pela AFP.

Segundo habitantes daquela zona, os perpetradores do ataque passaram por Gajiram por volta das 18:00 horas locais (mesma hora de Lisboa).

"Os homens armados entraram na cidade pelas 18:00, depois de derrotarem os soldados da base", afirmou Mele Butari, um habitante de Gajiram, à AFP.

O grupo Boko Haram foi criado em 2002 no nordeste da Nigéria por Mohameh Yusuf, após o abandono do norte do país pelas autoridades.

Inicialmente, os seus ataques eram dirigidos à Polícia nigeriana, uma vez que representava o Estado. No entanto, desde a morte de Yusuf, em 2009, o grupo passou a ter uma abordagem mais radical.

Desde então, o Boko Haram matou mais de 20 000 pessoas e as suas ofensivas provocaram, aproximadamente, dois milhões de deslocados, de acordo com as Nações Unidas.

 

 

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A organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) pediu uma investigação sobre o acesso à assistência médica e aos alegados maus tratos sofridos ao longo dos anos por parte do ex-presidente do Egipto, Mohamed Morsi, que morreu na segunda-feira.

O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, cuja próxima sessão começa a 24 de Junho, deve estabelecer uma investigação sobre as graves violações aos direitos humanos no Egipto, incluindo maus tratos generalizados nas prisões do país e sobre a morte de Morsi, apontou a Human Rights Watch em comunicado, na segunda-feira.

“A morte do ex-presidente Morsi seguiu-se a anos de maus tratos do governo, confinamento solitário prolongado, assistência médica inadequada, privação de visitas familiares e falta de acesso a advogados”, sublinhou, na mesma nota, a directora para o Médio Oriente e Norte de África da HRW, Sarah Leah Whitson.

A estação nacional de televisão do Egipto informou que Mohamed Morsi, de 67 anos, que governou o país entre 2012 e 2013, antes de ser derrubado pelos militares, morreu na segunda-feira, durante uma comparência em tribunal, onde estava a ser julgado por “espionagem”.

Morsi desmaiou durante a sessão, precisou a cadeia televisiva.

“Estava a falar perante o juiz, há 20 minutos, e numa fase muito enérgica desmaiou. Foi de imediato transportado para o hospital, onde morreu”, disse uma fonte judicial citada pela cadeia televisiva Al-Jazeera.

A organização dos direitos humanos denuncia que “o Gabinete do Procurador-Geral do Egipto divulgou uma declaração dizendo que o juiz permitiu que Morsi falasse durante cinco minutos no tribunal antes de perder a consciência”.

“A declaração diz que uma equipa de investigadores, incluindo o director da Autoridade Médica Forense, examinará as gravações no tribunal e o arquivo de saúde de Morsi. A declaração não especificou o motivo directo da sua morte”, denunciou a HRW.

Segundo a ONG, o governo egípcio falhou durante seis anos na protecção dos direitos básicos de Morsi. “A família de Morsi disse à Human Rights Watch que só puderam vê-lo na prisão três vezes em seis anos”, denunciou.

“Morsi era diabético e declarou aos juízes em ocasiões anteriores que sofreu comas diabéticos por causa da falta de atenção médica adequada em relação à sua dosagem de insulina e dieta”, acrescentou a ONG.

Morsi foi enterrado hoje em Medinat Nasr, um bairro no leste do Cairo, disse um dos seus advogados à AFP.

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