Director: Lázaro Manhiça

A violência no leste da República Democrática do Congo (RDCongo) provocou mais de um milhão de deslocados em seis meses, anunciou ontem o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Em comunicado, o ACNUR disse estar “alarmado com o aumento do número de ataques violentos” por parte de grupos armados contra deslocados no leste da RDCongo.

No documento, a agência da ONU para os refugiados pediu às autoridades para “fortalecerem a presença da polícia e forças militares”, com o apoio da missão das Nações Unidas no país, a Monusco, de forma a melhorar a segurança na região e “responsabilizar os autores” destes ataques.

O ACNUR referiu que, juntamente com os seus parceiros, teve conhecimento de “múltiplos ataques por grupos armados em locais e aldeias de deslocados” durante as últimas oito semanas, em particular nas localidades de Djugu (província de Ituri), Fizi e Mwenga (Kivu Sul) e Masisi e Rutshuru (Kivu Norte).

“Os actuais ataques acumulam-se a uma situação de deslocados já complexa no leste da RDCongo e colocam riscos enormes para a população que fugiu de suas casas. Os novos deslocados provocam também mais pressão nas áreas que acolhem os deslocados internos”, apontou o ACNUR, assinalando que estes locais necessitam de cuidados básicos como alimentos, água e serviços médicos.

De acordo com o ACNUR, mulheres e crianças estão entre os grupos mais ameaçados, “com um aumento do número de ataques sexuais e da violência baseada no género contra mulheres e raparigas nos últimos meses”.

A agência da ONU acrescentou que no último mês foram registados mais de 390 casos de violência sexual nas províncias de Ituri, Kivu Norte e Kivu Sul, sendo a maioria atribuída a grupos armados, mas alertou que “muitos foram, alegadamente, perpetrados por membros dos serviços de segurança congoleses”.

O comunicado referiu ainda que os conflitos dificultam o acesso à ajuda médica e humanitária, com os centros de tratamento a serem alvo de ataques regulares.

Para reforçar o seu apoio na região, o ACNUR apelou a um apoio financeiro “para as suas operações subfinanciadas”.

“Recebemos apenas 21% dos 168 milhões de dólares necessários para a nossa operação na RDCongo”, apontou a agência das Nações Unidas.

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A Rússia acusou ontem os Estados Unidos de estarem a preparar o terreno para novos testes nucleares, na sequência da sua recusa em ratificar o Tratado de Proibição Completa dos Testes Nucleares (TPCEN), criado em 1996.

“Hoje, somos forçados a assinalar uma grave deterioração da situação, à volta do TPCEN. Um quarto de século após o tratado ter sido criado, ainda não entrou em vigor”, lamentou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, num comunicado que refere o vigésimo aniversário da ractificação do acordo, por parte de Moscovo.

“A posição mais destrutiva, sobre a matéria, é a dos Estados Unidos, que declararam oficialmente que não têm intenção de ratificar o TPCEN e abrem caminho para a retoma dos testes nucleares”, disse a diplomacia russa, no comunicado.

O TPCEN foi criado em 1996 e foi subscrito por 184 países, mas para que ele entre em vigor é necessário que 44 países que possuam tecnologia nuclear assinem e ratifiquem o tratado.

Estados Unidos, China, Irão, Egipto e Israel ainda não ractificaram o acordo e Índia, Coreia do Norte e Paquistão nem sequer o assinaram.

Para Moscovo, o regime de não proliferação e controlo de armas nucleares enfrenta sérios desafios e “deve ser feito tudo o que é possível para evitar tendências negativas”.

“A Rússia apela a esses oito países e, acima de tudo, aos Estados Unidos, para reverem as suas posições e darem luz verde para que esse tratado, que é muito importante do ponto de vista da segurança global, se torne um instrumento legal completo no direito internacional”, conclui o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

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OS Estados Unidos da América indicaram ontem ser improvável uma reunião, ou até mesmo o contacto virtual, entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, antes das eleições presidenciais de Novembro, nos EUA. Enquanto expressava irritação pela falta de vontade real por parte de Pyongyang em discutir uma desnuclearização da Coreia do Norte, o principal negociador norte-americano, Stephen Biegun, garantiu que a porta permanece “aberta para a diplomacia”. “Nós acreditamos que ainda há tempo para os EUA e a Coreia do Norte fazerem um progresso real na direcção que acreditamos que os dois países desejam seguir”, afirmou Stephen Biegun durante uma video-conferência virtual do círculo de reflexão do Fundo German Marshall dos EUA. O responsável descartou um possível quarto encontro Trump-Kim, antes das eleições presidenciais de 03 de Novembro nos EUA. Comments
O DEPARTAMENTO de Justiça dos Estados Unidos anunciou ontem que um grande júri federal apresentou nova acusação contra o fundador do Wikileaks, Julian Assange.
Segundo a agência AP, esta nova acusação não inclui novos elementos, mas alarga a conduta desrespeitosa de Assange, que o governo norte-americano acredita tenha infringido a lei.
O organismo anunciou esta nova acusação contra o fundador do portal Wikileaks na quarta-feira, que foi detido no Reino Unido no ano passado, país onde se encontra preso.
A Justiça norte-americana procura a extradição de Julian Assange para que enfrente a acusação de 18 presumíveis delitos de espionagem.
Assange, de 47 anos, é acusado de ter divulgado centenas de milhares de comunicações e ficheiros sobre as guerras no Afeganistão e no Iraque, incluindo nomes de fontes secretas.
Julian Assange encontra-se actualmente detido na prisão de Belmarsh, em Londres, e contesta as acusações norte-americanas.
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O MUNDO deverá atingir a cifra de 10 milhões de casos do novo coronavírus na próxima semana, segundo o alerta lançado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
“Esperamos atingir um total de 10 milhões de casos, na próxima semana”, disse o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa entrevista virtual.
 
No primeiro mês desta pandemia, indicou, menos de 10.000 casos foram relatados à OMS. No mês passado, quase quatro milhões foram relatados.
 
Segundo uma contagem da agência AFP, estabelecida de fontes oficiais, a doença causou pelo menos 477.570 mortes em todo o mundo, desde que a China notificou o surto da doença em Dezembro.
 
Mais de 9.279.310 casos de infecção foram, oficialmente, diagnosticados em 196 países e territórios.
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