Director: Lázaro Manhiça

O EX-PRESIDENTE sul-africano Jacob Zuma de 79 anos de idade foi internado sexta-feira(06) num hospital fora do centro prisional de Estcourt, onde cumpre pena de 15 meses de prisão em KwaZulu-Natal, leste do país, anunciou o Governo.

“O Departamento dos Serviços Correccionais confirma que o ex-Presidente, Jacob Zuma, foi admitido hoje (sexta-feira) pela manhã num hospital externo para observação médica”, lê-se no comunicado divulgadoontem a que a Lusa teve acesso.

Zuma deverá ser presente ao reinício do seu julgamento por corrupção, agendado para 10 de Agosto.

“Como ex-Presidente, as necessidades de saúde do Sr. Zuma exigem o envolvimento dos Serviços Militares de Saúde da África do Sul. Este tem sido o caso desde a sua admissão nos Serviços Correcionais de Estcourt”, refere o comunicado.

O Departamento de Serviços Correcionais da África do Sul acrescenta que “uma observação de rotina originou o internamento do Sr. Zuma”.

A Fundação Jacob Zuma afirmou ontem na rede social Twitter que o ex-Presidente,“o primeiro recluso do Tribunal Constitucional, de 79 anos, preso sem julgamento, está a fazer a sua rotina médica anual”.

O porta-voz dos Serviços Correcionais, Singabakho Nxumalo, citado pela imprensa local, sublinhou que a comparência de Zuma na audiência em tribunal na próxima terça-feira dependerá da opinião dos médicos.

Jacob Zuma, que insistiu recentemente que uma audiência virtual do seu pedido de apelo judicial seria “uma violação dos seus direitos constitucionais”, deveria comparecer na próxima terça-feira no Tribunal Superior de Pietermaritzburg, capital do KwaZulu-Natal, no âmbito das acusações que enfrenta na Justiça relacionadas com o negócio de aquisição de armamento, em 1999, com a empresa francesa Thales.

Na quarta-feira, o juiz do Tribunal Superior de Pietermaritzburg, Piet Koen, decidiu que o requerimento de Jacob Zuma contra o procurador público, o advogado Billy Downer, fosse ouvido presencialmente em audiência pública no tribunal.

Em 20 de Julho, o juiz anunciou o adiamento do julgamento de Jacob Zuma para 10 de Agosto de 2021 para ouvir o pedido especial apresentado pela defesa do antigo chefe de Estado.

A 22 de Julho, Zuma foi autorizado a sair do estabelecimento prisional para participar no funeral de um irmão mais novo, Michael Zuma, que se realizou em Nkandla.

Zuma enfrenta acusações de fraude, corrupção e extorsão num caso de alegado suborno, com 20 anos, que envolve o fabricante de armas françês, Thales.

O caso envolvendo Zuma, que foi Presidente entre 2009 e 2018, tem a ver com a compra de equipamento militar a cinco empresas em 1999, quando era vice-Presidente do país.

O fabricante francês do sector da Defesa enfrenta também acusações de corrupção e branqueamento de capitais. Tanto Zuma,como o grupo Thales, sempre negaram as acusações.

A cidade litoral de Pietermaritzburg, onde decorrerá o julgamento, foi uma das cidades mais atingidas pela recente onda de saques e violência que eclodiu,após a prisão de Zuma e que provocaram mais de 350 mortos.- (LUSA)

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PELO menos 17 convidados de uma festa de casamento morreram em Bangladesh após serem atingidos por um raio, disseram as autoridades.

Outras 14 pessoas, incluindo o noivo, ficaram feridas. A noiva não estava na festa de casamento.

O grupo desembarcavade um barco na cidade ribeirinha de Shibganj, rumo à casa da noiva, quando foram atingidos por uma tempestade.

A população local disse que vários raios atingiram o grupo.

Todos os anos, centenas de pessoas em todo o sul da Ásia são mortas por raios.

Em 2016, Bangladesh declarou a queda de raios um desastre natural quando mais de 200 pessoas morreram no mês de Maio, incluindo 82 pessoas em um único dia.

Especialistas argumentam que o desmatamento tem desempenhado um papel no número crescente de quedas de raios mortais devido ao desaparecimento de muitas árvores altas que antes funcionavam como para-raios.

 

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A POLÍCIA de choque tanzaniana prendeu hoje (05) vários apoiantes do líder da oposição Freedom Mbowe à porta de um tribunal em Dar es Salaam, onde uma audiência de “terrorismo” contra ele foi adiada para amanhã, sexta-feira(07).

Presidente do principal partido da oposição, Chadema, Freeman Mbowe, foi preso no final de Julho último, juntamente com outras figuras desta formação, em Mwanza, uma cidade do noroeste da Tanzania onde planearam um comício para exigir reformas constitucionais.

Um tribunal tanzaniano decidiu processar Mbowe, 59 anos, por “financiamento do terrorismo” e “conspiração terrorista”, delitos não condenáveis.

A rusga policial e as acusações de “terrorismo” contra Mbowe suscitaram preocupação entre as organizações não governamentais de direitos humanos e as diplomacias ocidentais.

Os Estados Unidos pediram à Presidentetanzaniana, Samia Suluhu Hassan, que tomou posse em Março,na sequência da morte do chefe do EstadoJohn Magufuli, a garantir as liberdades de todos os tanzanianos.

Mbowe deveria comparecer hoje no tribunal, através de uma ligação vídeo, mas o caso foi adiado para amanhãdevido a problemas de ligação, disse o seu advogado Peter Kibatala.

Os simpatizantes do Chadema seguraram cartazes onde se lia “Mbowe não é um terrorista”, após se terem reunido no exterior do tribunal.

A polícia efectuou detenções, disse Chadema através da rede social Twitter. As filmagens mostravam agentes da polícia a encaminhar as pessoas para uma carrinha, antes de as levar embora.

O número de pessoas presas não foi imediatamente revelado.

Chadema também disse que a polícia invadiu o seu escritório regional na capital Dodoma, na quarta-feira à noite, onde levou documentos.

O Ministério Público da Tanzânia afirmou que as acusações de “terrorismo” contra Mbowe não estavam relacionadas com as suas actividades planeadas em Mwanza, mas sim com alegadas infracções que tiveram lugar no ano passado, numa outra parte do país.- LUSA

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O TRIBUNAL Constitucional (TC) de São Tomé e Príncipe confirmou quarta-feira (04) Carlos Vila Nova, com 43,3% dos votos, e Guilherme Posser da Costa, com 20,7%, como candidatos à segunda volta das presidenciais, marcadas para 29 de Agosto.

O candidato Carlos Vila Nova, que conta com o apoio da Acção Democrática Independente (ADI), na oposição, foi confirmado vencedor da primeira volta das presidenciais de 18 de Julho.

Dados definitivos divulgados quarta-feira (04) pelo TC, Vila Nova obteve um total de 35.342 votos, correspondentes a 43,3%.

Enquanto, Guilherme Posser da Costa, candidato apoiado pelo Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), no poder, ficou em segundo lugar registando 16.905 votos, correspondentes 20,7%.

Por seu turno, o candidato Delfim Neves foi o terceiro mais votado, registando 14.941 votos, correspondes a 18,3%.

Participaram na assembleia de apuramento geral cinco juízes do TC, três professores de matemática e mandatários de algumas candidaturas e da Comissão Eleitoral Nacional (CEN) que testemunharam o acto.

A CEN enviou ao chefe do Estado uma proposta de calendário eleitoral, onde se prevê a realização da segunda volta em 29 de Agosto.

Segundo o documento, a campanha eleitoral deverá iniciar-se no dia 20 e os resultados definitivos serão anunciados em 12 de Setembro.

O Presidente, termina o mandato em 03 de Setembro, altura em que deveria tomar posse o seu sucessor.

O novo calendário eleitoral obriga à prorrogação do mandato de Evaristo Carvalho, o primeiro Presidente são-tomense que não procurou um segundo mandato, referindo que “é tempo de passar o testemunho às gerações mais jovens, capazes de imprimir novas dinâmicas”. - LUSA

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O GOVERNO do México anunciou quarta-feira (04) uma acção judicial perante um tribunal federal de Boston contra os principais fabricantes de armas dos EUA, acusadas de práticas comerciais que facilitam o tráfico ilícito que agravam a violência no país.

Em conferência de imprensa, o ministro mexicano dos Negócios Estrangeiros, Marcelo Ebrard, denunciou o “comércio ilícito” em território mexicano que provoca “prejuízos directos ao país”, apesar de ter sido esclarecido que esta iniciativa não é movida contra o Governo dos Estados Unidos.

“Estamos confiantes sobre a qualidade jurídica do que apresentamos, e argumentaremos da forma mais séria. Vamos ganhar o processo e conseguiremos reduzir de forma drástica o tráfico ilícito de armas para o México”, acrescentou o ministro.

Entre as empresas acusadas pelo México incluem-se a Smith & Wesson, Beretta, Colt, Glock, Century Arms, Ruger e Barrett, que produzem mais de 68% das mais de meio milhão de armas introduzidas clandestinamente no México em cada ano, segundo as informações incluídas na queixa mexicana.

Ebrard afirmou não existir qualquer precedente que envolva o Governo mexicano “num litígio desta natureza” e disse que a iniciativa tem o aval do Presidente Andrés Manuel López Obrador.

O ministro dos Negócios Estrangeiros explicou que esta acção judicial pretende que os fabricantes de armas compensem o Governo mexicano pelos prejuízos causados pelas suas “práticas negligentes”.

Mais de meio milhão de armas são traficadas anualmente entre os EUA e o México, sendo responsáveis por 17.000 homicídios anuais, segundo os dados divulgados pela Secretaria de Relações Exteriores (SER), o ministério responsável pela diplomacia mexicana.

Segundo as estimativas oficiais, também representam um custo de 1,5% do produto interno bruto (PIB) do país.- LUSA

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