O académico sul-africano André Thomashausen considerou, ontem, que a decisão anunciada por Pretória, de rever a extradição do ex-ministro moçambicano das Finanças, Manuel Chang, para Moçambique, é "sinal de determinação" no combate à alta corrupção internacional.

 

 

"Em termos globais ou internacionais é [uma decisão] importante, porque a África do Sul voltou a demonstrar a sua determinação em combater a alta corrupção internacional, os grandes abusos financeiros que têm existido, envolvendo o Brasil, a França, a Suíça, variadíssimos países e os escândalos de cativação do Estado aqui na África do Sul, pelos irmãos Gupta", disse André Thomashausen, em entrevista à Lusa.

 

 

"É um sinal de que a África do Sul está determinada em, não só, combater a corrupção, como em tomar medidas concretas, e esta é uma medida concreta, porque vai resultar na extradição de Chang para os Estados Unidos, onde terá de responder em processo penal nos tribunais norte-americanos e terá de assumir a responsabilidade pelo que fez", adiantou o catedrático emérito da Universidade da África do Sul (UNISA, na sigla em inglês), especialista em Direito Internacional.

 

 

O ministro da Justiça da África do Sul, Ronald Lamola, nomeado em Maio pelo Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, anunciou no sábado, em comunicado enviado à Lusa, a revisão da decisão de extraditar o antigo ministro moçambicano das Finanças, Manuel Chang, para o seu país, perante um "novo conjunto de factos".

 

 

No recurso ao Tribunal Superior, em Joanesburgo, o Ministério da Justiça e os Serviços Correccionais da África do Sul destacam a "dupla imunidade" que o ex-ministro moçambicano goza, à luz da lei moçambicana, e o facto de "não ser acusado pelos crimes que, supostamente, cometeu no seu país", no âmbito das dívidas ocultas contraídas pelo Estado moçambicano, que ascendem a dois mil milhões de dólares.

 

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O Presidente do Irão, Hassan Rouhani, disse hoje que o país está pronto para negociar com os Estados Unidos se Washington levantar as sanções económicas.

 

 

Na sua página oficial, o líder iraniano é citado dizendo que "quando pararem com as sanções e o assédio, estamos prontos para negociar".

 

 

As tensões na região do Golfo intensificaram-se desde que os Estados Unidos se retiraram, em Maio de 2018, do acordo nuclear assinado entre o Irão e as grandes potências em 2015 e repuseram também sanções sobre as exportações de petróleo de Teerão, exacerbando uma crise económica que fez afundar a moeda.

 

 

A França, o Reino Unido e a Alemanha apelaram hoje, em comunicado conjunto, para que se ponha travão à escalada de tensões e se retome o diálogo.

 

 

Concluído após anos de esforços diplomáticos, o acordo de Viena de 2015 previa uma limitação do programa nuclear iraniano em troca do levantamento das sanções internacionais contra o país.

 

 

Os três países manifestaram-se igualmente "profundamente perturbados" com os ataques no Golfo e a "deterioração da segurança na região".

 

 

"Achamos que chegou a hora de agir com responsabilidade e procurar maneiras de impedir a escalada de tensões e retomar o diálogo", acrescentam.

 

 

Para a França, o Reino Unido e a Alemanha, "os riscos são tais que é necessário que todas as partes interessadas façam uma pausa e considerem as possíveis consequências de suas acções".

 

 

Além dos europeus, a China e a Rússia mantêm-se no acordo relativo ao nuclear.

 

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Os ataques contra agricultores comerciais na África do Sul aumentaram em 60% na última década, segundo dados divulgados pelo sindicato agrícola TLU SA.

De acordo com o relatório bianual de incidentes nas fazendas agrícolas do país, compilado por este sindicato agrícola, os agricultores comerciais sul-africanos reportaram 1125 ataques entre 1990 e 1999.

Entre 2000 e 2009, a TLU SA diz ter registado um aumento de 22% - 1407 ataques -, enquanto que nos útimos nove anos, de 2010 a 2019, o número de ataques contra fazendas agrícolas no país aumentou para 2616, ou seja 60%.

O relatório indica que o número de homicídios aumentou de 637, no período relativo a 1990/1999, para 799 entre 2000 e 2009, um aumento de 22%.

No período de nove anos seguintes, até 2019, registaram-se 586 homicídios, segundo o TLU SA.

A organização cita ainda o investigador Johan Burger, do Instituto de Estudos de Segurança, que diz que nos últimos seis anos a taxa de homicídios aumentou 17% e que mais de 20 000 pessoas foram assassinadas durante 2017-2018.

"Estas estatísticas são chocantes. Mas para o TLU SA não são meras estatísticas", afirma Chris van Zyl, vice-director-geral do TLU SA, em comunicado enviado à Lusa.

De acordo com o dirigente sindical, que representa, maioritariamente, agricultores comerciais do antigo Transvaal Agricultural Union, "são 2022 membros da nossa comunidade agrícola assassinados desde 1990".

"São 5148 o número de vezes que as famílias e os trabalhadores agrícolas recearam estar em perigo de vida, durante um ataque à sua fazenda", salientou.

Todavia, afirma Van Zyl, "não é suficientemente importante o governo e o Presidente Cyril Ramaphosa condenarem estes ataques contra os agricultores".

"Os elevados indíces de agressão e tortura intencional nos homicídios e ataques às fazendas agrícolas distinguem estes crimes de outros crimes violentos", refere o dirigente sindical.

"Existe, defintivamente, uma ligação à questão da [expropriação] terra e o sector da agricultura deveria ter a segurança como prioridade comum", salienta Chris van Zyl.

 

 

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O ECONOMISTA bissau-guineense Carlos Lopes salientou, recentemente,que todos os países africanos vão ganhar com o estabelecimento de uma zona de livre comércio no continente, defendendo que a rapidez com que o processo está a avançar é “extraordinária”. Leia mais

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A operação do Governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, para deter e deportar imigrantes ilegais, que deveria começar hoje, já começou no sábado, em Nova Iorque, declarou o autarca da cidade, Bill de Blasio.

O autarca de Nova Iorque confirmou, através de uma mensagem publicada no Twitter, que as operações da imigração e da alfândega já tinham sido iniciadas na sua cidade, no sábado.

De Blasio referiu que as forças da Agência de Imigração e de Controlo de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês) não conseguiram deter moradores nos bairros de Sunset Park, no Brooklin, e Harlem.

Defensores dos direitos civis alertaram os migrantes sobre os seus direitos, dando-lhes instruções, para não responderem se os agentes baterem à porta, a menos, que mostrem um mandado assinado por um juiz.

O autarca, que é democrata, disse que a sua cidade não cooperaria com a ICE.

O Presidente Trump disse, na sexta-feira, que a operação, a nível nacional, para identificar, deter e deportar imigrantes, que estão, ilegalmente, naquele país, arrancaria hoje, confirmando as informações avançadas pela imprensa norte-americana.

(LUSA)

 

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