Director: Lázaro Manhiça

O AFEGANISTÃO está no meio de uma onda de violência que se espalhou por grande parte do país, existindo um cerco Talibã às grandes cidades, e que já originou um ataque junto a um membro do Governo.

A pior luta entre os Talibãs e as forças de segurança afegãs na terça-feira (03) foi na cidade de Lashkargah, capital da província sul de Helmand, onde pelo menos 40 civis foram mortos quando o exército pediu a evacuação da cidade para uma grande contra ofensiva.

O aumento da violência talibã, que coincidiu com o início da fase final da retirada das tropas estrangeiras em 01 de Maio, levou ao êxodo de quase 100.000 famílias nas últimas duas semanas, uma situação ainda agravada pelas altas temperaturas.

A maioria dos deslocados pertencem a províncias onde ocorrem fortes ofensivas insurrectas, incluindo Kandahar, Helmand e Herat, localizadas no sul e oeste do país, que se encontram sitiadas.

No final da tarde de terça-feira, Cabul foi palco de um atentado com um carro armadilhado e subsequente disparo contra a residência do ministro da Defesa afegão, Bismillah Khan Mohammadi, que não ficou ferido.

O ataque, num bairro residencial no centro da capital perto da Zona Verde de alta segurança, terminou quase quatro horas depois com pelo menos oito pessoas mortas, incluindo quatro atacantes, e 11 feridos.

Face à grave situação no país, o Governo afegão anunciou na terça-feira que "nos próximos dias" procurará o apoio decisivo da comunidade internacional para uma solução política com os Talibãs e o fim da guerra em duas conferências em Doha, capital do Qatar.

O Conselho de Segurança da ONU também manifestou a sua preocupação com a escalada da violência no Afeganistão na sequência da ofensiva militar lançada pelos Talibãs e instou os rebeldes e o Governo a negociar.-LUSA

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O GOVERNO sudanês aprovou terça-feira (03) um projecto lei sobre a adesão do país ao Estatuto de Roma, que estabelece a criação do Tribunal Penal Internacional (TPI), num momento em que as novas autoridades procuram extraditar o ex-líder Omar al Bashir.

“Hoje, no Conselho de Ministros, aprovámos por unanimidade o projecto de lei sobre a adesão do Sudão ao Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional”, informou no Twitter o primeiro-ministro Abdalla Hamdok.

O chefe do Executivo acrescentou que “está a preparar-se o caminho” para que este projecto seja aprovado pelo Conselho soberano, o órgão máximo legislativo do país africano, criado após o derrube de Al Bashir em 2019 e que tem “transitoriamente” substituído o Parlamento, ainda não formado.

“A justiça e a prestação de contas são a base do novo Sudão, que está comprometido com o Estado de direito que todos procuramos construir”, assegurou Hamdok.

Em finais de Junho, o conselho de ministros decidiu garantir a entrega ao TPI dos antigos dirigentes e que o tribunal reclama, indicados por crimes de guerra na região do Darfur (oeste), e onde se inclui Omar al-Bashir.

Segundo a ONU, a guerra civil que decorreu no Darfur entre 2003 e 2008 provocou pelo menos 300.000 mortos. Os ex-ministro da Defesa, Abdelrahim Mohamed Hussein, e do Interior, Ahmed Haroun, também foram apontados pela instância judicial internacional.

A decisão do Governo sudanês em extraditar Al Bashir acelerou-se no último ano, após diversas deslocações a Cartum do ex-procurador do TPI, Fatou Bensouda, a última realizada em Maio, e onde abordou a questão com os novos dirigentes do país.

O Sudão não foi signatário do Estatuto de Roma durante o regime de Al-Bashir, apesar de em 2005 o Conselho de Segurança da ONU ter adoptado uma resolução com o objectivo de remeter ao TPI os indiciados por crimes no Darfur.- LUSA

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A ASSEMBLEIA Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a criação de um Fórum Permanente de Afro-descendentes, que vai defender a inclusão política, económica e social de comunidades afro-descendentes em todo o mundo.​​ ​ ​

A Costa Rica, em conjunto com o Chade, tem-se encarregado de liderar,nos últimos meses,o processo, agora concluído com a aprovação unânime de uma resolução que institui oficialmente o novo organismo.

"O Fórum Permanente de Afro-descendentes vai levar as vozes dos afro-descendentes ao centro da nossa acção e reflexão, ao mesmo tempo que abrirá novos caminhos para o trabalho articulado entre Estados, ONU e organizações da sociedade civil", destacou a vice-Presidente da Costa Rica, Epsy Campbell, numa nota na rede social Twitter na noite de segunda-feira (02).

O novo organismo vai ser integrado por membros indicados pelos governos e pela presidência do Conselho dos Direitos Humanos da ONU e vai defender a inclusão das comunidades afro-descendentes nos planos político, económico e social.​​​

A ideia do fórum já vinha a ser discutida há vários anos e em 2011 foi uma reivindicação da Primeira Cimeira Mundial de Afro-descendentes, realizada nas Honduras.

"Este fórum representa o pleno reconhecimento de que, afinal de contas, temos que dar voz aos desafios e às aspirações dos afro-descendentes em todo o mundo", disse a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, antes da reunião plenária.

 

Thomas-Greenfield destacou que o fórum é "um espaço novo e necessário" para que todos os afrodescendentes "se reúnam e construam um futuro melhor". (LUSA)

 

 

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A CIDADE chinesa de Wuhan, no centro do país, anunciou hoje (03) uma campanha de testes em massa à sua população de onze milhões de pessoas, depois de detectar três casos locais de doentes com Covid-19 e cinco assintomáticos.

Trata-se dos primeiros casos por infecção local detectados em Wuhan em mais de um ano. Foi nesta cidade que em finais de 2019 foram diagnosticados os primeiros casos de Covid-19 no mundo.

Wuhan confinou parcialmente o bairro de Zhuankou, agora considerado de “médio risco”, de acordo com uma circular emitida hoje pela comissão local de saúde.

A alta capacidade de contágio da variante Delta pôs à prova as restritas medidas de prevenção das autoridades chinesas para conter a doença, embora especialistas locais tenham expressado que a taxa de vacinação e a experiência acumulada vão prevenir um surto em grande escala no país.

A China anunciou hoje ter identificado 90 novos casos de Covid-19, dos quais 61 por contágio local, a maioria na província de Jiangsu, no leste do país.

Jiangsu registou 45 infecções, parte de um surto inicialmente detectado na capital da província, Nanjing, e que se alastrou depois a outras regiões da China.

Os restantes casos locais distribuíram-se pelos municípios de Beijing (um) e Shangai (um) e pelas províncias de Hunan (seis), Hubei (três), Henan (dois), Yunnan (dois) e Fujian (um), indicou a Comissão de Saúde da China.

Beijing, capital do país, colocou dois bairros sob quarentena e restringiu a entrada na cidade de pessoas de áreas consideradas de risco. Cidades como Nanjing e Zhengzhou também estão a conduzir testes de ácido nucleico em todos os seus habitantes.

A cidade de Yangzhou, em Jiangsu, anunciou hoje bloqueios em todos os complexos residenciais localizados em áreas urbanas, após a confirmação de 94 casos nos últimos dias.

O número total de infectados activos na China é de 1.157, dos quais 24 se encontram em estado grave, de acordo com os dados disponibilizados pela Comissão Nacional de Saúde. (LUSA)

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O PRESIDENTE afegão, Ashraf Ghani, disse esta segunda-feira (02) que o degradar da situação militar no Afeganistão país deve-se à “brusca” decisão dos Estados Unidos de retirar os militares que se encontravam no país.

“A situação actual fica a dever-se à brusca decisão” de Washington, disse Ghani durante um discurso no Parlamento afegão e numa altura em que se verifica uma escalada da ofensiva das forças Talibãs em vários pontos do país.

No mesmo discurso, o Presidente do Afeganistão disse que preparou um plano de seis meses para conter o avanço dos insurgentes, mas sem fornecer detalhes.

Após conquistar vastas zonas rurais nos últimos três meses, na sequência da retirada das forças estrangeiras, os Talibãs aumentaram o controlo em três grandes cidades do Afeganistão, nos últimos dias.

Referindo-se a um processo de paz “importado”, Ghani também acusou Washington de ter pressionado no sentido da “destruição da República” e legitimando os Talibãs ao promover as negociações de Doha.

Os contactos resultaram, no início de 2020, num acordo que prevê a saída de tropas estrangeiras do Afeganistão.

Zabihullah Mujahid, um porta-voz das forças Talibã, disse hoje na rede social Twitter que as afirmações de Ghani no Parlamento de Cabul são “absurdas”.

As forças governamentais afegãs têm respondido com pouca resistência ao avanço dos Talibãs e, essencialmente, controlam apenas estradas e as capitais provinciais.

Numa altura em que se aproxima a retirada total dos Estados Unidos, já se verificam combates urbanos entre forças afegãs e rebeldes em Lashkar Gah, uma das três capitais de província afegãs sob ameaça directa dos “insurgentes”.

Os Talibãs confrontam também as forças afegãs nos subúrbios de Kandahar e Herat, as cidades mais populosas do país depois de Cabul.  - LUSA Herat, as cidades mais populosas do país depois de Cabul. - LUSA

 

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