Director: Lázaro Manhiça

O PRESIDENTE da Zâmbia, Edgar Lungu, anunciou domingo (01) que ordenou o envio do Exército para reprimir situações de violência antes das eleições presidenciais e legislativas agendadas para o próximo dia 12 de Agosto.

“Para conter a violência política que testemunhámos nos últimos dois dias, autorizei o Exército da Zâmbia, a Força Aérea da Zâmbia e o Serviço Nacional da Zâmbia a ajudar a polícia da Zâmbia a lidar com a situação de segurança”, disse Edgar Lungu, citado pela agência AFP.

Os focos de violência foram registados na capital Lusaka e noutras províncias onde apoiantes da Frente Patriótica (PF, na sigla em inglês) e do Partido Unido para o Desenvolvimento Nacional (UPND) entraram em confrontos.

Embora a Comissão Eleitoral tenha proibido as reuniões devido à pandemia de Covid-19, os confrontos entre partidos políticos rivais continuaram devido ao número insuficiente de forças policiais.

“A manutenção da ordem pública é uma tarefa diária da polícia, mas às vezes precisa da ajuda de outros serviços de segurança”, indicou o Presidente da Zâmbia.

Num relatório publicado no final de Junho, a Amnistia Internacional alertou para a repressão "brutal" de qualquer opinião dissidente liderada pelo Presidente da Zâmbia que, segundo esta organização não governamental (ONG), ameaça o desenvolvimento das eleições presidenciais, num país onde “os direitos humanos estão em crise”.

O actual Presidente da Zâmbia, de 64 anos, é candidato a um segundo mandato, após ter sido eleito em 2016, na sequência de uma votação cujos resultados foram contestados pela oposição.

O principal opositor de Edgar Lungu é Hakainde Hichilema, que foi preso várias vezes desde que começou a disputar a presidência.

A Zâmbia é um país pequeno, pobre e sem litoral no sul de África, com uma população de 17 milhões, e que se encontra em dificuldades financeiras, com uma dívida externa estimada em cerca de 12 mil milhões de dólares (763,5 mil milhões de meticais). - (LUSA)

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O LÍDER do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, denunciou hoje (23) o que considerou ser uma ordem “cobarde” de restrição das liberdades fundamentais dos cidadãos.

Domingos Simões Pereira foi hoje proibido de viajar para Portugal no voo da Euro atlântico por “ordens superiores”.

“Quero aqui à frente do departamento de migração do aeroporto denunciar esta situação grosseira de restrição das liberdades fundamentais de um cidadão”, afirmou o líder do PAIGC, em declarações aos jornalistas no aeroporto, onde se deslocou para saber precisamente as razões pelas quais não podia embarcar.

Segundo Domingos Simões Pereira, o departamento de migração não apresentou qualquer documento e evoca a “existência de uma ordem superior” que o impede de viajar, sem qualquer explicação sobre os “fundamentos legais”.

O líder do PAIGC afirmou também aos jornalistas que vai apresentar queixa e responsabilizar “não só quem executa, mas quem manda executar”.

Contactada pela imprensa, a secretaria de Estado da Ordem Pública disse não ter conhecimento, remetendo declarações para mais tarde.

Em Junho, o empresário Veríssimo Nancassa, próximo do PAIGC, também foi impedido de viajar por “ordens superiores”.

Na sequência do impedimento de viagem do empresário, a imprensa guineense noticiou a existência de uma lista de pessoas impedidas de viajar.

Na altura, as autoridades guineenses, nomeadamente o Ministério do Interior, disseram desconhecer totalmente a existência de qualquer lista.-LUSA

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O LÍDER do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, foi esta sexta-feira (23) impedido de fazer o ‘check-in’ numvoo de Bissau com destino a Lisboa, confirmou o próprio à agência Lusa.

“Eu enviei uma pessoa para fazer o ‘check-in’ e apareceu uma senhora a dizer que não posso fazer o ‘check-in’ e viajar por ordens superiores”, disse Domingos Simões Pereira à Lusa.

O líder do PAIGC disse que vai ao aeroporto internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, para perceber exatamente quais são as “ordens superiores”.

O empresário bissau-guineense Veríssimo Nancassa, próximo do PAIGC, também foi impedido de viajar em Junho por “ordens superiores”.

Na sequência do impedimento de viagem do empresário, a imprensa bissau-guineense noticiou a existência de uma lista de pessoas impedidas de viajar.

Na altura, as autoridades bissau-guineenses, nomeadamente o Ministério do Interior, disseram desconhecer totalmente a existência de qualquer lista.-LUSA

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OS Estados Unidos impuseram quinta-feira (22) sanções financeiras ao ministro da Defesa cubano, Álvaro Lopez-Miera, e a uma unidade militar de elite pela suposta repressão das recentes “manifestações pacíficas e pró-democracia” em Cuba, ameaçando adoptar novas medidas punitivas.

“É apenas o princípio. Os Estados Unidos vão continuar a sancionar os responsáveis pela opressão do povo cubano”, advertiu o Presidente norte-americano, Joe Biden, em comunicado, condenando “sem ambiguidade as detenções em massa e os simulacros de julgamento” daqueles “que ousam falar”.

O Departamento do Tesouro norte-americano anunciou em comunicado as sanções, responsabilizando o ministro da Defesa cubano – o nome exacto do seu cargo é ministro das Forças Armadas Revolucionárias (FAR) de Cuba – e a força militar de elite do Ministério do Interior, popularmente conhecida como “vespas negras” ou “boinas negras”, pela alegada repressão dos protestos anti-governamentais do passado dia 11 de Julho em Cuba.

“O povo cubano protesta pelos direitos fundamentais e universais que o seu Governo lhe deve garantir”, declarou, por sua vez, a secretária do Tesouro norte-americana, Janet Yellen, no comunicado em que anunciava as sanções, prometendo continuar a aplicar as sanções à ilha caribenha para apoiar “a sua luta pela democracia”.

A má gestão da pandemia no país, aliada a uma grave crise económica - que agravou a escassez de alimentos e medicamentos e levou o Governo a cortar a electricidade durante várias horas por dia - impulsionou a 11 de Julho manifestações espontâneas de milhares de cubanos, que saíram à rua em Havana e em várias outras cidades para protestar contra o Governo do Presidente Miguel Diaz-Canel, desembocando em confrontos com as forças de segurança que se saldaram num morto, dezenas de feridos, mais de uma centena de detidos e um número indeterminado de desaparecidos.

Após os protestos, o Governo cortou a Internet, reforçou o controlo policial e acusou os Estados Unidos de financiarem a revolta social no país.

Além das sanções, o Presidente norte-americano confirmou quinta-feira que o seu Governo está a considerar autorizar as transferências de dinheiro de particulares para Cuba e comprometeu-se a aumentar os efectivos da embaixada dos Estados Unidos em Havana para “fornecer serviços consulares aos cubanos” – o que poderá traduzir-se, a prazo, na concessão de vistos norte-americanos àqueles que desejarem abandonar o país.-Lusa

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PELO menos 16 civis foram mortos numa emboscada realizada por alegados membros do grupo armado Forças Democráticas Aliadas (ADF, em inglês), no leste da República Democrática do Congo (RDCongo), disseram hoje (23) fontes médicas e do governo local.

“A emboscada ocorreu na quinta-feira (22) à noite entre Maimoya e Chani-chani, local onde todas as quintas-feiras é organizada uma feira. Temos 16 corpos no necrotério do hospital geral de referência de Oicha”, declarou à agência de notícias AFP Nicolas Kikuku, autarca de Oicha.

As vítimas, que voltavam da feira, "são 15 adultos, seis mulheres e nove homens, além de uma criança, todos mortos a tiro", disse à AFP o Jérôme Munyambethe, director do hospital geral de Oicha.

“No momento, estamos a tentar estabilizar nove feridos", acrescentou Munyambethe.

A emboscada ocorreu na cidade de Maimoya, a 40 quilómetros da cidade de Beni, na província de Kivu Norte.

Kivu Norte e a província vizinha de Ituri estão em estado de sítio desde 06 de Maio devido aos grupos armados que aterrorizam civis.

O Presidente congolês, Félix Tshisekedi, substituiu as autoridades civis locais por oficiais do exército e da polícia.

Originalmente formados por rebeldes muçulmanos de Uganda, as ADF operam há quase 30 anos no leste da RDCongo.

As ADF são o mais mortífero entre os cerca de cem grupos armados activos no leste da RDCongo. São acusados de massacres de civis, nos quais 6.000 pessoas morreram desde 2013, de acordo com um relatório do episcopado congolês.

Desde Abril de 2019, alguns ataques das ADF foram reivindicados pela organização ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI) por meio dos seus canais habituais nas redes sociais.

O EI designa o grupo como parte de sua "Província da África Central" (Iscap).

Em Março, os Estados Unidos colocaram as ADF na lista de "organizações terroristas" afiliadas ao EI. Em várias mensagens, os rebeldes alegaram ser do EI, no entanto, há muitas dúvidas sobre a realidade e a profundidade dessas supostas ligações.- LUSA

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