Director: Júlio Manjate

O Primeiro-Ministro britânico, Boris Johnson, agradeceu ao povo do Reino Unido por ter saído a votar nas eleições de ontem quinta-feira (12), que segundo as projecções o Partido Conservador ganhou com maioria absoluta, e prometeu que “o trabalho começa hoje”.

“Parece que ao Governo Conservador foi outorgado um novo e poderoso mandato para a fazer o ‘Brexit’, e não só fazer o ‘Brexit’ mas para unir o país, levá-lo para a frente e focar nas prioridades do país”, disse Boris Johnson ao discursar na circunscrição de Uxbridge and South Ruisli, na qual era candidato, após o anúncio da sua reeleição.

Após repetir a promessa de contratar mais 50.000 enfermeiros, 6.000 médicos e construir 40 hospitais – “um dos quais será aqui em Huxbridge” – o primeiro-ministro agradeceu aos eleitores daquele círculo eleitoral por lhe darem “o privilégio” de trabalhar para eles.

Boris Johnson acabou o discurso a agradecer ao povo do país “por aparecer para votar numa eleição Dezembro (…) que se tornou histórica” e dá ao Governo “a oportunidade de respeitar a vontade democrática do povo britânico, mudar para melhorar e libertar o potencial de todo o povo”.

“E é isso que faremos se tivermos a sorte de ser reeleitos, como parece que vai acontecer. Esse trabalho começa hoje”, concluiu.

Com 440 dos 650 círculos eleitorais apurados, os Conservadores conquistaram 227 círculos eleitorais, os Trabalhistas 154, o Partido Nacionalista Escocês 36, os Liberais Democratas sete, os Unionistas da Irlanda do Norte cinco, havendo ainda 11 outros deputados eleitos.

Cerca de 46 milhões de britânicos votaram na quinta-feira nas eleições legislativas antecipadas no Reino Unido, as terceiras em menos de cinco anos, convocadas pelo governo para tentar desbloquear o impasse criado no parlamento pelo processo de saída do país da União Europeia (UE).

Os votos obtiveram os 650 assentos na Câmara dos Comuns, a câmara baixa do parlamento britânico, aos quais concorreram 3.322 candidatos, dos quais 1.124 mulheres, tendo os partidos Conservador (635), Trabalhista (631), Liberal Democrata (611), Verde (498) e Partido do Brexit (275) concorrido no maior número de circunscrições a nível nacional.

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O Partido Conservador garantiu hoje uma maioria absoluta e venceu oficialmente as eleições legislativas britânicas, apesar de a contagem dos votos continuar em curso.

Para obter uma maioria absoluta, um partido precisa de vencer em 326 das 650 circunscrições eleitorais, mas, apuradas 613 circunscrições, o partido conquistou 337.

Liderado pelo primeiro-ministro, Boris Johnson, o partido conquistou até agora mais 43 assentos na Câmara dos Comuns do que nas eleições de 2017.

“Parece que ao Governo Conservador foi outorgado um novo e poderoso mandato para fazer o Brexit, e não só fazer o Brexit mas para unir o país, levá-lo para a frente e focar nas prioridades do país”, disse, ao discursar na circunscrição de Uxbridge and South Ruisli, na qual era candidato, após o anúncio da sua reeleição.

O Partido Trabalhista, o principal partido da oposição, pelo contrário, perdeu até agora 56 assentos e elegeu 200 deputados.

O líder, Jeremy Corbyn, admitiu hoje que a derrota é “muito decepcionante” e anunciou que pretende renunciar às funções, após conduzir um “processo de reflexão sobre este resultado e sobre as políticas que vai manter no futuro”.

A líder dos Liberais Democratas, Jo Swinson, falhou a reeleição como deputada na circunscrição escocesa de Dumbartonshire East por uma margem de 149 votos para Amy Callaghan, do Partido Nacionalista Escocês (SNP).

O SNP já elegeu 46 deputados, mais 13 do que em 2017, enquanto os Liberais Democratas só garantiram oito.

Cerca de 46 milhões de britânicos votaram na quinta-feira nas eleições legislativas antecipadas no Reino Unido, as terceiras em menos de cinco anos, convocadas pelo governo para tentar desbloquear o impasse criado no parlamento pelo processo de saída do país da União Europeia (UE).

Os votos estiveram os 650 assentos na Câmara dos Comuns, a câmara baixa do parlamento britânico, aos quais concorreram 3.322 candidatos.

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Cerca de 46 milhões de britânicos vão hoje votar nas eleições legislativas antecipadas no Reino Unido, convocadas pelo Governo para tentar desbloquear o impasse criado no Parlamento, o processo de saída do país da União Europeia (UE).

O Partido Conservador, do Primeiro-ministro, Boris Johnson, vai tentar recuperar uma maioria absoluta, perdida devido a expulsões e deserções de deputados insatisfeitos com o rumo do “Brexit” e também devido ao desentendimento com o aliado Partido Democrata Unionista (DUP) da Irlanda do Norte.

No lado oposto, o Partido Trabalhista lidera a oposição na tentativa de travar o acordo negociado por Johnson com Bruxelas para completar o processo de saída da UE até 31 de Janeiro, prometendo renegociar os termos e submeter o resultado a referendo.

Desde 1923 que o Reino Unido não realizava eleições nacionais no mês de Dezembro, quando os dias são mais curtos, frios e húmidos devido ao Inverno.

Em Londres hoje o sol nasce às 7.57horas e põe-se às 15.51horas, mas no Norte do país o amanhecer é ainda mais tarde e o anoitecer mais cedo.

As mesas de voto vão funcionar entre as 7.00horas e 22.00horas para o voto presencial, mas também é possível votar por correspondência, cujos boletins já foram enviados há várias semanas.

Os eleitores que não se possam deslocar, seja por ausência justificada ou por razões de saúde, podem solicitar um voto por procuração.

Os votos vão os 650 assentos na Câmara dos Comuns, a Câmara baixa do parlamento britânico, concorrem 3322 candidatos, dos quais 1124 mulheres, tendo os partidos Conservador (635), Trabalhista (631), Liberal Democrata (611), Verde (498) e Partido do Brexit (275) concorrido no maior número de circunscrições a nível nacional.

Ao longo das últimas semanas sondagens mostraram consistentemente uma vantagem confortável do Partido Conservador sobre o Trabalhista, mas o sistema de eleição em círculos uninominais por maioria simples “First Past the Post” pode tornar o resultado imprevisível.

Em 2005, o Partido Trabalhista de Tony Blair garantiu uma maioria absoluta de 356 deputados com apenas 35,3% dos votos a nível nacional, apenas mais três pontos percentuais do que o Partido Conservador de Michael Howard, que se ficou pelos 198 deputados.

A redução da diferença entre os dois partidos nas últimas semanas aumentou a especulação sobre a possibilidade de um parlamento dividido.

Em 1992, as sondagens também sugeriram essa possibilidade, ou a de uma vitória do Partido Trabalhista de Neil Kinnock, mas no final John Major, sucessor de Margaret Thatcher, liderou o Partido Conservador numa quarta vitória com maioria absoluta consecutiva.

Uma sondagem feita à boca das urnas em comum para as três principais televisões britânicas BBC, ITV e Sky News será divulgada logo após às 22.00horas locais, quando o processo de contagem dos votos começar, mas os principais resultados só são esperados durante a madrugada de sexta-feira.

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OS democratas na Câmara de Representantes dos EUA apresentaram ontem dois artigos formais para a acusação no processo de “impeachment” contra o Presidente Donald Trump, acusando-o de abuso de poder e obstrução ao Congresso.

Donald Trump é acusado de ter colocado os seus interesses pessoais acima do interesse nacional e de ter tentado obstruir as investigações do Congresso durante o inquérito para destituição.

Os dois artigos devem ser votados ainda esta semana, no Comité Judiciário, e antes do Natal no plenário da Câmara de Representantes.

“O Presidente colocou em risco a nossa democracia, colocou em risco a nossa segurança nacional”, disse o líder do Comité Judiciário, Jerrold Nadler, quando anunciou os dois artigos de “impeachment”, em frente a um retrato do primeiro Presidente dos EUA, George Washington.

“A nossa próxima eleição está em risco (…) por isso devemos agir agora”, disse Nadler para justificar a decisão das acusações formais contra Donald Trump.

Donald Trump, 73 anos, está sob investigação do Congresso num inquérito para a sua destituição (“impeachment”), acusado de abuso de poder no exercício do cargo.

Trump é suspeito de ter pressionado o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, a investigar uma empresa ucraniana da qual foi administrador o filho do ex-vice-presidente Joe Biden, seu rival político nas eleições de 2020, em troca de uma ajuda militar dos EUA.

As audições públicas do inquérito arrancaram em 13 de Novembro.

Na acusação de obstrução ao Congresso, os democratas alegam que Trump procurou obstaculizar todas as investigações, impedindo vários funcionários da Casa Branca de depor perante os comités envolvidos no inquérito para destituição.

O Comité Judiciário poderá ainda apresentar novos artigos de “impeachment”, no momento de discussão das presentes acusações.

O Presidente rejeita todas as acusações, dizendo que o processo é “uma caça às bruxas”, destinado a fragilizar a sua campanha de reeleição, em 2020, e recusou a participação da Casa Branca durante o inquérito.

Os artigos de ‘impeachment’ devem agora ser votados no Comité Judiciário, para depois serem levados para aprovação no plenário da Câmara de Representantes, onde precisarão de uma maioria simples.

O cenário de aprovação é provável, por causa da maioria democrata na Câmara de Representantes.

Contudo, a líder democrata da Câmara de Representantes recusa antecipar um resultado para a eleição, dizendo que “nunca se preocupou em contar os votos”.

Se forem aprovados, os artigos seguem para o Senado, que se constituirá como uma espécie de tribunal, onde o Presidente poderá apresentar a sua defesa judicial, precisando de uma maioria de 2/3 para que Donald Trump seja afastado do cargo.

Este cenário é improvável, perante a maioria republicana no Senado e depois de manifestações de forte unidade entre a bancada parlamentar que apoia o Presidente.

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O presidente russo, Vladimir Putin, defendeu ontem que a decisão da Agência Mundial Antidopagem (AMA) de excluir a Rússia dos Jogos Olímpicos por quatro anos tem uma “motivação política”.

“Qualquer punição deve ser individual e não colectiva”, defendeu o Chefe de Estado russo, dizendo acreditar que a sanção à Rússia se explica “não pela preocupação de ter um desporto limpo”, mas sim por “uma motivação política”.

Para Vladimir Putin, a decisão da AMA “contraria a Carta Olímpica”, o documento estruturante do Movimento Olímpico e da organização dos Jogos Olímpicos.

“Não há qualquer repreensão a fazer ao Comité Olímpico russo, e se não há nenhuma repreensão a este comité, então o país deve poder participar nas competições sob a sua bandeira nacional”, declarou durante uma conferência de imprensa em Paris, onde esteve reunido com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelenskiy.

A Rússia foi ontem excluída dos Jogos Olímpicos durante quatro anos, devido a um sistema de dopagem levado a cabo com apoio estatal, tornado público há cerca de seis anos.

De acordo com um porta-voz da AMA, a decisão, “tomada por unanimidade”, determina a exclusão da Rússia dos Jogos Olímpicos de Verão Tóquio2020, de Inverno Pequim2022 e de todos os campeonatos do Mundo, e prevê a possibilidade de os atletas competirem sob bandeira neutra.

A decisão, tomada pelo comité daquele organismo que avalia o cumprimento dos regulamentos, é passível de recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).

Além das competições olímpicas, o país ficará também impedido de participar em competições mundiais durante quatro anos, incluindo a qualificação para o Mundial de futebol de 2022, que decorrerá no Qatar.

De acordo com a AMA, “os atletas que quiserem participar em Jogos Olímpicos ou Paralímpicos, ou em qualquer outro evento abrangido pela decisão, terão de provar que não estão envolvidos nos programas de doping descritos no relatório McLaren, ou que as suas amostras não foram falsificadas”.

Em 18 de Julho de 2016, a AMA divulgou um relatório, elaborado pelo professor canadiano Richard McLaren, segundo o qual o governo russo dirigiu um programa de dopagem no desporto com apoio estatal, com participação activa do ministro dos Desportos e dos serviços secretos.

Segundo o relatório, o esquema abrangeu, entre outros eventos, os Jogos Olímpicos Londres2012 e Sochi2014 (inverno), as Universíadas e os Mundiais de atletismo de 2013.

Desde então, o desporto russo tem sido abalado pelo escândalo, que levou o Comité Olímpico Internacional (COI) a colocar nas mãos das federações de modalidade a decisão de autorizar os atletas a participar nos Jogos Olímpicos Rio2016, mas sob bandeira neutra.

A AMA retirou, entretanto, por um período de quatro anos a licença à Agência Antidopagem da Rússia (RUSADA), restituída em Setembro de 2018 sob algumas condições.

Em Setembro passado, a AMA acusou a Rússia de ter enviado dados aparentemente alterados, com evidências claras de doping a serem apagadas selectivamente.

Na sequência deste episódio, um comité independente da AMA recomendou a suspensão, por quatro anos, da Rússia de futuras competições desportivas por falsificação de dados laboratoriais encaminhados para os investigadores.

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