Director: Júlio Manjate

O Presidente-cessante da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, disse ontemque aceita os resultados eleitores das presidenciais realizadas domingo, mas salientou que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) sabe "perfeitamente" quem deveria estar na segunda volta.

"Eu continuo fiel aos ideais da paz, da democracia e da liberdade,que sempre me nortearam e aceitarei quaisquer resultados que sejam publicados pelo órgão de gestão eleitoral, Comissão Nacional de Eleições", afirmou José Mário Vaz, salientando antes o que considerou ser algumas irregularidades.

Algumas das irregularidades apontadas pelo Presidente-cessante prendem-se com atraso no cumprimento de prazos eleitorais, nomeadamente,publicação dos cadernos eleitorais e funcionamento das assembleias de voto e de "terem aparecido urnas com votos previamente preenchidos".

José Mário Vaz falava na sua sede de candidatura, onde fez uma declaração de cerca de 15 minutos, sem direito a perguntas.

"O presidente da CNE e a sua equipa,na posse de todos os dados,sabem perfeitamente quem realmente deveria estar nesta disputa da segunda volta", referiu.

Na declaração, o Presidente-cessante felicitou também todos os candidatos que participaram nas eleições de domingo e desejou "boa sorte" aos dois que vão disputar a segunda volta, marcada para 29 de Dezembro.

"Uma chamada de atenção do Presidente da República à comunidade internacional, apesar das irregularidades, aceito o resultado a fim de contribuir para a pacificação da sociedade", anotou.

O chefe de Estado cessante disse também que vai regressar ao sector privado, de onde saiu para a política, mas vai continuar a servir o seu país e o povo.

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O antigo líder da UNITA, Isaías Samakuva, disse à Lusa, em Luanda, que vai regressar à Assembleia Nacional e continuar a convencer os angolanos que o maior partido da oposição é que “pode trazer prosperidade a Angola”. Isaías Samakuva, que foi líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), de 2003 até Novembro deste ano, disse que o trabalho continua e o propósito é o mesmo: levar o partido ao poder político. “Queremos chegar ao poder político, para que com ele possamos mudar a situação do nosso país”, disse Isaías Samakuva, em declarações à imprensa no final da tomada de posse dos novos 51 membros do executivo nacional, provincial e representantes parlamentares nomeados pelo novo líder da UNITA, Adalberto da Costa Júnior. O substituto do líder fundador da UNITA, Jonas Savimbi, após a sua morte em 2002, disse que durante o seu mandato conseguiu “estabilizar o partido”, mas “a fase que era de renovar as esperanças nas mentes de todos os cidadãos, até dos militantes, acabou”. “Agora precisamos de facto de uma fase de catapultar o partido para a vitória”, frisou Isaías Samakuva, destacando que o seu contributo será o mesmo.

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A representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, Rosine Sori-Coulibaly, felicitou, ontem, Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoco Embaló, pela passagem à segunda volta das presidenciais e o "alto grau de transparência" das eleições de domingo.

"Tomámos nota dos resultados provisórios oficiais da primeira volta, anunciados ontem pela CNE (Comissão Nacional de Eleições). Felicito os senhores Simões Pereira e Sissoco Embaló, os dois candidatos que disputarão a segunda volta, e transmito o nosso apoio contínuo ao processo eleitoral e votos de sucesso para suas respetivas candidaturas", refere a representante de António Guterres em Bissau, em comunicado divulgado à imprensa.

No comunicado, Rosine Sori-Coulibaly destaca também que "nenhuma queixa formal foi registada" e que os "poucos incidentes foram tratados imediatamente pela CNE".

"Isso mostra o alto grau de transparência do processo eleitoral na Guiné-Bissau, que eu testemunhei pessoalmente, e que constitui um exemplo para toda a região", salienta.

A representante do secretário-geral da ONU em Bissau felicitou a sociedade civil e as forças de segurança, que contribuíram para um "clima propício para a realização bem sucedida das eleições".

"Todas as missões de observadores internacionais afirmaram que a eleição foi pacífica, transparente e os resultados da primeira volta foram aceites por todos. No entanto, o vencedor desta eleição deve ser o povo da Guiné-Bissau que, durante todo o processo, demonstrou a sua determinação em virar a página da instabilidade e abrir um novo capítulo de trabalho conjunto em paz para o futuro do seu país", acrescenta.

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A pena imposta contra o ex-Presidente brasileiro Lula da Silva,num processo ligado àoperação Lava Jato, julgado ontemem segunda instância, foi agravada de 12 e 11 meses de prisão para cerca de 17 anos de cadeia.

Os três juízes da 8ª Secção do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), João Pedro Gebran Neto, Leandro Palsen e Carlos Thompson Flores consideraram o antigo Presidente do Brasil de culpado dos crimes de corrupção e branqueamento de capitais, num processo sobre reformas numa casa de campo,numa quinta em Atibaía, realizadas como pagamento de subornos pelas construtoras Odebrecht e OAS.

A pena de Lula da Silva foi assim aumentada para 17 anos, um mês e 10 dias de prisão.

Os magistrados também rejeitaram anular a sentença por causa de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada em Outubro, relativa à ordem da manifestação de denunciantes e denunciados no final de processos de primeira instância.

Num julgamento sobre outro processo, o STF, instância judicial máxima do país, considerou de ilegal os juízes e a defesa se manifestarem ao mesmo tempo no final de um processo criminal, prática que foi adoptada pela magistrada Gabriela Hardt, responsável pela sentença em análise.

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A Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau anuncia hoje, de manhã, os resultados das presidenciais de domingo passado, em que foram chamados a votar mais de 760 mil guineenses.

A CNE anunciou na terça-feira que irá divulgar os resultados das eleições presidenciais às 10.30 horas, numa unidade hoteleira de Bissau.

Mais de 760 000 eleitores foram chamados às urnas no último domingo para eleger o próximo Presidente da Guiné-Bissau, entre 12 candidatos.

A campanha foi marcada pela nomeação de um novo governo por parte do Presidente-cessante e recandidato ao cargo, José Mário Vaz, que foi recusado pela comunidade internacional.

Por outro lado, já na recta final da campanha, foi anunciado um acordo entre vários candidatos contra Domingos Simões Pereira, apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), no poder. O acordo prevê o apoio ao candidato que passe a uma eventual segunda volta, prevista para 29 de Dezembro, contra Domingos Simões Pereira.

As eleições foram acompanhadas, no país, por 23 observadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), 54 da União Africana, 60 da CEDEAO e 47 dos Estados Unidos da América, que consideraram que a votação decorreu com normalidade e de forma transparente.

 

 

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