Director: Lazaro Manhiça

ACENTO TÓNICO: O Malume da fila (Júlio Manjate-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

Conheci-o há dias numa fila para a ATM. Nunca me deu chance de perguntar-lhe o nome, mas pela quantidade de vezes que me chamou Malume (tio), também prefiro tratá-lo assim... É um tipo dado ao verbo. Parecia que já nos conhecíamos. A efusividade, alegria e descontracção com que foi me contando histórias, era impressionante, própria de quem está habituada a contar histórias, convencido de que os seus “filmes” caem sempre bem a qualquer bicho-Homem. Nisto, confesso que o tipo pode ter alguma razão.

Lembro-me, por exemplo, da história que contou sobre os seus primeios momentos como homem casado, vivendo em tecto erguido à custa do seu suor e sacrifício. Em pouco tempo, falamos das memórias que cada um guarda desta importante etapa da vida de um Homem. Na verdade, para quem já passou por tais fases, sabe a quantidade de lições que se aprendem nesse percurso, e das histórias que ficam para contar a quem se quer projectar nestas lides.

Malume lembrou-se, por exemplo, de quando ele e a esposa, recém-casados, se mudaram para os seus aposentos, algures em Guava, numa casa que não tinha janelas. Isso mesmo, não tinha janelas, pois no lugar onde deviam estar, a pobreza obrigou-os a colocar fiadas de blocos de 10, deixando apenas uma pequena abertura na parte superior, para permitir a circulaçao do ar. Naturalmente que era pela mesma abertura que também entravam a poeira e a chuva.

Por alturas da sua mudança, Malume estava a alguns meses de ser graduado no curso de licenciatura em Psicologia, pela Universidade Pedagógica. As condições da casa não eram tão aconchegantes como o casal gostaria que fosse, mas era preciso celebrar mais aquela conquista. O quintal era um descampado. Sem nenhuma árvore de sombra. Quer dizer, de dia fazia calor e à noite, frio. Não tinha varanda. Nenhum compartimento da casa tinha o chão cimentado. A porta  principal não era segura mesmo depois de trancada com a fechadura Yale de lingueta a três tempos...

Impressionante mesmo, é a memória que Malume guarda da sua festa de guaduação, à qual tinha convidado colegas de escola e de trabalho, amigos de infância e outras pessoas que lhe eram especiais e queridas...

Naquele dia, decidiu caprichar o rústico WC que ele e a família já usavam havia alguns meses. Comprou um rolo de plástico, preto, daqueles que não deixam passar nem sombra, nem assombrações, e fortificou as paredes da casa de banho.

A ideia funcionou. Durante o dia, o descampado que era o quintal de Malume, virou um parque onde estavam estacionadas mais de dezena e meia de viaturas. A vizinhança foi se surpreendendo com tanta gente a visitar o novo vizinho que, ainda por cima, usava um ruidoso gerador para dar energia à aparelhagem que destilava música daqui, dali e dacolá.

A festa estava boa e animada até que, a meio da tarde, começou um remoínho de vento que se formou aparentemente do nada num dos pontos do quintal.

De repente, o fenómeno ficou intenso e aumentou de velocidade. Movimentou-se em direcção ao WC onde arrancou, literalmente, o plástico preto montado naquela manhã, deixando Malume ali, exposto, na posição de guarda-redes de hóquei em patins...

Não deu tempo para risos nem lamentações pois o remoínho avançou depressa em direcção à tenda alugada onde se acomodavam os convidados, e arrancou-a pela estrutura. Em pouco tempo, a tenda jazia, distante do quintal; os convidados ao relento, comidas e bolo misturados com areia.

Minutos depois, o remoínho dissipava-se. Durante alguns minutos, o silêncio foi total.

Os comentários que se seguiram, cruzavam cátedras. Naquela festa estavam sociólogos, antropólogos, geógrafos, historiadores, físicos e por aí adiante. Cada tinha a explicação que lhe parecia mais razoável para o fenómeno. Mas como também estavam os do senso-comum, escusado será dizer que tudo ficou pelos palpites.

Estou aqui a imaginar em qual das explicações acreditaria. Para a semana volto, com mais uma história do Malume.

PS.: A minha vénia ao velho amigo e companheiro de lutas, Pedro Nacuo, que subiu domingo para o assento etéreo. Descanse em paz, Ampewê. Logo, logo estaremos todos aí, reunidos!

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Limpopo: Onde está a pensão do combatente Cuna? (César Langa-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

CARLOSJorge Siliya, Ministro dos Combatentes, resolveu, semana passada, fazer uma digressão pela zona sul, em cumprimento da sua agenda de trabalho,começando pela província de Inhambane. Em Gaza, escolheu os distritos de Xai-Xai e Chibuto para a interacção com as lideranças das associações dos combatentes, nomeadamente a ACLLN, AMODEG e ADEMIMO.

Siliya também aproveitou a digressão para acarinhar os homens que deram parte da sua juventude em defesa desta pátria, desde a Luta de Libertação Nacional, até à geração da luta de desestabilização, que durou 16 anos. Durante a tarde de sábado, pude perceber as dificuldades que estes homens enfrentam no seu dia-a-dia, num autêntico contraste em comparação com o sacrifício que consentiram em nome de milhões de seus compatriotas, tanto no país como na diáspora.

Entre cegos e diminuídos físicos, as dificuldades destes homens vão até à habitação, carecendo de condições mínimas para acomodar suas famílias e mais dependentes. É certo que o Governo de Moçambique está preocupadoem resolver vários problemas, mas a velocidade com que as soluções vão aparecendo, parece de lesma para a quantidade das necessidades e necessitados. O ministro entregou algumas casas para alguns antigos combatentes e visitou obras de outras, mas nem tudo foi do seu inteiro agrado, por várias razões, que incluem a qualidade das obras dos empreiteiros, bem como a lentidão do próprio trabalho.

Um dos combatentes visitados pelo ministro Carlos Siliya foi Joaquim Francisco Cuna. Reside no 4º Bairro de Muxaxane, na Aldeia 4º Congresso, também conhecida por Mabunganine, no posto administrativo de Malehice, no Chibuto.

Cuna esteve durante os últimos anos afecto ao Regimento, na Presidência da República, ou seja, de 2002 a 2006, ano em que foi desmobilizado e voltou para o convívio com a sua família. Tempos depois, o infortúnio bateu-lhe à porta, contraindo uma cegueira com a qual convive nos últimos tempos. Não tinha conseguido construir uma casa condigna durante a sua juventude, facto que está sendo materializado pelo Governo, através do Ministério dos Combatentes. As obras ainda estão em curso, mas o ministro garantiu a sua conclusão para breve.

Mas o problema deste combatente não é apenas a habitação. Ele também não recebe o valor da sua pensão, por razões que desconhece. Fez a sua inscrição, para o efeito, em 2010, mas o expediente perdeu-se numa das gavetas de algum gabinete. Inconformado, voltou à carga, em 2013, mas acabou ficando cego sem ter visto o dinheiro da sua pensão. Com muita mágoa, queixou-se ao Ministro, que também ficou indignado. Afinal, onde está a pensão deste combatente?

Não querendo levar desaforo para casa, o Ministro dos Combatentes recomendou ao Serviço Provincial de Justiça e ao Departamento dos Combatentes para, dentro de uma semana, lhe darem a resposta sobre a pensão do combatente Cuna. E disse mais: a resposta é saber que o combatente já está a receber a sua pensão. E nós aplaudimos, porque só assim se pode jogar limpo(po).

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Sigarowane: Calções (Djenguenyenye Ndlovu)

 

ELE disse que estava na esquina, que era um lugar de eleição. Não imaginava um lugar desses para o seu estilo e àquela de uma sexta-feira desde a morte do Djambo para ganho da finança. Perguntei ao meu companheiro e amigo dinamarquês se sabia de tal esquina, já que morador da área e apreciador de lugares como esse. Não sabia de nada, mas como ele voltasse a ligar e explicar, tão logo me juntei a ele e a mais dois amigos. Ele era acabado de chegar e ia na segunda “insulina”. Sentei-me ao seu lado com o recomendável distanciamento e ainda me ajeitando já ele pedia uma para mim, que não tardou a aterrar.Os outros dois estavam no local desde as onze da manhã(e já as luzes da via pública estavam acesas, da esplanadatambém e do restaurantejá não digo) e não havia quem os aldrabasse em meia “insulina”no lugar de uma.Podia ser de tanta outra coisa,mas disso não. Do sumo de uva bem fermentado não se lembram das quantidades emborcadas que depois se misturaram com feijões, carnes e outras coisas que as suas trituradoras deixam passar goelas abaixo. Isso saberiam quando lhes fosse dada a conta. Mas também não é por aí que saberiam de coisa nenhuma pois só lhes interessaria o total a pagar, muito provavelmente porque já não teriam olhos para verificação.

Falavam. Falavam e não davam espaço para nossos comentários. Importava-lhes que ouvíssemos das suas propostas para um dia na Santa Maria. A nossa opinião era de nada. Sabiam dos nossos gostos e cuidariam de toda a logística. Sorríamos um para o outro. Os tipos tinham se tratado bem e ainda a estrada era longa,no seu começo já que teriam o domingo para dormir,de suas bocas se ouviu. E das nossas a gargalhada. Já não dá para grandes cavalgadas. Aliás,os colchões já reclamam a presença dos esqueletos,ou estes dos colchões.

Mais rodadas de “insulinas” e o que podemos fazer é indo sorvendo já que sem espaço para comentários de seja o que for. Os tipos estão feitos umas metralhadoras.

Vamos sorvendo e rindo que esta vida está uma graça.

E quando acontece perguntarem se estamos de acordo, dizemos que sim mesmo que não tenhamos percebido patavina, porque às vezes nos desligamos do falatório colectivo. Eles já estão bem avançados e não há como alcançá-los, só fingir que eles nunca disso vão se aperceber. Que bonito.

Não sei como tinham sido tratados pelo pessoal serventuário,mas acredito que não menos bem, pois de contrário não teriam alificado muito todo aquele tempo. Agora estão reclamando pelo serviço. Dizem que a nossa mesa as “insulinas”são servidas na cozinha, quando no restaurantesão servidas na mesa. Um deles vai até ao balcão e bronca (pelo menos essa é a sua participação na despesa) e a situação muda. Maior solicitude e o esticar dos ombros. “Oque pensam que nós somos”,diz vitorioso o nosso amigo que não leva desaforos para a almofada. “Uns bêbados,meu caro”, atiro consciente do risco,mas o meu amigo e companheiro de lado do comprido banco (que nem o da igreja) evita com uma gargalhada que contagia a mesa e a conversa morre. Uma palmadinha nas costas é o meu agradecimento pela oportuna gargalhada. Pedimos mais uma rodada,mas um deles já adiantara o pagamento de mais três. De mais três e a conta. Olhámo-nos. Conhecemos o jovem quando o pai dele tinha a idade que ele tem agora:quarenta e quatro anos de idade.

Voltamos à conversa do passeio à Santa Maria. Tinha de ser num sábado. No próximo sábado com partida do naval bem cedinho. Ainda os ginastas não estão nos passeios das estradas. Na próxima sexta-feira, a mesma hora, para os últimos preparos,mas num outro lugar que este tem os preços de arrancarem os olhos da cara. Tenho o receio de que indo a esse encontro é sério o risco de não acordar a tempo,mas acabo indo. De casa me perguntam como vou àSanta Maria se não tenho calções. Me lembro de ter perdido outras ocasiões de viver muitas emoções por falta de calções. Àquela hora em lugar nenhum os podia comprar. Então as ”insulinas”.

E não fui.

E não foram.

Hei-de comprar calções e irei àSantaMaria.

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HISTÓRIAS&REFLEXÕES: A armadilha invisível! (ELISEU BENTO)

 

“SABEMOS que os confinamentos são essenciais para suprimir a Covid-19, mas podem encurralar as mulheres com parceiros abusivos. Para muitas mulheres e raparigas, a ameaça é maior onde deviam estar mais seguras: nas suas próprias casas. É necessário um aumento do investimento nos serviços online e das organizações da sociedade civil. Que os governos ponham a segurança das mulheres em primeiro lugar na resposta à pandemia”, pediu no Twitter, António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas.

Os especialistas das Nações Unidas chamam aviolência doméstica “a epidemia escondida” considerando que as medidas de isolamento social vieram exacerbar as condições para a violência estrutural num espaço que deveria ser de segurança.

Segundo o organismo supra-mundial, os números já eram assustadores antes da pandemia – 249 milhões de mulheres e raparigas dos 15 aos 49 anos foram vítimas de violência nos últimos 12 meses – e subiram em tempo de confinamento. 

Recentemente, o “Público”, jornal português, contou a história de uma mulher indiana nos seguintes termos:

- O marido bateu-lhe pela primeira vez na noite do casamento e desde aí já perdeu a conta às vezes em que ficou com nódoas negras. A indiana Geeta tentou fugir uma vez, mas o marido ameaçou tirar-lhe os filhos. Não desistiu. Teve aulas em segredo e já tinha um plano bem montado para os levar com ela. Mas o confinamento decretado na Índia baralhou-lhe a rota, obrigando-a a ficar isolada com quem a agride numa pequena casa numa zona rural. As crianças têm visto o pai zangado muitas vezes na sua vida, mas piorou nas últimas semanas. Têm-no visto a atirar coisas contra a parede e a puxar-lhe o cabelo.

Relata o jornal que, normalmente, o homem guardava a sua raiva para Geeta, mas começou a gritar com as crianças por pequenas coisas, como deixar um copo no chão. Ela dizia alguma coisa para o distrair das crianças e ficar zangado consigo, mas quanto mais tempo estavam juntos, menos ela conseguia distrai-lo.

Emerge então a questão:
Metade do mundo está em confinamento e o isolamento social é fundamental para combater a pandemia de Covid-19, mas como fazê-lo quando se vive com um agressor? Como se proteger da ameaça que vem de uma das pessoas mais próximas?

A resposta, em forma de advertência, não podia ser mais categórica:

- A quarentena é, para milhões de mulheres, uma armadilha invisível!

Em Wuhan, na China, onde a pandemia começou, os divórcios e a violência doméstica aumentaram substancialmente. Escreve, por sua vez, o “New York Times”.

E cá em “casa”?

Pois, na eventualidade de estas linhas servirem para alguma coisa, rogo que seja para ajudar a alertar aos meus concidadãos sobre a probabilidade dessa“armadilha invisível” numa sociedade já de si redundante em actos de violência doméstica, não raro com contornos tenebrosos.

Digo, se mesmo em condições normais já nos vimos forçados a instituir Gabinetes de Atendimento para dirimir os inúmeros de casos dessa índole, como será no dia em que formos literalmente enclausurados durante dias dentro de casa? Teremos capacidade de gerir todas as nossas emoções? 

Na dúvida, melhor mesmo será evitarmos o tal terrível nível 4. De resto, ele já atormenta, só de sentir a sua iminência.

Contudo, como vai sendo repetido aos quatro ventos, ainda está nas nossas mãos fazermos qualquer coisa e afastarmos tal possibilidade. Basta, tão unicamente, cumprirmos as recomendações e nos resguardarmos.

É constrangedor constatar todos os dias que muitos “irmãos” preferem ignorar tudo. Fazem orelhas moucas. E muitos até são indivíduos com “dois dedos de testa”, que deviam servir como activistas dos eventualmente menos avisados.

A quarentena é, para todos nós, já agora, uma armadilha invisível!

PS- O presente artigo foi por mim publicado há algumas semanas, portanto, quando tudo isto ainda estava mais ou menos a começar. Pela sua actualidade, senti-me repelido a repeti-lo perante os cada vez mais crescentes casos da “epidemia escondida” cá em casa!

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PERCEPCOES: Amigos do Bule (Salomão Muiambo-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

MALDITA  Covid-19.

Maldita, porque é mortífera. Maldita, porque nos impõe privações. Já não podemos estar lado a lado, entre amigos, para um “bate papo”, lá na esquina do bairro. Já nãonos podemos abraçar. Não podemos sequer “vegetar” pelo bairro, em pleno fim de semana, porque a maldita Covid-19 está à espreita.

No período pré-Covid, constituíamos um “time” liderado pelo estratega Titininho, e acampávamos ao Bule, explorador de uma remota casa de pasto, passando em revista assuntos do dia-a-dia. Tal casa não tinha nada de especial, mas é lá onde nos sentíamos bem. Enquanto o Bule ordenava as suas secretárias que nos atendessem, a Tia Fefé, a mana Dulce, a mana Vaninha, o Mabasso, o Julamento, (U Zhamile), o mano Mussa, o Carimo, o Farranguane o Ruco (falecido), o Langa, o Guambe e o Julião, e tantos outros, animavam a conversa, às vezes contando anedotas que nos punham às gargalhadas e assim fugindo a realidade.

Mas o Bule, proprietário da casa, era um tipo do outro nível. Amava os seus clientes, mas lhes recusava qualquer crédito. Lembro-me de certa vez em que mobilizámos o velho Xidiminguane para animar o nosso convívio. Nesse dia, o Bule facturou, porque qualquer um que passasse por perto, não só parava, como entrava e pedia qualquer coisa para consumir, enquanto delirava ao som da música do velho artista moçambicano. E o Bule nada pagou ao músico.

Para lá levamos também o antigo seleccionador nacional de futebol, o Mart Noij, depois de uma vitória da equipa de todos nós, frente a um colosso do futebol africano, no majestoso Estádio da Machava. “Todo o mundo” parou para o ver. O estratega desta empreitada foi o “expert” Vitorino Mazuze, aquele rapaz de chapéu que se mete em tudo: no desporto, na cultura, na política, nas artes, enfim...

O Mano Mano, que também treinou os Mambas, passou por lá e vibrou ao ambiente que se vivia. Com reservas, claro, em razão da sua profissão.

Foram bons momentos.

Nos dias que correm, o Bule continua aberto. Mas a maldita Covid-19 roubou-lhe a clientela. Um e outro amigo passa por lá, de forma sorrateira, simplesmente para “matar a saudade”. Mas a vibração acabou. A maldita Covid-19 roubou-a.

Há dias encontrei-me com a Tia Fefé. Não nos saudamos com aquele entusiasmo, obrigados a manter o distanciamento físico e a usar a máscara, em prevenção ao novo coronavírus. Conversámos não tão animadamente como era de desejar. Ela tinha projectado um social, como sói dizer-se, para estes dias, por ocasião do seu aniversário natalício. A maldita Covid-19 esfumou os planos desta donzela.

Entre nós fica a consolação de convívios virtuais, através das diferentes plataformas de comunicação, com particular incidência para o Whatsapp. É melhor que assim seja porque a tal de Covid-19 está a penetrar para as comunidades, podendo provocar uma verdadeira calamidade pública.

Bons tempos virão, acredito.

Maldita Covid-19 e um abraço a todos os amigos do Bule.

Até para a semana!

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