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PERCEPÇÕES:  Hoje não há história  (Salomão Muiambo-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

 

HOJE não há nenhuma história.

Quero simplesmente transmitir uma saudação especial aos deputados da Assembleia da República por, finalmente, terem aprovado, em definitivo, o pacote sobre a governação descentralizada.

Trata-se de um instrumento que visa organizar a participação dos cidadãos na solução dos problemas próprios da sua comunidade e promover o desenvolvimento local, o aprofundamento e a consolidação da democracia, no quadro da unidade do Estado. O mérito desta descentralização assenta na iniciativa e na capacidade das populações actuando em estreita colaboração com as organizações de participação dos cidadãos.

Naturalmente que os consensos alcançados em torno desta matéria podem não agradar a todos mas, uma coisa é certa, o pacote abre alas para a inauguração de uma nova era democrática no país.

O pacote ora aprovado insere inovações, por exemplo, quanto àeleição do governador provincial. Tal facto, nunca aconteceu na história da jovem democracia moçambicana. Cria também a figura de secretário de Estado provincial, entre várias outras normas.

E quais são essas normas? Eis a questão.

São inovações que,tratando de matérias muito sensíveis,devem ser divulgadas para o conhecimento e domínio popular,afinal, todos nós, como moçambicanos, somos chamados a erguer este edifício que se chama democracia, à nossa maneira.

A aprovação do pacote sobre a governação descentralizada, associada àrápida entrega da lista nominal dos homens residuais da Renamo para a sua integração nas Forças de Defesa e Segurança constituem oxigénio para que,a breve trecho,os moçambicanos se sentem à mesma mesa fumando o cachimbo da paz.

Já o fizeram por várias vezes e, por várias vezes, esse mesmo cachimbo se apagou. A palavra paz é a que mais se pronuncia em discursos políticos no país, porém, a que menos observada.

Desta vez esperamos que a sua chama se mantenha viva.

Feliz Páscoa a todos os moçambicanos.

Até para a semana!

 

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DE VEZ EM QUANDO:  Exaltemos Joaquim Chissano !  (Alfredo Macaringue)

 

 

JOAQUIM Chissano parece ser alguém trazido ao mundo para progredir sempre. A sua nomeação para presidente do Comité Internacional Consultivo do Instituto China-África não é, com certeza, um presente que lhe foi dado de bandeja. Resulta de um percurso que o homem de Malehice vem trilhando sobre todas as adversidades. Lembro-me, por exemplo, que já foi insultado uma vez pelos madjermans, quando era presidente da República, durante uma marcha do 1.º de Maio, e ele – o “Chissas” – no lugar de mandar prender os injuriadores, deu-lhes os “trocos” de forma diplomática. Mostrou que qualquer problema pode ser resolvido pelas palavras. Sem precisar de recorrer às armas ou às algemas da Polícia.

Sem dúvida que estamos perante uma figura de tacto. E uma das coisas que vão manter-lhe na roda do mundo, é a visão, a calma e a paciência. As “manhas” também, porque os diplomatas quando estão encurralados, não perdem a oportunidade de usar a manhosidade.

 Mas sempre no sentido de que tudo tem de acabar em bem. Como a participação de Chissano  em todo aquele empreendimento que terminou com os Acordos de Roma. Era preciso ter tacto. Paciência. E manha, no bom sentido. E quando tudo isso é feito em prol da paz, o homem será exaltado.

Não estou aqui para repetir aquilo que todos nós sabemos sobre o nosso compatriota. Apenas vim juntar-me àqueles que aplaudiram a indicação de Chissano para presidente de um órgão de elevado prestígio. Quem vai ganhar com isso não será, naturalmente só o escolhido, mas todo o nosso país, que neste momento é mundialmente citado pelos motivos menos abonatórios. Joaquim Chissano pode usar o seu mandato para nos salvar, penetrando em meandros que aliás ele muito bem conhece.

Lembro-me que a mãe do ex-presidente terá sido a primeira a aplaudir quando o filho anunciou a sua retirada voluntária do poder. Ele fê-lo  de forma a não criar perturbações sociais. Mas o mais importante é que enquanto teve saúde, depois de deixar a cobiçada Ponta Vermelha, nunca esteve longe dos acontecimentos. A sua presença foi sempre regular, tanto a nível nacional como no estrangeiro. Pode ser por isso, aliás só pode ser pela constante presença na arena política global, que agora foi chamado para mais uma missão. Uma missão de alto patamar.

Independentemente do partido a que o nosso compatriota pertença, ele é antes de tudo moçambicano. É isso que conta. Por isso todos nós deviamos exaltar este feito. Significa que a comunidade internacional ao respeitar Joaquim Chissano, respeita os moçambicanos. Não há sombra de dúvida de que ficamos a ganhar todos nós.

Para quê mais palavras? É muita obra junta que este homem produziu ao longo da sua brilhante carreira política, incluindo a boa governação reconhecida publicamente por Mô Ibrahimo. E todos nós sabemos que um país só pode atingir um bom nível de desenvolvimento se tiver uma boa governação.

Parabéns, Presidente Chissano !

A Luta Continua!

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Dialogando: Nós, jornalistas e a política  (Mouzinho de Albuquerque)

 

 

NO dia 11 deste mês, os jornalistas moçambicanos celebraram mais um aniversário da criação do seu sindicato, ou seja, Sindicato Nacional dos Jornalistas (SNJ). De sublinhar que é com grande pena que este ano celebramos o dia com alguns colegas na cadeia. Contudo, tal como noutros anos, o dia serviu para fazermos a reflexão profunda e crítica sobre o exercício do jornalismo com maior rigor, ética, isenção e transparência e mais virado para o interesse público. Submetemo-nos à autoavaliação e introspecção.

Aliás, a data é de relevante importância também para o povo moçambicano, visto que os jornalistas não só informam a ele, como o formam, contribuindo assim para o desenvolvimento multiforme do país e, sobretudo, na afirmação da cidadania.

Até porque vale a pena voltar a dizer que, de facto, para que haja esperança no futuro do nosso país é necessário informar e formar pessoas capazes de pensar ou reflectir, com imaginação, espírito ou capacidade crítica e comportamento ético, e é o que tem feito igualmente o jornalismo moçambicano, apesar da sua incompreensão e outras dificuldades que enfrenta no seu dia-a-dia. 

Já se sabe que em todas as celebrações desta data, os profissionais do jornalismo moçambicano enfatizam, embora não parece estarem a ser ouvidos, o facto de a liberdade de imprensa e o acesso à informação implicar que as fontes de informação estejam disponíveis, não só nos arquivos do Estado, como noutras instituições, segundo consagra a lei de imprensa aprovada no nosso país.

A tarefa de resgatar a liberdade de imprensa, de expressão e do direito à informação, em Moçambique, despindo-os dos seus aspectos retrógrados, criados de propósito por alguns, torna-se ou continua um imperativo também sob o ponto de vista ético, deontológico e cívico, visando a construção de uma cidadania jornalística plena, da qual ninguém seja excluído, por causa do seu pensamento diferente ou suas críticas das incoerências institucionais, passa também pela abertura dessas fontes.

Porém, cada 11 de Abril que celebramos anualmente deveria nos “ensinar” a perceber que não é pelo facto de a lei nos abrir a possibilidade que devemos sair por aí e dizer tudo o que nos apetecer. Aliás, é ilusão a convicção de que a liberdade de imprensa e expressão é absoluta e irrestrita, por isso, cada um deve fazer das suas no jornalismo. E é no dia 11 de Abril que devemos ser mais “iluminados” para a compreensão de que este não é o caminho certo para onde devemos levar a nossa nobre profissão. 

Entretanto, um estudioso brasileiro disse que o relacionamento entre o jornalismo e a política é historicamente polémico e paradoxalmente intercomplementar. Este intercâmbio está permanentemente envolto em circunstâncias de pressões e contra pressões de bastidores, bem como nos interesses económicos, dos empregos jornalísticos ao mesmo tempo em que o imperativo de informar bem é socialmente cobrado.

E por falarmos da política, dizer que é indesmentível que o nosso jornalismo, como acontece com o das outras nações, é feito ou caracterizado igualmente pela luta por protagonismos políticos, em que alguns jornalistas concorrem a cargos de cariz político. É lógico que num país politizado como o nosso isso não faltaria, mesmo que, nalgumas vezes, essa postura ofereça uma dimensão controversa à nossa profissão que se quer isenta e imparcial.

Anuindo o pensamento do brasileiro, diríamos que, de facto, a aparente instrumentalização do jornalismo por parte do poder político instituído, em qualquer país, e Moçambique não é excepção, mesmo onde a democracia é madura, faz com que os seus profissionais reportem assuntos na perspectiva do “politicamente correcto”. É verdade que isso não acontece em todos os órgãos de comunicação social. Porém, não deixa de pôr em causa a seriedade, imparcialidade, honestidade e utilidade do jornalismo para a sociedade.

Todavia, é por isso que se torna também salutar e prestigiante que quando chega o 11 de Abril debatamos ideias, no jornalismo, na base de todas as formas que corporizam efectivamente, à opinião a favor e contrária, sobre determinados assuntos, particularmente de cariz político, para que não se corroam os valores consagrados pela democracia, neste caso multipartidária, em que a classe jornalística é chamada a defendê-los para a boa convivência democrática.

Para que a tradição no exercício do jornalismo culto, incisivo, abarcador e irreverente, no nosso país conte com profissionais da área determinados e comprometidos profundamente com a causa da sociedade em que estão inseridos. Pois, há quem pense que o debate dos temas transcendentais da nação, o retrato coerente da realidade do país, por parte dos jornalistas, deve ser feito através de um jornalismo baseado no “correctamente político”, isto é, que os órgãos de informação trabalhem como “vozes” oficiosas do poder instituído, e daí toca a pressioná-los. É certo que a lógica informativa está subjacente às diferentes práticas do jornalismo, neste caso político, mas o mais importante é que o nosso jornalismo é chamado a contribuir para uma efectiva consolidação da democracia moçambicana e da unidade nacional. Viva o 11 de Abril!

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Retalhos e Farrapos: A metamorfose de Gonçalves: os cubanos  (Hélio Nguane)

 

PORTE fino, à distância, percebem-se os quilómetros que separam aquele indivíduo branco, de fato preto, óculos pretos, sapatos pretos, gravata preta e uma camisa branca só para contrastar. Perfume caro, do carro, com vidros fumados, entreabertos, é possível fumar a fragrância requintada deste jovem empresário.

Charuto entre os dedos, os lábios mordem o cubano, com a mesma raiva de americanos frios e vingativos. Prova lento, deixa a fumaça adensar-lhe o pensamento. Hoje saiu só, não quis motorista, não quer negociadores, conhecer a fonte que empacota o seu prazer é o principal objectivo.

Vai lento, quase que causa engarrafamento. Baixa o vidro, deixa as cinzas do charuto conhecerem o asfalto da cidade de Maputo. Coloca uma música para ambientar, é selectivo, seu ouvido não escuta qualquer artista. Já gostou de música erudita, mas hoje é mais rebelde, balança a cabeça ao som da música de António Variações.

Os bisavós são de Viseu, o pai rebelde proclamou-se moçambicano. O registo confirma. Então, Gonçalves é filho de moçambicanos. Não sabe falar, mas entende todos os insultos em ronga e changana. Responde mal a quem tenta lhe ofender.

A viagem já vai longa, saiu de um dos prédios da Polana-Cimento “A” para uma parte desconhecida da cidade. Não pensou em vias alternativas, ficou mais de meia hora a andar em círculos, mas está tranquilo, pois combustível é dos seus problemas o menor. Pára na Avenida Joaquim Chissano, repara para a Praça da OMM enquanto abastece o veículo.

De fora, repara estudantes universitários metralharem fotografias, selfs, à distância, todos querem ter aquele carro que só vêem em revistas. Não é um veículo qualquer, é o último lançamento, em África, contam-se os empresários que têm na garagem aquela prova de que a engenharia automóvel se supera a cada ano.

Desce lento, desvia pela Avenida Acordo de Lusaka. Olha para o lado esquerdo e vê a pobreza  tranquila, a demonstrar que tem seguidores. Chega no semáforo e repara para o lado direito, tira a caixa de cubanos pronto para fumar mais um.

Um transeunte atravessa rápido, bate o vidro do empresário, que berra por ver aquelas mãos sujas a tocarem o seu carro. Olha para a esquerda e repara que outro miúdo corre, veloz e habilidoso levou a caixa dos charutos cubanos e caminha em direcção à Praça da Paz.

Solta uns insultos, fica vermelho, sua, tira o lencinho e limpa as gotas de água que escorrem no rosto. O carro anda mais alguns metros, faz um ângulo matematicamente correcto e já está na Marian Nguambi. Olha para a direita e vê meia dúzia de prédios que clamam por tinta.

Olha para as instruções do motorista, o negociador, o testa de ferro, que todas as quintas se arrisca, entra no bairro para satisfazer os desejos do patrão. Olha para a rua principal, percebe que são escassos os locais para estacionar e continua a andar. Desvia pela primeira rua depois da principal e estaciona o carro. Sai do veículo, o sapato caro pisa o chão. Anda lento e com ritmo até chegar a rua principal.

Endurece a expressão facial, olha para o cenário. Por instantes se sente na série “walk and dead”, pensa em regressar, não consegue visionar tantos mortos vivos juntos. Desvia no primeiro beco, vê uma panela enorme de sopa a servir famintos em vida.

Ignora tudo e entra na casa. Pede para falar com o chefe máximo do local e todos apontam uma senhora de meia idade. Estranha, pois a maioria dos filmes de narcotráfico são executados por vilões e não donas de casa, com capulanas e lenços amarados.

Senta com a senhora, pede o que lhe trouxe ao local. O filho da senhora prontamente traz e lhe serve. Instantes depois, para celebrarem a venda, o filho da “chefona” corre, entra na casa e traz uma caixa. Tira dois,  charutos cubanos, corta as pontas e serve o convidado.

Perplexo, fuma os charutos que lhe foram roubados há pouco. Respira a fumaça e curte o momento. A vida é um ciclo.

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Timbilando: Das obras inacabadas e das mal-feitas  (Alfredo Dacala-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

 

 

AINDA estávamos matutando sobre o problema das obras do Estado não acabadas no Niassa, trazido aqui na semana passada, quando tomámos conhecimento de um caso idêntico em Cabo Delgado.

Este caso também já está em tribunal, sinal de que está atrasado e é tempo de andar rápido para a sua resolução. Este, como tantos outros, que temos um pouco por todo o país. O Estado foi defraudado em mais de cinco milhões de meticais, por uma empresa de construção civil em Muidumbe. A construtora contratada a construir uma residência para o chefe do Posto Administrativo de Miteda, desapareceu sem deixar rastos, depois de embolsar cinco milhões de meticais, sem fazer coisa nenhuma.

Como nos casos do Niassa, este também se deu em 2013, logo no início da obra e só agora é que o Estado quer reaver o dinheiro, uma vez que já entregou ao empreiteiro o equivalente a 90 por cento do valor total da obra, que, entretanto, não foi feita, pois abandonada.

Quer-se que o empreiteiro seja responsabilizado com os devidos juros, por ter lesado grandemente o Estado e ir-se também atrás de quem estava à frente do processo e foi conivente com a maracutaia que foi feita.

Convém recordar que este não é um assunto novo e nem sequer é assunto apenas desta governação. Este assunto já tem barbas brancas e vem sendo falado desde há muito tempo, tendo passado por diversas etapas. É necessário que os tribunais encarregues destes casos trabalhem céleres e de modo profundo para reaver estes dinheiros, que tanta falta fazem ao Estado para serem bem aplicados e responsabilizar de forma merecida os prevaricadores.

Recorde-se que durante anos, umas das etapas que atravessou a construção das obras públicas foi de facto o abandono. Um pouco por todo o lado no país, viam-se obras inacabadas, sobretudo escolas e hospitais. O Estado, que é o dono dessas obras, através dos diferentes directores provinciais, chorava para localizar os empreiteiros, que os fintavam e não apareciam. O dinheiro? Eles já o haviam recebido na totalidade, sem muito esforço, no momento da deslocação dos equipamentos para iniciar a construção e já o haviam dividido na rede de corrupção.

Até que se tomou a medida de cadastrá-los para saber quem são efectivamente os nossos empreiteiros. Depois lhes disseram que se abandonas uma outra, por exemplo, em Chinginguir, em Inhambane, não vais conseguir a adjudicação de uma outra obra em Chiconono, no Niassa. Essas medidas retraíram bastante este “modus operandi” dos nossos empreiteiros.

Ao que nos parece, nestes dias, o que anda na moda na construção das nossas infra-estruturas públicas é a má qualidade. Obras construídas quase de qualquer maneira. À vista solta, tudo parece estar nos conformes. Tudo parece estar bem. Mas quando testados os materiais, vê-se logo que nada está bem. Foi gato por lebre. Muitas vezes, o que testa estas obras são os fenómenos naturais, vendavais e tempestades. Não estamos a falar do ciclone Idai, que foi altamente devastador, com ventos de outra natureza atingindo por aí cerca de 180 quilómetros horários.

É que nessas obras a fiscalização, que devia ser ela a fazê-lo, assobia para o ar e não é tida nem achada, porque está em compadrio com quem constrói. Uma escola e um hospital voam. Ao lado está uma construção particular, que resiste a tudo de modo sereno.

Os especialistas da área dizem que além da corrupção que grassa a área e a falta de fiscalização adequada, os projectos que são apresentados para a construção dessas infra-estruturas são tão fracos, com fraca qualidade técnica, que precisamos de repensar como são formados nas universidades muitos dos nossos engenheiros de construção civil. Então, mau projecto e mau resultado final.

Neste sector, também se fala muito dos jogos debaixo da mesa, entre os empreiteiros, a fiscalização e também os representantes do dono da obra. Eles escondem o jogo, não querem que sejam vistos, evitam, o mais possível, andar nas bocas do mundo. Com o correr do tempo, hábitos e companhias, já são capazes de bater os passeios das avenidas, com o à vontade de quem bebe um copo de água em dia de canícula. Sem pingo de vergonha! Há assim por dizer, mil e uma maneiras de se “prostituir”, sem dar nas vistas, com elegância formal e ser respeitado pela sociedade bem pensante.

Nesses ambientes, a corrupção medra como cogumelos, porque o terreno lhe é propício. Navegamos no rio do deixa-andar mais pachorrento. Só que, quem deixa andar, é o próprio Estado, que assim se torna directamente responsável pelo caos, que toda esta situação provoca.

Já é costume, nestas como noutras circunstâncias, arranjar desculpas esfarrapadas do tipo não temos recursos materiais e, por isso, vamo-nos arranjando com a prata da casa, com o que temos à mão, por isso as obras não resistem às intempéries, por isso as obras não duram como deviam durar, por aí em diante.

No caso em apreço, esta prata fica-nos tremendamente cara, não só pelas reparações que exige, pelo tempo que consome, pelos recursos humanos, que empata, pelo péssimo desempenho, que causa prejuízos enormes ao cidadão e ao próprio Estado.

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