Director: Lázaro Manhiça

LIMPOPO: Não foi por falta de aviso (César Langa-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

NOS meados do mês de Dezembro, o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, na sua comunicação à nação, anunciou o alívio de algumas medidas de prevenção da pandemia deCovid-19. Quanto a mim, mais do que proporcionar uma quadra festiva livre de muitos condicionalismos, o Chefe do Estado fê-lo com a plena crença da consciência e da responsabilidade dos moçambicanos, também se baseando nos dados estatísticos que tinha na mesa, sobre a doença.

Foi um gesto que mereceu, da minha parte, uma efusiva saudação, chegando mesmo a considerar que o Presidente da República, no contexto em que decretou o alívio de algumas medidas, havia encarnado um verdadeiro Pai Natal. Também entendi que o pronunciamento do mais alto magistrado da nação não estava coberto ou embrulhado por alguma ingenuidade, inocência, nem mesmo populismo. Filipe Nyusi sabia o que estava a dizer e previa, igualmente, uma eventual infelicidade advinda de má interpretação da sua “oferta”. Por isso mesmo, não deixou de prometer recuo, caso os moçambicanos não soubessem continuar com a postura recomendada pelas autoridades sanitárias, no pacote básico das medidas de prevenção do novo coronavírus, como a lavagem das mãos com sabão, o uso da máscara em lugares públicos, o distanciamento físico, entre outras bem conhecidas por todos nós.

Eu também assinei por baixo do pensamento do Chefe do Estado e, numa das minhas aparições, apelei para que o alívio anunciado não se tornasse um presente envenenado. Tomei esta posição, porque conheço um pouco o comportamento dos meus compatriotas que, orgulhosamente, ostentam o gentílico deste pedaço do Índico, que se chama Moçambique. A minha inspiração para este cepticismo fundava-se no abandono total a que as medidas de prevenção foram votadas.

Nos mercados, passou a ser “normal” o não uso das máscaras. Os baldes, nas entradas de estabelecimentos comerciais, eram apenas para “o inglês ver”, porque nem sequer uma gota de água tinham. Em relação aos distanciamentos, as pessoas passaram a comportar-se como se estivéssemos no saudoso tempo do “antigo normal”. Com a autorização da reabertura das barracas, tudo ficou pior. No entanto, a quantidade da euforia derivada deste alívio foi directamente proporcional à quantidade de novas infecções por esta doença, que assola a humanidade, nos últimos tempos.

Temos cada vez mais pessoas infectadas, cada vez mais pessoas a morrer, cada vez mais irmãos hospitalizados, cada vez mais hospitais sem capacidade de responder à demanda e, para agravar, cada vez mais pessoas a fazerem questão de banalizar esta doença. Perante este cenário, o que se esperava ouvir do Chefe do Estado, que não fosse o recuo nas medidas anteriormente anunciadas?

Já passam cinco dias, depois que a nova fase de estado de calamidade começou a vigorar, mas, para o meu espanto, nem me parece que o Presidente da República tenha falado, recentemente. Muitas  pessoas continuam a levar a vida “normalmente”. Os aglomerados continuam, principalmente, nas instituições como bancos, identificação civil, registo civil, INATTER, para não falar dos mercados. Mais: para além da propagação da doença, nestes lugares também rola muito “refresco”.

Muitos queixam-se, considerando dura a posição do Chefe do Estado. Mas penso que deviam reconhecer que ele não teria chegado a tanto se cada um de nós tivesse assumido a responsabilidade de salvar os outros. E não faltou aviso. Aprendamos a jogar limpo(po).

PS: São de lamentar as sucessivas mortes que nos têm cruzado caminho, nos últimos tempos. Só para citar alguns exemplos, com pedido de perdão às famílias dos não citados, por a lista ser longa, semana passada foram a enterrar, em Chicumbane, os restos mortais de Cadmiel Muthemba. Ontem foi o funeral de Bang. Hoje, é a vez de Lídia Cossa, em Chókwè. Que o Senhor conceda repouso pacífico ao finado Ozias Fumo.

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Sigarowane: O corvo (Djenguenyenye Ndlovu)

 

CERTA vez estava sentado na varanda que dá para a grande avenida dos “mayloves”, sobretudo nas primeiras horas de dias de semana, e de outros motores de todos os calibres. Na mezinha, de tampo de vidro, estava colocado um prato contendo uma maçã verde fatiada. Um garfo de dimensões pequenas, mesmo para fruta. É geralmente o que faz de pequeno almoço depois de uma chávena de chá de limão. É menos caro e mais saudável, embora não pareça. Na mezinha estava lá, também, um título do Eça, há muito lido e relido e daquela vez outra vez escolhido para essa manhã sabadeira. Um telefone, não ia perder saudações ou eventuais convites para charutos e runs para lembrar os deliciosos daiquiris amansadores da alma. Engolidas já lá iam duas fatias e dois cabrões ou cabronas em voo rasante carregaram com as restantes fatias da maçã e no telhado puseram-se a degustar exibidamente e ainda não passou o espanto, o pavor até. Mas depois veio o sorriso de contentamento: àquilo se chama coragem, garra e determinação. Não iam, elas, passar fome quando alguém que tinha mais do que comia…

Tinha ouvido contar do Fernando que certa vez, na Inhaca, sacaram um prego na mão do filho e foram se alimentar. Voltaram depois e abriram a torneira de água para ajudar a empurrar a farinha de trigo e a carne já em suas barrigas e à custa da sua astúcia. Parecia uma gozação já que se estava, também, a gozar com um indiano amigo. E as aves são indianas. Se comestíveis ou não, estes corvos não é cá sabido, mas pela prática são como quaisquer aves, simplesmente mais agressivas e nada respeitadoras de coisa nenhuma. Talvez no seu meio…

Na zona, a frequência do corvo de gravata branca era sistemática, mas quando o corvo indiano invadiu o território, conquistou-o e declarou-o de seu domínio exclusivo, o corvo de gravata branca desapareceu.

De sorte que um dia, sentado na mesma varanda, um não avisado alcançou o território sob o domínio do corvo indiano e de imediato um dos conquistadores do seu galho se elevou pelas alturas e pôs-se a voar por cima do corvo de gravata branca ferrando-o violentamente na cabeça. Um segundo foi juntar-se para o combate ao “invasor” que voava no sentido norte na procura de eventual socorro. Nunca se soube como terminou a cena. Se acabou caindo sem vida, ou se os dois corvos o deixaram seguir para uma eventual solidariedade, que compreendesse até a busca de curativos, que as ferraduras foram tamanhas. Talvez entregue a outro grupo de corvos indianos que dominavam a zona do bairro dos Pescadores e arredores. Aliás, certa vez, sentados a pescar num dos dois tanques do Hermínio, com as taças de vinho a reclamarem uso, um corvo indiano foi a outro tanque e delá sacou um peixe e depois foi poisar nas linhas de transporte de energia a exibir a presa. Pouco tempo depois estava alí um bando a sobrevoar o tanque, procurando o momento de investida e pouco se preocupando com a presença humana alipertinho.

Uns abusados,estes corvos, era o que se ouvia cantar no desespero.

O dono da casa foi trazer uma caçadeira, mas não lhe deram tempo para levantar o cano. Mal viram a espingarda puseram-se em fuga, mas sem largarem os peixes seguros pelos bicos, pelas bocas. Voaram no sentido sul e ao longo da baía. Tinham a refeição para o dia. Conta o dono da casa que desapareceram por cerca de ano ou pouco mais, mas que depois foram reaparecendo. Pode até ser outra geração não sabida de existência de espingardas naquela quinta.

Naquela zona também o corvo de gravata branca foi corrido. Foi eliminado pois o outro corvo comia-lhe até os ovos impedindo, assim, a sua reprodução.

Mas daqui nunca saíram. Ou melhor, nunca deixaram de frequentar aquele lugar das latas de lixo. Nunca foram assustados nesse perímetro, que na parte frontal,onde abusavam, deixaram de a frequentar desde que viram umas metralhadoras em número bastante.

Nalgum momento deixou-se de pensar no corvo de gravata branca e na tranquilidade com que fazia a sua catação nas latas de lixo. O corvo preto passou a ser o nosso corvo, embora com hábitos malandros,embora as novas gerações sejam cada vez menos.

Tão de repente e a meio da tarde, no lugar das latas de lixo estava lá um corvo de gravata branca no meio de outros pretos. Estavam em assombrosa harmonia, cumplicidade e se calhar intimidade.

Mas que tipo de corvo poderá resultar?

O corvo indiano já não é indiano. É moçambicano.

E porque não a mistiçagem neste campo?

Daquelas caixas alimentam-se todos.

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Belas Memórias: As palavras que não vieram do líder (ANABELA MASSINGUE-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

SEMPRE parti do princípio que um líder comunitário é líder de opinião por excelência. Que a sua voz é ouvida.

A 15 de Janeiro, dia em que regressávamos para o endurecimento das medidas de prevenção da Covid-19, tive que participar num acto fúnebre de um ente muito chegado.

O local dista pelo menos 240 quilómetros de onde eu vivo. Julgava eu que poderia fazer parte dos 30 que fossem ao funeral ou, na pior das hipóteses, estar entre os que ficariam de fora mas a dar algum contributo como membro mais chegado da família.

A distância e o tempo de viagem não estiveram em uníssono, de tal modo que chegado à casa do malogrado, o cortejo fúnebre já tinha partido passavam minutos. Na companhia de outros membros da família procurei seguir o trajecto até ao cemitério.

Numa mata fechada, no cimo de grandes dunas, de difícil acesso, diga-se, ia repousar o saudoso ente. Entre as sombras e clareiras das árvores que a natureza se encarregou de colocar estavam, para o meu espanto, centenas de cidadãos entre amigos, familiares e moradores da pacata zona.

O ambiente fazia recuar há um ano quando muitos de nós ouvíamos falar de um vírus que assolava a China e até essa altura nada nos alarmava. Das centenas que participavam no funeral, o número de pessoas mascaradas podia se contar a dedo das mãos.

Por algum instante, vendo a exposição, cheguei a pensar que o assunto da comunicação à nação não tivesse chegado àquela parcela de Gaza por falta de informação. Afinal, nalgum momento o povoado andou distante de tudo, pelo menos no passado, não muito distante, em que nem se sonhava falar de televisão. E a liderança local o que diz ?- questionei-me, por saber que ela serve como elo entre a comunidade e o poder público que tem estado a multiplicar apelos face ao actual ritmo de contaminações e mortes.

Homens e mulheres, entre jovens e adultos, manifestavam aquilo que as normas costumeiras sempre impuseram neste tipo de situações: a solidariedade, ajuda mútua, irmandade que passa pela proximidade, partilha de sombreiro ou capulana, afinal é o que sempre guiou a todos até à chegada do “novo normal”.

Regressados à casa, como de praxe, houve espaço para o testemunho sobre a vida e obra do malogrado que adoeceu por muito tempo. Primeiro familiares, membros da sua religião e, finalmente, a palavra para o líder local. Aí residia a minha esperança e expectativa de ouvir e ver o homem a fazer daquele momento, uma ocasião para passar uma mensagem educativa para quem, eventualmente, não soubesse da palavra de ordem: o reforço da prevenção da Covid-19.

O líder falou do que lhe convinha, menos apelar a práticas seguras aos que vivem na sua área de jurisdição. Desperdiçou também uma oportunidade de ser referência na liderança para os demais que dali partiriam para outros pontos. 

Como disse antes, todos entrámos e saímos do funeral como se de Janeiro de 2020 (antes da eclosão da Covid-19 em Moçambique) se tratasse. Não tenho resposta sobre o comportamento que testemunhei naquela aldeia face à doença, mas não acredito que fosse por falta de informação.

Vou parafrasear um reputado médico sénior da praça que disse, numa recente aparição pública, que “Deus ama os moçambicanos”.

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PERCEPÇÕES: Somos culpados! (Salomão Muiambo-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

ESTA sexta-feira seria igual a tantas outras em que primei pela ausência neste espaço, apesar da habitual promessa “Até para a semana”,no final de cada prosa. As agendas são tantas de tal modo que às vezes esquecemo-nos dos nossos compromissos.

Recusei-me que fosse igual, pois não podia guardar silêncio face ao difícil momento que o país atravessa, caracterizado pelo aumento exponencial de casos da Covid-19, com centenas de óbitos à mistura.

Em parte, somos culpados. Assumamos.

Somos culpados porque não soubemos aproveitar a oportunidade que nos foi dada em Dezembro, com o relaxamento de certas medidas restritivas, para nos comportarmos responsavelmente. Confundimos o alívio dessas medidas com o fim da pandemia. Com o verão,então,voltamos a “inundar”as praias, sem a observância das regras recomendadaspara a frequência a estes lugares de lazer. Retomamoscom toda a genicaas arruaças de barracas, caracterizadas por consumo abusivo de bebidas alcoólicas, nalguns casos com a mistura de outras substâncias, fortes saudações, sem a observância do distanciamento físico; saímos à rua semamáscara, tudo em atropelo as regras de contenção da doença. O cúmulo de tudo foi a quadra festiva, caracterizada por ajuntamentos de familiares e amigos, ambientes férteis para a propagação da doença. E o resultado está à vista: a Covid-19 já resultou em mais de 200 óbitos e também mais de 23 mil infecções de Marçodo ano passado a esta parte, com os números assustadores da quadra festiva para cá.

Vivemos em situação de calamidade pública desde Setembro passado, mês em que terminou o estado de emergência, prorrogado por três vezes. Nunca respeitamos as regras e desta vez o Governo “zangou-se” connosco, endurecendo de certo modo as medidas restritivas. Bares e barracas de venda de bebidas alcoólicas, discotecas e salas de jogos encerrados sem contemplações. E a Polícia estará atenta e pronta para actuar contra os prevaricadores. Restaurantes e casas de pasto funcionam das seis da manhãàs 20 horas durante a semana e das seis às 15 horas aos sábados e domingos.

São, na verdade, medidas duras mas necessárias para travar a propagação da pandemia, numa altura em que a nova estirpe da doença está à espreita a partir da vizinha África do Sul. Aliás, as autoridades sanitárias, mesmo sem elementos de prova, admitem que ela esteja a circular no país. E diz-se que ela é mais perigosa que a Covid-19. Tenhamos cuidado.

Somos culpados pelo endurecimento das medidas, porque não nos comportamos com a devida responsabilidade. E se quisermos provar o contrário temos pela frente 21 dias, contados a partir de hoje, estabelecidos para ver até que ponto conseguimos inverter o curso dos acontecimentos.

É possível, desde que cada um assuma as suas responsabilidades.

Até para a semana!

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CENÁRIO: Que expectativas nas relações Moçambique-EUA na era Biden (PAULO DA CONCEIÇÃO)

 

O PRESIDENTEeleito dos Estados Unidos, Joe Biden, toma posse no próximo dia 20, dando início formal ao seu ciclo de governação para os próximos quatro anos.

Sendo os EUA considerado a principal potência do mundo, que expectativas podem ser criadas nas relações entre os Estados Unidos da América e Moçambique na era Biden?

Pesquisadores consideram quea política norte-americana para a África tem sido essencialmente a mesma, tanto para osdemocratascomo para os republicanos.

Em termos gerais, esta parceria cobre essencialmente duas áreas: a económica e a militar. É também sob este prisma que se pode antecipar o futuro das relações entre Moçambique e os EUA.

No que respeita às políticas económicas em vigor dos EUA para o nosso continente  (incluindo Moçambique), elas são definidas a partir da lei para Oportunidade e Crescimento para a África (African Growth and Opportunity Act, AGOA).

O AGOA é um acordo comercialdestinado a facilitar o acesso ao mercado americano de produtos originários dos países beneficiáriospor via da remoção de quotas e tarifas aduaneiras;bem como a expansão do sector privado, em particular os negócios da mulher.

Assim, é expectável que este instrumento continue a guiar, no plano económico, as relações entre Moçambique e EUA na era Biden.

Moçambique já se beneficiadeste mecanismo de acesso ao mercado, preferencial,americanodesde o ano2000. O governo americano estendeu, recentemente, a vigência deste acordo por mais 10 anos.

É importante referir que, apesar da elegibilidade da AGOA, Moçambiquenão aproveitou plenamente as isenções preferênciasprevistas no acordo.

Na sua Estratégia Nacional sobre o AGOA (2018-2025), o Governo do nosso país reconhece, por exemplo, que ovalor das exportações de Moçambiquepara os EUA, em 2016, situou-se um poucoacima dos 100 milhõesde dólares, aproximadamente 3%das exportações totais.

Além disso, as exportaçõesno âmbito do programa AGOA foram umpouco mais de 1 milhãode dólares, o que representamenos de 2% das exportações totais para osEUA.

Apesar do baixo volume de exportações para osEUA e da fraca utilização da AGOA, Moçambiquepossui um sector de exportação compelo menos 20 linhas de produtos que seriamelegíveis para a AGOA se fossem exportadas paraos EUA.

Enfim, são problemas e desafios sobejamente conhecidos e que se resumem na necessidade de se conferir maior eficiência efazer mais investimentos no sector de exportação,bem como fornecer assistência às empresaspara que estas sejam mais pró-activasno âmbito daAGOA.O que falta é sairmos da retórica para a prática!

Relativamente àárea militar, ela está também ligada, em certa medida, ao sector da economia.

Segundo o pesquisador Paris Yeros(2020), apesar do AFRICOM ser parte da estrutura militar global dos EUA, queé responsável por missões e ataques com drones em países da África, ele é um comando que, ao mesmo tempo, é usado como um instrumento de busca desegurança energéticanorte-americana, via petróleo e gás,tendo também em olho a crescente presença da China no continenteafricano.

Entretanto, assumindo que a parceria económica [da África] com os Estados Unidostem conhecido uma redução desde 2008-2009, principalmente devido àrevolução na produção de petróleo nos EUA, que tem levado a diminuição das exportações de petróleo e gásafricano para os Estados Unidos, Moçambique deve estar em alerta para que não caia na ilusão de ver a sua parceria com os EUA incrementada por conta da descoberta de importantes reservas de gás na Bacia do Rovuma.

Por fim, parece que a visão imperialista dos EUA prosseguirá com Biden, usandotambémpara o estabelecimento de relações de imposição e subordinação, na sua relação com Moçambique, outros instrumentos económicos como o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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CONVERSAS AOS SÁBADOS

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