Director: Lázaro Manhiça

DIALOGANDO: “Brincadeira” da Polícia em Nampula - Mouzinho de Albuquerque

UM especialista em comunicação corporativa diz que a fim de aprimorar o relacionamento com a imprensa e, de modo geral, com o público externo, muitas organizações nomeiam um porta-voz para representá-las. Tal profissional assume a responsabilidade de ser o representante da marca.

O especialista acrescenta que qualquer situação em que seja necessário um posicionamento da empresa, para transmitir a opinião ou visão da organização, cabe ao porta-voz “dar a cara”.

Tudo isto a propósito de, em cada quadra festiva, Natal e Fim-de-Ano, a Polícia, em Nampula, não dar atempadamente, através do seu porta-voz, aos órgãos de comunicação social as ocorrências registadas durante esse período, como tem acontecido noutros pontos do país. Ou melhor dizendo, mais uma vez, o porta-voz do comando provincial da PRM em Nampula, Zacarias Nacuti, terá “fugido” das suas responsabilidades, deixando os jornalistas sem a possibilidade de recolherem, em devido tempo, os dados sobre as ocorrências registadas pela polícia durante a quadra festiva do Dia da Família e passagem do ano de 2020 para 2021.

É que, do que sabemos, cabe apenas ao porta-voz o pronunciamento oficial sobre determinado assunto da corporação, como este de ocorrências relativas ao decurso da quadra festiva. E se é assim, por que é que quando ele (porta-voz) está ausente por motivos justificados ou não, a direcção da polícia, em Nampula, não o substituí por outra pessoa para atender os jornalistas, tendo em conta que as festas do Natal e Fim-de-Ano são, normalmente, conturbadas e, por causa disso, a corporação tem de dar informações em devido tempo? 

Como está dito, tal como noutras quadras festivas, nesta última o silêncio deliberado (?) do porta-voz levou a que alguns jornalistas voltassem a questionar: porque é que quando chega esse período ele (o porta-voz) do comando provincial da polícia, em Nampula, não exerce com afinco e eficiência a sua função? Sempre “foge” dos profissionais do jornalismo? Outros jornalistas, por experiência própria, não quiseram se dar o trabalho de procurar pelo porta-voz que nunca está quando chegam os dias 25 de Dezembro e 1 de Janeiro de cada ano, e que muito menos atende as chamadas para dar, em tempo útil, essas ocorrências.

A atitude é merecedora de reprovação, do ponto de vista informativo, que tem sido assumida por aquele porta-voz. Torna-se mais preocupante para os profissionais do jornalismo e não só, quando se sabe que, como está dito, ela é recorrente, decorre sob olhar impávido e até cúmplice de quem de direito para corrigí-la, na perspectiva não só defacilitar o trabalho dos jornalistas na recolha dessa informação para o consumo público, como também conferir a boa imagem e reputação da corporação.

Absurdamente, as informações sobre as ocorrências do Dia de Natal e transição do ano, em Nampula, só foram divulgadas na última segunda-feira, três dias depois das festas, no “briefing” semanal dado pelo chefe das Relações Públicas daquele comando, Dércio Samuel. Mas, sinceramente, era necessário que passassem três dias para serem divulgadas ou para se dizer apenas que as festas decorreram de forma ordeira? Que haja seriedade e responsabilidade dos agentes da polícia em Nampula.

Se qualquer deslize cometido por um porta-voz pode ser extremamente banal para a imagem e reputação da instituição, neste caso da polícia, esperamos que, um dos grandes desafios que a corporação tem, em Nampula, em 2021, seja o de repensar no tipo e postura de um porta-voz que ela deve ter, para que não aconteçam banalidades, porque, embora possa não ser o caso, não é qualquer colaborador, neste caso, porta-voz, que pode responder e posicionar-se em nome de uma instituição diante dos órgãos de comunicação social e outros que merecem respeito e valorização.

Se a nomeação de um porta-voz, neste caso da polícia, precisa de ser estratégica para que o seu desempenho seja positivo, que passa pelo domínio de assuntos que estejam tanto no contexto interno quanto no âmbito externo à corporação, então é preciso perceber que quando actua de forma visivelmente imprudente ou inconsequente, cheira algo de tolerância por parte dos seus superiores hierárquicos, e esperamos que não seja o caso em Nampula.

Contudo, esperamos que para a PRM, em Nampula, o 2021 seja um ano de grandes desafios, sobretudo no combate cerrado contra os criminosos, que todos os dias sofisticam os seus métodos de actuação.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

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