Director: Lázaro Manhiça

LIMPOPO: A eterna aprendizagem - César Langa (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

EM algum momento, nos finais do anopassado, vestimos pele de gigantes e enchemo-nos de orgulho,pelo feito inédito, que foi a conquista do Torneio da COSAFA pelos “Mambinhas”, o que lhes conferiu asua presença na 22ª edição da Copa Africana das Nações, em curso na Mauritânia. Foi umacontecimento que marcou o ano, social e desportivamente. Até porque nunca antes uma equipa defutebol moçambicana havia conseguido semelhante proeza, tendo, a melhor classificação, sido osegundo lugar alcançado pelos Mambas, na mesma competição e na mesma vizinha África do Sul, em2008.

Com uma participação a todos os títulos brilhante, sem derrota e sem sofrer golo, os “Mambinhas”encheram-nos de esperança, na sua participação no CAN da Mauritânia. Não lhes era exigido quevoltassem com a taça. Até podiam não ter conseguido passar para a fase seguinte, mas se pensavaquenos representassem condignamente.

Pode, Dário Monteiro, não ter conseguido levar consigo todos os jogadores seleccionáveis que fossemda sua opção, devido aos condicionalismos impostos por alguns clubes da Europa, onde militam algunsmoçambicanos, mas não era motivo bastante para nos impedir de sonhar, porque também sabíamosque as outras equipas podiam estar na mesma situação, de não poder contar com a totalidade dasopções dos respectivos técnicos.

Durante o período de preparação, tanto no Songo, em Tete, como em Nampula, não acompanheinenhuma queixa, facto que configurou bom ambiente de trabalho. É certo que depois apareceram casosclínicos, relacionados com a pandemia deCovid-19, mas que se enquadraram do “novo normal”, nadimensão planetária. Ou seja, pensámos que as condições para uma participação no CAN estivessemcriadas.

Moçambique calhou no mesmo grupo que a Mauritânia, Uganda e Camarões. Tinha a desvantagem deter que enfrentar o país anfitrião (Mauritânia) e outro adversário (Camarões) com créditos futebolísticosfirmados em África e no mundo inteiro. Eu, particularmente, não sabia muito do currículo actual deUganda, em termos de selecção Sub-20. Mas não achava o cenário assustador, que nos criasse pavor.

Aliás, repito, vínhamos de uma vitória convincente, no torneio da COSAFA.

Convencido de uma boa prestação dos rapazes de Dário Monteiro, nada me fazia pensar que a primeirajornada fosse para terminar em derrota, diante da Uganda. Pensando com os meus botões, acrediteipiamente na vitória que, para além de valer os três pontos, também motivaria os “Mambinhas”para umaboa abordagem do segundo jogo, ainda que fosse diante da turma da casa. Mas foi justamente ocontrário. Os “Mambinhas”não só perderam, como igualmente se definiram como equipa mais frágil dotorneio, saindo derrotados no jogo seguinte com a Mauritânia, que também havia perdido na partida deestreia com os Camarões.

Os “Mambinhas”saíram da competição de cabeça vergada. Dário Monteiro reconhece ter havido erros e afactura lhes saiu cara. Diz ter aprendido muito. Pode até ser, mas quando é que deixaremos deaprender, para também começarmos a ensinar? Estamos a falar de 45 anos de Moçambiqueindependente e a conviver com estes ambientes futebolísticos. Julgo ser o momento de sairmos destamodéstia de eternos aprendizes e assumirmo-nos também como candidatos a vitórias.

“Mambinhas”, vamos lá jogar limpo(po).

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