Director: Lázaro Manhiça

Belas memórias: A crítica no vazio - ANABELA MASSINGUEEste endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

ESTAS coisas de contemplar, criticar e avançar prováveis soluções para certos problemas até para os aparentes, vêm de pessoas de todas as idades. Crianças, jovens e adultos criticam e sempre criticaram coisas que ouvem ou vêem, não obstante o facto de nem sempre as conhecerem na plenitude.

Ainda adolescente, a Estrela foi uma menina de questionar tudo e mais alguma coisa. Recebia o jornal das mãos do ardina e, enquanto o levava para os mais velhos, dava uma olhada pelos destaques e ao chegar ao destino já tinha algo para criticar. Murmurava, balbuciava e depois se expressava para todos:

- “Estes do Notícias publicam coisas que já vimos ontem à noite no telejornal e até outras ouvimos na Rádio: não trazem coisas novas porquê?”, questionava.

De facto, alguns dos assuntos por ela lidos no jornal daquela edição, já tinham mesmo ido para o ar no dia anterior.

Só que, pela idade e pela falta de informação, não tinha como saber de um pormenor: que a dinâmica e o carácter imediatista dos meios audiovisuais de forma alguma se compara a de um jornal impresso. Estávamos na era super analógica em que não se sonhava com jornais online.

Volvida pouco mais de uma década, ela já entrava para o jornalismo e, curiosamente, pela porta do impresso e descobria que afinal de contas, no mesmo espaço onde estiveram os repórteres da rádio e da televisão, a cobrir um determinado evento, tinha estado também o do Notícias que se encarregou de colher os dados, processá-los, submetê-los para as demais etapas até saírem à rua sob forma de papel, impressos, no dia seguinte.

Afinal estava errada! De facto não tinha como comparar estes meios de forma alguma.

Errada ela estava como também tem estado alguns adultos que ao se deparar com alguma falha como, por exemplo, a troca de nomes ou de fotografias num anúncio necrológico, imputam a responsabilidade a toda uma rede de colaboradores do meio de comunicação que veiculou tais conteúdos, ao ponto de atribuir o erro até aos jornalistas. Não que estes sejam infalíveis mas crucificados por um erro de que com eles não têm nada a ver. A crítica não tem que ser feita a todo o custo.

Aos olhos e ouvidos de leigos, isso vale uma crítica severa com direito a espaço nas redes sociais, onde a ridicularização encontra eco e aplausos muitas vezes de quem também não entende a origem das coisas.

O mais caricato é ver muito mais erros de palmatória no ensaio de artigos que passam nas redes sociais, de gente que ocupa o seu tempo a procurar erros dos outros, acabando, as “lavras” desses indivíduos, por constituir exemplo de como não se deve escrever

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